egotrip
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Posted by escriba on 26 Oct 2008 | Tagged as: egotrip, musica, politica
Sabadão foi dia de Sonny Rollins no Ibirapuera, num calor de rachar mamona. Sofia e Martim aguentaram bem, já minhas costas… E como o sol se manteve a pino no domingão, lá fomos nós pro Parque Villa-Lobos fritar um pouco mais. E depois de votar, fiquei acompanhando a apuração. Se no Rio as opções eram tétricas, em SP deu o candidato-oco, com José ‘Mr. Burns’ Serra de tocaia, de olho em 2010.
Enfim, segue o jogo - ao som de Rollins.
Posted by escriba on 20 Oct 2008 | Tagged as: egotrip
Ainda me recupero da festinha que rolou sábado, quando comemorei 40 - quer dizer, tentei, já que nasci aos 2 minutos do dia 19 de outubro e este ano esse horário foi suprimido com o horário de verão… Agradeço a todos que foram, aos que não puderam ir mas mandaram lembrança e aos que esqueceram completamente, mas que ainda assim ganharam brindes na Garagem do Carlão (grande figura!).
Na minha memória afetiva, além do sorriso das pessoas, do bate-papo entre turmas tão diferentes (tinha até policiais do DAS!) e de Felícia, fica o som Festa dos Santos Reis - na hora que rolou, a galera até cantou junto!
Posted by escriba on 06 Jul 2008 | Tagged as: egotrip

FIm de semana com a molecada é sempre uma canseira danada. Japonês na Vila Madá (como eles não pagam o rodízio, é mais saudável e mais em conta do que um Mac), cinema (Kung Fu Panda, genial!), domingão no parque lotado (Villa-Lobos, com direito a bicicletada) e fim de tarde na praça Pôr-do-sol (o posto 9 de São Paulo). Lá pude, enfim, despressurizar: deitado na grama, de frente pro sol alaranjado, vendo ao longe os dois pequenos brincando com seus novos amigos (eles sempre fazem novos amigos nessas situações).
Fazia tempo que não batia palma pro pôr-do-sol.
Posted by escriba on 28 Apr 2008 | Tagged as: consumo, egotrip
Posted by escriba on 20 Mar 2008 | Tagged as: egotrip
No último dia 19 eu completaria 8 anos de casado. Pra variar, esqueci a data, mas fui devidamente lembrado por minha ex. Só por curiosidade fui ao Google e descobri que iria completar bodas de papoula!! hehehehe, é mole ou quer mais?
Posted by escriba on 06 Feb 2008 | Tagged as: egotrip
Sempre que se cria muita expectativa, o resultado não é lá essas coisas. Disso eu bem sei, mas não pude evitar. Estava animadíssimo com minha primeira viagem de ônibus pro Rio com as crianças, pra eles curtirem a valer o Carnaval em blocos de rua. Mas choveu nos três dias que ficamos por lá (ok, na manhã de sábado fez sol e fomos à praia. E só). De carnaval, meia hora no Bloco da Segunda, na Cobal, por causa da maldita chuva.
Apesar deles terem se divertido com a prima-amiga Clarinha, o tio Beto e a tia Juli, o vovô ferramenta (meu pai), os primos Dedé e Fabinho, e as tias-avós Neném e Sueli, voltei pra sampa com um quê de decepção. Imaginei um carnaval colorido, rueiro e com muita praia, mas o tempo estava tão cinzento quanto um dia comum em São Paulo.
Mas tudo bem. Eles gostaram e é isso que vale. No carnaval de 2009 eu tento novamente. E deu pra ver também que não é um bicho de sete-cabeças viajar com a tropa de ônibus (se comportaram bem tanto na ida como na volta) e já planejo outras aventuras. Quem sabe encarar 17 horas pra visitar a vovó Brasília (minha mãe) ou levá-los a Penedo no meio do ano pra comemorar com meus antigos colegas de turma da ECO os 20 anos do início do resto de nossas vidas.
Agora é pensar nos novos tempos aqui em sampa mesmo. Estou separado e acabei de arrumar um novo apê. Martim e Sofia estão adorando a idéia de ter uma segunda casa (ainda bem!), mesmo que ela por enquanto só tenha um colchão, uma torradeira, meus discos e livros, e nada mais… ‘Era uma casa, muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada…’ Inevitável pensar na música hehehehe.
O bom é que vou ficar perto tanto dos moleques como também do trabalho. O bairro (Alto de Pinheiros) é agradável e vou fazer tudo de bicicleta. Além disso, sem eletrodomésticos (só a torradeira…) e carro, darei minha contribuição na luta contra o aquecimento global, já que minhas emissões serão mínimas. Alguém quer comprar créditos de carbono?
Posted by escriba on 01 Jan 2008 | Tagged as: egotrip
2008 não vai ser fácil - e ninguém me iludiu dizendo que seria. Embalado na suave flauta de Yusef, mantenho-me nos trilhos…
Posted by escriba on 25 Nov 2007 | Tagged as: egotrip, filmes, musica
Uma das coisas que mais me marcou na primeira viagem que fiz à França, em 1982, foi assistir o filme Les Uns et Les Autres (dirigido por Claude Lelouch, 1981). Conta a história de três gerações de dançarinos e músicos russos, alemães, franceses e americanos, de antes da Segunda Guerra Mundial até a década de 1980. O final, apoteótico, foi coreografado por Maurice Bejart, que faleceu semana passada, ao som do Bolero de Ravel. Eu tinha 14 anos e pouco entendia de dança ou música clássica, queria mais comprar discos de heavy metal que não encontrava no Brasil. Mas naquela noite, em frente à TV da casa de minha mãe em Paris, comecei a mudar meu gosto musical.
(Pause a rádio Escriba pra curtir melhor a cena final do filme)
Posted by escriba on 14 Nov 2007 | Tagged as: HQs & charges, egotrip
Posted by escriba on 07 Nov 2007 | Tagged as: egotrip, filmes, livros

Sempre curti bater perna pela rua. Sou andarilho por natureza. No Rio, São Paulo, Londres, Sevilha, onde quer que seja, é um grande barato circular a pé, só assim é possível realmente conhecer os cantos da cidade.
Em Paris uma vez perdi o último metrô em La Defense, bairro modernão que fica nos subúrbios da capital francesa, e sem um puto do bolso, o jeito foi caminhar até a casa onde estava hospedado no Boulevard Pasteur, do outro lado da cidade. Acho que andei por uma hora ou mais e passei por quase todos os pontos turísticos parisiense, do Arco do Triunfo e avenida Champs-Elysees, ao Trocadero e Torre Eiffel, maravilhado com a lindeza silenciosa deles. Era madrugada e estava frio, mas Paris é plana e ainda mais bela à noite. Naquele perrengue danado entendi enfim o por quê do apelido Cidade Luz.
No Rio, meu recorde pessoal foi o trajeto Vila Isabel-Botafogo, com direito a amanhecer na Presidente Vargas em meio a cotias. Aqui em sampa, já andei da Vila Madalena ao Parque do Ibirapuera. Com dois filhos, as caminhadas encurtaram bastante, mas sempre que posso dou umas voltas pelo bairro, apesar dos muxoxos do Martim: “É muito cansativo andar, pai…”
Além de ser um bom exercício, caminhadas longas nos dão o tempo que falta no dia-a-dia para reflexões essenciais à manutenção da saúde mental. Prefiro os périplos noturnos, de preferência na alta madrugada, quando é possível topar com os tipos mais bizarros da fauna urbana, apreciar cenários que à luz do dia são ofuscados pelo cotidiano e escutar o quase-silêncio.
Acabei de ler o livro Carnaval de Fogo - crônica de uma cidade excitante demais, do Ruy Castro, uma ode ao Rio de Janeura. Me inspirei pra escrever este post ao ler trecho do capítulo quatro em que o autor diz a certa altura:
Tom Jobim dizia que a melhor maneira de passear por Nova York era de maca. No Rio, os veículos ideais são os pés - pelo asfalto ou pela areia - e a literatura. Os dois costumam andar juntos: poucas cidades se prestam tão bem como personagens, já fizeram tantas ruas de musas e geram tantos autores que escrevem com as pernas - pena que escrevam com tinta secreta, digo, em português.
E desanda a citar legítimos flâneurs cariocas, andarilhos urbanos que exploram a cidade a bordo da tradicional Viação Canela e souberam como poucos decifrar o Rio. De Joaquim Manuel de Macedo (autor do livro Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro, de 1862, e Memórias da rua do Ouvidor, de 1878) a João do Rio (A alma encantadora das ruas, de 1908) e Luiz Edmundo (O Rio de Janeiro do meu tempo, 1938).
Lá pelas tantas, Castro pergunta: “haverá o escritor que seja um flâneur puro e ande pela cidade decidido a não escrever?” Me considero mais flâneur do que escritor, mas ainda assim me atrevo a responder: impossível. A enxurrada de boas histórias que brotam de uma boa caminhada pedem para serem compartilhadas. Podem até demorar pra ganhar vida fora da cachola, mas uma hora sai. Como agora.
E se flanar por aí hoje em dia ainda é prazeiroso, apesar dos pesares, imagina num Rio de Janeiro idílico de 1936? O filme abaixo, City of Splendours, fazia parte de uma série de documentários da MGM chamada Traveltalks (The Voice of the Globe) e nos revela uma cidade verdadeiramente maravilhosa. Confira!