politica

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Um Guantanamo já foi, faltam dezenas de outras

Posted by escriba on 22 Jan 2009 | Tagged as: animação, internacional, internet, politica

Obama assinou hoje decreto para fechar a infame prisão de Guantanamo, em Cuba. Falta agora agir para fechar as centenas de prisões semelhantes que existem nos EUA, entupidas com imigrantes ilegais, detidos em condições muito semelhantes às dos supostos terroristas encarcerados .

Para entender melhor como funcionam essas prisões, confira a página interativa Homeland Guantanamo, obra dos caras do Free Range Studios, que criaram também as páginas de Meatrix e Story of Stuff.

Pelo andar da carruagem, Obama tá com moral e disposição pra acabar com muitos dos desmandos da era Bush. É aguardar pra ver.

Obama por Saramago

Posted by escriba on 21 Jan 2009 | Tagged as: internacional, politica

Não vi picas da posse do novo presidente americano, a não ser o vídeo que o Pedro Dória postou sobre sua tour de force para acompanhar in loco a festança que o povo fez em Washington para exorcizar Bush Jr. e dar boas-vindas a Barack Obama. Me lembrou a tomada da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pela multidão em extâse com a vitória de Lula.

Mas enfim, como nao acompanhei a bagaça, por estar na correria da viagem pra Belém, faço minhas as palavras de José Saramago:

Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar.

O texto completo, aqui.

E lá vem Obama!

Posted by escriba on 19 Jan 2009 | Tagged as: humor, internacional, politica

A expectativa do mundo - e um pouco a minha também - com a posse de Barack Obama como 44o. presidente dos Estados Unidos é nessa linha aqui:

Mas temo que a realidade vai ser mais nesta linha aqui:

(E hoje é dia de festa de despedida para o Bush Jr.! Vai rolar em várias cidades do mundo, confira aqui!)

“Como judeu, sinto vergonha”

Posted by escriba on 16 Jan 2009 | Tagged as: civilização, geopolítica, imprensa, internacional, politica, religião

Meu camarada Marcelo Kischinhevsky, professor de Jornalismo e doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ, me mandou um texto sincero, humano, sobre a punição que Israel impõe sobre o povo palestino. Na verdade, é um texto sobre intolerância, de ambas as partes. Sem mais delongas, segue abaixo:

Como judeu, sinto vergonha. Envergonha-me o uso de artilharia pesada contra alvos civis, como escolas, o campus da Universidade Islâmica de Gaza e instalações da Organização das Nações Unidas. Envergonha-me o cerco às fronteiras do território palestino, que remete aos piores momentos da história humana e evoca imagens do Gueto de Varsóvia. Envergonham-me as restrições ao trabalho da imprensa, impedida de trazer à luz do sol grande parte dos fatos de uma guerra que vem sendo travada, especialmente, no campo da (des)informação. E envergonha-me, sobretudo, ver Israel rebaixando-se à política do ódio praticada pelos terroristas que tanto deseja aniquilar.

Se há algo que não tolero – perdoem a figura de retórica – é a intolerância. O fanatismo de parte a parte nos levou a um conflito sangrento em que a primeira vítima acaba sendo a razão. Antes que seja acusado de antissionista, devo afirmar que não represento grupos de qualquer tipo. Falo aqui como cidadão do Brasil, país onde, afortunadamente, as diferenças de ordem religiosa são em geral respeitadas. Salvo ocasionais chutes em imagens de santas.

Para os ultraortodoxos, não poderia nem ser considerado judeu, pois minha mãe (maranhense de São Luís) converteu-se à fé judaica quando se casou com meu pai, filho de imigrantes da antiga Bessarábia e da Rússia. Como já demonstraram Hobsbawn e Ranger, tradições são invenções humanas. Muitas vezes, seus sentidos originais deslocam-se, transformam-se, deformam-se. A “transmissão” do judaísmo pelo ventre materno, muitos já nem lembram, foi uma estratégia de sobrevivência decidida pelos rabinos durante período de ocupação romana na Palestina, quando o estupro em massa era uma arma de guerra, visando à “romanização” dos territórios conquistados. Hoje, quem diria, virou instrumento de discriminação, usado por aqueles religiosos que condenam os casamentos entre judeus e não-judeus.

Falo, portanto, como judeu, fruto de uma tradição liberal e que busca a compreensão e a aceitação do Outro. Não que o Hamas seja um grupo aberto ao diálogo. Sabemos que não: quando Israel se retirou da Faixa de Gaza, o Hamas iniciou uma onda de assassinatos de líderes do Fatah, que desarticulou a ala moderada palestina no território. O Hamas prega publicamente a destruição do Estado de Israel. Lucra com o embargo a Gaza, administrando o contrabando, que abrange desde armas até itens de primeira necessidade, como remédios e comida. Esconde armas em escolas e mesquitas. Usa crianças como escudos humanos. Promove atentados suicidas, agora inclusive por meio de mulheres-bomba. Mas nem por isso devemos tomá-lo pela totalidade do povo palestino.

Assusta-me ouvir de judeus à direita e à esquerda que a guerra é “necessária” e que não se deve respeitar quem sonha com a nossa destruição. Estão cegos a ponto de não perceberem a generalização – palestinos = homens-bomba? É preciso lembrar que também judeus foram tachados de terroristas, pelos atentados a alvos britânicos, soberanos da região na época da partilha da Palestina.

A cotidiana chuva de foguetes sobre o lado israelense da fronteira é uma realidade que tem profundas repercussões econômicas, políticas e psicológicas, especialmente sobre as novas gerações já habituadas a correr para bunkers quando soam as sirenes. Mas estes atos de terrorismo, praticados por uma minoria armada, estão longe de justificar a agressão a todo um território, onde se refugiaram centenas de milhares de civis palestinos, expulsos de suas terras pela criação do Estado judeu e pelos sucessivos assentamentos em áreas tomadas durante conflitos militares.

Difícil engolir o discurso de que as imagens trazidas pelos poucos repórteres de agências internacionais de notícias presentes na região sejam fraudes, como sugeriu uma representante da comunidade judaica, que acusou esta semana a imprensa de cruzar a “linha da decência ao expor até nas primeiras páginas fotos de crianças mortas, crianças feridas e até mesmo fotos montadas”. Devemos creditar todas as tragédias relatadas durante a ofensiva à máquina de propaganda palestina? Onde foi parar a tradição humanista do judaísmo, da qual sempre me orgulhei?

A agressão de Israel só vai gerar mais agressões, fortalecendo o fanatismo e o ódio. Não se combate o terror com tanques em áreas urbanas, mas com inteligência. Israel tem direito a defender-se e lutar por sua existência como Nação. Isso só não deve ser pretexto para que os israelenses passem um cheque em branco nominal à ultradireita judaica, com sua agenda belicista e sua argumentação rasteira, de relações-públicas de quinta categoria.

Em nome da razão e de um futuro para o Oriente Médio, parem a guerra em Gaza. Já.

Anarquia, oi!

Posted by escriba on 06 Jan 2009 | Tagged as: politica

Um texto

Um site

Uma charge

Uma música:

Viva sapato!

Posted by escriba on 15 Dec 2008 | Tagged as: internet, jogos, politica

O jornalista iraquiano Muntadar al-Zeidi não conseguiu acertar Bush Jr. com seus sapatos, mas você pode corrigir isso, clicando aqui.

Uma despedida melancólica para o sujeito, né não? Já vai tarde… Viva Sapato!

Mas até que o cabra foi ágil ao desviar da bagaça, né não?

E o pessoal não perde tempo, já estão pipocando pela internet versões divertidas da sapatada de Alá! Tipo essa:

Mais aqui.

Capitalismo x planeta

Posted by escriba on 15 Dec 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, civilização, economia, politica

Em carta enviada à conferência da ONU sobre mudanças climáticas que aconteceu em Poznan, na Polônia (terminou domingo agora), o presidente Evo Morales, da Bolívia, propõe a criação de um novo modelo de desenvolvimento para o mundo, baseado na sustentabilidade e harmonia com a natureza. A busca incessante pelo lucro, acima de tudo, está destruindo o planeta, diz Morales.

Segue um trecho:

Tudo começou com a Revolução Industrial de 1750 que deu início ao sistema capitalista. Em dois séculos e meio, os países chamados “desenvolvidos” consumiram grande parte dos combustíveis fósseis criados em cinco milhões de séculos. A competição e a sede de lucro sem limites do sistema capitalista estão destroçando o planeta. Para o capitalismo não somos seres humanos, mas sim meros consumidores. Para o capitalismo não existe a mãe terra, mas sim as matérias primas. O capitalismo é a fonte das assimetrias e desequilíbrios no mundo. Gera luxo, ostentação e esbanjamento para uns poucos enquanto milhões morrem de fome no mundo. Nas mãos do capitalismo, tudo se converte em mercadoria: a água, a terra, o genoma humano, as culturas ancestrais, a justiça, a ética, a morte…a própria vida. Tudo, absolutamente tudo, se vende e se compra no capitalismo. E até a própria “mudança climática” converteu-se em um negócio.

A íntegra da carta pode ser lida aqui.

Morales está certo em gênero, número e grau. O que temos hoje é capitalismo no lucro, socialismo no prejuízo. A crise atual foi provocada por instituições financeiras até então tidas como acima de qualquer suspeita. E a cada novo golpe que surge, quem paga a conta somos nós.

Ou repensamos já o modo como produzimos e consumimos, ou vamos todos pro mesmo buraco.

Vitória de Pirro no STF?

Posted by escriba on 10 Dec 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, civilização, geopolítica, politica

O julgamento no Supremo Tribunal Federal ainda não acabou, porque o ministro Marco Aurélio Mello quer analisar melhor a questão, mas o resultado já tá definido: a demarcação da reserva indígena na Serra Raposa do Sol, em Roraima, respeitará a Constituição brasileira e será contínua. Os arrozeiros - muitos deles políticos, grileiros e afins - terão que sair. A decisão, que é mas não é ainda, acirrou os ânimos entre invasores e índios. Os primeiros dizem que não vão sair agora, que a Funai tem que rever o valor das indenizações, que o tempo lhes favorece e que eles não vão ser escurrachados de lá pelo governo. Já os índios e ONGs não gostaram do adiamento da decisão final, pedem mais segurança ao governo e, em alguns casos como no do Greenpeace, consideram que o resultado fere os direitos indígenas, porque tira dos índios a prerrogativa de serem consultados sobre as ações do governo na região.

Eu particularmente acho até que, se os índios quiserem declarar independência de seu território, se declararem jupiterianos ou descendentes dos atlântis, é justo, Isso num mundo ideal, claro. Mas sei das implicâncias geopolíticas de tal ato e que muitos países foram à guerra para evitar esse tipo de cisão. Por que não, então, trabalhar com eles, respeitar suas necessidades locais e desenvolver uma espécie de PAC indígena, em parceria? Melhor do que colocá-los em constante estado de suspeição e assim cinicamente negar-lhes o que é seu de direito, não?

Quando o caso é de farinha pouca, cada um tenta cuidar do seu pirão, e é até compreensível (nem sempre justificável…). Mas lá tem terra pra caramba - e de mais a mais os invasores são os arrozeiros e a Constituição brasileira diz que os índios têm razão. Então, qual o motivo de tanta confusão? Vão plantar arroz noutro lugar!

EM TEMPO: Também nesta quarta-feira, o líder sindical e ecologista Chico Mendes foi anistiado pelo governo Lula. A família dele receberá pouco mais de R$ 330 mil de indenização pela perseguição sofrida na ditadura militar e mais uma pensão mensal de R$ 3 mil.

É o preço do autoritarismo, que normalmente se paga em tempos democráticos.

Missão cumprida, Odetta!

Posted by escriba on 03 Dec 2008 | Tagged as: musica, politica

Morreu ontem uma das cantoras que mais admiro, Odetta. Era a voz dos movimentos pelos direitos civis dos anos 60 nos Estados Unidos. Segundo os médicos, foi o coração. A eleição do primeiro presidente negro em seu país talvez tenha sido demais para a cantora, de 77 anos. Descanse em paz.

Não se engane pela figura frágil da senhora da foto acima. Odetta era uma força da natureza cantando. O NYT fez uma bela homenagem, The Last Word: Odetta, que começa com uma arrepiante interpretação de  Nobody Know You (When You’re Down and Out, de Otis Redding e depois algumas entrevistas e pequena biografia. Demora um pouco pra carregar - e tem quase 20 minutos - mas vale cada segundo que vc passar em frente ao monitor do computador.

Quando a vi pela primeira vez em ação, no documentário sobre Bob Dylan (No Direction Home), me encantou sua postura ao violão e potente voz. O documentário pode ser visto no YouTube, em 18 capítulos, começando por aqui. No filme, ela canta Water Boy:

Já este outro vídeo traz um trecho de uma de suas apresentações no Festival de Folk de Newport (um dos meus sonhos de consumo…):

Se fosse recomendar algo dela para quem quiser conhecer melhor seu som, indicaria dois discos: Odetta Sings Ballads and Blues (só com clássicos do gênero) e Odetta Sings Dylan (só com músicas de Bob Dylan). É de ficar escutando o dia todo…

Super Obama

Posted by escriba on 20 Nov 2008 | Tagged as: internet, jogos, politica

Dica para o dia de Zumbi dos Palmares: a obamania chegou ao mundo dos jogos online, com Super Obama World, ao estilo Super Mario Bros. O cenário é o Alasca e entre os inimigos estão pitbulls de batom (referência à Sarah Palin) e lobistas engravatados.

Mete bronca, negão!

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