imprensa

Archived Posts from this Category

Quem avisa amigo é

Posted by escriba on 17 May 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, imprensa

Pois é, e não é que os tais ecoxiitas que alertavam lá atrás que a aprovação do milho transgênico pelo Brasil traria problemas aos agricultores estavam certos? Os produtores do Paraná, responsáveis pela maior parte do milho plantado no país, estão sofrendo com a contaminação de suas lavouras pela versão transgênicas, assunto tão grave que ganhou manchete na Folha dias atrás. Se ambientalistas fossem mesmo chatos ficariam que nem aquele personagem de Carangos e Motocas que, ao final de cada episódio, repetia: “Eu te disse! Eu te disse!”

Há mais de uma década que a contaminação no campo provocada pelas culturas transgênicas é conhecida e denunciada, bem como a ameaça que representam à biodiversidade e o aumento no uso de agrotóxicos no campo. A imprensa brasileira, no entanto, passou esse tempo todo apenas reproduzindo o canto da sereia entoado pela indústria de biotecnologia, de que os transgênicos aumentariam a produção, os ganhos dos plantadores, combateriam a fome, seriam a resposta para a agricultura em tempos de mudanças climáticas. Mais de 20 anos depois da tecnologia estar na praça, o que temos? Plantas geneticamente modificadas para resistir a agrotóxicos - tudo feito pelas mesmas empresas (Bayer, Monsanto, Basf, Dow Química). Não é uma beleza? Não é raro ler editorais acusando ambientalistas e cientistas de serem ‘anti-ciência’, ‘obscurantistas’ ou mesmo ‘terroristas’, por pedirem tão somente um maior cuidado com um assunto envolto em tanta polêmica.

Foi preciso que diversos países europeus levantassem barreiras aos transgênicos no campo - entre eles França e Alemanha, dois dos maiores produtores agrícolas da Europa - e que a primeira colheita de milho transgênico no Brasil fosse tamanho desastre para que a nossa imprensa olhasse para fora da semente e percebesse que o quadro geral é bem mais feio que pintavam os promotores da nova tecnologia.

A questão toda não é a tecnologia em si. Como bem observou Jeffrey Smith em sua entrevista ao Roda Viva (gravada na última quinta-feira e que deve ir ao ar em breve na TV Cultura), ela pode um dia vir mesmo a ser interessante para a agricultura. “Mas ainda estamos longe desse dia”, alertou o americano, diretor executivo do Instituto pela Tecnologia Responsável e autor dos livros Sementes da Decepção e Roleta Genética, cuja edição nacional foi lançado semana passada no Brasil.

Tendo como entrevistadores Flavio Finardi Filho, professor da USP e membro do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) - ONG bancada pela indústria de biotecnologia -, os jornalistas Alexandre Mansur (revista Época), Fernando Lopes (Valor Econômico) e Washington Novaes, Jeffrey Smith fez uma bela exposição dos riscos que corremos ao liberar no campo uma tecnologia tão cheia de buracos. Mansur e Finardi Filho, com a ajuda do apresentador Heródoto Barbeiro, bem que tentaram encurralar o entrevistado (”Então a FDA não é confiável?”, “A imprensa está vendida?”, “Se os transgênicos são tão ruins, porque tantos agricultores querem plantá-lo?”), mas ele se saiu bem lembrando da força da Monsanto no órgão federal americano que regula os alimentos no país; do caso dos jornalistas da Fox perseguidos por denúncias ao Posilac; e das muitas ilusões que a indústria vende aos produtores. Não foi contestado, apenas recebeu de volta risinhos debochados. A discussão, como se vê, ainda engatinha por aqui. Quando a imprensa brazuca parar de ver a questão toda por meio apenas das informações vindas da indústria, talvez aí as coisas fiquem mais claras. Por ora, serve apenas de biombo para uma ciência cega, que corre para chegar mais rápido ao buraco.

A imprensa aliás, como bem observou Luciano Costa Martins, é mais do que cúmplice disso tudo; é coautora do crime que se está cometendo com a agricultura e meio ambiente brasileiros. Não adianta culpar apenas o governo pela falta de fiscalização (a velha mania nacional), como fez a Folha na matéria sobre o milho transgênico no Paraná, é preciso rever parâmetros na hora de discutir temas tão controversos, para dar um panorama mais claro que vem acontecendo. Ou vão esperar o caldo entornar geral para enfim notarem que há mais verdades por aí do que as alegadas pelo CIB e companhia?

Ninguém aqui é contra a tecnologia, mas sim contra a sua aplicação inadequada. Devagar com o andor, galera, que o planeta é de barro.

Em tempo: Dias atrás, um membro da CTNBio, comissão encarregada da aprovação dos transgênicos no Brasil, visitou este blog e questionou minha argumentação sobre o assunto. Pedi uma entrevista ao Paulo Paes de Andrade, geneticista da UFPE, ele aceitou.

As respostas às 10 perguntas enviadas estão aqui. Agradeço ao Paulo pela boa vontade e elegância com que vem travando o debate - pelo menos neste blog.

Bob Dylan é a mensagem

Posted by escriba on 18 Mar 2009 | Tagged as: cultura, imprensa, internet, musica, tecnologia

Pensei: nunca vi Bob Dylan tocando Idiot Wind. Mas também nunca procurei. Pá-pum, achei esta preciosidade aí abaixo no YouTube: ele ao vivo durante a Rolling Thunder Revue, turnê americana de 75/76 iniciada logo após o fim das gravações do disco Desire (que acabou sendo lançado no meio do tour). O show do vídeo foi o penúltimo da turnê e considerado fraco pela crítica - estariam todos cansados da estrada e de si mesmos.

Pode ser, mas não me impressionou negativamente. Na verdade, senti a mesma energia de quando escutei Idiot Wind pela primeira vez. A música é de Blood On The Tracks, disco anterior a Desire, mas a versão da música aqui tá mais pro clima deste último. Dylan é craque nisso de dar novas roupagens a tudo que faz. O tempo todo. Fez isso quando subiu ao palco do Festival de Folk de Newport em meados dos anos 60 e apresentou uma eletrificação de seu som que assustou os que foram lá ver o trovador de beira de estrada de anos antes. Já vi reclamarem disso num show dele tempos atrás no Sambódromo, acho que de abertura pros Rolling Stones, que ele não toca ao vivo o mesmo som do disco/CP/MP3. Seria um desperdício. Bob Dylan dá conta na boa de reler sua própria obra. E ela assim fica exponencialmente maior enquanto estiver por aí, na estrada - como está. Música é ao vivo. A mídia não é a mensagem; as mensagens são a mídia.

Folha recua e diz que ‘ditabranda’ foi um erro

Posted by escriba on 09 Mar 2009 | Tagged as: boca no trombone, imprensa

E o gigante acabou se dobrando diante das formiguinhas. Após dias de protestos online e uma grande manifestação na porta de seu jornal, no sábado, Otávio Frias Filho recuou, afirmando o seguinte em editorial publicado neste domingo (8/3) na Folha:

O uso da expressão ‘ditabranda’ em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis”.

Considerando a arrogância da Folha em particular e de jornalistas em geral, foi uma vitória e tanto. O caso teve repercussão internacional e o jornal da família Frias ficou muito mal na foto - talvez por isso recuou. Sim, porque não me convenço que o dândi Otavinho realmente tenha admitido um erro assim, publicamente, só porque viu que fez cagada. Pra mim, o recuo foi estratégico, para jogar panos quentes da gritaria toda. No fundo, continua pensando o mesmo, que a ditadura no Brasil pegou leve e não foi tão ruim assim.

O Youtube está repleto de vídeos do que rolou no sábado em frente à sede da Folha, em SP, clique aqui e veja.

Ditabranda nunca mais

Posted by escriba on 07 Mar 2009 | Tagged as: boca no trombone, imprensa

Acabou agora há pouco o protesto em frente ao jornal Folha de São Paulo, na região central da capital paulista. Centenas de pessoas foram ao evento para exigir mais respeito do jornal do dândi Otavinho Frias com as vítimas da DITADURA MILITAR que tantas vítimas fez no Brasil por quase 20 anos.

Eu queria muito ir mas não consegui adiar um frila que tinha para hoje e tive que acompanha tudo de longe. Mas vou ajudar a espalhar a palavra. Leia aqui o que rolou na rua Barão de Limeira (onde fica a sede da Folha) e veja as fotos.

E como sempre,  uma tirinha do Laerte resume tudo em apenas três quadrinhos:

(clique na tirinha para aumentar)

‘Ditabranda’ é o c….!

Posted by escriba on 01 Mar 2009 | Tagged as: boca no trombone, canalhice, imprensa

Não se assuste: o desenho acima, do Latuff, é uma provocação, traduzindo o que a Folha de S. Paulo quis dizer por ‘ditabranda’, em editorial publicado no dia 17 de fevereiro passado. Para o jornal do dândi Otavinho Frias, o regime militar no Brasil foi moleza. E quem tentou deixar seu protesto na seção de cartas do jornal foi esculachado mais uma vez. Por isso no próximo dia 7, sábado, vamos reunir uma galera boa em frente ao prédio da Folha, na rua Barão de Limeira (SP) para um ato em repúdio à ‘ditabranda’. De lá vamos blogar, tuitar, iutubar, via celular, laptop e o que mais tivermos em mãos.

Se vc tem um blog ou algo parecido, copie a imagem acima, divulgue e apareça!

Mais detalhes aqui.

(Em tempo: texto imperdível lá no Vi o Mundo, do Azenha - A Escolinha do Professor Kamel)

Nome aos bois

Posted by escriba on 25 Jan 2009 | Tagged as: boca no trombone, economia, imprensa, internacional

O Guardian publicou a lista dos 25 responsáveis pela crise financeira que tanto problema tem causado no mundo. Só tem gente fina: Alan Greenspan, Bill Clinton, George W. Bush, executivos de bancos e seguradoras, grandes especuladores de Wall Street como George Soros e Warren Buffet, e até o público americano!

O jornal inglês mandou muito bem ao dar nomes aos bois dessa crise toda, afinal, é muito confortável dizer que a merda toda é apenas uma ‘circunstância de mercado’, como fazem diariamente certos analistas/comentaristas/jornalistas econômicos - aqui no Brasil e lá fora também. É triste ver como o jornalismo, com raríssimas exceções, está covarde, insosso, preguiçoso, a ponto de não confrontar quem realmente tem culpa no cartório. Se prende às filigranas, deixando o que realmente importa de lado (por incompetência e/ou negligência).

É bom ter a lista em vista quando um desses picaretas aparecer por aí, dando conselhos ao vento.

“Como judeu, sinto vergonha”

Posted by escriba on 16 Jan 2009 | Tagged as: civilização, geopolítica, imprensa, internacional, politica, religião

Meu camarada Marcelo Kischinhevsky, professor de Jornalismo e doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ, me mandou um texto sincero, humano, sobre a punição que Israel impõe sobre o povo palestino. Na verdade, é um texto sobre intolerância, de ambas as partes. Sem mais delongas, segue abaixo:

Como judeu, sinto vergonha. Envergonha-me o uso de artilharia pesada contra alvos civis, como escolas, o campus da Universidade Islâmica de Gaza e instalações da Organização das Nações Unidas. Envergonha-me o cerco às fronteiras do território palestino, que remete aos piores momentos da história humana e evoca imagens do Gueto de Varsóvia. Envergonham-me as restrições ao trabalho da imprensa, impedida de trazer à luz do sol grande parte dos fatos de uma guerra que vem sendo travada, especialmente, no campo da (des)informação. E envergonha-me, sobretudo, ver Israel rebaixando-se à política do ódio praticada pelos terroristas que tanto deseja aniquilar.

Se há algo que não tolero – perdoem a figura de retórica – é a intolerância. O fanatismo de parte a parte nos levou a um conflito sangrento em que a primeira vítima acaba sendo a razão. Antes que seja acusado de antissionista, devo afirmar que não represento grupos de qualquer tipo. Falo aqui como cidadão do Brasil, país onde, afortunadamente, as diferenças de ordem religiosa são em geral respeitadas. Salvo ocasionais chutes em imagens de santas.

Para os ultraortodoxos, não poderia nem ser considerado judeu, pois minha mãe (maranhense de São Luís) converteu-se à fé judaica quando se casou com meu pai, filho de imigrantes da antiga Bessarábia e da Rússia. Como já demonstraram Hobsbawn e Ranger, tradições são invenções humanas. Muitas vezes, seus sentidos originais deslocam-se, transformam-se, deformam-se. A “transmissão” do judaísmo pelo ventre materno, muitos já nem lembram, foi uma estratégia de sobrevivência decidida pelos rabinos durante período de ocupação romana na Palestina, quando o estupro em massa era uma arma de guerra, visando à “romanização” dos territórios conquistados. Hoje, quem diria, virou instrumento de discriminação, usado por aqueles religiosos que condenam os casamentos entre judeus e não-judeus.

Falo, portanto, como judeu, fruto de uma tradição liberal e que busca a compreensão e a aceitação do Outro. Não que o Hamas seja um grupo aberto ao diálogo. Sabemos que não: quando Israel se retirou da Faixa de Gaza, o Hamas iniciou uma onda de assassinatos de líderes do Fatah, que desarticulou a ala moderada palestina no território. O Hamas prega publicamente a destruição do Estado de Israel. Lucra com o embargo a Gaza, administrando o contrabando, que abrange desde armas até itens de primeira necessidade, como remédios e comida. Esconde armas em escolas e mesquitas. Usa crianças como escudos humanos. Promove atentados suicidas, agora inclusive por meio de mulheres-bomba. Mas nem por isso devemos tomá-lo pela totalidade do povo palestino.

Assusta-me ouvir de judeus à direita e à esquerda que a guerra é “necessária” e que não se deve respeitar quem sonha com a nossa destruição. Estão cegos a ponto de não perceberem a generalização – palestinos = homens-bomba? É preciso lembrar que também judeus foram tachados de terroristas, pelos atentados a alvos britânicos, soberanos da região na época da partilha da Palestina.

A cotidiana chuva de foguetes sobre o lado israelense da fronteira é uma realidade que tem profundas repercussões econômicas, políticas e psicológicas, especialmente sobre as novas gerações já habituadas a correr para bunkers quando soam as sirenes. Mas estes atos de terrorismo, praticados por uma minoria armada, estão longe de justificar a agressão a todo um território, onde se refugiaram centenas de milhares de civis palestinos, expulsos de suas terras pela criação do Estado judeu e pelos sucessivos assentamentos em áreas tomadas durante conflitos militares.

Difícil engolir o discurso de que as imagens trazidas pelos poucos repórteres de agências internacionais de notícias presentes na região sejam fraudes, como sugeriu uma representante da comunidade judaica, que acusou esta semana a imprensa de cruzar a “linha da decência ao expor até nas primeiras páginas fotos de crianças mortas, crianças feridas e até mesmo fotos montadas”. Devemos creditar todas as tragédias relatadas durante a ofensiva à máquina de propaganda palestina? Onde foi parar a tradição humanista do judaísmo, da qual sempre me orgulhei?

A agressão de Israel só vai gerar mais agressões, fortalecendo o fanatismo e o ódio. Não se combate o terror com tanques em áreas urbanas, mas com inteligência. Israel tem direito a defender-se e lutar por sua existência como Nação. Isso só não deve ser pretexto para que os israelenses passem um cheque em branco nominal à ultradireita judaica, com sua agenda belicista e sua argumentação rasteira, de relações-públicas de quinta categoria.

Em nome da razão e de um futuro para o Oriente Médio, parem a guerra em Gaza. Já.

Zé Pereira agora só na internet

Posted by escriba on 25 Nov 2008 | Tagged as: filmes, imprensa, internet

A boa revista editada pelo ‘vovô’ Zé José (ou Eduardo Souza Lima para os desconhecidos) agora está apenas na internet. Sinal dos tempos. Quer saber mais sobre quadrinhos, política, música, cinema e cultura de boteco em geral? Então visite www.revistazepereira.com.br

Em breve, no site, a cobertura completa do Festival de Cinema de Brasília.

Verdinhas pelo verde, a boa notícia que queremos ler

Posted by escriba on 17 Nov 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, economia, energia, imprensa, politica

Arnold Schwarzenegger pode estar bem cotado para ser o homem da energia de Obama, mas não corre sozinho nessa disputa. Outro nome meio óbvio é o de Al Gore. Após a derrota pro Bush Jr. em 2000, ganhou destaque mundial explorando o tema convenientemente e hoje tem uma das propostas mais audaciosas quando o assunto é remodelação da forma como produzimos e consumimos energia para enfrentar as mudanças climáticas, o projeto Repower America. Em linhas gerais, prevê a geração de 100% da energia consumida nos EUA por meio de fontes renováveis - basicamente eólica (27%), solar (16%) e eficiência energética (28%) - num prazo de 10 anos. Biocombustíveis e energia geotérmica teriam seu espaço também, com 3% cada. Nenhuma hidrelétrica ou usina nuclear seria construída no período, ficando as atuais com 23% do novo cenário. Em 2019, nada de petróleo ou carvão. Não é fraco não.

O projeto é bem próximo ao proposto pelo Greenpeace e Conselho Europeu de Energias Renováveis, o [R]evolução Energética, tecnica e politicamente, já que vê uma imensa oportunidade na crise gigante que surfamos sabe-se lá como.

Se os americanos são bons mesmos em fazer dinheiro, mesmo quando ele é escasso, a hora é essa. As ações de empresas do setor estão fervilhando. Na ressaca da orgia do capital especulativo, talvez testemunhemos novos tempos de investimentos voltados prioritariamente à produção do bem, que permitirá gerar empregos e renda. A ONU já cantou a pedra: milhões de empregos podem ser gerados até 2030 com investimentos em energias verdes. A recessão já vem provocando o curioso movimento de deixar algumas empresas mais verdes - como tem feito com a indústria de eletrônicos.

Seja com Schwarzzie ou Gore, quero ver as doletas verdinhas salvando o planeta, não apenas depredando-o em benefício próprio. Compartilho da utopia promovida pelo pessoal do Yes Man, quero ver um NYT recheado de boas notícias - o que não significa que serão fáceis. Nem perfeitas. Que sejam honestas, já basta.

Quem quiser conferir a íntegra da edição fake do NYT, só com notícias que gostaríamos de ver publicadas, acesse nytimes-se.com.

No vídeo abaixo, vc saberá como foi engendrada essa ação genial, bem como verá um representante do NYT ficar putinho (1min22s) ao ser questionado sobre Judith Miller, quando defendia a posição do jornal na cobertura da guerra do Iraque.


New York Times Special Edition Video News Release - Nov. 12, 2008 from H Schweppes on Vimeo.

Prêmio Esso de Jornalismo

Posted by escriba on 29 Oct 2008 | Tagged as: imprensa

A capa do ano:

Next Page »