HQs & charges
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Posted by escriba on 23 Oct 2008 | Tagged as: HQs & charges, politica
Posted by escriba on 18 Sep 2008 | Tagged as: HQs & charges, bizarro/curiosidade
Garfield Menos Garfield é um site sobre Jon Arbuckle e sua angústia existencial. Ou, nas palavras dos criadores da página:
… é um site dedicado a remover Garfield das tirinhas para revelar a angústia existencial de um certo jovem Jon Arbuckle. É uma viagem profunda na mente de um jovem comum e isolado, que luta uma batalha perdida contra a solidão e a depressão num calmo subúrbio americano.
Impressionante como as tirinhas ganham novos significados sem a presença do gato mais sacana das histórias em quadrinhos.
Dica do pessoal do Curto e Grosso.
Posted by escriba on 14 Sep 2008 | Tagged as: HQs & charges, imprensa
A bronca da imprensa brazuca com Evo Morales é tão grande que é capaz do cara ser assassinado e os jornalões daqui darem na manchete: “Bem feito!”
Posted by escriba on 09 Sep 2008 | Tagged as: HQs & charges, animação, musica
Mais um post antigo devidamente desovado. Bloo, da Mansão Foster para Amigos Imaginários, fazendo um beatbox irado - a peça passava (ou ainda passa) nos intervalos do Cartoon Network:
A inspiração é óbvia, o Hyperactive (abaixo) do norueguês Lasse Gjertsen, jovem mestre da animação stop-motion (veja outras obras na página do cara no Youtube):
Mas fera mesmo do beatbox é esse australiano aqui:
Posted by escriba on 09 Sep 2008 | Tagged as: HQs & charges, animação, arte
Tá velhinha mas não posso deixar de registrar aqui a notícia que separei tempos atrás (no início de agosto…) sobre a exposição Animatus que tava no Museu de História Natural da Basiléia, na Suíça - foi até o dia 31 de agosto. É de um artista plástico coreano, Hyungkoo Lee, 39 anos, que expôs solo pela primeira vez em 2004, com Objectuals. Animatus mostra como seriam os esqueletos de personagens infantis de desenhos animados - Pernalonga, Patolino, Tom, Jerry, Papa-Léguas e Coiote entre outros. Tudo feito em resina.
Clique aqui para ver a foto-galeria montada pela BBC. O resultado impressiona.
Como me impressionaram os desenhos de outro artista, o americano Michael Paulus, quando os vi pela primeira vez por volta de 2004. A obra de Paulus, Um Estudo de 22 Personagens dos Quadrinhos do Presente e do Passado, fonte clara de inspiração para o trabalho de Lee, também retrata esqueletos de personagens infantis. Gerou certa polêmica à época, já que alguns detentores dos direitos das imagens ficaram incomodados com o uso de obras protegidas legalmente. Mas, numa breve troca de emails, Paulus me explicou que não teve problema algum e expôs seus trabalhos normalmente em diversas galerias. A idéia era genial: o desenho colorido de um Snoopy, Hello Kitty ou Frajola numa folha translúcida que, ao ser levantada, revelava uma outra folha, com o desenho do que deveria ser o esqueleto daquele personagem.
Segundo Paulus, a idéia era renderizar o esqueleto “da forma como imaginava que eles seriam se alguém realmente tivesse um buraco do olho com a metade do tamanho de uma cabeça, mãos sem dedos ou pés com 60% da massa do corpo.”
O resultado vc vê abaixo:
Posted by escriba on 23 Aug 2008 | Tagged as: HQs & charges, livros
Sabe aquele papo de quem vai comprar a Playboy na banca e diz que é por causa das entrevistas? Pois é, a edição de agosto da revista justifica tal desculpa. Pegaram o Neil Gaiman lá na Flip e fizeram 20 perguntas para o criador de Sandman. Ele fala de seus ídolos, da fama, do amigo Alan Moore, das adaptações de suas obras para o cinema, de seus medos. O resultado tá aqui.
E a editora Conrad liberou um trecho do livro Coisas Frágeis para leitura online. A nova obra de Gaiman traz nove contos carregados da mais pura essência humana. Agridoce do início ao fim.
Meu aniversário tá chegando, viu?
Posted by escriba on 15 Aug 2008 | Tagged as: HQs & charges, bizarro/curiosidade
Vai entender…
Posted by escriba on 12 Jul 2008 | Tagged as: HQs & charges, boca no trombone
Posted by escriba on 23 Apr 2008 | Tagged as: HQs & charges, bizarro/curiosidade, humor
Posted by escriba on 07 Apr 2008 | Tagged as: HQs & charges, internet, livros
A grande confusão em torno das obras de Cecília Meirelles parece que vai tomar novos rumos este ano. Obras da escritora já podem ser editadas e reeditadas graças a uma decisão judicial do ano passado que, ao que tudo indica, deve acabar com 20 anos de brigas entre os herdeiros envolvendo direitos autorais. Nesse tempo, a autora praticamente sumiu das prateleiras e o público leitor foi privado de seus livros.
Na matéria do Estadão que li domingão, o professor de Direito Sérgio Branco, da Fundação Getútio Várgas (FGV) do Rio, mata a charada sobre as causas desse mafuá todo:
O problema é que o direito (autoral) dura demais, 70 anos contados a partir da morte do autor, um prazo excessivamente absurdo. São três gerações que brigam, e a obra deixa de circular, cai no esquecimento, a sociedade não tira o seu proveito.
Essa situação não é incomum - nem aqui no Brasil nem em outros países. No que dependesse da indústria e mesmo de alguns artistas como Paul McCartney, a maioria das obras nunca entraria para o domínio público. São fontes seguras de lucros. A continuar nesse passo, a indústria de entretenimento deixará pouco ou quase nada para o domínio público - mesmo tendo ela se alimentado durante anos desse caldo geral de mitos, lendas e personagens que habitam a nossa história desde sempre e estão à disposição para serem remixados quantas vezes forem necessárias. Vampiros, múmias, heróis da Antigüidade, lendas, etc, estão aí pra não me deixar mentir. E mesmo as criações protegidas por direitos autorais, como Mickey Mouse, acabam nesse balaio porque a ânsia criativa de muitos simplesmente transborda os prazos e regras draconianas do copyright.
Isso é ruim? Muitos autores e toda a indústria (claro…) acham que sim, mais por temerem o que disso pode sair do que por dados concretos. A indústria da música sofre hoje com os downloads em redes P2P porque não percebeu a oportunidade antes daquele moleque espinhento do Napster e insiste em dar soco em ponta de faca colocando boa parte de seu público-alvo contra a parede. Em vez de surfar a onda gigante, que bater de frente. Vai tomar caldo.
A indústria japonesa de mangá entendeu a parada do lance e já surfa a onda. Um embrionário modelo que atua entre a lei de direitos autorais e a pirataria desmedida vai de vento em popa na terra dos samurais e está inclusive salvando a indústria, conforme constatou a revista Wired em sua edição de novembro passado. Basicamente, é o seguinte: o mangá é a base da cultura pop japonesa, das revistas em quadrinhos a filmes, animações de TV, brinquedos, jogos eletrônicos. É gigantesca, mas está em decadência. As vendas caem ano após ano. No entanto, uma outra indústria cresceu no paralelo, a dos mangás feitos por fãs, que pegam personagens famosos e remixam com outros, às vezes alterando até suas características originais - algo como um Cebolinha serial killer contracenando com um Bob Cuspe convertido ao islã.
Esse pessoal se reúne em mega-convenções e vendem milhões de cópias de suas obras piratas, tudo pulverizado entre milhares de autores amadores. A indústria oficial até tentou bater de frente, mas acabou vendo que aquilo era um enorme campo de teste gratuito para seus títulos, além de fonte quase que inesgotável para garimpar novos autores. Então, em vez de tentar eliminar essa concorrência, formou uma parceria implícita, às franjas da lei. Os amadores não fazem muitas cópias do seu trabalho, para não canibalizar a indústria oficial, e esta faz vista grossa aos piratas, usando-os como termômetro do mercado. Enquanto dá certo, todos ganham. Se começar a dar chabu, voltam ao que era antes.
Lawrence Lessig, professor de Direito da Universidade de Stanford e um dos criadores da licença Creative Commons, afirma que o caso exemplifica bem a incompatibilidade das atuais leis de propriedade intelectual com a cultura moderna. Se antes vivíamos numa era de leitura apenas, em que a passividade era regra, hoje com as inúmeras ferramentas que a tecnologia da informação nos oferece, podemos ler, editar, reescrever, alterar, transformar. Basta querer e ter a criatividade necessária. Não é a mesma coisa que fotocopiar páginas e distribuir, é recriar. As leis, criadas na era anterior, não previam isso e não conseguem lidar com esse novo cenário. No máximo, enxugam gelo.
Cecília Meirelles foi engavetada por culpa da lei de direitos autorais que deveria promover sua obra. A briga de seus herdeiros por seu espólio é apenas um dos efeitos colaterais desse regramento anacrônico. Se seus livros estivessem livremente sendo publicados, reeditados, comentados e, sim!, recriados por fãs, todos estaríam ganhando - a autora e sua família, os leitores, a indústria. No caso, seguir a lei foi a pior opção.
A quem interessar possa: as obras da escritora Cecília Meirelles estarão sob domínio público em 2034. As primeiras gravações dos Beatles e de Elvis Presley, em 2012. As de Noel Rosa estarão livres ainda neste ano de 2008.