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Vampiro de energia

Posted by escriba on 20 Oct 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, comportamento, consumo, energia

Que o famigerado stand-by sugava energia pacas, eu já sabia. Mas não tinha idéia do quanto até ver esse vídeo. É assustador. Uma régua de energia, daquelas que tem várias tomadas e pode ser desligada quando os aparelhos não estiverem em uso, já ajuda a conter esse desperdício.

Gordos e motorizados

Posted by escriba on 10 Oct 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, carro, comportamento, consumo

Quer emagrecer? Em vez de dietas malucas, que tal circular pela sua cidade a pé, de bicicleta ou em transporte público? É o que defende o pessoal do Transportation Alternatives, que prova por A + B que onde o carro é menos usado, as pessoas são mais magras e sadias. De quebra vc ajuda a deixar sua cidade mais bonita, menos poluída e barulhenta, e ainda contribui para evitar as mudanças climáticas.

Peguei a dica lá no Blog do Planeta.

Acabou a farra

Posted by escriba on 09 Oct 2008 | Tagged as: consumo, economia, internacional

A nova Adbuster pega carona na crise financeira para trompetear uma possível nova era que se desenha no horizonte - o fim do consumismo desenfreado. Será? Eu pensei nisso esta semana, que a limitação do crédito e até uma possível recessão podem ter, afinal de contas, boas conseqüências para nós e para o planeta. Chegou a hora do pós-capitalismo.

É tempo de economizar, reciclar, gastar menos. Vai ser difícil? Muito provavelmente. Mas não tanto quanto os arautos do apocalipse vêm alardeando. A população em geral não participou do banquete financeiro servido por Wall Street e quetais nos últimos anos e pouco ou nada tem a perder. Os grandes (tu) barões sim, estão com suas barbatanas de molho - mas não pelos prejuízos causados por eles mesmos, mas pela possibilidade de verem seus negócios mais regulados, tendo que prestar contas. Ou acabamos com a farra desse pessoal, ou eles acabam com a gente.

O que não dá mais é comer feijão e arrotar caviar.

Como bem dizia Walter Franco:

Tudo é uma questão de manter
A mente quieta,
A espinha ereta
E o coração tranqüilo.

Diesel XXX

Posted by escriba on 26 Sep 2008 | Tagged as: animação, consumo, filmes, sexo

Para comemorar seus 30 anos, a Diesel vai promover uma grande festa simultânea em 17 cidades mundo afora - São Paulo tá entre elas. A lista de artistas escalados para animar o rega-bofe é impressionante. O mesmo digo do anúncio criado pela Viral Factory para promover a festa - um pout-pourri de cenas de filmes pornô maquiadas com desenhos animados. É quase familiar…

Reciclagem coloca Nokia no topo do ranking de eletrônicos verdes

Posted by escriba on 16 Sep 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, consumo, tecnologia

Saiu o novo ranking do Guia de Eletrônicos Verdes do Greenpeace. A lista traz a Nokia como líder, seguida de perto pela Samsung, Fujitsu Siemens, Sony e Sony Ericsson. A Nokia alcançou a liderança graças à sua política de reciclagem de lixo eletrônica. Na rabeira do ranking estão fabricantes de jogos eletrônicos como Microsoft e Nintendo.

Apesar de ter anunciado uma nova linha de iPods livre de substâncias tóxicas como PVC e mercúrio, a Apple ainda está na modesta 13a. posição, porque precisa melhorar em suas políticas de eficiência energética e reciclagem.

Mas no geral, a lista mostra que as empresas estão se mexendo para melhorar suas práticas, produzindo aparelhos menos poluidores e adotando políticas de reciclagem. O negócio é manter a pressão para que as melhorias não parem por aqui.

Veja aqui a lista completa.

Somos sustentáveis?

Posted by escriba on 14 Aug 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, consumo, livros

Acabei de subir a publicação Indicadores de Desenvolvimento Sustentável - Brasil 2008, do IBGE, para a Biblioteca do Escriba. São cerca de 400 páginas de informação preciosa sobre o nosso país, de onde viemos, como estamos e para onde vamos. Qual o nível de nossa sustentabilidade?

Vale lembrar a definição de desenvolvimento sustentável, segundo a Comissão Brundtland:

Desenvolvimento sustentável é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforça o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e aspirações futuras … é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades.

A pergunta que não quer calar na verdade é: será que algum país no mundo atende a essa premissa?

Enfim, leite sem pus!

Posted by escriba on 07 Aug 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, animais, consumo

Depois de muita pressão dos consumidores, de produtores de leite e de ONGs, a Monsanto entregou os pontos e vai parar de fabricar o Posilac (ou rBGH), um hormônio de crescimento geneticamente modificado para fazer as vacas produzirem mais leite. O produto foi o primeiro transgênico produzido em escala comercial pela empresa e vinha causando inúmeros problemas aos animais - e aos humanos por tabela (veja o vídeo abaixo). O hormônio provocava mastite nas tetas das vacas, gerando muito pus, que por sua vez passava ao leite, juntamente com a quantidade industria de antibióticos dados aos animais para tratar dos problemas causados pelo produto da Monsanto. Uma beleza, não?

Nos últimos anos, houve uma crescente rejeição ao Posilac no mercado americano. Empresas como Starbucks e Kraft se declaram livres do produto e outras passaram a indicar nos rótulos de seus produtos que não usavam leite de vacas tratadas com o hormônio - coisa que a Monsanto tentou impedir na Justiça.

E pensar que o produto, proibido na Europa e no Canadá, ficou no mercado americano por quase 15 anos. A Monsanto diz que vai ‘descontinuar’ o Posilac porque pretende focar nas sementes transgênicas. É a velha história: eles ferem o sândalo e ainda querem sair perfumados…

Confira abaixo a pressão que a Monsanto fez na Fox americana para que não veiculasse uma grande reportagem investigativa que apontava sérios problemas no produto e os riscos que ele poderia causar à saúde humana:


(trecho do documentário The Corporation, que pode ser visto na íntegra no Youtube - o próprio diretor pôs o filme lá, dividido em 23 partes.)

A História das Coisas - versão brasileira

Posted by escriba on 03 Aug 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, consumo, documentario, filmes

O pessoal da comunidade Permacultura lá do Orkut acaba de dar um presentão pra gente: a versão brasileira do filme A História das Coisas, da ativista Annie Leonard, que já foi visto por mais de 3 milhões de pessoas em mais de 200 países!

Os autores da façanha mantêm um site bem legal, o Permear, que vale a visita. Valeu, galera!

Sem mais delongas, aqui está o filme dublado!

(O pessoal da Hesperian Foundation se voluntariou para produzir DVDs do filme e distribui-los. Se você está interessado, manda um email para stuff.for.allison@gmail.com e pede o seu!)

Atualizando: vc pode fazer o seu próprio DVD. Para isso, visite a página brasileira do filme e baixe o arquivo!

Contra o caos, inteligência verde

Posted by escriba on 01 Aug 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, civilização, consumo, energia

Demorou mas Rex Weyler enfim atualizou sua série sobre as origens do ativismo, ambientalismo e do Greenpeace publicando dois novos textos no site do grupo. E que textos!!

Estamos no limiar de grandes mudanças de paradigmas de desenvolvimento e sociais, e o que Rex faz é nos alertar para estarmos preparados. Ou nos mexemos agora, priorizando a sustentabilidade, o consumo responsável e o respeito ao meio ambiente, ou vai ser um baita barata-voa no meio do caos.

O primeiro texto, O Fim do Preço (aqui a íntegra, em inglês), começa assim, numa tradução livre minha:

Nos anos 80, pescadores capturaram a última beluga no Mar de Azov, fonte do valioso caviar, e o peixe selvagem do Mar Cáspio fracassou em se reproduzir. A captura desse tipo de peixe despencou em 95% e o custo do caviar disparou. Tal crescimento extraordinário no preço é conhecido como ‘hiperinflação’, ou como o economista Eric Sprott diz, “a síndrome do caviar”.

Isso pode soar trivial, mas a hiperinflação se torna crítica quando se trata de commodities como óleo, gás, cobre, zinco, água ou madeira, todas elas cada vez mais raras em escala global. A civilização industrial já prospectou o melhor e mais acessível desses recursos. Belugas podem se recuperar se deixarmos elas em paz, mas cobre e óleo não se reproduzem.

Conforme a humanidade vasculha as regiões mais inóspitas do planeta por recursos, entramos em um novo período histório em que algumas commodities vitais não mais terão seu tradicional preço de mercado ligado à demanda, mas sim ao custo do acesso a elas.

Vale ressaltar um outro trecho do primeiro texto:

Os custos ambientais e sociais de se fazer negócios nunca aparecem nos orçamentos operacionais de empresas bilionárias. Dinheiro público e lagos tóxicos não aparecem nos balanços financeiros. Por que? Porque não seria rentável. Investimentos do setor público e da natureza não ganham opções de ações, apesar dos magos do mercado livre precisarem desses investimentos para evitar o choque contra a parede. A estratégia do mercado livre para evitar o muro é: socializar os custos, privatizar os lucros.

E para garantir os recursos necessários para a vida perdulária que vivemos hoje, os países estão dispostos a partir pra porrada. Ou, segundo as palavras de Zhng Wenmu, pesquisador do Instituto de Relações Internacionais Contemporâneas da China, citado por Weyler, “uma grande potência é aquela que controla mais recursos e nunca houve um caso na história onde isso é obtido por meio da paz.”

E conclui:

Vemos agora que nossas economias galopantes dependem de dívidas enormes, guerra, abuso, desperdício. Os rios morrem, espécies são extintas, florestas desaparecem, desertos crescem e pessoas sofrem. Esse estado das coisas sinaliza uma disfunção social em escala global. O mundo industria revela um comportamento sociopata e ‘ecopata’. Cidadãos inocentes às vezes parecem traumatizados, mesmo quando fazem o seu melhor para permanecerem otimistas e aplicam soluções criativas.

Daly, Henderson, Ayers, Mark Anielski, Nicholas Stern e muitos outros economistas descreveram teorias econômicas mais acuradas que reconhece o valor natural e a autêntica qualidade de vida. O que a sociedade tem que aprender é:

A ecologia é a economia.

Tudo que usamos, toda inovação tecnológica, todo empreendimento humano ou simples prazer depende do planeta. Economistas ignoram a ecologia, para o nosso perigo. O fim do preço convencional coloca a ecologia e a natureza em perspectiva apropriada: não tem preço.

No texto mais recente, Pico do Petróleo Muda Tudo (aqui a íntegra, em inglês), Rex discorre sobre as mudanças que teremos na moderna sociedade de consumo devido aos custos cada vez mais altos dos recursos naturais e energéticos (petróleo, por exemplo) necessários para prover economias em desenvolvimento como Brasil, China e Índia.

Ou nas palavras dele:

Pico do óleo não é uma teoria, mas uma simples observação de uma ocorrência comum natural. Pico do óleo é apenas um sintoma de um crescimento populacional exponencial, com demandas exponencialmente crescentes, alcançando os limites mundiais de todos os recursos.

“O pico do óleo tem sido uma realidade há tempos para a indústria do petróleo”, afirma Anita M. Burke, ex-consultora da Shell sobre Mudanças Climáticas e Sustentabilidade. Em 2007, Dr. James Schlesinger, ex-secretário americano de Defesa e Energia, afirmou: “Se você conversa com os líderes da indústria, eles admitem… estamos enfrentando um declínio dos combustíveis líquidos. A batalha terminou.”

E o que vem por aí?

A era pós-pico do óleo vai requerer novos padrões de desenvolvimento humano e estratégias que se alinhem aos limites do crescimento. A humanidade não tem novos continentes para explorar ou planetas para ocupar. Nações industriais podem perfurar o Ártico e cavar em areias sujas de alcatrão, mas nada disso vai aumentar ou mesmo equiparar a abundância passada de combustível líquido barato que já consumimos. No entanto, o atual momento em que a produção de óleo chega a um teto é menos relevante do que nossa preparação para o impacto…

… Nossas economias foram construídas com óleo barato. Desenvolvimento mal planejado deixou para trás florestas arrasadas, lagos tóxicos, erosão do solo, espécies perdidas para sempre, ar poluído, rios mortos, aquíferos contaminados e desertos em expansão.

A solução? Algumas dicas:

Relocalizar: Pensar globalmente, consumir localmente. Se vai estudar finanças internacionais, talvez seja interessante fazer alguns cursos de permacultura também.

Preservar fazendas: Cidades dependem da produção de alimentos e por isso é uma boa idéia ter fazendas por perto. Canberra, capital australiana é assim: fazendas ficam entre os bairros! Alguns parques também.

Mudança no padrão da comunidade: Toda distribuição da atividade pública, espaço público e áreas residênciais devem ser adaptadas para o uso de menos combustível e consumo de recursos.

Espaços urbanos verdes e produtivos: Mais áreas verdes, mais transporte público, mais ciclovias.

Viva o transporte público: Automóvel só para o essencial. Mesmo. Para muitas coisas, é melhor andar, ir de bicicleta, pegar um ônibus ou trem. Cidades inteligentes têm que ser planejadas para evitar ao máximo o deslocamento motorizado.

100% de reciclagem: A natureza recicla tudo. Nós também podemos. É possível viver num mundo sem lixo. Experiências nesse sentido já podem ser vistas no Japão e na Escócia, por exemplo.

Camisetas verdes

Posted by escriba on 31 Jul 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, consumo


Meu vizinho de condomínio lá no Ecoblogs, o Rodrigo Barba, publicou uma lista de camisetas com mensagens verdes, ecológicas, sustentáveis, etc. E todas fabricadas com matéria-prima orgânica e com produção socialmente responsável - nada de trabalho escravo ou infantil, tintas tóxicas e por aí vai.

Se é pra consumir, vamos pelo menos dar preferência a produtos positivos como esses!

E assim que sobrar algum em caixa vou finalmente adquirir um Blackspot Unswoosher!

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