economia
Archived Posts from this Category
Archived Posts from this Category
Posted by escriba on 18 Dec 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, civilização, consumo, economia
Na fila da padoca, ontem à noite, fiquei na dúvida entre comprar um azeite na promoção e a última edição da Superinteressante, que traz na capa a atual situação deplorável dos oceanos do planeta. Acabei optando pela revista, o que acabou sendo uma boa escolha, não pela matéria de capa, que nada mais é do que um grande cozidão do que vem se falando sobre o tema há meses (quiçá anos). Folheando o material hoje de manhã, o que mais me chamou a atenção foi a entrevista com Tim Jackson, professor de desenvolvimento sustentável da Universidade de Surrey, em Londres, primeira instituição da Inglaterra a criar um departamento específico sobre o tema.
Jackson afirma categoricamente que o crescimento ininterrupto da economia global (um dos pilares do capitalismo moderno) é imcompatível com a sustentabilidade do planeta. Não é comunista, nem petralha, nem antiamericano, apenas mais um da crescente geração de pessoas que acredita num outro mundo possível, sob as regras da economia verde. Já foram ridicularizadas e agora são atacadas. Falta pouco para que sejam consideradas arautos do óbvio.
Enquanto governos e iniciativa privada não se mexem e continuam dando de ombros para o que se avizinha, como vimos em Poznan ou Marraquesh, cabe a nós, indíviduos tomarmos medidas diárias, pouco a pouco, pra ver se lá na frente algo muda. Alguns passos básicos, segundo Jackson, são:
Comprar menos, ser mais eficiente no uso da energia, viajar menos de carro e avião, economizar, fazer investimentos éticos e protestar!
Se for pra ir pro saco, que seja de botas calçadas!
(Este foi meu 100o. post no Ecoblogs!)
Posted by escriba on 15 Dec 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, civilização, economia, politica
Em carta enviada à conferência da ONU sobre mudanças climáticas que aconteceu em Poznan, na Polônia (terminou domingo agora), o presidente Evo Morales, da Bolívia, propõe a criação de um novo modelo de desenvolvimento para o mundo, baseado na sustentabilidade e harmonia com a natureza. A busca incessante pelo lucro, acima de tudo, está destruindo o planeta, diz Morales.
Segue um trecho:
Tudo começou com a Revolução Industrial de 1750 que deu início ao sistema capitalista. Em dois séculos e meio, os países chamados “desenvolvidos” consumiram grande parte dos combustíveis fósseis criados em cinco milhões de séculos. A competição e a sede de lucro sem limites do sistema capitalista estão destroçando o planeta. Para o capitalismo não somos seres humanos, mas sim meros consumidores. Para o capitalismo não existe a mãe terra, mas sim as matérias primas. O capitalismo é a fonte das assimetrias e desequilíbrios no mundo. Gera luxo, ostentação e esbanjamento para uns poucos enquanto milhões morrem de fome no mundo. Nas mãos do capitalismo, tudo se converte em mercadoria: a água, a terra, o genoma humano, as culturas ancestrais, a justiça, a ética, a morte…a própria vida. Tudo, absolutamente tudo, se vende e se compra no capitalismo. E até a própria “mudança climática” converteu-se em um negócio.
A íntegra da carta pode ser lida aqui.
Morales está certo em gênero, número e grau. O que temos hoje é capitalismo no lucro, socialismo no prejuízo. A crise atual foi provocada por instituições financeiras até então tidas como acima de qualquer suspeita. E a cada novo golpe que surge, quem paga a conta somos nós.
Ou repensamos já o modo como produzimos e consumimos, ou vamos todos pro mesmo buraco.
Posted by escriba on 14 Dec 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, canalhice, economia
Cínico: um malandro cuja visão deficiente lhe apresenta as coisas como elas são, não como deviam ser. (Ambrose Bierce)
A crise econômica que vai arrasando quarteirão por onde passa gerou uma onda de solidariedade e responsabilidade em muitas pessoas, que começam a repensar como produzem, consomem, gastam. Mas também revela o lado mais torpe de tantos outros - e pior, justamente daqueles que têm o poder de mudar o estado das coisas.
Na disputa pra ver quem é mais cínico, vejo três bons concorrentes.
Um deles é Roger Agnelli, presidente da Vale, uma das maiores e mais lucrativas empresas do mundo, que tem faturamento anual superior a US$ 30 bilhões. Em tempos de cintos apertados, era de supor que Agnelli fosse propor uma produção mais inteligente, sustentável, humana. Mas em vez disso quer suspensão temporária dos direitos trabalhistas!! Genial, não?
Mas os chefões das três principais empresas automobilísticas americanas - Ford, GM e Chrysler - não ficam atrás. Nas negociações para obter o empréstimo bilionário para salvar suas peles, os abriram mão de seus altos salários e planejam cortar milhares de empregos mundo afora. Mudar o escopo do negócio para torná-lo mais sustentável? Ah, aí já é demais, né?
Os senadores americanos também estão na briga. Para aprovar o empréstimo à indústria de carros, pedem como garantia a redução de custos - eufemismo para demissão em massa, cortes de direitos trabalhistas e afins. Nada, como bem observou Michael Moore, de exigir que as empresas fabriquem carros mais eficientes, baratos, econômicos e limpos. Ou que retirem as ações judiciais contra estados americanos que exigem que os carros não poluam tanto e respeitem as leis ambientais. Ou ainda que foquem seu negócio no transporte público, não no individual.
É, a disputa pelo troféu Cínico do Ano está acirrada.
Posted by escriba on 04 Dec 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, bizarro/curiosidade, carro, civilização, consumo, economia, energia
Lembro de ter ficado bastante intrigado quando descobri, ao cobrir a edição de 1996 da tradicional corrida de calhambeques London-Brighton, que os primeiros automóveis do mundo - basicamente carruagens sem os cavalos - eram modelos elétricos! O primeiro foi inventado em 1830. Em 1920, 90% dos taxis de Nova Iorque eram movidos a bateria, época em que todos os bondes das cidades eram elétricos também - leia mais aqui.
Pensei: “Ora, como não desenvolveram a idéia desde então?” Bem, até desenvolveram, mas meio que em segundo plano, já que os motores a diesel e gasolina eram muito mais lucrativos. O petróleo era baratinho, fácil e abundante, e coisas como poluição do ar e doenças respiratórias, denunciadas por proto-ambientalistas ao longo do século 20, eram externalidades aceitáveis pelo bem do progresso.
Pois bem, quase um século depois, voltamos ao ponto de partida. O modelo de negócio baseado em carrões movidos a petróleo sofreu um grande baque com a crise financeira americana e o carro elétrico volta a ser uma opção - desta vez, até onde eu tenho lido, pra valer. As grandes fabricantes de carros dos EUA - Chrysler, GM e Ford - abriram o bico, estão na lona, implorando mais de US$ 30 bilhões para continuarem existindo. A população americana se diz contra o empréstimo, e muitos congressistas também. Eles sabem que, sem uma contrapardida equivalente, é jogar dinheiro no lixo. Muito dinheiro. Agora, qual seria uma contrapartida justa e viável? Certamente não estamos falando da baboseira de ver os altos executivos dessa indústria recebendo salários anuais de US$ 1…
Ou essas empresas mudam pra valer, ou têm mais que ir pro buraco. Sim, porque se continuarem a tocar o negócio da forma como o fazem hoje, vão quebrar mais dia menos dia. Por que não, então, investir no futuro? Em projetos como Better Place, de um empresário israelense, que já despertou o interesse de países como Dinamarca, Austrália e Israel, além de alguns estados americanos, como a Califórnia e Havaí.
A idéia é criar uma extensa rede elétrica para alimentar os veículos por todo o país, com ênfase no transporte público. Mas quem quiser ter seu carrinho elétrico, sem problemas. Vai ser até mais fácil: você pagará pela quantidade de eletricidade que usar. E só. O carro pode ser até dado de graça. Um sistema semelhante ao que vem sendo adotado com sucesso na telefonia celular hoje. Só compra celular quem quiser algo exclusivo. A maioria, no entanto, vai adotar os modelos mais populares. Eu não compro um celular há quatro anos e ainda assim consegui ter bons aparelhos - hoje tenho um modelo smartphone razoavelmente bom. Genial, não? E o melhor: temos toda a tecnologia necessária para por esse projeto em prática.
Aí, GM, Chrysler e Ford! Querem mesmo sair do buraco? Então pensem com a sustentável cabeça de amanhã, não com a gananciosa e poluidora de ontem. Vai ser bom pra vocês e pra gente também!
Posted by escriba on 04 Dec 2008 | Tagged as: economia, musica
Quando o grande colapso econômico acontecer, vai acontecer por todo o lado. Não acho que o roquenrol vai (entrar em colapso) primeiro.
Do profeta Rogers Waters, no filme Pink Floyd: Live at Pompeii (versão do diretor, 2003)
Posted by escriba on 17 Nov 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, economia, energia, imprensa, politica
Arnold Schwarzenegger pode estar bem cotado para ser o homem da energia de Obama, mas não corre sozinho nessa disputa. Outro nome meio óbvio é o de Al Gore. Após a derrota pro Bush Jr. em 2000, ganhou destaque mundial explorando o tema convenientemente e hoje tem uma das propostas mais audaciosas quando o assunto é remodelação da forma como produzimos e consumimos energia para enfrentar as mudanças climáticas, o projeto Repower America. Em linhas gerais, prevê a geração de 100% da energia consumida nos EUA por meio de fontes renováveis - basicamente eólica (27%), solar (16%) e eficiência energética (28%) - num prazo de 10 anos. Biocombustíveis e energia geotérmica teriam seu espaço também, com 3% cada. Nenhuma hidrelétrica ou usina nuclear seria construída no período, ficando as atuais com 23% do novo cenário. Em 2019, nada de petróleo ou carvão. Não é fraco não.
O projeto é bem próximo ao proposto pelo Greenpeace e Conselho Europeu de Energias Renováveis, o [R]evolução Energética, tecnica e politicamente, já que vê uma imensa oportunidade na crise gigante que surfamos sabe-se lá como.
Se os americanos são bons mesmos em fazer dinheiro, mesmo quando ele é escasso, a hora é essa. As ações de empresas do setor estão fervilhando. Na ressaca da orgia do capital especulativo, talvez testemunhemos novos tempos de investimentos voltados prioritariamente à produção do bem, que permitirá gerar empregos e renda. A ONU já cantou a pedra: milhões de empregos podem ser gerados até 2030 com investimentos em energias verdes. A recessão já vem provocando o curioso movimento de deixar algumas empresas mais verdes - como tem feito com a indústria de eletrônicos.
Seja com Schwarzzie ou Gore, quero ver as doletas verdinhas salvando o planeta, não apenas depredando-o em benefício próprio. Compartilho da utopia promovida pelo pessoal do Yes Man, quero ver um NYT recheado de boas notícias - o que não significa que serão fáceis. Nem perfeitas. Que sejam honestas, já basta.
Quem quiser conferir a íntegra da edição fake do NYT, só com notícias que gostaríamos de ver publicadas, acesse nytimes-se.com.
No vídeo abaixo, vc saberá como foi engendrada essa ação genial, bem como verá um representante do NYT ficar putinho (1min22s) ao ser questionado sobre Judith Miller, quando defendia a posição do jornal na cobertura da guerra do Iraque.
New York Times Special Edition Video News Release - Nov. 12, 2008 from H Schweppes on Vimeo.
Posted by escriba on 14 Nov 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, economia, energia
Às vésperas do encontro das 20 maiores economias do mundo, a ONU conclamou os líderes desses países a aderirem a um acordo global para investir pesado em programas ambientais, que podem ajudar a levantar a economia no planeta. O Greenpeace está pressionando o G20 também na mesma linha, assim como outras ONGs ambientalistas. Ao contrário do que diz o vira-casaca do Patrick Moore, o ambientalismo não é pautado pelo medo, mas por mudanças de paradigma. A indústria e os governos foram incapazes e, agora, com a crise batendo à porta, acho que vão finalmente acordar para a realidade.
Com a derrocada de Bush Jr. e sua gangue neocon, as chances de um acordo amplo para enfrentar as mudanças climáticas são enormes. Barack Obama tem cacife para tal e já disse que pretende reestruturar a matriz energética americana com renováveis. E como sabemos, pra onde for os EUA, o mundo vai atrás. Até a bíblia da indústria energética, o World Energy Outlook, segue nessa linha. A economia verde está na bica de se tornar mainstream, e o Brasil tem tudo pra sair na bem na foto, basta vontade política. Artigo de Washington Novaes, publicado hoje no Estadão, explica.
E por falar em energia, um dos nomes mais fortes para assumir o comando dessa área na gestão Obama é ninguém menos que Arnold Schwarzenegger! O governador da Califórnia leva vantagem sobre nomes como Al Gore porque não ficou apenas no discurso, foi lá e fez muito pela adoção de energias renováveis em seu estado, combatendo as emissões de CO2 de forma incisiva. E olha que o Gore está com um projeto audacioso pacas, de mudar radicalmente a forma como os americanos produzem e consomem energia no país. Pelos planos dele (que estão todos no site Repower America), os EUA estariam produzindo 100% de energia por meio de fontes renováveis em 10 anos! Não pouca coisa não… Mas o trabalho de Schwazzie na Califórnia é foda, confira aqui.
Agora, que situação, não? Colocar o destino do planeta nas mãos logo do Exterminador do Futuro??
Posted by escriba on 03 Nov 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, economia, internet
Tá rolando agora, ao vivo, no site do programa Roda Viva, a entrevista com o economista inglês Nicholas Stern autor do relatório Stern que avalia o impacto das mudanças climáticas na economia mundial. Dá pra mandar perguntas e tudo. Eles estão gravando provavelmente para passar na próxima segunda-feira na TV Cultura.
ATUALIZANDO: Acabou a transmissão ao vivo… mas o site tá lá, com imagens feitas in loco, de bastidores, e mais os desenhos do Chico Caruso. Além dos comentários da galera que participou.
O Stern estará amanhã também num seminário promovido pela Fiesp sobre economia de baixo-carbono (ou seja, livre de fontes poluentes de energia) e hoje ele publicou um artigo na Folha de São Paulo, Caminho Verde ao Crescimento.
E por fim tem uma longa entrevista (devidamente picotada em séries de vídeos de no máximo 3 min, divididas por temas) com o economista no Youtube, gravado pelo pessoal que o trouxe ao Brasil.
Um trecho do artigo:
Os países desenvolvidos precisam ser capazes de mostrar ao mundo em desenvolvimento que o crescimento econômico com baixa emissão de carbono é possível, que os fluxos financeiros aos países em desenvolvimento podem ser substanciais e que as tecnologias de baixo carbono serão economicamente viáveis, disponíveis e compartilhadas.
Posted by escriba on 31 Oct 2008 | Tagged as: brasil, economia
O economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES, dá o caminho das pedras pro Brasil se segurar na crise. Como todo bom professor, o cara é pródigo em metáforas para explicar o que não é de conhecimento público. Faço coro:
Há um festival de ingenuidade praticado no país sobre como enfrentar essa crise. E eu acho que, no momento, nós temos uma franquia ideológica para fazer o que nós acharmos que deve ser feito. Estão absorvendo ações nos bancos, proibindo distribuição de dividendos, demitindo e reduzindo salários dos executivos dos bancos e isso tudo em um dos paraísos da liberdade, na Inglaterra, país que deu início a isso tudo com a senhora Thatcher.
Eu também não devolveria dinheiro de especulador que veio para o Brasil. É quebra de contrato? É! O governo norte americano vai indenizar a Sadia pelos 284 milhões de dólares que perdeu com o Lehman Brothers? É risco de mercado. Resumindo, existem duas questões, com tempos históricos diferentes para o Brasil. Uma é a discussão de como é que nós vamos segurar o emprego e como nós vamos preservar minimamente o crescimento da nossa economia. É uma questão de discutir uma coisa que saiu de moda chamada projeto nacional. Não basta botar o Mangabeira Unger a pensar nisso que não sai projeto nacional dele. Ou a sociedade civil discute isso, ou não dá.
Segundo, a curto prazo, nós temos que reforçar nossa defesas. E por isso eu sou completamente favorável à centralização do câmbio. E isso é um neologismo para cobrir moratória. Na verdade, é uma moratória.
Enquanto isso, o relatório político n° 4 da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), de outubro, sugere três passos políticos para se enfrentar a crise, alertando para os perigos dos países se fecharem em copas:
1 - A comunidade internacional deve ajudar os países cujas taxas de câmbio têm estado sob pressão. Esses são os países menores que a especulação ilimitada levou à supervalorização monetária, e que agora são incapazes de estabilizar suas taxas de câmbio em níveis razoáveis, enquanto o pânico geral do mercado ameaça levar essas moedas a níveis de desvalorização fundamentalmente insustentáveis. Nesses casos, a assistência deveria tomar a forma de arranjos provisórios, incluindo a intervenção direta no mercado de moedas por meio de contrapartes – i.e., desses países em que a taxa de câmbio é valorizada.
2 - A comunidade internacional deve ajudar os países dependentes de commodities em que a especulação ameaçou dirigir os preços para níveis muito mais baixos do que se havia alcançado antes do pleno desvelamento da especulação internacional, no verão de 2007. Aqui, a ajuda pode tomar a forma da intervenção direta nos mercados, tanto como subsídio quanto como empréstimo para estancar e estabilizar a rápida queda nas receitas.
3 - Todos os países com baixas e declinantes taxas de inflação devem adotar medidas contracíclicas imediatamente, em termos de estímulos fiscais e cortes nas taxas de juros.
Sei não, mas acho que o Brasil tem tudo pra sair de boa nesse cenário todo, por ter recursos naturais às pencas, bom parque industrial, contas equilibradas e amplo mercado consumidor. Algo me diz que a gente ainda vai exportar o PAC da goiabada de Lessa.
Posted by escriba on 26 Oct 2008 | Tagged as: economia, politica
O quadro abaixo é da unidade de pesquisa econômica do grupo que edita a revista The Economist. Como podemos ver, a previsão não é de catástrofe para o Brasil, ao contrário do que muita ave de rapina anda piando por aí no imprensalão. Ah, sim, claro, o Lula não governa, pegou tudo pronto, teve sorte, não enfrentou crise internacional (ops, essa não dá mais pra usar…)