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Petropolis

Posted by escriba on 04 May 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, brasil, comportamento, documentario, energia, filmes

Embaixo da floresta boreal canadense, em Alberta (ao norte do país), está a segunda maior reserva de petróleo do mundo. Numa areia escura e lamacenta, que se estende por uma região quase do tamanho da Inglaterra, está o betume, que vem atraindo cada vez mais o interesse das grandes companhias petrolíferas do mundo. Só que esse ‘ouro negro’ é puro veneno. Para se obter um barril de betume ‘limpo’, são necessárias duas toneladas dessa areia, um processo que gasta muita energia, emite CO2 na atmosfera como poucos e desmata quilômetros e mais quilômetros de florestas primárias. Perto das areias betuminosas de Alberta, o pré-sal brasileiro é fichinha - tanto em tamanho como em danos possíveis ao meio ambiente. O Greenpeace Canadá fez um impressionante documentário sobre essa nova fronteira petrolífera e seu impacto no meio ambiente - local e mundial. O filme se chama Petropolis e ganhou este ano o prêmio do júri num festival suíço de documentários, em Nyon. Confira o trailer aqui.

EM TEMPO: Acabei de ficar sabendo que o presidente Lula, em uma reunião na última quinta-feira em Brasília, admitiu pela primeira vez a hipótese de participar da Conferência da ONU sobre clima marcada para dezembro em Copenhague. A idéia é dar mais peso à apresentação do plano brasileiro de combate às mudanças climáticas, o que inicialmente estaria a cargo dos ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) e Carlos Minc (Meio Ambiente). Lula que aproveitar seu prestígio internacional para dar uma ‘bombada’ na proposta brasileira. Se até lá ele melhorar o documento, incluindo propostas como o desmatamento zero na Amazônia, maior incentivo às energias renováveis no país e a proteção dos oceanos com a criação de áreas marinhas, pode ser um bom negócio mesmo.

A Boa Vida

Posted by escriba on 25 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, animação, brasil, civilização, consumo, drogas, esporte

Uma animação do pessoal do Free Range Studios, que já nos deu Homeland Guantanamo (sobre as prisões de imigrantes nos EUA), The Story of Stuff (sobre sustentabilidade) e Meatrix (sobre as fazendas industriais), entre outras:

(e pensar que pra muita gente esse pescador aí é considerado um loser…)

Minha querida geladeira

Posted by escriba on 20 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, brasil, consumo, energia

Diálogo ouvido pelo meu camarada Baitelo no colóquio sobre eficiência energética, realizado nesta quinta-feira, em Brasília:

Ministro Edison Lobão (Minas e Energia): O programa de troca de geladeiras prevê a substituição de 10 milhões de geladeiras, o equivalente a uma usina de 500 MW.
Ministro Múcio Monteiro (Relações Internacionais): O brasileiro se apega à sua geladeira velha de forma impressionante, ou põe em outro quarto, ou deixa do lado de fora para gelar uma cerveja. Vocês pretendem levar embora minha geladeira velha?
Lobão: Sim. Nós vamos levar sua geladeira a mando militar e derretê-la.
Múcio: Vou sofrer muito com isso.

O Brasil não é um país para amadores…

Leia ouvindo a música O Meu Refrigerador Não Funciona, dos Mutantes.

Agora sim, as fotos

Posted by escriba on 03 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, brasil, cultura, egotrip, fotografia

Algumas imagens para ilustrar o texto abaixo (clique nas fotos para ampliá-las).

O Dr. Fantástico tupiniquim

Posted by escriba on 12 Jan 2009 | Tagged as: boca no trombone, brasil, geopolítica

Quem melhor, no Brasil, para encarnar o personagem vivido por Peter Sellers no filme Dr. Fantástico (ou Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba), do Stanley Kubrick, do que o nosso ministro Mangabeira Unger? O Dr. Fantástico, no caso, é um misterioso cientista alemão que sofre de uma síndrome estranha na mão, que insiste em fazer a saudação nazista sempre que ele se empolga em seus discursos militaristas e eugenistas. No filme, ele trabalha para o governo americano e, uma vez que é deflagrada a guerra entre EUA e URSS, tenta fazer com que apenas seres superiores, fisica e intelectualmente, sejam recolhidos ao bunker anti-nuclear.

Mangabeira Unger já adotou pelo menos a parte militarista desse discurso: o cabra está doido para ver o Brasil com armas atômicas para defender a Amazônia, o pré-sal, as águas subterrâneas, o carnaval, sei-lá-mais-o-que… Para isso, já bateu o martelo: o Brasil não assinará o protocolo extra que revisará em 2010 o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). O discurso oficial é de que o Brasil, hoje integrante do Tratado, só o fará novamente caso as grandes potências se desarmem. Mas é público e notório o desagrado de várias figuras nebulosas (e influentes) com a adesão do Brasil ao TNP. São pessoas que gravitam há anos em torno do governo federal, como o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente da Eletronuclear (aquele da tentativa de explodir um artefato nuclear na Serra do Cachimbo, no início da década de 1990), Rex Nazareth (ex-presidente da Cnen) e embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, secretário-geral do Itamaraty (um dos maiores defensores da retirada do Brasil do TNP). E eles exercem uma grande pressão para que o Brasil seja uma potência militar e atômica. Dr. Fantástico fez escola.

A propósito, Vinicius Mota escreveu neste domingo sobre o assunto em sua coluna na Folha. Segue abaixo:

Às armas, cidadãos


SÃO PAULO
- O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, conclamou -”O Brasil vai às armas!”-, e a população respondeu. Nas favelas, no Senado, na Baixada Fluminense, só se fala de outra coisa.

Melhor assim. Entusiasmado com o verde-oliva, o professor defendia o serviço patriótico obrigatório para todos. “A transformação do país exige sacrifício”, pregava. Sacrificaram-lhe a proposta. O documento que restou de sua curiosa interação com Nelson Jobim (Defesa), a Estratégia Nacional de Defesa, contudo, não deixa de acariciar uma certa nostalgia nacionalista.

Há um lamento antigo, numa corrente minoritária que preza acima de tudo o destino manifesto do Brasil de tornar-se potência, sobre a renúncia do país à bomba atômica. Mangabeira veste bem o figurino do nosso Doutor Fantástico.

A certa altura, o documento diz que o Brasil tem compromisso com o uso pacífico da energia atômica. “Entretanto, afirma a necessidade estratégica de desenvolver e dominar a tecnologia nuclear”. Entendeu o emprego do “entretanto”?

A picuinha do momento é a recusa do Brasil em assinar o protocolo extra do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Não o faremos, exorta o documento, até que as potências atômicas comecem a desarmar-se.

O governo reluta em ampliar o acesso de fiscais da ONU a locais onde é processado material radioativo. Haveria segredos industriais a preservar, centrífugas de urânio sensacionais. O argumento provoca risos em gente que conhece o tema.

Não há nada a esconder, senhores. O “uso estritamente pacífico” da energia nuclear não depende de tratado internacional. Está claríssimo na Constituição. E os cidadãos brasileiros têm direito de saber o que se passa nessas instalações.

Em tempo: vale conferir também o artigo Banindo a Bomba (texto em inglês), de Peter David, editor de internacional da revista The Economist. Um tanto lúgubre, mas fundamental. Uma frase:

“Não é provável que algum Estado armado caminhe para o desarmamento (nuclear) sem que existam movimentos simultâneos para fortalecer as salvaguardas contra a proliferação”.

A revanche do carro elétrico

Posted by escriba on 24 Dec 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, brasil, carro, consumo, documentario, energia

Aos que ficam pesarosos com a penúria da indústria automobilística americana - em especial da GM - sugiro que assistam ao documentário Quem Matou o Carro Elétrico. A novidade é viável, economica e tecnicamente, desde 1996, mas os barões de Detroit moveram montanhas para enterrar o projeto à época. Agora que estão na lona, as montadoras têm no carro elétrico a última chance de sobreviver. É ou não é uma grande ironia do destino?


Who Killed The Electric Car? [VOST] from jon on Vimeo.

(Sugiro que assista o filme em tela cheia, para aproveitar a alta qualidade dos vídeos do Vimeo)

E pra quem gosta de documentários, recomendo o blog Online Documentaries 4 U. O acervo é impressionante. Agora é que não assisto mais TV mesmo…

Sustentabilidade segundo Saramago

Posted by escriba on 26 Nov 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, bizarro/curiosidade, brasil, civilização, consumo, livros

Saramago está na área e eu perdi a oportunidade de fazer mais uma entrevista com um de meus ídolos - semana passada foi a vez do Fritjof Capra, que em breve enriquecerá um de meus posts, aguarde. Mas minha camarada Lúcia esteve na coletiva de imprensa que rolou com o escritor português e, melhor, conseguiu fazer uma pergunta que eu enviei. Simples: “O que é vida sustentável?”

Eis a resposta:

É emprego. É viver como sobrevivente. Ter consciência da precariedade dos bens, poupando, conservando, enfim assumindo a abordagem de sobreviventes. Deveríamos viver como sobreviventes, poupar, não desperdiçar, limpar terreno e ar, de modo que se possa viver.

Hoje temos a cultura do mais, em tempos de crise como este, as pessoas caem, a classe média perde sua condição. Os governos são responsáveis pelo que acontece - os ricos, os riquíssimos.

O Estado é inimigo, dizem quanto menos melhor, mas é o Estado que é chamado à responsabilidade para salvar o Citibank, a GM. E o Estado somos nós, nossos impostos.
Não há alternativa política, não há alternativa econômica. E vamos viver de remendos.

É sustentável desde que se tenha emprego.

Mais Saramago lá no Ladybug.

Em tempo: no próximo sábado (dia 29) é Dia de Nada Comprar, campanha mundial do pessoal da Adbusters que há 17 anos incentiva as pessoas a não se deixarem seduzir pelo canto da sereia do mercado. Vá à praia, ao parque, dar uma volta de bicicleta, leia um livro. Em tempos de crise financeira, até que não vai ser difícil deixar a carteira quietinha…

Se vc está pensando em fazer alguma atividade, performance ou protesto para marcar o dia, coloque na página wiki da campanha.

Benedito histórica

Posted by escriba on 22 Nov 2008 | Tagged as: brasil, filmes, fotografia, internet, musica

Depois de muito tempo sem ir à praça Benedito Calixto, tirei o sabadão pra reencontrar algumas amigas dos tempos da faculdade (Lu, Cris, Paula, da Eco-UFRJ) e mostrar a Martim e Sofia aquela boa e velha rodinha de choro - eles curtiram a vera o som, e também os cubinhos de queijo e presunto oferecidos pela flautista…

Lá pelas tantas, alguém pega o microfone e lembra que o evento daquela tarde era em homenagem a Zumbi dos Palmares e também à Revolta da Chibata, que completou hoje 98 anos. Em 22 de novembro de 1910, marinheiros brasileiros se revoltaram contra a aplicação de chibatadas como punição às faltas, sob liderança do marinheiro João Cândido Felisberto. Mais de dois mil homens promoveram um motim que durou seis dias. Vários navios da armada brasileira foram tomados e o Rio de Janeiro, capital federal à época, quase foi bombardeado. Felisberto foi anistiado este ano pelo presidente Lula e pode se tornar o primeiro almirante negro do país. Nada mais justo.

Sua história rendeu uma das músicas mais bonitas da MPB: O Mestre-Sala dos Mares, de Aldir Blanc e João Bosco.

O texto que aparece no vídeo é ligeiramente diferente da letra cantada por João Bosco porque se trata da letra original, censurada pela ditadura militar. A música é do disco Caça à Raposa (1975), o segundo da carreira de Bosco, fundamental em qualquer discoteca.

O disco, assim como a história do almirante negro, são quase obscuros hoje no Brasil. Contribui muito para isso o fato de o acervo histórico do país, seja ele musical, fotográfico ou bibliográfico, não estar disseminado pela internet, ao alcance do público cada vez maior que navega pelo ciberespaço. Se cavucar muito, até encontra - como eu encontrei aqui e ali - mas não vejo um movimento organizado, institucionalizado, para mostrar aos brasileiros o que o Brasil tem de bom e interessante.

Enquanto isso, o acervo histórico de instituições gringas de peso estão ganhando a internet. E o melhor: sem cobrar nada. Seguindo os passos do jornal inglês The Times, que colocou online em agosto passado, 200 anos de seu arquivo (de 1785 a 1985) pra quem quiser acessar, agora temos também o acervo fotográfico da Biblioteca do Congresso americano no Flickr e o da revista Life no Google.

A gente bem que podia ter algo semelhante, não? Material não falta, mas boa parte está mofando em arquivos públicos e privados. Vamos digitalizar nossa história, pessoal!!

Mendanha ameaçado

Posted by escriba on 11 Nov 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, boca no trombone, brasil, livros

Foi a Rita, da Socito, quem me avisou pelo orkut: o Parque Ecológico do Mendanha, na zona oeste do Rio de Janeiro, corre o risco de virar um loteamento! Obra do vereador Jorge Felippe (PMDB-RJ), que apresentou projeto de lei na Câmara dos Vereadores pouco antes das eleições municipais deste ano. O projeto foi aprovado pelos digníssimos vereadores cariocas e sancionado pelo prefeito César Maia em agosto. Que beleza de legado deixa o prefeito maluquinho no final do seu mandato, não?

O vereador diz que não é bem assim, que a lei vai apenas dar título de propriedade a trabalhadores que moram há mais de 40 anos por ali, não permitindo loteamento e conjuntos habitacionais. Mas saca só o que diz a lei (grifos meus):

Art. 1.º Fica declarada como área de especial interesse social, para fim de inclusão no projeto de regularização e titulação, nos termos da art 141, de Lei Complementar n.º 16, de 4 de julho de 1992, a área do Parque Municipal Ecológico do Mendanha.

Art. 2.º O Poder Executivo estabelecerá o tamanho padrão dos lotes de forma a assegurar às atividades existentes e fundamentais a sobrevivência dos residentes e adotará os procedimentos necessários à regularização urbanística e fundiária aprovando projeto de parcelamento de terra e estabelecendo normas que respeitem a tipicidade da ocupação e as condições de urbanização, compatibilizando com o Parque Municipal já implantado.

Art. 3.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Alguém realmente acha que, dada a voracidade imobiliária que temos hoje, esses trabalhadores não serão pressionados a venderem seus lotes para dar lugar a condomínios? Hello??

O Parque do Mendanha era uma das mais bem preservadas Unidades de conservação do Rio e eu tive o prazer de conviver ali durante anos quando moleque, já que a família do meu pai é da região (Campo Grande) e tem dois modestos sítios por ali. O lugar é bonito pacas, com cachoeiras, trilhas, pequenos vales, até um vulcão extinto! Como Área Especial de Interesse Social, conforme a nova lei, o parque teria que dar lugar para conjuntos habitacionais, mas alguém duvida que vai virar um paraíso da especulação imobiliária, com a construção de condomínios cafonas para deleite de novos-ricos e afins, que poderão usufruir das belezas locais? De uma forma ou de outra, é um desastre!

Inacreditável o que fizeram. O jeito agora é protestar, encher o saco desses caras (eis o email do vereador autor da proeza - jorge.felippe@camara.rj.gov.br) e tentar anular essa lei absurda.

Quem sabe meu camarada Mansur, na segunda edição do seu livro O Velho Oeste Carioca, não acrescenta um capítulo sobre essa triste história? Aliás, fica a dica: lançamento do livro sobre a história da zona oeste carioca, de Deodoro a Sepetiba, contada desde o século 16. Vai ser dia 9 de dezembro, lá na livraria Arlequim, no Paço Imperial, na Praça 15, a partir das 17 horas. E depois, no dia 13, no Chopp da Villa, na Estrada do Pré, 91, Largo da Villa Santa Rita, em Campo Grande.

ATUALIZAÇÃO: Tá rolando uma petição online a ser encaminhada à Procuradoria Geral da República e ao Ministério Público do Estado do Rio. Clique aqui. Vamos assinar, pessoal!

PAC da goiabada

Posted by escriba on 31 Oct 2008 | Tagged as: brasil, economia

O economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES, dá o caminho das pedras pro Brasil se segurar na crise. Como todo bom professor, o cara é pródigo em metáforas para explicar o que não é de conhecimento público. Faço coro:

Há um festival de ingenuidade praticado no país sobre como enfrentar essa crise. E eu acho que, no momento, nós temos uma franquia ideológica para fazer o que nós acharmos que deve ser feito. Estão absorvendo ações nos bancos, proibindo distribuição de dividendos, demitindo e reduzindo salários dos executivos dos bancos e isso tudo em um dos paraísos da liberdade, na Inglaterra, país que deu início a isso tudo com a senhora Thatcher.

Eu também não devolveria dinheiro de especulador que veio para o Brasil. É quebra de contrato? É! O governo norte americano vai indenizar a Sadia pelos 284 milhões de dólares que perdeu com o Lehman Brothers? É risco de mercado. Resumindo, existem duas questões, com tempos históricos diferentes para o Brasil. Uma é a discussão de como é que nós vamos segurar o emprego e como nós vamos preservar minimamente o crescimento da nossa economia. É uma questão de discutir uma coisa que saiu de moda chamada projeto nacional. Não basta botar o Mangabeira Unger a pensar nisso que não sai projeto nacional dele. Ou a sociedade civil discute isso, ou não dá.

Segundo, a curto prazo, nós temos que reforçar nossa defesas. E por isso eu sou completamente favorável à centralização do câmbio. E isso é um neologismo para cobrir moratória. Na verdade, é uma moratória.

Enquanto isso, o relatório político n° 4 da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), de outubro, sugere três passos políticos para se enfrentar a crise, alertando para os perigos dos países se fecharem em copas:

1 - A comunidade internacional deve ajudar os países cujas taxas de câmbio têm estado sob pressão. Esses são os países menores que a especulação ilimitada levou à supervalorização monetária, e que agora são incapazes de estabilizar suas taxas de câmbio em níveis razoáveis, enquanto o pânico geral do mercado ameaça levar essas moedas a níveis de desvalorização fundamentalmente insustentáveis. Nesses casos, a assistência deveria tomar a forma de arranjos provisórios, incluindo a intervenção direta no mercado de moedas por meio de contrapartes – i.e., desses países em que a taxa de câmbio é valorizada.

2 - A comunidade internacional deve ajudar os países dependentes de commodities em que a especulação ameaçou dirigir os preços para níveis muito mais baixos do que se havia alcançado antes do pleno desvelamento da especulação internacional, no verão de 2007. Aqui, a ajuda pode tomar a forma da intervenção direta nos mercados, tanto como subsídio quanto como empréstimo para estancar e estabilizar a rápida queda nas receitas.

3 - Todos os países com baixas e declinantes taxas de inflação devem adotar medidas contracíclicas imediatamente, em termos de estímulos fiscais e cortes nas taxas de juros.

Sei não, mas acho que o Brasil tem tudo pra sair de boa nesse cenário todo, por ter recursos naturais às pencas, bom parque industrial, contas equilibradas e amplo mercado consumidor. Algo me diz que a gente ainda vai exportar o PAC da goiabada de Lessa.

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