consumo
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Posted by escriba on 07 May 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, consumo, humor
Reduzir o consumo de carne é bom para a sua saúde e para o planeta. Sou carnívoro de longa data mas faz tempo que venho readequando minha dieta. Ainda estou longe de ser vegetariano, mas tenho conseguido manter uma boa média de dois bifões por semana. E não me sinto menos alimentado por conta disso. Aliás, isso é uma grande lenda, de que só comendo carne podemos ser fortes, sadios e dispostos para a vida moderna. Confira aqui a palavra de 5 grandes esportivas de primeiro time.
O pessoal do Do The Green Thing tem feito campanha para conscientizar as pessoas de que reduzir o consumo de carne é bom para todos - até para a indústria, que poderia melhorar suas atuais práticas de criação de animais.
Um vídeo divertido foi produzido sobre o tema, com reportagem de Jeremy Bovine, confira:
Moosnight from Green Thing on Vimeo.
Posted by escriba on 02 May 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, animais, consumo
Toda vez que um especialista é chamado a falar sobre gripe suína na TV, rádio ou jornal, fico na vã expectativa dele tocar no X da questão. Alguns especialistas até chegam a dar a senha do real problema que temos, lembrando que o crescimento da população mundial impõe uma produção massiva de alimentos, cada vez mais industrial, mas evitam criticar diretamente.
Tô pagando pra ver quem será o primeiro a dar o nome aos bois: a gripe é do modelo industrial de produção de alimentos, não dos porcos.
Enquanto isso, gripes suína e assemelhadas (aviária, por exemplo) continuarão a surgir, umas mais fortes outras mais fracas (como a atual), por conta dessa excessiva aglomeração de animais em espaços diminutos, todos alimentados com rações carregadas de agrotóxicos (e transgênicos) e tratados indiscriminadamente com antibióticos - ver aqui e aqui. Ferem o sândalo e ainda querem sair perfumados…
Pense nisso cada vez que for ao supermercado comprar alimento industrializado ou mesmo carne (bovina, suína ou de frango). Podem ser produtos mais baratos do que outros fabricados de forma ética, como os orgânicos, mas é o clássico caso do barato que sai caro. Enquanto nós, consumidores, não dermos mostras à indústria de que não queremos mais produtos fabricados às custas da saúde do planeta e nossa, nada mudará. E não é tão difícil fazer isso: consumir menos carne, dar preferência aos produtos que não usam agrotóxicos nem são fruto de práticas anti-éticas, ter uma alimentação mais equilibrada, se informar.
Tem gente no entanto que prefere pateticamente circular por aí de máscara e por a culpa nas autoridades. Paralisados em suas zonas de conforto, posando de vítimas, se deixando aterrorizar pelas manchetes, aguardando o próximo surto de gripe.
EM TEMPO: Para acabar com essa paranóia estúpida em relação à gripe suína, sugiro a leitura deste artigo do New York Times. Basicamente, diz: o vírus não é mais ‘mortal’ que a gripe comum e lavar as mãos regularmente é um procedimento pra lá de bem-vindo. O resto é cultura do medo.
Depois relaxa com o Sneeze.
Posted by escriba on 27 Apr 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, boca no trombone, consumo
Em tempos de mudanças climáticas, energias renováveis e sustentabilidade, ninguém quer ficar de fora do bonde. A onda agora é ser verde. Na verdade, ‘parecer’ verde. Basta um discurso bem trabalhado, investimento pesado em relações públicas e publicidade, e pronto, uma empresa como a Petrobrás, Vale do Rio Doce ou Monsanto aparece na mídia - e aos olhos dos consumidores - como ambientalmente responsável. E isso não é de hoje. Clique na imagem acima e leia com atenção. É um cartaz publicitário que conta as maravilhas que o DDT faz por você, sua família, os animais e o meio ambiente. Logo no início, diz:
As grandes expectativas geradas pelo DDT foram concretizadas. Durante 1946, exaustivos testes científicos mostraram que, quando usado apropriadamente, o DDT mata vários tipos de insetos, e é benéfico para toda a humanidade.
Outros cartazes desse tipo sobre o DDT podem ser vistos aqui.
Hoje sabemos bem o que esse poderoso pesticida pode causa à saúde humana, aos animais, ao ambiente. Sim, o DDT teve importância na erradicação da malária e do tifo em várias regiões do planeta, mas o custo disso foi altíssimo, aumentando a mortalidade de animais e causando câncer em milhares de pessoas. A meu ver, inadmissível. Para combater um problema, causaram outro tão ou mais grave.
O debate hoje sobre sustentabilidade vai nessa direção. Qual o nível de degradação ambiental, social e de saúde aceitável? Quantas empresas promovem hoje atividades insustentáveis, mas que aos olhos do público e dos govenos, parecem trazer mais benefícios do que prejuízos? Quantas empresas são transparentes o suficiente, permitindo que possamos debater o nível de sustentabilidade de suas atividades? Quais delas têm a coragem de admitir que suas atividades são mais nocivas do que benéficas e, assim sendo, estão dispostas a investir mais (e lucrar menos) para procurar o melhor jeito de produzir?
Infelizmente a resposta a essas perguntas é a mesma: não muitas. Algumas já se conscientizaram e têm mudados suas práticas, mas a maioria ainda prefere investir primeiro na área de marketing/relações públicas para lavar a imagem e dar cores verdes ao que fazem.
Os tempos estão mudando e viver de forma ambientalmente responsável e sustentável exige esforço, comprometimento, ética e muita, mas muita força de vontade. Não é nada fácil. Sempre que vou ao supermercado, restaurante, loja de roupas ou brinquedos, fico um tempão analisando o produto que penso em comprar, de onde veio, pra onde vai, como foi feito, como vai ser descartado, etc. Tenho tentando explicar isso aos meus filhos e amigos, e em muitos casos recebo desdém e desesperança, parece ser impossível mostrar que é possível sim pisar no freio e mudar. Nós, consumidores, temos um papel importante nisso tudo. É só exercermos nosso poder de decidir o que vai vingar ou não no mercado. É trabalho de formiguinha mesmo.
Tem hora que dá vontade de desistir, mas aí vejo a Monsanto posando de defensora da agricultura sustentável, a Esso cagando baldes para as energias renováveis, a Vale se dizendo preocupada com a sustentabilidade e tantas outras empresas aparecendo na mídia como modelos corporativos - quando na verdade, por trás das cortinas, continuam as mesmas predadoras de sempre. É quando penso: “tá fácil demais pra esses caras…” e volto a dar minhas bicudas nas canelas desse pessoal…
Afinal de contas, se é pra morrer, que seja com minhas botas calçadas!
Posted by escriba on 22 Apr 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, boca no trombone, consumo
Eu sei, eu sei, estou em dívida aqui com este espaço. Alguns já andaram reclamando, eu mesmo tava angustiado pra retomar o blog. Minha ausência tem um pouco a ver com o twitter, que supre parte de minha ânsia por compartilhar informação, mas também com a campanha Salvar o Planeta, do Greenpeace (que me consumiu durante três meses) e meus filhos, com quem tenho passado boa parte do tempo para matar as saudades.
Mas vamos lá reativar esta bagaça neste Dia da Terra. Não sou muito de blogagem coletiva, mas calhou de aparecer um vídeo bem legal justamente hoje. Eu na verdade tava afim de escrever sobre alimentação, agricultura industrial/transgênica x orgânica e contaminação de nossa comida por agrotóxicos, mas não tive tempo nem disposição pra elaborar algum texto que prestasse. Calma, né? Tenho que voltar devagar…
Então, me contento em publicar o vídeo Inspiring Action, do Greenpeace, que em menos de 24 horas chegou ao 5o. lugar no Viral Vídeo Chart, que mede a audiência dos vídeos publicados na internet.
Posted by escriba on 05 Mar 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, consumo, documentario, filmes
A World Without Water from senseisoke on Vimeo.
Quando era pequeno, lembro de ficar imaginando o que seria pior, viver sem luz ou sem água. Ia listando os prós e contras de cada situação hipotética, que por vezes se tornava real. Não raro ficávamos sem água ou luz num apertado apartamento em Botafogo, que sempre me vem à mente quando escuto a música Big Brother, do antológico disco Talking Book do Steve Wonder. Ficar sem água, claro, ganhava disparado na disputa imaginária que eu fazia. Não ter como se lavar nem limpar as coisas, ficar sem ter o que beber, nem ter como se refrescar… dureza total.
Toda essa viagem ao passado me ocorreu ao ver a garotinha boliviana nesse documentário Um Mundo Sem Água, do Channel 4 chorando por não ter amigos. Ela é chamada de ‘porquinha’ porque não toma banho e não o faz simplesmente porque a família não tem dinheiro para pagar. Foda.
Cerca de 1/3 da população mundial vive sem acesso pleno à água. Em 40 anos, especialistas estimam que metade do planeta sofrerá dessa escassez. Do jeito que estamos poluindo mares, rios, aquíferos, lagos, matas e ar, esse número só tende a crescer assustadoramente - principalmente na África e Ásia.
E nesse meio tempo, empresas vão tomando conta das fontes de água limpa que restam, privatizando um bem comum e cobrando cada vez mais por isso. Na Índia, mostra o documentário, chegamos ao absurdo da população do Rajistão ter que brigar com a Coca-Cola pelo direito à água subterrânea da região! A empresa suga 500 mil litros de água todos os dias para fazer seu refrigerante, deixando fazendeiros e comunidades inteiras sem água nos poços.
O que é preciso para impedir que um direito básico do ser humano seja usurpado em nome do lucro? Protestos? Quebra-quebra? Guerra civil? Massacre de civis?
A crise da água fresca, como alguns especialistas já a chamam, já bate em nossas portas e deverá ser mais severa e crítica do que a financeira e climática que temos hoje juntas. Para muitos, no entanto, o absurdo de termos uma crise de água fresca num planeta 70% coberto por água ainda é papo de eco-chato, de quem reclama de tudo sem perceber a maravilha que é um pôr-do-sol em São Paulo - mesmo que a cor alaranjada do fim do dia seja puro reflexo da poluição da cidade.
Com esse pessoal, a garotinha boliviana não pode mesmo contar.
E onde está o X da questão? No consumo. Tudo o que consumimos gera impacto, muitas vezes terríveis para determinadas regiões. Produtores podem desmatar uma Amazônia inteira ou redesenhar uma praia ou acabar com parques marinhos como o de Abrolhos se o mercado consumidor assim o exigir. Algumas economias, como a americana e européia, são viciadas em consumo e assim jogam pelo ralo a sustentabilidade que poderia garantir o equilibrio socioeconomico necessário para se evitar novas crises.
Para alguns, conforto é prioritário à saúde, ao bem-estar de outras comunidades, à natureza, às comunidades tradicionais. Mais do que financeira, climática ou de consumo, a crise é de valores. Mas isso uma hora tem que mudar - por bem ou por mal.
ATUALIZANDO: No próximo dia 12 a ONU lança o relatório Água em um Mundo em Transformação, apontando uma crescente pressão sobre os recursos hídricos do planeta. No dia 16, o relatorio será apresentado novamente, durante o V Fórum Mundial das Águas. Se eu conseguir o documento online, publico aqui no blog.
Posted by escriba on 25 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, animação, brasil, civilização, consumo, drogas, esporte
Uma animação do pessoal do Free Range Studios, que já nos deu Homeland Guantanamo (sobre as prisões de imigrantes nos EUA), The Story of Stuff (sobre sustentabilidade) e Meatrix (sobre as fazendas industriais), entre outras:
(e pensar que pra muita gente esse pescador aí é considerado um loser…)
Posted by escriba on 20 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, brasil, consumo, energia
Diálogo ouvido pelo meu camarada Baitelo no colóquio sobre eficiência energética, realizado nesta quinta-feira, em Brasília:
Ministro Edison Lobão (Minas e Energia): O programa de troca de geladeiras prevê a substituição de 10 milhões de geladeiras, o equivalente a uma usina de 500 MW.
Ministro Múcio Monteiro (Relações Internacionais): O brasileiro se apega à sua geladeira velha de forma impressionante, ou põe em outro quarto, ou deixa do lado de fora para gelar uma cerveja. Vocês pretendem levar embora minha geladeira velha?
Lobão: Sim. Nós vamos levar sua geladeira a mando militar e derretê-la.
Múcio: Vou sofrer muito com isso.
O Brasil não é um país para amadores…
Leia ouvindo a música O Meu Refrigerador Não Funciona, dos Mutantes.
Posted by escriba on 18 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, boca no trombone, consumo, tecnologia
Cada vez que descartamos um produto eletrônico, estamos criando um sério problema ambiental. Pra onde vai aquela TV, aparelho de som ou computador que já não nos serve, cheia de componentes químicos e tóxicos? O Greenpeace tem pesquisado a fundo esse tema e denunciado a exportação de lixo eletrônico europeu, americano e japonês para países pobres, principalmente na África e Ásia. A organização ambientalista fez um teste: levou uma TV detonada, praticamente inútil, para ser reciclada na Inglaterra. Resultado? O aparelho foi ‘exportado’ para a Nigéria. Picaretagem pura. Confira abaixo:
Mais detalhes aqui.
Ou no vídeo abaixo:
Posted by escriba on 09 Jan 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, boca no trombone, consumo, documentario, filmes
A jornalista francesa Marie-Monique Robin, autora do documentário O Mundo Segundo a Monsanto, deu uma entrevista reveladora à revista Época desta semana. É nítida a má vontade da entrevistadora, que preferiu colocar Robin na defensiva, em vez de saber mais sobre os riscos dos transgênicos e o que os consumidores podem fazer para evitá-los, e também o que a sociedade tem que fazer para evitar que corporações como a Monsanto continuem a desrespeitar o bem-estar da população.
Um trecho:
ÉPOCA – E como seria esse mundo segundo a Monsanto que você descobriu?
Marie - Cheio de pesticidas. Cerca de 70% dos alimentos geneticamente modificados são feitos para serem plantados com uso do agrotóxico Roundup. Ao comer uma transgênico, a pessoa está praticamente ingerindo Roundup. E, ao contrário do que propagou a Monsanto, esse pesticida não é bom ao meio ambiente e muito menos biodigradável. Ele é muito tóxico. Tenho certeza de que nos próximos cinco anos ele vai ser proibido no mundo, tal como aconteceu com outro produto da companhia, o DDT. O mundo segundo a Monsanto também é dominado por monoculturas. O que é um problema para a segurança alimentar, pois concentra a produção de alimentos na mão de poucos. Também considero arriscado deixar a alimentação mundial na mão de companhias que no passado produziam venenos e armas químicas como o agente laranja, despejado por tropas americanas no Vietnã.
Para ver o documentário online, clique aqui.
Conheça aqui os 7 pecados capitais dos transgênicos.
Posted by escriba on 24 Dec 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, brasil, carro, consumo, documentario, energia
Aos que ficam pesarosos com a penúria da indústria automobilística americana - em especial da GM - sugiro que assistam ao documentário Quem Matou o Carro Elétrico. A novidade é viável, economica e tecnicamente, desde 1996, mas os barões de Detroit moveram montanhas para enterrar o projeto à época. Agora que estão na lona, as montadoras têm no carro elétrico a última chance de sobreviver. É ou não é uma grande ironia do destino?
Who Killed The Electric Car? [VOST] from jon on Vimeo.
(Sugiro que assista o filme em tela cheia, para aproveitar a alta qualidade dos vídeos do Vimeo)
E pra quem gosta de documentários, recomendo o blog Online Documentaries 4 U. O acervo é impressionante. Agora é que não assisto mais TV mesmo…