boca no trombone
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Posted by escriba on 08 May 2009 | Tagged as: boca no trombone, internet
Posted by escriba on 30 Apr 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, boca no trombone, energia
No post anterior falei do tal ‘greenwashing’ que virou estratégia de marketing de muitas empresas mundo afora. Pra elas, é mais fácil gastar uns tostões furados em anúncios que as mostram como responsáveis e inovadoras em termos ambientais do que investir dinheiro para realmente mudarem a maneira como interagem com o planeta.
O grande leviatã do mundo corporativo hoje é a Exxon, gigante do petróleo que tá pouco se lixando para as mudanças climáticas, ainda que diga ao público que está procurando ‘alternativas’. O pessoal da Avaaz.org criou um anúncio satirizando a propaganda verde da Exxon e fez campanha online para arrecadar US$ 100 mil para poder levá-lo ao ar na CNN. Eles já conseguiram o dinheiro, agora é esperar pra ver quando vai passar na TV. O anúncio é este aqui:
Posted by escriba on 27 Apr 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, boca no trombone, consumo
Em tempos de mudanças climáticas, energias renováveis e sustentabilidade, ninguém quer ficar de fora do bonde. A onda agora é ser verde. Na verdade, ‘parecer’ verde. Basta um discurso bem trabalhado, investimento pesado em relações públicas e publicidade, e pronto, uma empresa como a Petrobrás, Vale do Rio Doce ou Monsanto aparece na mídia - e aos olhos dos consumidores - como ambientalmente responsável. E isso não é de hoje. Clique na imagem acima e leia com atenção. É um cartaz publicitário que conta as maravilhas que o DDT faz por você, sua família, os animais e o meio ambiente. Logo no início, diz:
As grandes expectativas geradas pelo DDT foram concretizadas. Durante 1946, exaustivos testes científicos mostraram que, quando usado apropriadamente, o DDT mata vários tipos de insetos, e é benéfico para toda a humanidade.
Outros cartazes desse tipo sobre o DDT podem ser vistos aqui.
Hoje sabemos bem o que esse poderoso pesticida pode causa à saúde humana, aos animais, ao ambiente. Sim, o DDT teve importância na erradicação da malária e do tifo em várias regiões do planeta, mas o custo disso foi altíssimo, aumentando a mortalidade de animais e causando câncer em milhares de pessoas. A meu ver, inadmissível. Para combater um problema, causaram outro tão ou mais grave.
O debate hoje sobre sustentabilidade vai nessa direção. Qual o nível de degradação ambiental, social e de saúde aceitável? Quantas empresas promovem hoje atividades insustentáveis, mas que aos olhos do público e dos govenos, parecem trazer mais benefícios do que prejuízos? Quantas empresas são transparentes o suficiente, permitindo que possamos debater o nível de sustentabilidade de suas atividades? Quais delas têm a coragem de admitir que suas atividades são mais nocivas do que benéficas e, assim sendo, estão dispostas a investir mais (e lucrar menos) para procurar o melhor jeito de produzir?
Infelizmente a resposta a essas perguntas é a mesma: não muitas. Algumas já se conscientizaram e têm mudados suas práticas, mas a maioria ainda prefere investir primeiro na área de marketing/relações públicas para lavar a imagem e dar cores verdes ao que fazem.
Os tempos estão mudando e viver de forma ambientalmente responsável e sustentável exige esforço, comprometimento, ética e muita, mas muita força de vontade. Não é nada fácil. Sempre que vou ao supermercado, restaurante, loja de roupas ou brinquedos, fico um tempão analisando o produto que penso em comprar, de onde veio, pra onde vai, como foi feito, como vai ser descartado, etc. Tenho tentando explicar isso aos meus filhos e amigos, e em muitos casos recebo desdém e desesperança, parece ser impossível mostrar que é possível sim pisar no freio e mudar. Nós, consumidores, temos um papel importante nisso tudo. É só exercermos nosso poder de decidir o que vai vingar ou não no mercado. É trabalho de formiguinha mesmo.
Tem hora que dá vontade de desistir, mas aí vejo a Monsanto posando de defensora da agricultura sustentável, a Esso cagando baldes para as energias renováveis, a Vale se dizendo preocupada com a sustentabilidade e tantas outras empresas aparecendo na mídia como modelos corporativos - quando na verdade, por trás das cortinas, continuam as mesmas predadoras de sempre. É quando penso: “tá fácil demais pra esses caras…” e volto a dar minhas bicudas nas canelas desse pessoal…
Afinal de contas, se é pra morrer, que seja com minhas botas calçadas!
Posted by escriba on 22 Apr 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, boca no trombone, consumo
Eu sei, eu sei, estou em dívida aqui com este espaço. Alguns já andaram reclamando, eu mesmo tava angustiado pra retomar o blog. Minha ausência tem um pouco a ver com o twitter, que supre parte de minha ânsia por compartilhar informação, mas também com a campanha Salvar o Planeta, do Greenpeace (que me consumiu durante três meses) e meus filhos, com quem tenho passado boa parte do tempo para matar as saudades.
Mas vamos lá reativar esta bagaça neste Dia da Terra. Não sou muito de blogagem coletiva, mas calhou de aparecer um vídeo bem legal justamente hoje. Eu na verdade tava afim de escrever sobre alimentação, agricultura industrial/transgênica x orgânica e contaminação de nossa comida por agrotóxicos, mas não tive tempo nem disposição pra elaborar algum texto que prestasse. Calma, né? Tenho que voltar devagar…
Então, me contento em publicar o vídeo Inspiring Action, do Greenpeace, que em menos de 24 horas chegou ao 5o. lugar no Viral Vídeo Chart, que mede a audiência dos vídeos publicados na internet.
Posted by escriba on 02 Apr 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, boca no trombone, civilização
Cena 1 - Ato violento contra o G20 em Londres
Milhares de pessoas saem às ruas em Londres para protestar contra o G20, que se reuniria na cidade no dia seguinte. Alguns mais exaltados promovem quebra-quebra, enfrentam a polícia e impedem que a população da cidade circule livremente pelo bairro de Banks. A população procura alternativas, anda quilômetros para chegar a outras estações de metrô ou de ônibus, e desviam de suas rotas rotineiras de carro. Os comentários giram em torno do descaso dos líderes mundiais em relação às pessoas e ao meio ambiente, que banqueiros e especuladores de Wall Street têm tido mais atenção do que o resto. A mídia passa o dia dando notícias sobre o conflito, com ênfase no teor principal dos protestos, não os problemas causados no trânsito.
Cena 2 - Ato pacífico contra o G20 no Rio de Janeiro
Cerca de 40 ativistas do Greenpeace promovem um protesto na Ponte Rio-Niterói, na parte da manhã. Escaladores descem pela murada da ponte para estender uma faixa de 30 metros por 50 com os dizeres: ‘Líderes do mundo, clima e pessoas primeiro’. O recado era para que o G20 não discutisse em Londres apenas a crise financeira, mas também a climática, que pode afetar milhões de pessoas em todo o mundo nos próximos anos. A ação, que bloqueou uma das pistas da ponte por 15 minutos, acabou causando um engarrafamento grande em Niterói. As pessoas que passavam de carro, ônibus ou van pelo local xingavam os ativistas e também aproveitavam para diminuir a velocidade do seu veiculo para tirar fotos - o que contribuiu bastante para piorar o tráfego. A mídia passou o dia falando praticamente apenas sobre o trânsito, ignorando a mensagem que o Greenpeace queria passar.
O que essas duas cenas, comparadas, querem dizer? Numa rápida reflexão, eu diria que a população londrina é mais consciente e menos imediatista que a carioca e niteroense, e que a mídia lá é menos provinciana. Estamos numa baita encruzilhada e poucos brasileiros, mesmo os mais instruídos, parecem se dar conta. Escrevi sobre o assunto no blog do Greenpeace, confira aqui.
Existem dois dias no ano em que não podemos fazer nada: o ontem e o amanhã.
Posted by escriba on 09 Mar 2009 | Tagged as: boca no trombone, imprensa
E o gigante acabou se dobrando diante das formiguinhas. Após dias de protestos online e uma grande manifestação na porta de seu jornal, no sábado, Otávio Frias Filho recuou, afirmando o seguinte em editorial publicado neste domingo (8/3) na Folha:
O uso da expressão ‘ditabranda’ em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis”.
Considerando a arrogância da Folha em particular e de jornalistas em geral, foi uma vitória e tanto. O caso teve repercussão internacional e o jornal da família Frias ficou muito mal na foto - talvez por isso recuou. Sim, porque não me convenço que o dândi Otavinho realmente tenha admitido um erro assim, publicamente, só porque viu que fez cagada. Pra mim, o recuo foi estratégico, para jogar panos quentes da gritaria toda. No fundo, continua pensando o mesmo, que a ditadura no Brasil pegou leve e não foi tão ruim assim.
O Youtube está repleto de vídeos do que rolou no sábado em frente à sede da Folha, em SP, clique aqui e veja.
Posted by escriba on 07 Mar 2009 | Tagged as: boca no trombone, imprensa
Acabou agora há pouco o protesto em frente ao jornal Folha de São Paulo, na região central da capital paulista. Centenas de pessoas foram ao evento para exigir mais respeito do jornal do dândi Otavinho Frias com as vítimas da DITADURA MILITAR que tantas vítimas fez no Brasil por quase 20 anos.
Eu queria muito ir mas não consegui adiar um frila que tinha para hoje e tive que acompanha tudo de longe. Mas vou ajudar a espalhar a palavra. Leia aqui o que rolou na rua Barão de Limeira (onde fica a sede da Folha) e veja as fotos.
E como sempre, uma tirinha do Laerte resume tudo em apenas três quadrinhos:
(clique na tirinha para aumentar)
Posted by escriba on 01 Mar 2009 | Tagged as: boca no trombone, canalhice, imprensa
Não se assuste: o desenho acima, do Latuff, é uma provocação, traduzindo o que a Folha de S. Paulo quis dizer por ‘ditabranda’, em editorial publicado no dia 17 de fevereiro passado. Para o jornal do dândi Otavinho Frias, o regime militar no Brasil foi moleza. E quem tentou deixar seu protesto na seção de cartas do jornal foi esculachado mais uma vez. Por isso no próximo dia 7, sábado, vamos reunir uma galera boa em frente ao prédio da Folha, na rua Barão de Limeira (SP) para um ato em repúdio à ‘ditabranda’. De lá vamos blogar, tuitar, iutubar, via celular, laptop e o que mais tivermos em mãos.
Se vc tem um blog ou algo parecido, copie a imagem acima, divulgue e apareça!
Mais detalhes aqui.
(Em tempo: texto imperdível lá no Vi o Mundo, do Azenha - A Escolinha do Professor Kamel)
Posted by escriba on 18 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, boca no trombone, consumo, tecnologia
Cada vez que descartamos um produto eletrônico, estamos criando um sério problema ambiental. Pra onde vai aquela TV, aparelho de som ou computador que já não nos serve, cheia de componentes químicos e tóxicos? O Greenpeace tem pesquisado a fundo esse tema e denunciado a exportação de lixo eletrônico europeu, americano e japonês para países pobres, principalmente na África e Ásia. A organização ambientalista fez um teste: levou uma TV detonada, praticamente inútil, para ser reciclada na Inglaterra. Resultado? O aparelho foi ‘exportado’ para a Nigéria. Picaretagem pura. Confira abaixo:
Mais detalhes aqui.
Ou no vídeo abaixo:
Posted by escriba on 12 Feb 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, boca no trombone, documentario, filmes
O documentário O Mundo Segundo a Monsanto, da jornalista francesa Marie-Monique Robin, finalmente ganhou legendas em português no Youtube. Está dividido em 12 capítulos. Quem quiser realmente entender o que está por trás da engenharia genética aplicada a alimentos precisa ver esse filme.
Robin agora está se dedicando a desvendar as relações entre a industrialização da agricultura e o aumento nos casos de câncer no mundo, segundo disse em entrevista à revista Época. Não é de hoje que sabemos que comida industrializada é lixo embalado. A questão é quanto isso está fazendo mal para nossa saúde. Uma matéria publicada terça-feira no Estadão, por exemplo, mostra que estamos envenenando nossas crianças com excesso de gordura, sal, açúcares.
Os transgênicos são apenas parte do problema. A questão central é o descaso da indústria - e de boa parte dos consumidores - com algo tão fundamental como nossa comida do dia-a-dia. Devemos sempre conhecer o que ingerimos, saber o que pode provocar em nosso organismo, quais as contra-indicações, e assim por diante. Mas para isso precisamos de honestidade por parte da indústria, o que não acontece. Eles só se mexem quando há pressão de consumidores e/ou Justiça - quando se mexem. Mas a gente tá aqui pra dar bicuda na canela deles até que tomem vergonha na cara e mudem o paradigma do seu negócio, né não?
Enfim, vamos ao filme: