internacional
Archived Posts from this Category
Archived Posts from this Category
Posted by escriba on 25 Jan 2009 | Tagged as: boca no trombone, economia, imprensa, internacional
O Guardian publicou a lista dos 25 responsáveis pela crise financeira que tanto problema tem causado no mundo. Só tem gente fina: Alan Greenspan, Bill Clinton, George W. Bush, executivos de bancos e seguradoras, grandes especuladores de Wall Street como George Soros e Warren Buffet, e até o público americano!
O jornal inglês mandou muito bem ao dar nomes aos bois dessa crise toda, afinal, é muito confortável dizer que a merda toda é apenas uma ‘circunstância de mercado’, como fazem diariamente certos analistas/comentaristas/jornalistas econômicos - aqui no Brasil e lá fora também. É triste ver como o jornalismo, com raríssimas exceções, está covarde, insosso, preguiçoso, a ponto de não confrontar quem realmente tem culpa no cartório. Se prende às filigranas, deixando o que realmente importa de lado (por incompetência e/ou negligência).
É bom ter a lista em vista quando um desses picaretas aparecer por aí, dando conselhos ao vento.
Posted by escriba on 22 Jan 2009 | Tagged as: animação, internacional, internet, politica
Obama assinou hoje decreto para fechar a infame prisão de Guantanamo, em Cuba. Falta agora agir para fechar as centenas de prisões semelhantes que existem nos EUA, entupidas com imigrantes ilegais, detidos em condições muito semelhantes às dos supostos terroristas encarcerados .
Para entender melhor como funcionam essas prisões, confira a página interativa Homeland Guantanamo, obra dos caras do Free Range Studios, que criaram também as páginas de Meatrix e Story of Stuff.
Pelo andar da carruagem, Obama tá com moral e disposição pra acabar com muitos dos desmandos da era Bush. É aguardar pra ver.
Posted by escriba on 21 Jan 2009 | Tagged as: internacional, politica
Não vi picas da posse do novo presidente americano, a não ser o vídeo que o Pedro Dória postou sobre sua tour de force para acompanhar in loco a festança que o povo fez em Washington para exorcizar Bush Jr. e dar boas-vindas a Barack Obama. Me lembrou a tomada da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pela multidão em extâse com a vitória de Lula.
Mas enfim, como nao acompanhei a bagaça, por estar na correria da viagem pra Belém, faço minhas as palavras de José Saramago:
Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar.
O texto completo, aqui.
Posted by escriba on 19 Jan 2009 | Tagged as: humor, internacional, politica
A expectativa do mundo - e um pouco a minha também - com a posse de Barack Obama como 44o. presidente dos Estados Unidos é nessa linha aqui:
Mas temo que a realidade vai ser mais nesta linha aqui:
(E hoje é dia de festa de despedida para o Bush Jr.! Vai rolar em várias cidades do mundo, confira aqui!)
Posted by escriba on 16 Jan 2009 | Tagged as: civilização, geopolítica, imprensa, internacional, politica, religião
Meu camarada Marcelo Kischinhevsky, professor de Jornalismo e doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ, me mandou um texto sincero, humano, sobre a punição que Israel impõe sobre o povo palestino. Na verdade, é um texto sobre intolerância, de ambas as partes. Sem mais delongas, segue abaixo:
Como judeu, sinto vergonha. Envergonha-me o uso de artilharia pesada contra alvos civis, como escolas, o campus da Universidade Islâmica de Gaza e instalações da Organização das Nações Unidas. Envergonha-me o cerco às fronteiras do território palestino, que remete aos piores momentos da história humana e evoca imagens do Gueto de Varsóvia. Envergonham-me as restrições ao trabalho da imprensa, impedida de trazer à luz do sol grande parte dos fatos de uma guerra que vem sendo travada, especialmente, no campo da (des)informação. E envergonha-me, sobretudo, ver Israel rebaixando-se à política do ódio praticada pelos terroristas que tanto deseja aniquilar.
Se há algo que não tolero – perdoem a figura de retórica – é a intolerância. O fanatismo de parte a parte nos levou a um conflito sangrento em que a primeira vítima acaba sendo a razão. Antes que seja acusado de antissionista, devo afirmar que não represento grupos de qualquer tipo. Falo aqui como cidadão do Brasil, país onde, afortunadamente, as diferenças de ordem religiosa são em geral respeitadas. Salvo ocasionais chutes em imagens de santas.
Para os ultraortodoxos, não poderia nem ser considerado judeu, pois minha mãe (maranhense de São Luís) converteu-se à fé judaica quando se casou com meu pai, filho de imigrantes da antiga Bessarábia e da Rússia. Como já demonstraram Hobsbawn e Ranger, tradições são invenções humanas. Muitas vezes, seus sentidos originais deslocam-se, transformam-se, deformam-se. A “transmissão” do judaísmo pelo ventre materno, muitos já nem lembram, foi uma estratégia de sobrevivência decidida pelos rabinos durante período de ocupação romana na Palestina, quando o estupro em massa era uma arma de guerra, visando à “romanização” dos territórios conquistados. Hoje, quem diria, virou instrumento de discriminação, usado por aqueles religiosos que condenam os casamentos entre judeus e não-judeus.
Falo, portanto, como judeu, fruto de uma tradição liberal e que busca a compreensão e a aceitação do Outro. Não que o Hamas seja um grupo aberto ao diálogo. Sabemos que não: quando Israel se retirou da Faixa de Gaza, o Hamas iniciou uma onda de assassinatos de líderes do Fatah, que desarticulou a ala moderada palestina no território. O Hamas prega publicamente a destruição do Estado de Israel. Lucra com o embargo a Gaza, administrando o contrabando, que abrange desde armas até itens de primeira necessidade, como remédios e comida. Esconde armas em escolas e mesquitas. Usa crianças como escudos humanos. Promove atentados suicidas, agora inclusive por meio de mulheres-bomba. Mas nem por isso devemos tomá-lo pela totalidade do povo palestino.
Assusta-me ouvir de judeus à direita e à esquerda que a guerra é “necessária” e que não se deve respeitar quem sonha com a nossa destruição. Estão cegos a ponto de não perceberem a generalização – palestinos = homens-bomba? É preciso lembrar que também judeus foram tachados de terroristas, pelos atentados a alvos britânicos, soberanos da região na época da partilha da Palestina.
A cotidiana chuva de foguetes sobre o lado israelense da fronteira é uma realidade que tem profundas repercussões econômicas, políticas e psicológicas, especialmente sobre as novas gerações já habituadas a correr para bunkers quando soam as sirenes. Mas estes atos de terrorismo, praticados por uma minoria armada, estão longe de justificar a agressão a todo um território, onde se refugiaram centenas de milhares de civis palestinos, expulsos de suas terras pela criação do Estado judeu e pelos sucessivos assentamentos em áreas tomadas durante conflitos militares.
Difícil engolir o discurso de que as imagens trazidas pelos poucos repórteres de agências internacionais de notícias presentes na região sejam fraudes, como sugeriu uma representante da comunidade judaica, que acusou esta semana a imprensa de cruzar a “linha da decência ao expor até nas primeiras páginas fotos de crianças mortas, crianças feridas e até mesmo fotos montadas”. Devemos creditar todas as tragédias relatadas durante a ofensiva à máquina de propaganda palestina? Onde foi parar a tradição humanista do judaísmo, da qual sempre me orgulhei?
A agressão de Israel só vai gerar mais agressões, fortalecendo o fanatismo e o ódio. Não se combate o terror com tanques em áreas urbanas, mas com inteligência. Israel tem direito a defender-se e lutar por sua existência como Nação. Isso só não deve ser pretexto para que os israelenses passem um cheque em branco nominal à ultradireita judaica, com sua agenda belicista e sua argumentação rasteira, de relações-públicas de quinta categoria.
Em nome da razão e de um futuro para o Oriente Médio, parem a guerra em Gaza. Já.
Posted by escriba on 05 Nov 2008 | Tagged as: internacional, politica
(Discurso do 44o. presidente dos EUA, em Chicago, após confirmação de sua vitória)
Posted by escriba on 05 Nov 2008 | Tagged as: geopolítica, internacional, politica
Um negro boa pinta, com nome árabe que lembra o maior algoz americano, chegou à Casa Branca, num país com histórico terrível de intolerância e racismo. E de quebra ainda fez o Bush Jr. sair da história pela porta dos fundos. Não é pouco. Mas no frigir dos ovos, não sei o quanto a vitória do Obama servirá para mudar a pegada americana no mundo - politica, financeira e militarmente. Fiquei pensando nisso durante a madrugada, quando acompanhei os finalmentes da votação e o início da apuração (pela Record News, que deu um banho nas outras emissoras nesse quesito, parabéns!)
Se lembrarmos de Clinton na presidência, há oito anos, veremos que as grandes corporações deitaram e rolaram as usual, bem como as forças militares americanas pelo mundo, que atacaram vários países (Afeganistão, Somália, Haite, Bósnia, entre outros) e violaram leis da Comunidade Internacional, entre elas a Convenção de Hague, Pacto de Paris, Carta da ONU, Carta da OEA, Tratado do Atlântico Norte, Convenção de Genebra, e por aí vai.
Nesses ataques, usaram munição radioativas (com urânio), bombas de fragmentação (cujo único propósito é matar e ferir) e até armas químicas. Morreu gente às pencas, o mundo protestou e ficou por isso mesmo.
Não estou dizendo que Obama fará o mesmo, mas a máquina é bem maior do que ele e engana-se quem pensa que o novo presidente dos EUA vai muito diferente do que vimos até hoje por lá. De qualquer forma, é muito maneiro ver um presidente negro na Casa Branca. Não à toa líderes de todo o mundo estão pra lá de esperançosos.
Bom ficar atento às promessas feitas pelo novo presidente americano, pra ver se tudo não passa de retórica ou significa mesmo que estamos num processo irreversível de mudanças. Cacife ele tem, mas terá disposição?
Pra que ele não esqueça do que prometeu o pessoal do Avaaz está pensando em fazer um imenso mural em Washington DC com mensagens de apoio a Obama, e convidando o cara a trabalhar em parceria com o mundo. Clique aqui e mande a sua!
Posted by escriba on 09 Oct 2008 | Tagged as: consumo, economia, internacional
A nova Adbuster pega carona na crise financeira para trompetear uma possível nova era que se desenha no horizonte - o fim do consumismo desenfreado. Será? Eu pensei nisso esta semana, que a limitação do crédito e até uma possível recessão podem ter, afinal de contas, boas conseqüências para nós e para o planeta. Chegou a hora do pós-capitalismo.
É tempo de economizar, reciclar, gastar menos. Vai ser difícil? Muito provavelmente. Mas não tanto quanto os arautos do apocalipse vêm alardeando. A população em geral não participou do banquete financeiro servido por Wall Street e quetais nos últimos anos e pouco ou nada tem a perder. Os grandes (tu) barões sim, estão com suas barbatanas de molho - mas não pelos prejuízos causados por eles mesmos, mas pela possibilidade de verem seus negócios mais regulados, tendo que prestar contas. Ou acabamos com a farra desse pessoal, ou eles acabam com a gente.
O que não dá mais é comer feijão e arrotar caviar.
Como bem dizia Walter Franco:
Tudo é uma questão de manter
A mente quieta,
A espinha ereta
E o coração tranqüilo.
Posted by escriba on 05 Oct 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, esporte, internacional, musica, politica
Enquanto Kassab vai atropelando o Alckmin e prometendo fazer o mesmo com a Marta no segundo turno, vou tentando me distrair com outras coisas. Que tal um pouco de Fórmula 1?
Ou curtir um som?
Ou especular sobre a possível chegada do pessoal do Weatherman, quem diria!, ao poder nos EUA. Valeu, Palin, pela informação!
(Por falar em Weatherman, encontrei no Youtube o legendário documentário de 1976 sobre a organização. Foi gravado clandestinamente com cinco de seus principais membros, quando figuravam na lista dos 10 mais procurados do FBI. Eles promoveram atos terroristas dentro dos EUA como protesto contra a violência do governo americano dentro e fora das fronteiras do país. Perguntados recentemente se apoiariam hoje a mesma tática, dois deles responderam: “Faça alguma outra coisa, mantenha a chama acesa, mas seja criativo e faça algo apropriado para os dias de hoje.” Isso aí!!)
Posted by escriba on 25 Sep 2008 | Tagged as: humor, internacional, politica
Tem mensagem da Hillary, do Tim Robbins, do Robert DeNiro, Jimmy Carter e do próprio John McCain, entre outros. Diversão garantida! Veja aqui a caixa de entrada, os drafts e a lixeira da caixa-postal dele (repare na foto que o identifica no Gtalk…).