filosofia
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Posted by escriba on 04 Nov 2008 | Tagged as: filosofia
Toda verdade passa por três estágios, afirmava o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Primeiro é ridicularizada. Depois, sofre violenta oposição. Mas enfim é aceita, como sendo auto-evidente.
Nosso dia-a-dia está recheado de situações em que esse aforismo se comprova - e dá um orgulho danado quando contribuímos para que isso aconteça, principalmente quando ajuda a mudar certos paradigmas.
Posted by escriba on 22 Sep 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, filosofia, musica
E se alguém dissesse que tudo que vem sendo alardeado por aí sobre o aquecimento global está errado? Que a situação é PIOR do que tem sido denunciada? Que o ponto de não retorno está mais próximo do que se imagina e pouco ou nada do que façamos hoje terá influência sobre isso? Se dissessem que temos que tomar medidas ainda mais drásticas do que as exigidas hoje pelos ambientalistas mais xiitas?
Vc ficaria parado?
Desde que me cansei de procurar,
aprendi a encontrar;
Desde que o vento começou a soprar-me na face,
velejo com todos os ventos.
(Nietzsche)
O Edu externa as mesmas preocupações minhas, só que com mais contundência, lá no Sierra Maestra.
Posted by escriba on 07 Jul 2008 | Tagged as: filosofia
Questão primordial: você deixa o papel higiênico saindo por cima ou por baixo do rolo? Não entendeu a importância disso? Leia aqui então essa primeira lição essencial para a vida.
Posted by escriba on 30 Apr 2008 | Tagged as: drogas, filosofia, livros
Em entrevista concedida ao New York Times em janeiro de 2006, o químico suíço Albert Hofmann afirmou que o LSD - substância alucinógena que descobriu há 63 anos num laboratório da Sandoz - não aprofundou seu conhecimento da
morte. “Eu simplesmente vou voltar para o lugar de onde vim, para onde eu estava antes de nascer, só isso.”
Hofmann morreu nesta terça-feira em Burg, na Basiléia (Suíça). Grande figura. Deixou de trabalhar como químico e se tornou filósofo místico, graças às inúmeras experiências que teve com o LSD ao longo dos anos. Chamava sua criação carinhosamente de ‘medicina para a alma’ e defendia a continuação de estudos e pesquisas sobre os efeitos da droga no cérebro humano e o seu uso na psicanálise bem como no tratamento de distúrbios mentais graves. Considerava sem sentido a proibição do LSD e substâncias alucinógenas similares como a mescalina.
Navegando pela internet, encontrei a tradução do prefácio que ele escreveu para o livro Moksha, de Aldous Huxley. Esse livro é uma compilação de textos, artigos, entrevistas e palestras do escritor inglês sobre drogas psicodélicas e experiências visionárias. Huxley era um estudioso do assunto e, quando morreu (em 1963), pediu à mulher que lhe desse uma última dose de LSD no leito de morte.
Segue um trecho do prefácio:
Aldous Huxley dispôs-se a demonstrar como o poder interior dessas drogas sacramentais poderia ser usado para o bem-estar de pessoas que vivem numa sociedade tecnológica hostil a revelações místicas. Os ensaios e conferências reunidos neste volume vão permitir uma melhor compreensão dessas idéias. Na opinião de Huxley, o uso de psicodélicos devia ser parte de uma técnica de “misticismo aplicado” que ele descreveu para mim numa carta de 29 de fevereiro de 1962 como “Uma técnica para ajudar as pessoas a aproveitar o máximo de sua experiência transcendental e a usar suas percepções do ‘outro mundo’ ao lidar com ‘este mundo’. Meister Eckhart escreveu que ‘o que é recebido em contemplação tem que ser distribuído em amor’. Essencialmente é isto que deve ser desenvolvido – a arte de distribuir em amor e inteligência o que é recebido em visões e na experiência de autotranscendência e solidariedade com o universo.”
Em seu último e mais comovente livro, o romance utópico A ilha, Aldous Huxley descreve o tipo de estrutura cultural na qual os psicodélicos – chamados, em sua narrativa, medicina-moksha – poderiam ser aplicados de maneira benéfica. Moksha é, portanto, um título bem apropriado para este livro, pelo qual devemos agradecer aos seus organizadores.
Moksha é uma palavra sânscrita que refere-se à libertação do ciclo do renascimento e da morte. É, para os hindus, a transcendência do fenômeno de existir.
Boa viagem, Hofmann!
Posted by escriba on 25 Mar 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, filosofia, livros
Comecei a ler esta semana um livro de contos que há anos ronda minha mesinha de cabeceira - Contos Cruéis, do escritor francês Villiers de l’Isle-Adam, conhecido por suas histórias de mistério/horror com nuances românticas e fantásticas. O primeiro conto do livro é Vera: um aristocrata sofre a perda da mulher com quem havia casado poucos meses antes e, de tanto pensar nela, consegue sua ressurreição fantasmagórica. É um tema deveras batido, mas que ganha beleza sem igual com Villiers, por sua delicadeza em tratar o tema. Achei a versão original do conto em francês e uma em inglês; nada em português.
O conto tem um quê hegeliano, de que a idéia move o mundo e que o mundo é uma grande e mutante idéia. Faz sentido. E por acreditar nisso é que me engajo em iniciativas como a Rede Ecoblogs, lançada oficialmente hoje (a versão beta, digamos assim, já vem rolando há alguns dias). Cinco blogs - entre eles o Escriba - pensam, discutem e espalham a idéia de que é possível viver de harmonia com o planeta, tirar dele o que for necessário, cuidar dele para garantir o futuro, pensar nele antes de consumir/produzir/descartar, apontar nele os crimes cometidos por quem só pensa no hoje (e no bolso).
A rede tem apoio da Fundação Mapfre, da agência Espalhe e, espero, seu também. Se quiser dar uma força, divulgue colocando um selo na sua página. E aparece lá na rede pra gente trocar uma idéia. Quem sabe ela não muda o mundo?
Posted by escriba on 19 Mar 2008 | Tagged as: filosofia, livros
Acabei de ler no Blue Bus que Arthur C. Clarke morreu, aos 90 anos. O escritor se foi sem ter conseguido realizar 3 desejos: testemunhar a existência de vida extra-terrestre, ver a humanidade livre da dependência no petróleo e aderindo às fontes limpas de energia e ver o Sri Lanka, país onde viveu por mais de 50 anos, em paz.
Quando completou seu nonagésimo aniversário, em dezembro, o autor de 2001, Uma Odisséia no Espaço gravou um depoimento em vídeo e colocou no YouTube, com reflexões sobre literatura, civilização, guerra e paz. Eu publiquei aqui na época, mas não custa repetir:
(a transcrição do depoimento de Arthur C. Clarke pode ser lida aqui.)
Posted by escriba on 10 Mar 2008 | Tagged as: drogas, filosofia
O filósofo espanhol Javier Esteban, em entrevista ao jornal La Vanguardia, defendeu o direito de ficar embriagado, no sentido mais lato da palavra. Tá no Uol, para assinantes. Mas como quem tem amigos não morre pagão, me mandaram a íntegra dela, que eu reproduzo abaixo.
Filósofo defende o direito de ficar bêbado
“A embriaguez é um direito humano fundamental”, diz Javier Esteban
Víctor-M. AmelaTenho 42 anos. Nasci e vivo em Madri. Licenciado em Filosofia e Direito, dirijo a revista universitária “Geração XXI”. Sou casado e tenho duas filhas, Alma (10) e Sol (8). Sou um excêntrico de centro. Sou sufi: caminho para onde caminha o amor. O poder combate a embriaguez.
A entrevista:
LV - O que é a embriaguez?
Esteban - Uma expansão da consciência que descortina os véus que ocultam a realidade.LV - Desde quando ela existe?
Esteban - Desde sempre. Até os animais se drogam com substâncias naturais, com frutos fermentados… Formigas, cabras, pássaros, macacos… Todos se extasiam e brincam!LV - Então nós somos como os animais?
Esteban - Não, eles agem por um determinismo instintivo, mas nós temos liberdade! Liberdade para a embriaguez. Liberdade para experimentar com a nossa consciência.LV - Liberdade para nos drogarmos?
Esteban - É o uso dessa liberdade que nos torna humanos! O direito à embriaguez, portanto, é um direito humano fundamental.“Que ninguém venha me dizer quantos copos de vinho eu posso beber”, disse Aznar. Ele tem razão. Mas com certeza a droga favorita dele é o poder, como a de Zapatero…
LV - Nem Zapatero nem Rajoy nunca fumaram nem um baseado, conforme declararam.
Esteban - Por uma questão de geração, custa-me crer que Zapatero nunca tenha experimentado um baseado. É como se o pai dele nunca tivesse provado um copo de vinho!
LV - Quem é que coíbe o direito humano à embriaguez, em sua opinião?
Esteban - A Igreja católica e o Estado (igreja laica), que querem fiscalizar a nossa consciência.LV - Castigando os motoristas bêbados?
Esteban - Não, eu não me oponho a sancionar as condutas que são perigosas para terceiros. Mas critico o fato de que estão boicotando o autocontrole que temos de nossa consciência.LV - Desde quando isso acontece?
Esteban - Começou com a destruição do templo grego de Eleusis, no século 4 d.C.LV - Agora você foi longe!
Esteban - Desde o ano de 1.500 a.C., no contexto dos mistérios eleusinos, acontecia um ritual de embriaguez que cada grego vivia uma vez na vida, e isso lhes abria as portas da consciência.LV - Em que consistiam esses mistérios?
Esteban - Eram rituais que aconteciam à noite. Em comunhão coletiva, eles ingeriam um enteógeno.LV - O que é um enteógeno?
Esteban - A palavra significa “deus existe dentro de mim”. É uma substância psicoativa capaz de induzir a uma experiência extática de unidade com o cosmos. Uma vivência da divindade.LV - Que substância era ingerida em Eleusis?
Esteban - Uma sopa de cereal chamada “kikeon”, que continha cornelho de centeio, um fungo com uma substância psicoativa idêntica ao LSD, o enteógeno mais poderoso conhecido.LV - O que acontecia então?
Esteban - Cada um vivia a sua própria experiência de consciência expandida. Símbolos eram mostrados e cenas eram representadas para guiar o indivíduo ao autoconhecimento.LV - Era uma embriaguez ritualizada?
Esteban - Sim, fazia parte do sistema, em benefício da livre consciência de cada indivíduo. Isso foi varrido, destruído. Hoje sentimos falta disso, e nossos jovens, ignorantes, acabam causando danos a si mesmos em suas irrefreáveis tentativas de embriaguez.LV - Quem destruiu esse ritual?
Esteban - Os bárbaros e os monges cristãos nestorianos, no século 4 d.C. A cultura ocidental ficou sem referência de embriaguez.LV - Temos o vinho, o álcool…
Esteban - Não são enteógenos, são muletas úteis para nossas vidas insatisfatórias, escravizadas pelo rendimento econômico. E, em vez de expandir a consciência, a deixam turva.LV - Um pouco de álcool pode cair muito bem.
Esteban - A verdade é que o veneno está na dose, como diziam os gregos.LV - Que personagens ilustres sabiam disso?
Esteban - Toda a obra de Platão é uma crônica de embriaguez! Aqueles filósofos, assim como os xamãs, chegavam ao êxtase, assim também como os druidas e depois as bruxas, ou até mesmo os místicos, ébrios sem substâncias, que tanto inquietaram a Igreja. O poder estabelecido sempre combateu essas pessoas!LV - Por que motivo?
Esteban - Não há nada mais dissolvente que o livre acesso à própria consciência! Por isso Nixon arremeteu contra os profetas do LSD (Hoffman, Junger, Michaux, Wason, Huxley, Kesey, Leary…), cujas experiências alimentaram o feminismo, a militância ecológica, o pacifismo, os direitos civis… Nixon declarou guerra à consciência: quando começou a guerra contra a droga, começou a grande catástrofe.LV - Que catástrofe?
Esteban - Milhões de presos, dezenas de milhares de mortos, narcoditaduras, a terceira maior fonte de renda do mercado negro no mundo, camponeses com fome, multiplicação de politoxicomanias… A proibição da droga foi o maior erro do século 20!LV - Você propõe eliminar a proibição?
Esteban - Por acaso a proibição evitou que nossas crianças estejam se metendo com drogas aos 13 anos de idade? Não! Pelo contrário: a proibição presenteia as máfias com um poder imenso.LV - Um político colombiano já me disse isso…
Esteban - Muitos governantes já reconhecem o fracasso da praga proibicionista.LV - Você faz a apologia das drogas?
Esteban - Das drogas não, mas da embriaguez. Qualquer pessoa maior de idade deveria poder consumir qualquer substância (com o limite único da liberdade de terceiros). E, veja só, Silicon Valley nasceu da embriaguez de pessoas como Bill Gates. Este sim admite que fumou alguns baseados!LV - O que você diria a Zapatero?
Esteban - Que o direito à embriaguez é um direito inerente à liberdade de consciência, e que a lei deveria protegê-lo.Tradução: Eloise De Vylder
Posted by escriba on 17 Mar 2006 | Tagged as: comportamento, filosofia
Papo maneiro que tá rolando numa lista de discussão do qual faço parte (Sabotagem):
Neils Bohr, físico da teoria quântica, disse que toda sentença que ele diz deve ser entendida não como uma afirmação, mas como um pergunta? Isso faz muito sentido, porque não é possível afirmar a verdade de nada, apenas a probabilidade? Por que não damos um pouco dessa saudável imparcialidade às pessoas que mais precisam? É uma modificação fácil de fazer, rápida e segura? Com tinta ou spray ou canetas? Em outdoors, placas e qualquer outra frase pública? Exemplos: “Vendemos mais barato?”, “Jesus, nesse nome tem poder?”, “Deus é fiel?”, “Lombada a 100 metros?”, “Prefeitura, cuidando de você?”, “É proibido fumar?”, etc, etc, etc? (enviado por Janos?)
Hehehehe, vou por em ação uns pilot que estão mofando lá em casa…
Posted by escriba on 17 Jan 2006 | Tagged as: civilização, comportamento, drogas, filosofia

Foi no último dia 11. O químico suíço Albert Hofman, descobridor do ácido lisérgico, está lúcido e pouco antes da comemoração centenária, deu esta entrevista ao New York Times. Na conversa com o repórter Craig Smith, lamentou a proibição do LSD, lembrando que produziu muitos efeitos positivos na psicanálise, e diz que já não precisa mais tomar a substância porque a conhece bem. Mas a exemplo de Aldous Huxley, escritor e filósofo inglês, pode ingerir uma última dose quando estiver no leito de morte.
Hofman vive há décadas numa casa que construiu com a mulher na Basiléia, na Suíça. Aos poucos foi parando de trabalhar com químico e se tornou um filósofo místico, graças às inúmeras experiências que teve com o LSD ao longo dos anos.
Muitos estudos sérios mostram que o LSD não causa dependência química e nunca provocou um caso de overdose. Chegou a ser testado pelo exército americano como soro da verdade e, depois que foi popularizado na década de 1960, foi proibido nos EUA e em todo o mundo como parte da estratégia de repressão aos movimentos libertários que ganharam corpo à época. Dizem que até John F. Kennedy tomou algumas doses na Casa Branca… tá no livro do Timothy Leary, o Flashbacks.

Se quiser saber um pouco mais sobre a dietilamida do ácido lisérgico (nome científico do LSD), dê uma navegada pela página do professor Hofman. Boa viagem!
Albert Hofman é a prova viva que o LSD não necessariamente derrete os miolos quando escancara as portas da percepção. Eu particularmente defendo que todo ser humano deveria ter pelo menos uma experiência psicodélica na vida - seja ela induzida por substâncias externas como o LSD ou mescalina, ou por exercícios respiratórios, meditação ou jejum. Tornaria a vida menos medíocre.
Cem anos! Parabéns procê, velhinho!
Posted by escriba on 01 Jan 2006 | Tagged as: egotrip, filosofia, musica
Resistir = (re) existir. Estava carimbado numa das seis notas de 50 pratas que peguei no caixa eletrônico aqui perto de casa para pagar o Jordão, dono do guincho que me trouxe hoje de tarde lá de Jundiaí pra casa. O carro quebrou na estrada quando tentava chegar ao trabalho depois de passar o reveillon em Jaguariúna com a família. Estourou uma polia do alternador, a correia partiu, furou até o capô com a ricocheteada que deu. Forcei o bicho pra chegar a um posto, mas mifu, foi uma fumaceira só. Morri em R$ 300 pratas e vou morrer em mais não sei quanto na oficina pra arrumar a bagunça. E perdi o horário no trampo, claro.
Fiquei olhando praquela nota um tempo. Definitivamente, o caixa eletrônico de banco é o oráculo da vida moderna, tem respostas para tudo em notas de 10, 20, 50… carimbadas ou não, são elas que resolvem. Resistir é inútil.
Quando cheguei ao tal posto na rodovia dos Bandeirantes, encontrei um casal amigo, a eles expliquei meu perrengue, e ela: “pô, vc tá até muito calmo pra situação, se fosse eu já estaria socando e xingando todo mundo”. Pois é, talvez eu devesse mesmo ter expurgado essa zica que parece ter colado em mim logo no primeiro dia do ano chutando a porra do carro, gritando com a telefonista da Autobahn que repetia como robô que não podia me ajudar, “infelizmente, senhor, só atendemos em caso de problema com a bateria ou para rebocá-lo a um posto, como o senhor já está num posto, infelizmente… tú, tú, tú”, desliguei antes de mandá-la à merda! Mas não, segurei a onda e fui atrás de um mecânico ou guincho. Parecia meio anestesiado, por dentro uma voz berrava na cabeça, mas ao me ver em reflexos de portas de vidro e pára-brisas de carros, nem um músculo denunciava minha angústia, minha raiva, minha tristeza, minha dureza, minha vontade de chutar o balde e gritar.
Esperei sentado no meio-fio, embalado pelo som do Unida, Smile, the smile you used, you choose this hard life, yeah, ducaralho, quase impossível achar esse segundo disco (o primeiro também, está fora de catálogo, custa uma fortuna na Amazon), John Garcia e companhia afiadíssimos, não foi lançado porque brigaram com a gravadora e ela detinha os direitos sobre as músicas - mas a internet taí pra fazer justiça com o próprio mouse… ![]()
Jordão chegou, os cumprimentos de praxe, carro devidamente amarrado, eu no banco detrás da picape, inebriado pela facada que tomaria minutos depois, sem contar o conserto da merda toda depois na oficina, provavelmente ainda vão encontrar mais uma rebinboca da parafuseta pra tirar mais uns trocados meus, e ainda tenho que acordar às 5 da matina amanhã pra pegar o buzum e chegar às 7 em ponto no trampo, sem falha, porque aí vai ser foda…
Primeiro dia do ano… se eu pudesse mesmo (re) existir, faria uma penca de coisas de outra maneira, esse papo de “não me arrependo de nada” é pura balela, nêgo caga uma regra fudida, se fosse dada a oportunidade, garanto que 99% das pessoas fariam muita coisa diferente sim. Eu sei que Jung e seu conceito de sincronicidade estão meio que fora de moda - não pra mim, enfim… -, mas ao ver aquela mensagem na nota de 50 era como se o universo conspirasse para que eu começasse o ano levando em conta que tudo vai ser bem diferente. Oxalá que seja pra melhor.
(Não sei como estarei - ou mesmo se estarei - em 30 anos, mas vou mandar esta crônica para o futuro, só pra ver como reagirei ao lembrar desse perrengue todo em 2036.)
(ia comentar o documentário do Bob Dylan que ganhei de Natal, mas fica pra depois… vou chafurdar na manchete leviana do Estadão deste domingo e sonhar com carneiros elétricos…)