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Rito de passagem

Posted by escriba on 12 Dec 2007 | Tagged as: bizarro/curiosidade, civilização, comportamento, mulheres

Estava para começar a escrever sobre a palavra w00t, usada por aficcionados por jogos online para expressar grande alegria, e a nova linguagem quase criptográfica que vem surgindo graças à internet (e não estou falando do famigerado miguxês) quando um amigo me envia pelo comunicador do gmail este link. Antes que vc clique nele ou siga lendo este post, devo avisar que há possibilidade de encontrar cenas altamente grotescas. É sério, acredite. Se vc é fraco do estômago, acha um absurdo, coisa do dêmo ou coisa parecida, NÃO CLIQUE NO LINK!!

Bom, vamos lá. Eu cliquei. Pouco mais de um minuto depois, fiquei pasmo com o conteúdo do vídeo conhecido como 2 Girls 1 Cup (leia este link antes de clicar lá em cima, para ter uma idéia do que estou falando). É a coisa mais nojenta que já vi na minha vida. Junta O Exorcista, Seven e qualquer filme Z podreira e vc não chegará nem perto.

Mas a internet tem razões que a própria razão desconhece e o vídeo se transformou num dos mais perfeitos virais já feitos. Espontâneamente, centenas de pessoas inundaram o Youtube e congêneres com outros vídeos de pessoas que são desafiadas a assistir o tal 2 Girls 1 Cup. Nestes não são mostradas uma única imagem do vídeo original, apenas o desafiado sentado em frente a um laptop. E ele não tem a menor idéia do que estar por vir. O vídeo começa (vc sabe pela musiquinha que começa a tocar) e os sorrisos se transformam em expressões de terror, nojo, incredulidade. No final, risadas nervosas. Selecionei alguns, dos mais engraçados. São inofensivos, pode assistir na boa.

Não sei porque vi nessa história toda algo dos antigos ritos de passagem, pelos quais temos que passar de tempos em tempos para realmente entender o mundo em que vivemos. Talvez 2 Girls 1 Cup seja o nosso zeitgeist, embalado numa escatológica e histérica gargalhada.

(pause a rádio Escriba antes de começar a ver os vídeos abaixo)

Saindo da casinha

Posted by escriba on 08 Nov 2007 | Tagged as: comportamento, internet, mulheres

Ontem à noite eu e Mari tivemos um momento de fúria aqui no escritório, putos que estávamos com o fracasso de um projeto. E nossa indignação foi ouvida até no estacionamento que fica aqui ao lado, tanto que o dono comentou hoje de manhã: “Vcs estão fazendo algum tipo de treinamento para pastor da Universal? Que gritaria foi aquela?”

Foi mais ou menos nesse estilo aqui (e mais não falo…):

Mulher ao volante

Posted by escriba on 15 Oct 2007 | Tagged as: bizarro/curiosidade, carro, humor, mulheres

Ok, a vaga não era das maiores, mas com um pouquinho mais de noção espacial até que ela conseguiria. Tem uma hora que ela estica o braço para fora do carro, não sei se para medir a distância da calçada ou se para segurar no poste e tentar puxar o carro… :)

Perfume de mulher

Posted by escriba on 27 Sep 2007 | Tagged as: bizarro/curiosidade, mulheres

Depois do Vulva, o que mais esperar? Piadinhas infames na área de comentários… :)

Diário da cegueira

Posted by escriba on 04 Sep 2007 | Tagged as: filmes, mulheres

Fernando Meirelles está contando na internet os bastidores das filmagens de seu mais novo filme, Blindness (Cegueira), baseado no livro Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago. Só tem três posts até agora, mas pelo o que li, promete - e muito. De repente, ele coloca umas fotos legais da Julianne Moore e coisa e tal…

Báu do Escriba

Posted by escriba on 15 Aug 2007 | Tagged as: blog, imprensa, mulheres, sexo

Estou garimpando a Internet atrás das matérias que escrevi durante o tempo em que trabalhei em redações de jornais e revistas. Comecei em 1996 na Tribuna da Imprensa, fui em 1999 para o Jornal do Brasil e, a partir de 2002, fiz uns frilas para Jornal da Tarde, Valor Econômico e O Globo, além das revistas Internacional Magazine, Época, Oi e Outra Coisa.

Não gostei de todas as matérias que fiz, claro, mas de algumas delas me orgulho bastante. Conforme eu for encontrando elas na internet - e é mais difícil do que eu imaginava… -, colocarei o link na seção Baú do Escriba, que fica aí em cima. Já tem um bocado lá. Espero engordar mais a lista em breve.

Uma delas é o perfil que fiz em 2001 do Oscar Maroni, dono da boate Bahamas, esse mesmo que foi preso esta semana acusado de favorecimento à prostituição e formação de quadrilha, entre outros crimes. Na verdade, acho que tem gato nessa tuba, o cara falou demais quando questionado sobre quem teria dado autorização para a construção do seu hotel às margens do aeroporto de Congonhas e acabou em cana.

Hipocrisia pouca é bobagem. O cara pode ser o que for, mas é um pornógrafo convicto e não vejo nada demais nisso. Na entrevista que me deu no interior da Bahamas, falou de sexo (óbvio), do convite que fez a Dercy Gonçalves para posar nua (não conseguiu) e das muitas prisões que teve (a de agora não é a primeira).  Confira a matéria aqui.

Melô da bunda (V2.0)

Posted by escriba on 14 Aug 2007 | Tagged as: mulheres, musica

Estrelando, o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger! (novamente, o toque: pause a rádio Escriba antes de rodar o vídeo abaixo, pra não atrapalhar)

(fonte: Passamani)

Alan Moore sem meias palavras

Posted by escriba on 03 Aug 2007 | Tagged as: HQs & charges, arte, livros, mulheres, sexo

Pornografia, magia, Hollywood, Oscar Wilde, dândis, HQs, mangás, Harry Potter, Paulo Coelho, Milo Manara e as garotas perdidas Wendy (Peter Pan), Dorothy (Mágico de Oz) e Alice (no País das Maravilhas) como você nunca viu. O mago de Northampton deu uma bela entrevista ao G1 e revela que está escrevendo um novo livro, Jerusalem, sobre 1,5 km quadrado em que nasceu e cresceu na sua cidade natal. É o segundo trabalho literário de Moore - o primeiro, A Voz do Fogo, também tem Northampton como pano de fundo, em seis mil anos de história. É brilhante.

Segue um trecho da entrevista:

Nós temos pornografia em todo lugar. O problema é que a qualidade dessa pornografia está bem bem distante do padrão estético daquela época que representamos no “White book”. A pornografia que temos hoje parece não ter nenhum valor artístico, parece criada para estimular as pessoas a qualquer outra coisa que não sexo. Uma das melhores coisas da arte, da arte genuína, é que quando vemos uma imagem ou descrição de algo que se relacione com um sentimento que temos e não conseguimos expressar, ela nos faz sentir menos sozinhos. E o que a pornografia de hoje faz é o exato oposto. Faz com que você se sinta envergonhado, mais sozinho do que nunca. Vemos ou lemos pornografia sozinhos, como se o nosso prazer fosse algo para se envergonhar, algo deplorável. E isso é uma tremenda pena se pensarmos que se trata de uma atividade humana tão prazerosa. Praticamente todos os diferentes gêneros de ficção que temos hoje são baseados nessas áreas improváveis da atividade humana, como caubóis, detetives e monstros. Enquanto aquilo que mais temos em comum, que é algum tipo de prazer sexual, só pode ser abordado nesse gênero grosseiro, tolo e por baixo do pano pelo qual todos se sentem culpados e envergonhados. O que pretendíamos com “Lost girls” era eliminar essa relação imediata entre pornografia e vergonha. Pensamos que se pudéssemos produzir uma pornografia que fosse bela o suficiente e inteligente o suficiente e séria em sua aplicação então talvez fosse possível que pessoas civilizadas e dignas não se sentissem envergonhadas de ter uma obra pornográfica em suas casas.

A íntegra, aqui.

Pára tudo! Julianne Moore tá na área!

Posted by escriba on 23 Jan 2007 | Tagged as: filmes, mulheres

Minha musa será a estrela do próximo filme do diretor Fernando Meirelles, Ensaio sobre a Cegueira, baseado no livro de mesmo nome de José Saramago. As filmagens começam este ano.

Campanha Dove pela beleza real

Posted by escriba on 23 Oct 2006 | Tagged as: comportamento, mulheres

Não são poucas as meninas que se deixam seduzir pela imagem (falsa) de beleza alardeada pela indústria de cosméticos, moda e adjascências. Garotas novinhas colocam silicone nos seios, plástica no nariz, lipo pra tirar gordurinhas aqui e ali, tudo pra ficarem mais próximas de mulheres que não existem!! O resultado são mulheres cada vez mais parecidas umas com as outras.
A Dove tem uma campanha que tenta mostrar a ilusão disso tudo, de como se fabrica um belo rosto que vai parar no outdoor ou nas capas de revistas. Lembram daquela mulher que posou na Playboy e acabou sem umbigo de tanta manipulação no photoshop que fizeram para tirar as imperfeições do seu corpo? Pois é…
Eu quero de volta a diversidade da beleza feminina!

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