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Posted by escriba on 03 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, brasil, cultura, egotrip, fotografia
Algumas imagens para ilustrar o texto abaixo (clique nas fotos para ampliá-las).
Posted by escriba on 03 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, cultura, documentario, egotrip, filmes, fotografia, musica
Não conhecia Belém. Apesar de ter família na cidade, foi preciso o Greenpeace ir até lá pra eu circular pela capital nacional das mangas - as mangueiras estão por toda parte, para deleite da população e terror dos motoristas. Me senti em casa, até porque o belenense puxa o ‘S’ e o ‘R’ como os cariocas e descobri que tenho primos na cidade, Ivanir e Dolores, adoráveis, foi ótimo passar uma tarde com eles, mandando ver no açaí e na torta de bacuri, suco de cupuaçu, tudo isso ao som dos milhares de periquitos (ou maritacas, vai saber) que fazem ninhos na imensa árvore que fica em frente à igreja de Nossa Senhora de Nazaré e do prédio deles. Curti muito Belém, o calor, a chuva refrescante de fim de tarde, a rica gastronomia local, a simpatia das pessoas, a proximidade da floresta amazônica, a música (o reggae local é brilhante!). Espero voltar um dia, de preferência com meus filhos.
Ficar tanto tempo sem atualizar o blog é foda porque acontece tanta coisa nesse meio-tempo que fica até difícil de organizar tudo num post, sem que ele fique gigantesco e cansativo pra ler. Mas enfim, vou desaguar tudo que está na minha memória, assim, se sopetão, até porque já estou em Fortaleza e tenho que acordar cedo amanhã pra articular algumas entrevistas pro meu camarada Baitelo, a estrela desta parte da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora.
Como tava dizendo, passei uma tarde com meus primos, filhos do irmão do meu avô. Era um ramo da família que não conhecia, ou melhor, sabia deles, mas nunca os tinha visto, a não ser uma vez que foram a São Paulo, há um ano, e jantei com eles numa pizzaria. Quando meu pai me lembrou deles, liguei e marquei de almoçar, tomar café-da-manhã, visitar o barco, tudo, mas o que funcionou mesmo foi o aleatorismo (como sempre). Estava com a Mari indo a pé para encontrar a marcha, que já havia saído da Estação das Docas. No meio do caminho, me lembrei que os primos moravam por ali, liguei e acabamos assistindo parte da procissão da esquerda latino-americana do sétimo andar do prédio que fica em frente à praça da igreja. Quando o imenso boi inflável do Greenpeace apontou na esquina, descemos correndo para poder pegar carona.
Uma das coisas que mais me surpreenderam em Belém foi o carinho com que as pessoas receberam o Greenpeace na cidade. Sim, porque havia toda uma preocupação com segurança, fomos avisados para não andar pelas ruas com a camisa do Greenpeace, para não aceitar provocações, etc - afinal de contas, o Pará é um dos estados que mais desmata a floresta e mata pessoas que a defendem (mesmo que seja uma missionária septuagenária, como Dorothy Stang). Mas nada disso aconteceu, pelo contrário. Vi pessoas fazendo juras de amor ao Greenpeace, implorando por uma camisa ou fitinha que fosse, querendo embarcar para onde quer que fosse, exigindo a criação de um grupo de voluntários na cidade. Conquistamos eles - e eles nos conquistaram.
Me apaixonei também pela culinária paraense. Não sou muito de peixe, mas em Belém eu praticamente só comi peixe. Filhote ao tucupi, pirarucu com salada de feijão, tambaqui e arroz com jambu, tudo sempre com muita farinha de mandioca. Aliás, impressionante a quantidade de coisas que se faz com mandioca - farinha, molho, petisco, massa, sorvete. É uma dádiva. Comi várias vezes no barco também, comida bem boa, preparada pela Iracema (de Manaus) e por um cozinheiro filipino, cujo nome me foge agora (oops, foi mal…). Queria muito embarcar pra vir pra Fortaleza, mas me incluíram fora dessa. De qualquer forma, eu tinha que chegar antes pra chamar a imprensa pra todas as atividades que vamos preparar aqui no Ceará - além dos ‘open boats’, tem um seminário de energia eólica e um encontro com donos de restaurantes e supermercados de Fortaleza para mostrar os impactos negativos da carcinicultura (criação de camarão) no meio ambiente. Quem sabe numa próxima vez?
Pena não ter podido frequentar mais o Fórum Social Mundial. Estive por lá duas vezes apenas, só assisti palestras do Greenpeace e pouco contato travei com outras entidades presentes. Mas o clima era bem legal, diversidade à toda prova. Destaque para a grande presença de tribos indígenas e para o grande galpão montado em comemoração aos 50 anos da revolução cubana. Espero que o FSM volte para a Amazônia logo.
Ainda em Belém, encontrei gente que há tempos não via, como Oona, João e Sérgio Amadeu, que me ajudou a organizar uma boa festa de despedida do Greenpeace na cidade - um show do Fernando, do Teatro Mágico, em frente ao navio. O cara topou na hora e foi muito maneiro, juntou umas 300 pessoas em frente ao Arctic Sunrise. O vídeo desse sarau improvisado está aí embaixo. Já estamos até pensando em repetir a dose, aguardem!
As boas vibrações foram tantas que em seguida rolou uma festinha no heliponto do barco e, de lá, depois fomos para um carnaval de rua na Praça do Carmo e lá ficamos até umas quatro da matina. Como a noite era uma criança, ainda deu tempo de curti Juca Culatra e Power Trio no Açaí Biruta. Muito bom o som! E ficou ainda melhor quando Fernando, que nos acompanhou, foi reconhecido pelo guitarrista e chamado ao palco. Tocaram uma música do Teatro (confesso que não sei qual) e a galera veio abaixo, a exemplo do que aconteceu quando o grupo começou tocar Umbabarauma, do Jorge Ben, pra encerrar a apresentação. Gravei um trecho, taí embaixo também.
O sol nasceu, nossas energias acabaram e fomos pro hotel, leves como plumas. Dia seguinte, o último do barco em Belém, todo mundo cansado mas feliz. Ao fim do dia, desmontamos tudo e guardamos no navio, que neste exato momento navega para Fortaleza - deve chegar por aqui no dia 6.
Bom, se minha memória de samambaia plástica não falhou, foi mais ou menos isso que vi e vivi nos últimos dias. Agora é Fortaleza. Amanhã vou encontrar meu camarada Sávio, que abandonou a boa vida em São Paulo para ter uma melhor ainda aqui na terra de Sasha Grey. Mandou bem!
Acho que o post tá de bom tamanho pra segurar mais alguns dias sem postagem, né não? Enfim, vamos ver o que dá pra fazer. Inté!
(nao deu tempo de subir as fotos e os vídeos do Juca Culatra. Amanha eu faço isso.)
(Teatro Mágico e Greenpeace juntos, em Belém (janeiro/2009)
Posted by escriba on 22 Jan 2009 | Tagged as: egotrip
Meu segundo dia de Belém (PA) e pouco ou nada vi da cidade. Apenas o trajeto entre o hotel porqueira onde estou (típico de rodoviária, saca?) e a Estação das Docas, onde está o navio do Greenpeace Arctic Sunrise. Tenho trabalhado direto no pequeno escritório do barco, articulando encontros da imprensa local com ativistas do Greenpeace para falar sobre a presença do Arctic na cidade, os open boats que vão rolar nos próximos dois fins de semana e a participação do grupo no Fórum Social Mundial, que começa no próximo dia 27.
Ontem, dia da chegada, depois de muito lutar com a precária conexão de internet do hotel e desse maldito modem 3G da Claro que trouxe pra cá, fui com a Mari pra Estação das Docas para jantar. É um local bem bonito, recém-reformado, com bons restaurantes. Fomos num dos indicados por locais, o Lá em Casa, onde comi um delicioso pirarucu com salada de feijão manteiga. Pra arrematar, um sorvete de açaí com tapioca.
Hoje passamos o dia no barco, onde almoçamos e jantamos. Clima delicioso, uma galera jovial, animada, guerreira, dos quatro cantos do mundo - tem canadense, americano, alemão, indiana, filipino, argentino, brasileiro, enfim. O meu grande momento do dia foi quando entrevistei o capitão do barco, Pete Wilcox, que foi o capitão do Rainbow Warrior, navio do Greenpeace que foi sabotado com bombas pelo serviço secreto francês em 1985. Ele estava a bordo e se salvou, juntamente com quase todos da tripulação - menos o fotográfo português Fernando, que ficou preso em sua cabine após as explosões. Em breve publicarei a entrevista aqui e também um vídeo que fizemos com ele.
Bom, vou nessa que amanhã tem mais trampo. Algumas fotos seguem abaixo:
Posted by escriba on 19 Jan 2009 | Tagged as: egotrip
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| Domingão no Sesc Pompéia e na Praça Por-do-Sol |
(para ver todas as fotos, clique na imagem)
Posted by escriba on 26 Nov 2008 | Tagged as: blog, egotrip
Em tempos de Twitter, estou cada vez mais Slow Blog que, a exemplo do movimento Slow Food, prega a reflexão ante o imediatismo. A certeza ficou ainda maior após ler este artigo. Blogar não é jornalismo nem pode ser limitado por ele. Está além. É soltar uma garrafa no mar de informações que inunda nosso dia-a-dia e deixar rolar.
Uma das coisas que mais me diverte é receber comentários de posts antigos, de assuntos que eu nem mais me lembrava ter comentado. E isso me leva a novos caminhos, me traz novas reflexões. Ao contrário da ânsia pelo ‘furo’ que move o jornalismo, blogar sugere a busca de idéias afins, da complementariedade que vem com os comentários, da descoberta de intepretações variadas de um mesmo texto, da afirmação em busca de indagações. É subverter o espírito imediatista do small talk e elocubrar sobre acontecimentos distantes, músicos sumidos, livros perdidos, o que foi notícia na semana passada, na década passada. É pedir que enviem cartões-postais para um blog relatando o que se está fazendo no momento - seja ele qual for. Taí, faz tempo que não mando um cartão-postal…
Mas a exemplo de outros blogueiros, também sofro por vezes da síndrome de Robinson Crusoe, aquela sensação de que ninguém está lendo meus posts (com a falta de comentários eu já me acostumei…) Mas decidi que não escrevo pelos outros, escrevo por mim mesmo. É um exercício literário e jornalístico que me imponho, para tirar a ferrugem. Escriba precisa escrever. Sempre. Começo com uma idéia, uma boa sacada, uma palavra ou frase de efeito, vou burilando, amarrando as coisas aqui e ali, apagando outras (por vezes até a idéia original dança), até conseguir traduzir minhas reflexões sobre o tema proposto. Ou não…
De todo modo é uma lapidação tortuosa e demorada, que curto empreender. Não há post meu que não seja alterado depois de uma segunda olhada. Já cheguei a mudar o texto inteiro de alguns - inclusive título. Nada é para sempre. Só a ânsia de transformar idéias em palavras. Essa não tem fim. Com ou sem leitores.
Posted by escriba on 26 Oct 2008 | Tagged as: egotrip, musica, politica
Sabadão foi dia de Sonny Rollins no Ibirapuera, num calor de rachar mamona. Sofia e Martim aguentaram bem, já minhas costas… E como o sol se manteve a pino no domingão, lá fomos nós pro Parque Villa-Lobos fritar um pouco mais. E depois de votar, fiquei acompanhando a apuração. Se no Rio as opções eram tétricas, em SP deu o candidato-oco, com José ‘Mr. Burns’ Serra de tocaia, de olho em 2010.
Enfim, segue o jogo - ao som de Rollins.
Posted by escriba on 20 Oct 2008 | Tagged as: egotrip
Ainda me recupero da festinha que rolou sábado, quando comemorei 40 - quer dizer, tentei, já que nasci aos 2 minutos do dia 19 de outubro e este ano esse horário foi suprimido com o horário de verão… Agradeço a todos que foram, aos que não puderam ir mas mandaram lembrança e aos que esqueceram completamente, mas que ainda assim ganharam brindes na Garagem do Carlão (grande figura!).
Na minha memória afetiva, além do sorriso das pessoas, do bate-papo entre turmas tão diferentes (tinha até policiais do DAS!) e de Felícia, fica o som Festa dos Santos Reis - na hora que rolou, a galera até cantou junto!
Posted by escriba on 06 Jul 2008 | Tagged as: egotrip

FIm de semana com a molecada é sempre uma canseira danada. Japonês na Vila Madá (como eles não pagam o rodízio, é mais saudável e mais em conta do que um Mac), cinema (Kung Fu Panda, genial!), domingão no parque lotado (Villa-Lobos, com direito a bicicletada) e fim de tarde na praça Pôr-do-sol (o posto 9 de São Paulo). Lá pude, enfim, despressurizar: deitado na grama, de frente pro sol alaranjado, vendo ao longe os dois pequenos brincando com seus novos amigos (eles sempre fazem novos amigos nessas situações).
Fazia tempo que não batia palma pro pôr-do-sol.
Posted by escriba on 28 Apr 2008 | Tagged as: consumo, egotrip
Posted by escriba on 20 Mar 2008 | Tagged as: egotrip
No último dia 19 eu completaria 8 anos de casado. Pra variar, esqueci a data, mas fui devidamente lembrado por minha ex. Só por curiosidade fui ao Google e descobri que iria completar bodas de papoula!! hehehehe, é mole ou quer mais?