fotografia
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Posted by escriba on 17 May 2009 | Tagged as: fotografia
Ficar em casa durante um fim de semana friorento tem suas vantagens. Sem frilas pendentes ou filhos pra cuidar, passei sabado e domingo arrumando a casa e eis que redescubro uma preciosidade comprada pela minha mãe na década de 1980, descansando numa caixa vermelha num canto obscuro do armário: uma legítima câmera fotográfica Pentax Auto 110, considerada por aí como a mais versátil pequena câmera automática já feita. Corpinho enxuto, três lentes (18mm, 24mm e 50mm), filtros variados, motor, flash. Fiquei que nem criança quando ganha brinquedo novo, mas logo veio a ducha de água fria: o filme! A Auto 110 só funciona com os hoje raríssimos filmes 110 outrora produzidos pela Kodak e Fuji. Na Amazon, encontrei um cartucho de 24 poses por incríveis US$ 75! Espero que minha pesquisa tenha sido falha, que exista algum santo lugar pra comprar esses filmes a preços razoáveis. Algum fotógrafo na área pra dar uma força?
O manual, pelo menos, achei num site na internet. Clique aqui (com o botão direito do mouse) para baixar o arquivo pdf. (Vou aproveitar e publicar na Biblioteca do Escriba também).
Tá, ok, talvez seja mais fácil adquirir esta outra belezinha, a Canon G10. A ver…
Posted by escriba on 26 Mar 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, documentario, filmes, fotografia
Ontem participei com o Greenpeace de uma atividade muito legal na Laje de Santos, a grande baleia de pedra no meio do mar. Uma grande celebração à vida, reunindo ambientalistas, mergulhadores, turistas, pesquisadores, autoridades do governo, o Arctic Sunrise, lanchas e até uma canoa havaiana. Áreas marinhas protegidas como o Parque Marinho Estadual da Laje de Santos são o caminho das pedras para salvar os oceanos. Temos menos de 1% deles protegidos de alguma forma, quando o razoável seria ter pelo menos 40% de reservas marinhas.
Passei o final do dia de ontem e praticamente o dia inteiro hoje por conta da divulgação do evento e produção de alguns materiais de comunicação, muitos dos quais espalhei pela internet - isso inclui uma pequena e sincera homenagem à Lelê (o último vídeo deste post), uma pessoa adorável, da qual sou fã. Vai, Lelê!
A produção foi intensa. Eu, Alê e Johnny nos viramos em oito para fazer textos, fotos e vídeos de qualidade que resumissem bem a emoção do que vimos, agitamos e refletimos na Laje de Santos.
Meus textos aqui e aqui. As fotos do Alexandre Cappi, no Flickr e no slideshow abaixo:
E os vídeos do João Talucchi:
Posted by escriba on 03 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, brasil, cultura, egotrip, fotografia
Algumas imagens para ilustrar o texto abaixo (clique nas fotos para ampliá-las).
Posted by escriba on 03 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, cultura, documentario, egotrip, filmes, fotografia, musica
Não conhecia Belém. Apesar de ter família na cidade, foi preciso o Greenpeace ir até lá pra eu circular pela capital nacional das mangas - as mangueiras estão por toda parte, para deleite da população e terror dos motoristas. Me senti em casa, até porque o belenense puxa o ‘S’ e o ‘R’ como os cariocas e descobri que tenho primos na cidade, Ivanir e Dolores, adoráveis, foi ótimo passar uma tarde com eles, mandando ver no açaí e na torta de bacuri, suco de cupuaçu, tudo isso ao som dos milhares de periquitos (ou maritacas, vai saber) que fazem ninhos na imensa árvore que fica em frente à igreja de Nossa Senhora de Nazaré e do prédio deles. Curti muito Belém, o calor, a chuva refrescante de fim de tarde, a rica gastronomia local, a simpatia das pessoas, a proximidade da floresta amazônica, a música (o reggae local é brilhante!). Espero voltar um dia, de preferência com meus filhos.
Ficar tanto tempo sem atualizar o blog é foda porque acontece tanta coisa nesse meio-tempo que fica até difícil de organizar tudo num post, sem que ele fique gigantesco e cansativo pra ler. Mas enfim, vou desaguar tudo que está na minha memória, assim, se sopetão, até porque já estou em Fortaleza e tenho que acordar cedo amanhã pra articular algumas entrevistas pro meu camarada Baitelo, a estrela desta parte da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora.
Como tava dizendo, passei uma tarde com meus primos, filhos do irmão do meu avô. Era um ramo da família que não conhecia, ou melhor, sabia deles, mas nunca os tinha visto, a não ser uma vez que foram a São Paulo, há um ano, e jantei com eles numa pizzaria. Quando meu pai me lembrou deles, liguei e marquei de almoçar, tomar café-da-manhã, visitar o barco, tudo, mas o que funcionou mesmo foi o aleatorismo (como sempre). Estava com a Mari indo a pé para encontrar a marcha, que já havia saído da Estação das Docas. No meio do caminho, me lembrei que os primos moravam por ali, liguei e acabamos assistindo parte da procissão da esquerda latino-americana do sétimo andar do prédio que fica em frente à praça da igreja. Quando o imenso boi inflável do Greenpeace apontou na esquina, descemos correndo para poder pegar carona.
Uma das coisas que mais me surpreenderam em Belém foi o carinho com que as pessoas receberam o Greenpeace na cidade. Sim, porque havia toda uma preocupação com segurança, fomos avisados para não andar pelas ruas com a camisa do Greenpeace, para não aceitar provocações, etc - afinal de contas, o Pará é um dos estados que mais desmata a floresta e mata pessoas que a defendem (mesmo que seja uma missionária septuagenária, como Dorothy Stang). Mas nada disso aconteceu, pelo contrário. Vi pessoas fazendo juras de amor ao Greenpeace, implorando por uma camisa ou fitinha que fosse, querendo embarcar para onde quer que fosse, exigindo a criação de um grupo de voluntários na cidade. Conquistamos eles - e eles nos conquistaram.
Me apaixonei também pela culinária paraense. Não sou muito de peixe, mas em Belém eu praticamente só comi peixe. Filhote ao tucupi, pirarucu com salada de feijão, tambaqui e arroz com jambu, tudo sempre com muita farinha de mandioca. Aliás, impressionante a quantidade de coisas que se faz com mandioca - farinha, molho, petisco, massa, sorvete. É uma dádiva. Comi várias vezes no barco também, comida bem boa, preparada pela Iracema (de Manaus) e por um cozinheiro filipino, cujo nome me foge agora (oops, foi mal…). Queria muito embarcar pra vir pra Fortaleza, mas me incluíram fora dessa. De qualquer forma, eu tinha que chegar antes pra chamar a imprensa pra todas as atividades que vamos preparar aqui no Ceará - além dos ‘open boats’, tem um seminário de energia eólica e um encontro com donos de restaurantes e supermercados de Fortaleza para mostrar os impactos negativos da carcinicultura (criação de camarão) no meio ambiente. Quem sabe numa próxima vez?
Pena não ter podido frequentar mais o Fórum Social Mundial. Estive por lá duas vezes apenas, só assisti palestras do Greenpeace e pouco contato travei com outras entidades presentes. Mas o clima era bem legal, diversidade à toda prova. Destaque para a grande presença de tribos indígenas e para o grande galpão montado em comemoração aos 50 anos da revolução cubana. Espero que o FSM volte para a Amazônia logo.
Ainda em Belém, encontrei gente que há tempos não via, como Oona, João e Sérgio Amadeu, que me ajudou a organizar uma boa festa de despedida do Greenpeace na cidade - um show do Fernando, do Teatro Mágico, em frente ao navio. O cara topou na hora e foi muito maneiro, juntou umas 300 pessoas em frente ao Arctic Sunrise. O vídeo desse sarau improvisado está aí embaixo. Já estamos até pensando em repetir a dose, aguardem!
As boas vibrações foram tantas que em seguida rolou uma festinha no heliponto do barco e, de lá, depois fomos para um carnaval de rua na Praça do Carmo e lá ficamos até umas quatro da matina. Como a noite era uma criança, ainda deu tempo de curti Juca Culatra e Power Trio no Açaí Biruta. Muito bom o som! E ficou ainda melhor quando Fernando, que nos acompanhou, foi reconhecido pelo guitarrista e chamado ao palco. Tocaram uma música do Teatro (confesso que não sei qual) e a galera veio abaixo, a exemplo do que aconteceu quando o grupo começou tocar Umbabarauma, do Jorge Ben, pra encerrar a apresentação. Gravei um trecho, taí embaixo também.
O sol nasceu, nossas energias acabaram e fomos pro hotel, leves como plumas. Dia seguinte, o último do barco em Belém, todo mundo cansado mas feliz. Ao fim do dia, desmontamos tudo e guardamos no navio, que neste exato momento navega para Fortaleza - deve chegar por aqui no dia 6.
Bom, se minha memória de samambaia plástica não falhou, foi mais ou menos isso que vi e vivi nos últimos dias. Agora é Fortaleza. Amanhã vou encontrar meu camarada Sávio, que abandonou a boa vida em São Paulo para ter uma melhor ainda aqui na terra de Sasha Grey. Mandou bem!
Acho que o post tá de bom tamanho pra segurar mais alguns dias sem postagem, né não? Enfim, vamos ver o que dá pra fazer. Inté!
(nao deu tempo de subir as fotos e os vídeos do Juca Culatra. Amanha eu faço isso.)
(Teatro Mágico e Greenpeace juntos, em Belém (janeiro/2009)
Posted by escriba on 23 Jan 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, fotografia
Tô cansado demais para escrever algo minimamente decente, mas não queria deixar de postar umas fotos que fiz nesta sexta-feira. Essa aqui não vale…
Contente-se com as legendas.
Posted by escriba on 15 Jan 2009 | Tagged as: fotografia
Achei no Boing Boing, via Twitter, mas a fonte mesmo é essa aqui. Afastem o Cidade Limpa de lá!!
Posted by escriba on 22 Nov 2008 | Tagged as: brasil, filmes, fotografia, internet, musica
Depois de muito tempo sem ir à praça Benedito Calixto, tirei o sabadão pra reencontrar algumas amigas dos tempos da faculdade (Lu, Cris, Paula, da Eco-UFRJ) e mostrar a Martim e Sofia aquela boa e velha rodinha de choro - eles curtiram a vera o som, e também os cubinhos de queijo e presunto oferecidos pela flautista…
Lá pelas tantas, alguém pega o microfone e lembra que o evento daquela tarde era em homenagem a Zumbi dos Palmares e também à Revolta da Chibata, que completou hoje 98 anos. Em 22 de novembro de 1910, marinheiros brasileiros se revoltaram contra a aplicação de chibatadas como punição às faltas, sob liderança do marinheiro João Cândido Felisberto. Mais de dois mil homens promoveram um motim que durou seis dias. Vários navios da armada brasileira foram tomados e o Rio de Janeiro, capital federal à época, quase foi bombardeado. Felisberto foi anistiado este ano pelo presidente Lula e pode se tornar o primeiro almirante negro do país. Nada mais justo.
Sua história rendeu uma das músicas mais bonitas da MPB: O Mestre-Sala dos Mares, de Aldir Blanc e João Bosco.
O texto que aparece no vídeo é ligeiramente diferente da letra cantada por João Bosco porque se trata da letra original, censurada pela ditadura militar. A música é do disco Caça à Raposa (1975), o segundo da carreira de Bosco, fundamental em qualquer discoteca.
O disco, assim como a história do almirante negro, são quase obscuros hoje no Brasil. Contribui muito para isso o fato de o acervo histórico do país, seja ele musical, fotográfico ou bibliográfico, não estar disseminado pela internet, ao alcance do público cada vez maior que navega pelo ciberespaço. Se cavucar muito, até encontra - como eu encontrei aqui e ali - mas não vejo um movimento organizado, institucionalizado, para mostrar aos brasileiros o que o Brasil tem de bom e interessante.
Enquanto isso, o acervo histórico de instituições gringas de peso estão ganhando a internet. E o melhor: sem cobrar nada. Seguindo os passos do jornal inglês The Times, que colocou online em agosto passado, 200 anos de seu arquivo (de 1785 a 1985) pra quem quiser acessar, agora temos também o acervo fotográfico da Biblioteca do Congresso americano no Flickr e o da revista Life no Google.
A gente bem que podia ter algo semelhante, não? Material não falta, mas boa parte está mofando em arquivos públicos e privados. Vamos digitalizar nossa história, pessoal!!
Posted by escriba on 10 Oct 2008 | Tagged as: civilização, economia, fotografia
Como tornar a crise financeira num daqueles memes inteligentes da internet? Que tal publicando uma boa seleção de fotos? A sacada do pessoal da Newsweek foi um passo adiante: listar as grandes crises, sob o certeiro título Pânicos Históricos. Da crise das tulipas, ocorrida em 1637 na Holanda (considerada por muitos economistas a primeira bolha especulativa do mundo), à bolha da internet em 2000/2001 e a crise atual.
Posted by escriba on 24 Aug 2008 | Tagged as: bizarro/curiosidade, fotografia, internet, musica
Cinco dos mais famosos membros do clube Forever 27 ganharam uma interessante exposição fotográfica numa galeria no descolado bairro de Camden Town, em Londres - vai até o início de novembro.
Vou aguardar as impressões da Gabi pra formar uma opinião (ela tava fora acampada no País de Gales curtindo um som), mas deve ser imperdível. Afinal, Jimi, Janis, Jones, Morrison e Cobain têm histórias que não acabam mais pra contar. E o nível das fotos é altíssimo - veja algumas aqui.
A exposição, com trabalhos de Philip Townsend, Elliot Landy, Jill Gibson e Steve Double, se propõe também a mostrar às novas gerações a imensa contribuição artística desse pessoal que não chegou à idade balzaquiana. Todos os retratados morreram no auge de suas carreiras e de forma trágica.
O clube dos 27 reúne astros do rock e do blues que morreram aos 27 anos. Além dos 5 famosos, há nomes importantes da música na lista: o legendário Robert Johnson, Alan Wilson (Canned Heat), Ron McKernan (Greatful Dead), Dave Alexander (The Stooges), Gary Thain (Uriah Heep), Helmut Köllen (Triumvirat) e Pete de Freitas (Echo & The Bunnyman), entre outros - a lista completa tá na Wikipedia. Assim como uma outra lista, dos que perderam por pouco a chance de ingressar no clube: Otis Redding (morto aos 26), Gram Parsons (The Byrds, também aos 26), Steve Gaines (Lynyrd Skynyrd, 28), Hillel Slovak (Red Hot Chilli Peppers, 26), Bradley Nowell (Sublime, 28).
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Até os velhinhos do AC/DC já sacaram que o grande negócio é a internet. O primeiro trabalho do grupo em oito anos, Black Ice, será lançado agora em outubro no site oficial da banda - mas como o seguro morreu de velho, vão vender CDs também nas lojas Wal-Mart e Sam’s Club.
Vou dar uma conferida (pelo slsk, evidente), mais pela curiosidade. Faz tempo que eles não apresentam algo decente…
Posted by escriba on 18 Jun 2008 | Tagged as: fotografia
O fotógrafo Carl Warner é mestre em fazer paisagens usando todo tipo de alimento - plantações de aspargos, mar de salmão ou repolho. O resultado é literalmente uma delícia!



(Fonte: blog Seja Bem Vinho, da minha linda amiga Cris Couto, onde vc pode ver as fotos ampliadas - para isso, basta clicar nelas.)