cultura
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Posted by escriba on 06 May 2009 | Tagged as: cultura, musica
Pela primeira vez me aventurei na Virada Cultural de São Paulo pra valer, circulando pelas ruas do centro da cidade na noite do último sábado e madrugada de domingo. Assisti a shows bem legais do Geraldo Azevedo, Joelho de Porco e Trio Mocotó, vi o Jon Lord todo prosa na sacada de um hotel na avenida Ipiranga, acenando para o público (fui perguntar prum cara na rua se era mesmo o ex-tecladista do Deep Purple e o cara, bebum, me disse: “Não sei, mas aquele ali do lado dele é o Steven Segall…), tomei um estabaco inacreditável na Praça da República quando acelerei o passo pra não perder a apresentação do Joelho de Porco (foi bom pracarái) e me esbaldei no palco samba-rock ali na avenida Rio Branco, principalmente vendo os casais rodopiarem na rua, no meio da galera, em espaços mínimos, lindo lindo.
Mas perdi dois showzaços: o coletivo Instituto, BNegão e outros camaradas tocando as músicas do Tim Maia Racional, na avenida São João, e a apresentação do Edy Star no Parque da Luz, no palco dedicado aos 20 anos que estamos sem Raul Seixas. Edy cantou as músicas do antológico disco Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez, que gravou em 1971 com Raul, Miriam Batucada e Sérgio Sampaio.
Sou fã do Edy, já o entrevistei para uma matéria na revista Outra Coisa (arquivo em PDF), escrevi um verbete na Wikipedia sobre ele, e volta e meia nos falamos, por email ou pelo orkut. Hoje recebemos, eu e vários outros fãs/amigos/admiradores, mensagem dele diretamente de Madri, onde mora. Nela, Edy agradece o carinho com que foi recebido durante o evento e faz as honras de dividir os aplausos com quem de direito. Vou tomar a liberdade de publicar aqui a mensagem, tenho certeza de que ele aprovará.
Valeu, Edy! Vc definitivamente é uma estrela!
Amiguinhos,
estou acabando de chegar em casa, em Madrid, com a alma em festa y o êxtase de uma missão bem cumprida!
Y logo ao abrir o correio, encontro as mensagens de muitos amigos, ansiosos de divulgar y também fazer chegar até mim, os ecos do êxito do nosso show!
Para mim, que só estava preocupado em fazer um bom espetáculo y nâo decepcionar aos Raulseixistas, é uma grata surpresa y alegria, saber que fui considerado pela maioria da assistencia o `melhor show´do Palco Raul..
Ver o reconhecimento do esforço do trabalho a que me propuz..
Mas, que saibam todos, que NÂO É um show unicamente meu! É uma coisa de grupo, de equipe… Que seria de mim, se não tivesse subido ao palco com o grupo que desejava y escolhi?
Y assim, quero fazer saber que nada teria o sucesso obtido, se lá não estivesse o excelente guitarrista Caverna, o arrepiante baixo do Lu Stopa, y todo o resto da banda: o Dada no teclado, o Américo na bateria, as incríveis y simpáticas meninas Ivani y Renata (Táta) no back-vocal.
Havia tambem o garoto da percursâo, y o trio de metais (que não lembro nomes agora!), y mais a presença-surpresa do Thildo Gama com seu sax, que foi de Salvador especialmente pra estar conosco!
Outras figuras que não podem ser esquecidas: o Sylvio Passos, a quem convidei pra contracenar comigo nas vinhetas, fazendo as `falas´ do Raul (quem poderia fazer melhor?), y o Rodrigo Titarelli (o Rodrigâo de Belô!) que também veio de Belo Horizonte só pra encarnar o Dr. Paxeco, pra delírio do publico…
Então, a toda essa gente, sou muito agradecido.
Eles é que me deram a segurança nescessaria pra fazer um show diferente bem ao meu gosto: honesto, divertido, colorido, cativante, y acima de tudo respeitando y encarnando o verdadeiro espírito anárquico-crítico da `Sociedade Kavernista – Apresenta Sessão das 10´.
Independente do pessoal da técnica, de luz y som, a quem também agradeço,
*OBRIGADO A TODA ESSA GENTE, ESSES MUSICOS MARAVILHOSOS QUE ME APOIARAM;
*AOS AMIGOS QUE LÁ ESTIVERAM , QUE APLAUDIRAM Y SE DIVERTIRAM;
*AO PESSOAL DA PRODUTORA, QUE ME CONVIDOU Y CONFIOU;
*AOS JORNALISTAS TODOS,
MAS PRINCIPALMENTE AO EDMUNDO LEITE (O Estado de São Paulo), QUE ESCREVEU `ESSA COISA´ SOBRE O `NOSSO SHOW´ - leia aqui.
Posted by escriba on 23 Apr 2009 | Tagged as: cultura
Salve, Jorge!
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Trilha sonora:
(pra quem não sabe, hoje é dia de São Jorge)
Posted by escriba on 18 Mar 2009 | Tagged as: cultura, imprensa, internet, musica, tecnologia
Pensei: nunca vi Bob Dylan tocando Idiot Wind. Mas também nunca procurei. Pá-pum, achei esta preciosidade aí abaixo no YouTube: ele ao vivo durante a Rolling Thunder Revue, turnê americana de 75/76 iniciada logo após o fim das gravações do disco Desire (que acabou sendo lançado no meio do tour). O show do vídeo foi o penúltimo da turnê e considerado fraco pela crítica - estariam todos cansados da estrada e de si mesmos.
Pode ser, mas não me impressionou negativamente. Na verdade, senti a mesma energia de quando escutei Idiot Wind pela primeira vez. A música é de Blood On The Tracks, disco anterior a Desire, mas a versão da música aqui tá mais pro clima deste último. Dylan é craque nisso de dar novas roupagens a tudo que faz. O tempo todo. Fez isso quando subiu ao palco do Festival de Folk de Newport em meados dos anos 60 e apresentou uma eletrificação de seu som que assustou os que foram lá ver o trovador de beira de estrada de anos antes. Já vi reclamarem disso num show dele tempos atrás no Sambódromo, acho que de abertura pros Rolling Stones, que ele não toca ao vivo o mesmo som do disco/CP/MP3. Seria um desperdício. Bob Dylan dá conta na boa de reler sua própria obra. E ela assim fica exponencialmente maior enquanto estiver por aí, na estrada - como está. Música é ao vivo. A mídia não é a mensagem; as mensagens são a mídia.
Posted by escriba on 18 Mar 2009 | Tagged as: cultura, filmes, musica
Posted by escriba on 03 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, brasil, cultura, egotrip, fotografia
Algumas imagens para ilustrar o texto abaixo (clique nas fotos para ampliá-las).
Posted by escriba on 03 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, cultura, documentario, egotrip, filmes, fotografia, musica
Não conhecia Belém. Apesar de ter família na cidade, foi preciso o Greenpeace ir até lá pra eu circular pela capital nacional das mangas - as mangueiras estão por toda parte, para deleite da população e terror dos motoristas. Me senti em casa, até porque o belenense puxa o ‘S’ e o ‘R’ como os cariocas e descobri que tenho primos na cidade, Ivanir e Dolores, adoráveis, foi ótimo passar uma tarde com eles, mandando ver no açaí e na torta de bacuri, suco de cupuaçu, tudo isso ao som dos milhares de periquitos (ou maritacas, vai saber) que fazem ninhos na imensa árvore que fica em frente à igreja de Nossa Senhora de Nazaré e do prédio deles. Curti muito Belém, o calor, a chuva refrescante de fim de tarde, a rica gastronomia local, a simpatia das pessoas, a proximidade da floresta amazônica, a música (o reggae local é brilhante!). Espero voltar um dia, de preferência com meus filhos.
Ficar tanto tempo sem atualizar o blog é foda porque acontece tanta coisa nesse meio-tempo que fica até difícil de organizar tudo num post, sem que ele fique gigantesco e cansativo pra ler. Mas enfim, vou desaguar tudo que está na minha memória, assim, se sopetão, até porque já estou em Fortaleza e tenho que acordar cedo amanhã pra articular algumas entrevistas pro meu camarada Baitelo, a estrela desta parte da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora.
Como tava dizendo, passei uma tarde com meus primos, filhos do irmão do meu avô. Era um ramo da família que não conhecia, ou melhor, sabia deles, mas nunca os tinha visto, a não ser uma vez que foram a São Paulo, há um ano, e jantei com eles numa pizzaria. Quando meu pai me lembrou deles, liguei e marquei de almoçar, tomar café-da-manhã, visitar o barco, tudo, mas o que funcionou mesmo foi o aleatorismo (como sempre). Estava com a Mari indo a pé para encontrar a marcha, que já havia saído da Estação das Docas. No meio do caminho, me lembrei que os primos moravam por ali, liguei e acabamos assistindo parte da procissão da esquerda latino-americana do sétimo andar do prédio que fica em frente à praça da igreja. Quando o imenso boi inflável do Greenpeace apontou na esquina, descemos correndo para poder pegar carona.
Uma das coisas que mais me surpreenderam em Belém foi o carinho com que as pessoas receberam o Greenpeace na cidade. Sim, porque havia toda uma preocupação com segurança, fomos avisados para não andar pelas ruas com a camisa do Greenpeace, para não aceitar provocações, etc - afinal de contas, o Pará é um dos estados que mais desmata a floresta e mata pessoas que a defendem (mesmo que seja uma missionária septuagenária, como Dorothy Stang). Mas nada disso aconteceu, pelo contrário. Vi pessoas fazendo juras de amor ao Greenpeace, implorando por uma camisa ou fitinha que fosse, querendo embarcar para onde quer que fosse, exigindo a criação de um grupo de voluntários na cidade. Conquistamos eles - e eles nos conquistaram.
Me apaixonei também pela culinária paraense. Não sou muito de peixe, mas em Belém eu praticamente só comi peixe. Filhote ao tucupi, pirarucu com salada de feijão, tambaqui e arroz com jambu, tudo sempre com muita farinha de mandioca. Aliás, impressionante a quantidade de coisas que se faz com mandioca - farinha, molho, petisco, massa, sorvete. É uma dádiva. Comi várias vezes no barco também, comida bem boa, preparada pela Iracema (de Manaus) e por um cozinheiro filipino, cujo nome me foge agora (oops, foi mal…). Queria muito embarcar pra vir pra Fortaleza, mas me incluíram fora dessa. De qualquer forma, eu tinha que chegar antes pra chamar a imprensa pra todas as atividades que vamos preparar aqui no Ceará - além dos ‘open boats’, tem um seminário de energia eólica e um encontro com donos de restaurantes e supermercados de Fortaleza para mostrar os impactos negativos da carcinicultura (criação de camarão) no meio ambiente. Quem sabe numa próxima vez?
Pena não ter podido frequentar mais o Fórum Social Mundial. Estive por lá duas vezes apenas, só assisti palestras do Greenpeace e pouco contato travei com outras entidades presentes. Mas o clima era bem legal, diversidade à toda prova. Destaque para a grande presença de tribos indígenas e para o grande galpão montado em comemoração aos 50 anos da revolução cubana. Espero que o FSM volte para a Amazônia logo.
Ainda em Belém, encontrei gente que há tempos não via, como Oona, João e Sérgio Amadeu, que me ajudou a organizar uma boa festa de despedida do Greenpeace na cidade - um show do Fernando, do Teatro Mágico, em frente ao navio. O cara topou na hora e foi muito maneiro, juntou umas 300 pessoas em frente ao Arctic Sunrise. O vídeo desse sarau improvisado está aí embaixo. Já estamos até pensando em repetir a dose, aguardem!
As boas vibrações foram tantas que em seguida rolou uma festinha no heliponto do barco e, de lá, depois fomos para um carnaval de rua na Praça do Carmo e lá ficamos até umas quatro da matina. Como a noite era uma criança, ainda deu tempo de curti Juca Culatra e Power Trio no Açaí Biruta. Muito bom o som! E ficou ainda melhor quando Fernando, que nos acompanhou, foi reconhecido pelo guitarrista e chamado ao palco. Tocaram uma música do Teatro (confesso que não sei qual) e a galera veio abaixo, a exemplo do que aconteceu quando o grupo começou tocar Umbabarauma, do Jorge Ben, pra encerrar a apresentação. Gravei um trecho, taí embaixo também.
O sol nasceu, nossas energias acabaram e fomos pro hotel, leves como plumas. Dia seguinte, o último do barco em Belém, todo mundo cansado mas feliz. Ao fim do dia, desmontamos tudo e guardamos no navio, que neste exato momento navega para Fortaleza - deve chegar por aqui no dia 6.
Bom, se minha memória de samambaia plástica não falhou, foi mais ou menos isso que vi e vivi nos últimos dias. Agora é Fortaleza. Amanhã vou encontrar meu camarada Sávio, que abandonou a boa vida em São Paulo para ter uma melhor ainda aqui na terra de Sasha Grey. Mandou bem!
Acho que o post tá de bom tamanho pra segurar mais alguns dias sem postagem, né não? Enfim, vamos ver o que dá pra fazer. Inté!
(nao deu tempo de subir as fotos e os vídeos do Juca Culatra. Amanha eu faço isso.)
(Teatro Mágico e Greenpeace juntos, em Belém (janeiro/2009)
Posted by escriba on 20 Jan 2009 | Tagged as: cultura, internet, musica, tecnologia
Hoje fui ao Campus Party, fazer um networking básico, assistir à palestra do Tim Berners-Lee (o criador da internet) e mostrar um pouco da campanha Salvar o Planeta. É Agora ou Agora, do Greenpeace, aos ‘campuseiros’.
A palestra do Tim foi bem legal, apesar de bem técnica. Curti o Open Street Maps que apresentou e sua defesa veemente de uma internet aberta e universal. Para ver um trecho da palestra do cara, clique aqui. No Blue Bus achei um bom resumo do que ele falou, que reproduzo abaixo:
A coisa mais importante quando vocês forem desenvolver alguma coisa na web é a universalidade. Vocês têm que ser capazes de utilizá-la independentemente da plataforma, do sistema operacional, do browser ou da cultura que vocês estejam usando… É muito importante que a internet permaneça aberta. O futuro está nas mãos de vocês. Se o browser que você usa não tem padrões abertos, não use este browser. Vocês fazem a escolha. Vocês estão no controle.
Não preciso dizer que o cara foi ovacionado, né?
Circulei pouco, infelizmente, mas deu pra ter uma boa noção do que se trata essa bagaça aqui (escrevo ainda do pavilhão). A tal mega fucking rede de 10GB da Telefonica, claro, deu problemas a dar com pau. Ora funcionava, ora não. E fiquei horas pra subir um vídeo de 64MB pro Youtube, esse daí debaixo (acabei desistindo do youtube e subindo no Dailymotion). Porra, imaginei que fosse pra ser quase instantaneo com tanto giga na parada. Lá em casa, com a conexão ajato mequetrefe que tenho, levou mais ou menos isso…
Não tive tempo de almoçar, nem teria saco pra enfrentar a mega fila do bandeijão, então encarei um dogão prensado com tudo que tinha direito (ervilhas, milho, purê de batata, e sei lá mais o que), regado com uma tradicional coca-cola. Tá reverberando até agora.
Encontrei pessoas com quem trabalhei no projeto dos Telecentros, da prefeitura de SP, entre eles Sérgio Amadeu, grande figura e um dos responsáveis pelo conteúdo do Campus Party. Marcamos um chope em Belém, ambos estaremos lá por conta do Fórum Social Mundial. Também o pessoal do Ecoblogs, mestre Wagner, a formiguinha Sylvia e o dínamo Lúcia Freitas. Tive um papo maneiro com Maira, organizadora do Campus Verde aqui no Campus Party e com quem pretendo ainda trocar muitas idéias sobre um projeto a ser tocado mais pro meio do ano.
O Campus Party é um grande congraçamento de aficionados pela internet e uma troca alucinada de informação. Software livre por aqui reina, mas o mundo corporativo já está pondo suas manguinhas de fora, com ações por todo o espaço. Mas o pessoal, pelo jeito, não dá muita bola.
Vi máquinas incríveis, tunadas até não poder mais, algumas no limite do bom gosto, como vc poderá ver aqui. E ao lado da mesa que usei no Campus Verde estava um grupo de índios tupinambás, vindos de Ilhéus (sul da Bahia) que, depois de fumarem um gigantesco cachimbo, iniciaram cantos e danças bem animadas, embalando estas mal traçadas linhas. O fumacê bateu legal, como vc pode ver no vídeo que fiz e pus no Dailymotion, segue:
Poucos vieram ver eles cantando e dançando porque Gilberto Gil estava no mesmo momento falando para uma tropa num palco ao lado. O cachimbo da paz dos tupinambás juntou mais gente do que a roda de cânticos e dança. Agora, a visão mais bizarra que tive aqui no Campus Party (não sei se foi efeito do fumacê do cachimbo) foi ver o ex-ministro Gil sair do palco seguido de uma trupê de nerds bicho-grilos com violões e bongôs, cantando músicas dele. Ê beleza…
Ah, estou twittando sobre a Campus Party, pra conferir é só clicar aqui.
Posted by escriba on 05 Jan 2009 | Tagged as: bizarro/curiosidade, cultura
Se você já não aguentava mais as datas comemorativas de 2008 (40 anos de Maio de 68, 50 anos de bossa nova, 200 anos de Dom João VI no Brasil, 100 anos da migração japonesa, meu aniversário de 40 anos, etc…), então prepare-se para 2009, que também está repleto delas. Num papo de bar com amigos, no Rio, listamos algumas:
* 10 anos do bug do milênio (1999)
* 20 anos da queda do muro de Berlim (1989)
* 30 anos da Revolução Iraniana (1979)
* 40 anos do primeiro homem na lua (1969)
* 50 anos da Revolução Cubana (1959)
* 50 anos do personagem Bidu, de Maurício de Souza (1959)
* 60 anos da criação da República Popular da China (1949)
* 60 anos do teste da primeira bomba atômica pela União Soviética (1949)
* 150 anos da morte de Edgar Allan Poe (1849)
* 200 anos do nascimento de Edgar Allan Poe (1809)
* 400 anos das primeiras observações astronômicas de Galileu Galilei (1609)
Mais alguma?
PS1 - Chegaram as primeiras contribuições, estas do Tarso:
* 25 anos da campanha das Diretas Já
* 70 anos do início da 2a. Guerra Mundial,
* 120 anos da República
No aguardo das próximas…
PS2 - Mais uma pra lista, contribuição da Roberta:
* 80 anos do TinTim
Mais, mais!
Posted by escriba on 18 Dec 2008 | Tagged as: arte, cultura
Piveta, do Masp, foi solta nesta quinta-feira, depois de ficar 50 dias em cana. Por pichar uma parede branca num protesto! Tá certo que o ‘desenho’ não era nenhum Banksy, mas também não precisava tanto - a ida pra delegacia já é estressante o suficiente…
Na rebordosa da história toda, a Bienal, que se propõe a entender a expressão artística contemporânea, poderia incorporar à Bienal do Vazio a interferência promovida pelos grupos de pichadores. Todo vazio atrai conteúdo e, sendo assim, a obra original não foi violada, foi fertilizada! A palavra arte, em sua origem no sânscrito, quer dizer “capacidade de dominar a matéria, moldar ou ajustar uma idéia básica”. O espaço em branco da Bienal provocou uma ação. E talvez deva ser cantado em verso e prosa por ter alcançado isso.
O autor! O autor!
Posted by escriba on 27 Nov 2008 | Tagged as: cultura, musica
Das andanças pelo Marrocos, Gabi me revela Tinariwen, banda de Mali que representa os nômades tuaregs do norte da África. Grande som, menina!
Aqui o Tinariwen numa inacreditável jam com Robert Plant em Whole Lotta Love! (filmado toscamente por alguém que tava no show deles em Paris, em 2007:
Agora viajei no tempo. Um dos meus primeiros CDs foi uma coletânea da EMI de 94, só com músicas de Mali. Era uma série chamada Hemisphere - Electric & Acoustic Mali - com Kadja Tangara, Lobi Traore, Ami Koita e Kerfala Kante (um barato esses nomes, não?) Por incrível que pareça não tem um dos nomes mais conhecidos da música de Mali, Ali Ibrahim “Farka” Touré. Que aliás tem um disco sensacional com o Ry Cooder, Talking Timbuktu.
Então fechemos com um som desse disco, Ai Du, bluesão curtido no deserto: