esporte
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Posted by escriba on 24 Mar 2009 | Tagged as: esporte
Fazer trilha de bicicleta não é das coisas mais seguras ou agradáveis que existem por aí. Mas o que esses dois malucos fizeram nos penhascos de Mohan, nas ilha Emerald (Irlanda), supera qualquer noção que possamos ter de algo ‘radical’. Como disse um camarada meu, “não teria coragem de fazer esse caminho nem a pé!”
E no final tomaram sua cervejinha num legítimo pub irlandês, que ninguém é de ferro. Confira aqui a aventura deles.
Posted by escriba on 25 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, animação, brasil, civilização, consumo, drogas, esporte
Uma animação do pessoal do Free Range Studios, que já nos deu Homeland Guantanamo (sobre as prisões de imigrantes nos EUA), The Story of Stuff (sobre sustentabilidade) e Meatrix (sobre as fazendas industriais), entre outras:
(e pensar que pra muita gente esse pescador aí é considerado um loser…)
Posted by escriba on 07 Dec 2008 | Tagged as: esporte
Depois do domingo, vem sim a segunda. Fui ao jogo do Vasco hoje contra o Vitória, com meu pai, meu camarada Jesuan e um amigo dele, mas não teve jeito… Era preciso vencer e ainda torcer por dois outros resultados. Mas perdemos e todos os outros resultados foram desfavoráveis. Que venha então a segundona!
São Januário estava lotado - de torcedores e policiais. O clima era pra lá de tenso. Vesti minha camisa do Expresso da Vitória (esse timaço aí da foto) e fui confiante ao estádio, mas…. céus, que time horroroso!! Os únicos que se salvaram no jogo foram Madson e Odvan (pra vc ver…). O Vitória fez o primeiro gol, o Vasco pressionou, mas muito destrambelhado. E no segundo tempo, veio a pá de cal, com mais um gol dos baianos. Ajudei no coro contra Eurico, o grande responsável pela atual situação do Vasco e fui embora cabisbaixo.
Alguém tem aí o telefone do motorista da delegação do Corinthians? Ele será o primeiro reforço do Vasco para a Segunda Divisão…
Posted by escriba on 01 Dec 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, animação, energia, esporte, musica
E de Paris Lívia me conta que o ex-tenista Yannick Noah tá fazendo um baita sucesso por lá com a música Aux Arbre Citoyens, de seu novo CD, Charango. “Toca no táxi, supermercado, casa de vizinho…”, diz ela. É uma música engajada, que fala de aquecimento global, proliferação e lixo nuclear, e desmatamento da Amazônia. Um dos personagens é uma menina brasileira, que vive na floresta. O som, na linha Manu Chao, é bem legal, confira:
Tive a oportunidade de conhecer Noah num evento de tênis para veteranos, em 1998, no Club Med Itaparica, para o qual fui mandado pelo JB. O torneio contava com Luis Mattar, Cássio Motta e uma legião de outros nomes menos cotados da América do Sul. Era uma grande farra, muita mordomia pra atender a profusão de celebridades, todo mundo feliz, aquelas coisas. E Noah entrou na onda. Tinha levado uns amigos (acho que a banda dele na época, ou parte dela) e com eles mandava um som toda noite no bar da piscina, até altas horas - não raro só acabava quando o sol raiava e todos íamos dar um tchibum na praia.
Advinha que ganhou o torneio?
Posted by escriba on 02 Nov 2008 | Tagged as: esporte
Que prova em Interlagos hoje! Foram as últimas cinco voltas de um GP mais empolgantes que já vi!
Tava aqui com meu camarada Vlad vendo o último GP do ano, ele torcendo pro Massa, eu pelo Hamilton, e quando tudo parecia se encaminhar para uma vitória tranqüila do inglês, mesmo chegando em quarto lugar, eis que a chuva, a estratégia suicida de Timo Glock e o arrojo de Sebastian Vettel (e seu intrépido Toro Rosso) resolvem, a cinco, seis voltas do final, dar cores mais animadas ao dia.
Hamilton certamente não acreditou quando se viu atrás de Vettel, debaixo de chuva e sem conseguir se reaproximar do piloto alemão que o ultrapassara impetuosamente, faltando apenas duas voltas. “De novo??”, deve ter pensado. Chegando naquela posição, a sexta, perderia o campeonato novamente por apenas um ponto, a exemplo do que ocorrera em 2007 - quando Raikkonen foi campeão.
Até então, Massa era o campeão, Hamilton novamente o vice e Vettel o herói do dia pra torcida brasileira.
Mas o carro de Glock não aguentou e, na última curva, Vettel e Hamilton passaram pela desgastada Toyota para estragar a festa de Massa e família, que pulava de alegria no box da Ferrari - talvez empolgada pela musiquinha da Globo pela vitória de pirro do brasileiro. Do outro lado, na McLaren, as feições de todos se contorciam mais uma vez, da tristeza para a alegria, passando pela incredulidade por tudo que estava acontecendo em tão pouco tempo.
Um Grande Prêmio para ficar na memória de todos por muito tempo! Massa e Hamilton foram os vencedores, mas o espetáculo ficou por conta de Vettel e Glock.
Posted by escriba on 22 Oct 2008 | Tagged as: esporte
Começou a reação. Que venha o Atlético Paranaense! É Croco campeão na V e Vascão fora da segundona!
Posted by escriba on 05 Oct 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, esporte, internacional, musica, politica
Enquanto Kassab vai atropelando o Alckmin e prometendo fazer o mesmo com a Marta no segundo turno, vou tentando me distrair com outras coisas. Que tal um pouco de Fórmula 1?
Ou curtir um som?
Ou especular sobre a possível chegada do pessoal do Weatherman, quem diria!, ao poder nos EUA. Valeu, Palin, pela informação!
(Por falar em Weatherman, encontrei no Youtube o legendário documentário de 1976 sobre a organização. Foi gravado clandestinamente com cinco de seus principais membros, quando figuravam na lista dos 10 mais procurados do FBI. Eles promoveram atos terroristas dentro dos EUA como protesto contra a violência do governo americano dentro e fora das fronteiras do país. Perguntados recentemente se apoiariam hoje a mesma tática, dois deles responderam: “Faça alguma outra coisa, mantenha a chama acesa, mas seja criativo e faça algo apropriado para os dias de hoje.” Isso aí!!)
Posted by escriba on 25 Aug 2008 | Tagged as: esporte
Levar celular para a premiação dos Jogos Olímpicos já é uma bizarrice. Atender o telefone no meio da cerimônia, então, é inacreditável. Ronaldinho mostrou que não tem a mínima noção do que significa uma Olimpíada e que vive num mundo paralelo. Isso apenas reflete a falta que uma boa educação e formação faz a uma pessoa. Ou seria uma questão de caráter/personalidade (falta de)? De qualquer maneira, é vergonhoso…
(fonte: Idiotas da Objetividade)
Posted by escriba on 22 Aug 2008 | Tagged as: esporte
Legal ver Maurren Maggi conquistando hoje de manhã uma histórica medalha de ouro olímpica no atletismo. Foi a primeira de uma mulher brasileira na modalidade - aliás, a primeira medalha individual de uma mulher brasileira em Olimpíadas. Ela merece. Quando foi suspensa por doping às vésperas dos Jogos de Atenas 2004, achei que sua carreira tinha acabado. Que nada. Batalhou e deu a volta por cima agora em Pequim.
Fui um dos primeiros a entrevistá-la em 1999, para o Jornal do Brasil, quando ela começou a aparecer bem no ranking da Federação Internacional de Atletismo (Iaaf). Morava no alojamento do centro esportivo do Ibirapuera, em SP e era já treinada por Nélio Moura, seu técnico que chorou feito criança no Ninho do Pássaro quando a russa Tatyana Lebedeva saltou 7,03 metros na última tentativa, ficando a um centímetro da marca de Maurren (7,04). Ouro pra meninona de São Carlos, que corria os 100 com barreiras e gostava de se vestir de preto com as amigas e sair na noite paulistana pra zoar.
O ouro de Maurren levantou o Brasil no quadro geral de medalhas em Pequim - está em 26o. lugar agora, com 2 ouros, 3 pratas e 7 bronzes (12 no total) - e ainda temos mais duas garantidas, no vôlei de quadra, masculino e feminino, só falta saber a cor delas. Não é um resultado ruim, levando-se em conta que a atividade esportiva não é uma prioridade no país. Estamos próximos de Cuba (2, 6, 11 - 19 no total) e a frente de países como Dinamarca, Suíça, Hungria, Noruega, Suécia e, claro, Argentina.
É bom frisar também que alguns países tem muito menos medalhas que o Brasil, mas como ganharam mais ouro, aparecem na frente no quadro geral - é o caso da República Tcheca e a Eslováquia, que têm apenas seis medalhas, das quais 3 de ouro. É uma questão de critério. Os americanos levam em consideração o total de medalhas, e por isso a imprensa local mostra o país na frente da China, diferentemente do que acontece na contagem do COI e de outros países. Talvez fosse legal dar pontos para cada medalha - 3 para ouro, 2 para prata e 1 para bronze. Aí certamente teríamos um panorama mais fiel do desempenho dos países nos Jogos Olímpicos. Por esse critério de pontuação, China e EUA estariam neste momento empatados no quadro de medalhas, com 200 pontos cada. O Brasil teria 19 pontos.
ATUALIZANDO (25/8): Acabamos com 3 ouros, 4 pratas e 8 bronzes. Pelo sistema de pontuação, fizemos 25 pontos e estaríamos em 18o. lugar na tabela. China realmente ficou à frente dos EUA, com 223 pontos contra 220. Refiz a tabela de medalhas lá no orkut, se quiser conferir.
Por falar em quadro de medalhas, saca só este do New York Times - genial!! Tem de 1896 a 2008. Vale guardar o link porque valerá para os próximos Jogos também.
Apesar das 12 medalhas já conquistas (mais as duas que virão no vôlei), não é raro escutar e ler por aí que o desempenho do Brasil é vergonhoso, que vários atletas estão amarelando, perdendo medalhas certas, etc. A pressão e o deboche é tão presente que muitos atletas estão pedindo desculpas por não terem correspondido às expectativas - talvez infladas pelo falso bom desempenho no Pan do Rio em 2007.
Esses idiotas da objetividade ignoram quem fica fora do pódio e, contraditoriamente, reclamam que o esporte brasileiro não vai para a frente. Só confirmam a velha máxima: brasileiro não gosta de esportes, gosta de ganhar.
Nada mais distante do espírito olímpico. Assim, o esporte brasileiro só tem a perder.
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NOTINHAS OLÍMPICAS
* Independentemente do critério a ser usado para ranquear o quadro de medalhas, a China vai despontando como a grande vitoriosa dos Jogos de Pequim. Seus atletas têm obtido vitórias em esportes como atletismo, esgrima e boxe, que nunca foram suas especialidades.
* A grande decepção são os EUA, principalmente no atletismo, onde costumam sempre fazer barba, cabelo e bigode. Em Pequim, ficaram de fora de várias finais e abriram uma grande crise. Algo me diz que isso está diretamente relacionado ao caso Balco e aos casos de doping de atletas como Justin Gatlin e Marion Jones.
* Destaque para a Grã-Bretanha (ou Reino Unido, como queiram), que ocupa a terceira colocação no quadro de medalhas do COI (tem 93 pontos, segundo o critério de pontuação. Ficaria atrás da Rússia, que é 4a. no quadro do COI, mas tem 103 pontos). A próxima Olimpíada será em Londres (2012) e todo país-sede melhora muito seu desempenho nos Jogos imediatamente anteriores, atingindo o auge em casa. Sempre foi assim - fiz um levantamento em TODAS as Olimpíadas e não falha. Vale também para Jogos Pan-Americanos.
* Preciso urgentemente trocar de sofá. Dormir toda noite no velhão lá de casa tá me deixando todo torto… É o preço que estou pagando para poder curtir o máximo dos Jogos de Pequim. Em 2012, espero ter um sofá-cama…
Posted by escriba on 08 Aug 2008 | Tagged as: boca no trombone, esporte, livros, politica
A abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim foi uma das mais lindas que vi desde Moscou-80, a China é um país fascinante e seu povo merece todo o respeito, mas não dá pra ignorar que o governo chinês tem pisado seguidamente na bola - seja ela política ou ambiental.
Há quem diga que política e esportes não se misturam. Ledo engano: atletas alemães já se manifestaram contra a repressão chinesa, um refugiado sudanês desfilou na cerimônia de abertura dos Jogos como porta-bandeira da delegação americana, turistas penduraram uma faixa pró-Tibete em Pequim às vésperas do início dos Jogos. Suspeito que mais protestos virão. E é bom que seja assim.
Como lembra Carlos Arribas, correspondente do El País em Pequim, também tentaram evitar que as Olimpíadas de Berlim em 1936 fossem alvos de protestos, devido à ascenção de Hitler e seu partido nazista ao poder quatro anos antes:
O olimpismo prefere celebrar nestes dias o 40º aniversário dos Jogos do México, o punho erguido do “black power”, Tommie Smith e John Carlos no pódio dos 200 m rasos, símbolo do poder do esporte para mudar a sociedade, mas a realidade, mais obstinada que os desejos, o obrigam a lembrar os jogos de 1936, os da Berlim nazista enfeitada de suásticas até a náusea, e não somente para falar da bela parábola das vitórias do negro Jesse Owens no altar da exaltação do ariano, e de sua admirável amizade com o louro Lutz Long, atletas que só se moviam por altos ideais e não por dinheiro, como os de hoje, as histórias que passaram à história e que servem para que muitos lembrem os jogos de 1936 como um oásis de pureza, tolerância e bom jogo em meio aos 12 anos de pesadelo nazista, e que alimentaram o mito do espírito olímpico. (aqui a íntegra do texto)
Tentar despolitizar um evento dessa importância é pusilânime. Ninguém aqui é anti-China nem anti-Olimpíadas: queremos o diálogo. E ter o direito de dizer o que pensamos, na hora que pensamos, como pensamos. Até na China.
E o que podemos fazer aqui de fora? Pra começar, que tal participar de um aperto de mão olímpico?
Revela a experiência que o mundo
Não pode ser plasmado à força.
O mundo é uma entidade espiritual,
Que se plasma por suas próprias leis.
Decretar ordem por violência
É criar desordem.
Querer consolidar o mundo a força
É destruí-lo,
Porquanto, cada membro
Tem sua função peculiar:
Uns devem avançar,
Outros devem parar.
Uns devem clamar,
Outros devem calar.
Uns são fortes em si mesmos,
Outros devem ser ancorados.
Uns vencem na luta da vida,
Outros sucumbem.
Por isso, ao sábio não interessa a força,
Não se arvora em dominador,
Não usa de violência.
(Lao-Tsé, no Tao Te King, livro que por sinal acabo de incluir na Biblioteca do Escriba)