arte

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A cor de São Paulo

Posted by escriba on 26 Jul 2008 | Tagged as: arte

As imagens acima são trabalhos da dupla de grafiteiros Os Gêmeos pela cidade de São Paulo - clique na imagem pra ver num tamanho maior. As obras deles ganharam o mundo e agora podem ser vistas também em Nova York, Londres, Madri e outras, e algumas até acabam expostas em galerias de arte. Mas está cada vez mais difícil de vê-las em São Paulo!

Isso porque a prefeitura aqui vem cobrindo uma série de desenhos dos caras - e também de Francisco Rodrigues, o Nunca - com um enfadonho cinza, como parte do seu programa Cidade Limpa.

Para ver os trabalhos dos Gêmeos por São Paulo, mais garantido visitar o Lost Art. Alguns dos desenhos que constam desse site provavelmente já foram apagados pelos homens de Kassab. Parabéns, prefeito! Vc tá deixando a cidade limpa (sic) e… cinza!

CORREÇÃO: O pessoal do site Lost Art deixou um recado aqui para corrigir algumas informações do post, relativas às imagens que coloquei aqui. Falae, pessoal:

-o bueiro não é deles (Gêmeos).

-o primeiro da fileira de baixo não é um graffiti, é uma tela, e foi capa da Juxtapoz.

-o último (grafiti) de baixo, foi um mural pintado na Grécia, não em SP.

Beleza em ruínas

Posted by escriba on 29 Jun 2008 | Tagged as: arte

Domingão de sol, mas preso em casa por conta de um frila, lá vou eu navegar pelo Yonkis, um mundo de bizarrices, novidades e bons vídeos garimpados na internet. E encontro esta página, com fotos de graffittis feitos em terrenos baldios e ruínas de edifícios e casas.

Estranha beleza.

(clique nas fotos para ampliar):

Gueto de Papai Noel na Cisjordânia

Posted by escriba on 11 Dec 2007 | Tagged as: arte, politica

Banksy, um dos artistas mais interessantes da atualidade, inaugurou no início deste mês uma exposição coletiva em Belém, na Palestina, o Santa’s Ghetto, ou o Gueto de Papai Noel, com obras de artistas de todo o mundo. O local escolhido para a exposição fica numa granja ao lado da Igreja da Natividade, ponto turístico local, e à polêmica barreira erguida pelos israelenses para separar a Cisjordânia de Israel.

Confira aqui algumas das obras de Banksy na Palestina.

Morte e vida

Posted by escriba on 12 Oct 2007 | Tagged as: Meio Ambiente, arte

Fiquei sabendo, ao chegar hoje a Holambra, da morte de Paulo Autran, o nosso Lawrence Olivier, e do Nobel da Paz dado a Al Gore e aos cientistas do Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas. Um grande homem que se vai, vários outros que têm seus esforços premiados.

Autran uma vez deu uma bela cusparada em Paulo Francis - quem se candidata a repetir o gesto com o simulacro do crítico, o bobo da corte Diogo Mainardi? São poucos os artistas que têm hoje uma personalidade tão interessante e digna como Autran.

Não sou muito de teatro e vi apenas uma peça de Autran (O Crime do sr. Alvarenga, de Mauro Rasi). Mas ela teve papel decisivo em minha vida. Era na verdade o último ensaio geral antes da estréia num teatro da rua Augusta e lá conheci a Ana. Ela estava com a galera dela e eu com uma amiga do Rio que era a cenógrafa do espetáculo. Dali fomos todos para o Mestiço e depois a uma festa no Morro do Querosene. O resto é história. Isso foi há 8 anos.

Enquanto isso, Al Gore e o IPCC da ONU são premiados com o Nobel da Paz. Nada mais justo. Espero que isso ajude na conscientização das pessoas de que é preciso agir o quanto antes para salvar esse mundão velho sem porteiras - mudando hábitos, economizando, consumindo menos, exigindo mais respeito à vida por parte da indústria e de governos, menos deboche por parte da imprensa.

Apesar de Bush e dos Lomborgs da vida - e dos que lhes dão crédito -, até acho que o pessoal tá caindo na real sobre a situação em que nos encontramos. Mas temo que as ações demorem a acontecer, uma coisa é saber que a merda tá feita, outra bem diferente é arregaçar as mangas e batalhar pra mudar o estado das coisas.

Gore e o IPCC têm o grande mérito de reverberar com o seu peso político o alerta que vinha sendo dado há tempos por ambientalistas. Os eco-chatos tinham razão. Espero que tenhamos tamanha consciência também sobre outro assunto que vai dar o que falar muito em breve: a agricultura sustentável e ecológica x agricultura industrial e transgênica. Aqui, novamente, os ambientalistas são tratados como obscurantistas pela imprensa e indústria. Vamos repetir os mesmos erros?

A guerra, nua e crua

Posted by escriba on 19 Sep 2007 | Tagged as: arte, civilização, documentario, fotografia

Uma patrulha noturna do Exército americano cruza a vida de um pai e um filho iraquianos, e o que se segue é um pequeno (e fiel) retrato do que significa a guerra, pra quem mata e pra quem morre (e vê morrer). Essa é a história básica de Road Work, do fotógrafo e documentarista tcheco Antonin Kratochvil. A narração é baseada em entrevistas concedidas pelo sargento Jack Lewis, que integrava a patrulha, para uma série de programas da PBS (TV pública americana) chamada America na Encruzilhada.

Por um momento pensei estar vendo um trailer de Apocalipso Now!…

Cozinha é uma arte

Posted by escriba on 04 Sep 2007 | Tagged as: arte, livros

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E minha amiga Cris Couto bem sabe disso e compartilhará seus conhecimentos com o público amanhã, a partir das 19 horas na Livraria da Vila (alameda Lorena, 1.731), no lançamento do seu livro Arte de Cozinha - Alimentação e Dietética em Portugal e no Brasil (séculos XVII-XIX). Jornalista de gastronomia, gata, descolada e agora blogueira (do ótimo Seja Bemvinho), Cris promete ainda revelar, durante a noite de autógrafos, segredos de vinhos e cafés. Serviço de utilidade pública!

Lost America

Posted by escriba on 18 Aug 2007 | Tagged as: arte, fotografia

O velho e abandonado oeste americano num show de imagens do fotógrafo Troy Paiva. Praticamente todas as fotos foram feitas à noite, com longa exposição e nenhuma manipulação posterior no computador. Tem cidades-fantasmas, áreas militares, cemitérios de aviões, carros abandonados e beira de estrada. O livro, Lost America, pode ser adquirido na Amazon por US$ 13,57. Uma foto 16 x 20 sai a US$ 100 e pode ser comprada no próprio site.

Stairway to Heaven

Posted by escriba on 16 Aug 2007 | Tagged as: arte

Alan Moore sem meias palavras

Posted by escriba on 03 Aug 2007 | Tagged as: HQs & charges, arte, livros, mulheres, sexo

Pornografia, magia, Hollywood, Oscar Wilde, dândis, HQs, mangás, Harry Potter, Paulo Coelho, Milo Manara e as garotas perdidas Wendy (Peter Pan), Dorothy (Mágico de Oz) e Alice (no País das Maravilhas) como você nunca viu. O mago de Northampton deu uma bela entrevista ao G1 e revela que está escrevendo um novo livro, Jerusalem, sobre 1,5 km quadrado em que nasceu e cresceu na sua cidade natal. É o segundo trabalho literário de Moore - o primeiro, A Voz do Fogo, também tem Northampton como pano de fundo, em seis mil anos de história. É brilhante.

Segue um trecho da entrevista:

Nós temos pornografia em todo lugar. O problema é que a qualidade dessa pornografia está bem bem distante do padrão estético daquela época que representamos no “White book”. A pornografia que temos hoje parece não ter nenhum valor artístico, parece criada para estimular as pessoas a qualquer outra coisa que não sexo. Uma das melhores coisas da arte, da arte genuína, é que quando vemos uma imagem ou descrição de algo que se relacione com um sentimento que temos e não conseguimos expressar, ela nos faz sentir menos sozinhos. E o que a pornografia de hoje faz é o exato oposto. Faz com que você se sinta envergonhado, mais sozinho do que nunca. Vemos ou lemos pornografia sozinhos, como se o nosso prazer fosse algo para se envergonhar, algo deplorável. E isso é uma tremenda pena se pensarmos que se trata de uma atividade humana tão prazerosa. Praticamente todos os diferentes gêneros de ficção que temos hoje são baseados nessas áreas improváveis da atividade humana, como caubóis, detetives e monstros. Enquanto aquilo que mais temos em comum, que é algum tipo de prazer sexual, só pode ser abordado nesse gênero grosseiro, tolo e por baixo do pano pelo qual todos se sentem culpados e envergonhados. O que pretendíamos com “Lost girls” era eliminar essa relação imediata entre pornografia e vergonha. Pensamos que se pudéssemos produzir uma pornografia que fosse bela o suficiente e inteligente o suficiente e séria em sua aplicação então talvez fosse possível que pessoas civilizadas e dignas não se sentissem envergonhadas de ter uma obra pornográfica em suas casas.

A íntegra, aqui.

O bom velhinho, o ‘homem de bem’ e uma Ferrari em Paris

Posted by escriba on 25 Jul 2007 | Tagged as: Meio Ambiente, arte, brasil, canalhice, carro, filmes, imprensa

Fui para o Rio na terça entrevistar um ícone do ambientalismo brasileiro, o almirante Ibsen Gusmão. Foi um dos primeiros defensores das baleias e da preservação marinha no Brasil. Na varanda de sua aconchegante casa num condomínio na Barra, conversamos por quase duas horas sobre problemas e soluções para os oceanos do planeta. Aos 83 anos, o bom velhinho dá um show de lucidez. Contou duas histórias dignas de nota: uma sobre a lagosta que era tida como praga pelos pescadores nas décadas de 1940 e 1950 (chegavam a matar o bicho e jogar de volta no mar) e outra sobre um restaurante que freqüentava no Japão quando passou um tempo por lá na década de 1960. Uma vez o dono o chamou e disse, animado: “Olha, hoje temos aquele peixe que o senhor gosta, e sem nenhuma radioatividade!” Muitos peixes sofriam com o problema devido aos testes nucleares realizados no Oceano Pacífico na época.

A entrevista é para um projeto do Greenpeace sobre oceanos. Estou conversando com especialistas no assunto para montar um perfil detalhado sobre a atual situação da ‘Amazônia Azul’. Hoje vim para Brasília entrevistar um diretor do Ibama e outro da Secretaria de Pesca sobre estoques pesqueiros. Amanhã (sexta) converso com uma conselheira do Itamaraty, que representa o Brasil na ONU nas discussões sobre oceanos. Ela vai me dar um panorama geral da situação no país e no mundo. Serão feitas mais ou menos umas 40 entrevistas para a produção de um relatório no final do ano. Já estou ficando craque no tema! :)

Apesar de todo o terrorismo midiático, não tive problema algum para voar até agora - apenas um atraso de duas horas em Congonhas na ida para o Rio, tranqüilo. Fui de Gol para o Rio e vim de TAM para Brasília. Volto pela TAM também para SP. Em Congonhas, no Santos Dumont e no aeroporto aqui de Brasília, os saguões de embarque estavam cheios, mas não confusos. A movimentação da imprensa era intensa, todos em busca daquele ‘homem de bem’ indignado, levemente desesperado, para o show diário de manipulação da informação nos telejornais noturnos. O ‘homem de bem’ está ficando nervosinho, e os jornalistas, fiéis seguidores da cultura do medo, dão mais e mais corda a ele. Se viessem me entrevistar, lhes daria um sonoro top, top, top, uh!

Em tempo: Estava meio sonolento nesse último vôo, do Rio para Brasília, quando de repente, naquela telinha diminuta à minha frente, começa para minha surpresa um filme lendário: Rendezvous, do Claude Lelouch, um curta filmado em 1976 nas ruas também sonolentas de Paris. Foi feito, dizem, a bordo de uma Ferrari 275 GTB. O cara acelera a bichinha pra valer nas ruas vazias numa manhã qualquer da capital francesa. O motivo? Confira abaixo:

Maravilha sim, mas dos brasileiros

Posted by escriba on 10 Jul 2007 | Tagged as: arte, civilização, internacional

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Tem gente enchendo os pulmões e vibrando a toda com a eleição do Cristo Redentor como uma das sete novas maravilhas do mundo. É o reconhecimento de sua beleza e importância no cenário mundial, dizem. Nem tanto, nem tanto. A votação foi feita pela internet e por celular - e neste último caso, cada ‘eleitor’ poderia votar mais de uma vez. Com a grande campanha feita no Brasil, aliado ao tamanho de nossa população, não é de se estranhar que a estátua que abraça o Rio de Janeiro (quer dizer, apenas a zona sul da cidade) tenha conquistado mais votos que monumentos belíssimos como o Alhambra, em Granada, ou o templo sagrado de Angkor, no Camboja. Venceram os monumentos que contaram com maior marketing em seus países. Numa dessas votações online, Maradona foi eleito o maior jogador de futebol de todos os tempos, superando Pelé, lembram? Ou seja, o Cristo Redentor é sim uma maravilha, mas dos brasileiros.

Não votei no Cristo como uma das novas sete maravilhas do mundo. Minhas candidatas foram o Taj Mahal, Chichén Itzá, Machú Pichú, Alhambra, Catedral de Santa Sofia, Palácio de Petra e Angkor Wat. Dessas, apenas as três primeiras foram eleitas. Tentei votar no que eu realmente achava digno de ser chamado de ‘maravilha’. Poderia ter votado no Stonehenge, na Muralha da China ou ainda no Coliseu de Roma. Obras impressionantes, com grande significado histórico e que são maravilhosas por si só, sem precisar de um puta cenário para complementar.

Não é o caso do Cristo Redentor. O visual lá de cima realmente é incrível, mas o projeto do engenheiro Heitor da Silva Costa não é nada demais para estar entre as obras atuais mais importantes e significativas da humanidade. Se compararmos com as sete maravilhas do mundo antigo então, é covardia - delas, apenas as pirâmides de Gizé, no Egito, ainda existem.

O curioso foi ler as matérias dos jornais após a divulgação dos vencedores do concurso promovido pelo cineasta Suíço Bernard Weber. Os jornais dos países que tiveram monumentos escolhidos vibraram ufanisticamente; os derrotados criticaram (como no caso da Espanha, que concorria com o Alhambra), minimizaram (Estados Unidos e sua Estátua da Liberdade - a Golden Gate de São Francisco também chegou a participar) ou simplesmente ignoraram (França, Torre Eiffel) - veja aqui algumas reações mundo afora.

A crítica mais pesada no entanto veio da Unesco, que tem seus próprios critérios para determinar o que é ou não patrimônio da humanidade, elaborados por especialistas:

O New7Wonders é mais direcionado para motivos comerciais do que para conservação de um patrimônio. As novas sete maravilhas não parecem ter um compromisso com conservação, e não parecem incluir os tipos de coisas que nós incluímos, como o compromisso com nossos integrantes de educar e trabalhar com a mídia e com o turismo, por exemplo.

Concordo plenamente. A eleição das novas sete maravilhas do mundo foi uma brilhante sacada do Bernard Weber, mas não é representativa. Quando entrevistei ele em 2001, o projeto previa apenas um voto por pessoa - na página do concurso, que pedia email e alguns outros dados para garantir alguma lisura no processo - e não incluía monumentos diretamente ligados à figuras religiosas, para não virar um Fla x Flu perigoso. Justamente por isso o Cristo Redentor não estava listada entre as concorrentes. “Não queremos levantar aspectos religiosos na votação, para evitar esse tipo de briga”, disse Weber na matéria que foi publicada no Jornal do Brasil em setembro de 2001. Não sei o que fez ele voltar atrás nos dois aspectos. No caso da votação por telefone, acho que o olho cresceu e ele se rendeu à possibilidade de ganhar um bom dinheiro com as ligações, que eram pagas. No caso da inclusão do Cristo, não tenho a menor idéia.

Outro fato curioso é que o final da eleição estava previsto primeiramente para o início de 2002, mas foi adiado para 2004 (os vencedores seriam anunciados durante os Jogos Olímpicos de Atenas) e, depois, para 2007. Creio que Weber tentou de todas as maneiras obter o apoio da Unesco, o que não conseguiu.

Apesar de tudo, a idéia é genial. Méritos para Weber que pensou na empreitada e foi à luta para realizá-la. Espero que os documentários que prometeu sobre cada uma das novas sete maravilhas sejam realizados - Weber é formado em cinema e trabalhou como assistente do diretor italiano Federico Fellini, em Roma - do jeito que idealizou, em formato I-Max, que permite uma quase interação do espectador com o filme. E também que tenha levantado dinheiro suficiente para reconstruir no local original as estátuas de Buda implodidas pelo talibã no Afeganistão, em 2001. Fecharia o projeto todo com chave de ouro.

Semana instantânea

Posted by escriba on 11 Jun 2007 | Tagged as: arte, egotrip, filmes, fotografia, livros, musica

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Um providencial cigarro em parada às margens da Dutra, sob o débil sol de junho. O término da leitura do Guia do Mochileiro das Galáxias num frio de rachar dentro do ônibus. O against filet simple do Amarelinho (às gargalhadas, optei pelo churrasco misto). A exposição do meu camarada Paulinho na Galeria do Ibeu (foto acima). O choro da minha afilhada Clarinha ao me ver na casa do Beto e da Juli. O animado circuito de botecos de Botafogo - do Pizza Park e Puebla Café, na Cobal, ao Palhinha (ou mata-pm) e Bar do Belmiro - e o encontro com os camaradas Leandro (dá-lhe Fluzão!!), Angelo, Perim, Wander, Moisés, Carlos Henrique e Paulo Lima, e as queridas Cláudia, Fernanda, Larissa, Denise e Alexandra. O pretensioso Cheiro do Ralo na sala 3 do Estação e os mojitos do Cinemateque. A espelunca da Matriz e a revoada de pombos na madrugada pelas ruas de Botafogo (duas visões assustadoras…).

No CCBB, a China de ontem e hoje em fotos, filmes e pinturas, e Ravi Coltrane no telão. As impressionantes fotos de Georges Rousse na Casa França-Brasil e uma onírica Candelária (foto abaixo). Um guaraná na Tasca do Edgar e a caminhada de sempre na Voluntários.

A semana passou voando…

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Conectando talentos

Posted by escriba on 17 May 2007 | Tagged as: arte, blog

Navegando por aí, encontrei o blog Computerlove: Connecting Creative Talents (conectando talentos criativos), com dicas de vários outras páginas com trabalhos de artistas de todo mundo. Tem coisas lindas, como os desenhos do mexicano Alberto Cerriteño (que ilustra este post). O cara é fera também em criação de páginas - saca só esta dedicada a robôs. Martim vai pirar. Pra Sofia vou mostrar essas belezinhas aqui, do holandês Leendert Masselink (Illurama para os íntimos).

Por falar em blogs maneiros, aqui vai a minha lista de seis que fazem pensar - conforme a proposta do prêmio Thinking BloggerAward:

- Conversa Afiada (do jornalista Paulo Henrique Amorim. Sagaz)

- Guerrilla News Network (na verdade, um portal de blogs combativos. Atitude na veia)

- Cocadaboa (lucidez, humor e atualidade, em boas doses)

- Jornalista de Merda (jornalismo como ele deveria ser. Sempre)

- Debaixo da Minha Pele (sensibilidade e delicadeza em textos primorosos. Uma força da natureza)

(são tantos pra indicar… tem o Blog Talk, Bué de Bocas, o blog do Subcomandante Marcos, Emendas & SonetosNau Pyrata, Brazilian Nuggets, O Corvo, Mandrake - o som e a palavra, Coleguinhas, Vira-Lata, putz… arrrghhhh, odeio listas!!)

Logo fálico

Posted by escriba on 31 Jan 2007 | Tagged as: arte, bizarro/curiosidade

Logomarcas podem sugerir coisas que nem o cliente imagina. Nesta brincadeira de designers, o Phallic Logo Awards, o Brasil conquistou mais um título! Brasil-sil-sil!

Larga o osso, Macca!

Posted by escriba on 08 Dec 2006 | Tagged as: arte, filmes, musica

Triste saber que Paul McCartney colocou seu nome num anúncio da indústria fonográfica britânica publicado no Financial Times esta semana. Querem a prorrogação na Inglaterra dos direitos autorais de gravações musicais. Atualmente esse prazo é de 50 anos. Love Me Do, dos Beatles, lançada em 1962, seria de domínio público em 2012. Sucessos de Elvis Presley e outros artistas do período estariam no mesmo balaio. Pra variar, na bica do prazo estourar, os caras vêm e pedem mais tempo. A Disney fez isso e livrou Mickey Mouse, Pato Donald e Pateta dessa terra de ninguém - onde deveriam estar desde 2003. E se o rato mais famoso do mundo pode, porque não o ex-Beatle?

A peça de resistência das gravadoras é que a extensão do prazo seria bom para todo mundo: elas continuariam lucrando com as vendas dessas músicas, o ex-Beatles e demais artistas idem e o consumidor teria a garantia de uma boa linha de produtos. Lançados muitas vezes por alguns desses mesmos artistas. Uma tentativa legítima eternizar lucros, claro. E preservar a memória, dizem. Encerar tudo e alojar num grande depósito, aberto à visitação (paga, naturalmente). Os amadores não teriam vez, aproveitadores que são. Domínio público é coisa de comunista. Ou seria commonista?

Mas quem é mais commonista nessa história toda? A indústria não o foi tempos atrás - e atuais? Não reprocessou toda a informação sonora e imagética disponível, toda lenda, saga, ode, inconsciente coletivo, história, para produzir uma infinidade de novas realidades e nos entreter com elas? A arte se auto-alimenta, não tem jeito. Eles sabem disso, mas querem manter em famiglia. “Sai fora, Dangermouse! E tira esse Grey Album de cena porque a parada de sucessos é nossa!”

Se a transferência de jogadores de qualidade como Beatles e Elvis para o time do domínio público se confirmar, entram em campo pra competir os miudinhos da cultura, artistas, produtores, performers, poetas, malucos em geral, cheios de disposição pra por o bloco na rua.

… O computador e a Internet proporcionam uma ocasião única aos artistas de criar utilizando materiais vindo de correntes artísticas do mundo inteiro, do passado e do presente. Não fazem, aliás, senão o que fizeram seus antecessores, Bach, Shakespeare e milhares de outros, antes deles. Sempre foi normal utilizar as idéias e uma parte do trabalho dos antecessores. O plágio é outra coisa.

Sobre esse fenômeno, o filósofo Jacques Soulillou faz um comentário teórico interessante: “A razão pela qual é difícil administrar o plágio no domínio da arte e da literatura deve-se ao fato de que não basta apenas demonstrar que B se inspirou em A, sem citar eventualmente suas fontes, mas provar também que A não se inspirou em ninguém. O plágio, na realidade, pressupõe que a regressão de B em direção a A desaparece neste último, pois se for provado que A se inspira e, por assim dizer, plagia um X situado em posição de anterioridade cronológica, a denúncia de A seria enfraquecida.” (Pelo Fim dos Direitos Autorais, Joost Smiers, Le Monde Diplomatique Brasil)

O medo à liberdade gera aberrações como a lei Mickey Mouse. Ou o copyright do Parabéns Pra Você! Se McCartney e seus companheiros signatários do anúncio tiverem sucesso na empreitada, deixo desde já uma sugestão de nome para a nova legislação: Lei Paul McCartney. É preciso dar nomes aos burros.

Nossos comerciais, por favor…

Posted by escriba on 24 Nov 2006 | Tagged as: arte

A Ana está toda prosa com o sucesso de seus trabalhos em patchwork. Primeiro entre amigos e familiares, depois numa loja, e noutra, agora em bazares de fim de ano e até na internet - www.anamorelli.com.br

As peças são alegres, delicadas e elegantes. Dá vontade de ter tudo em casa. A Ana manda muito bem na combinação de cores e estampas. Uma rápida navegada no site dá pra ter uma idéia disso. Ou uma visita a um dos bazares:

Bazar da Rosa
R. Emilio Pedutti, 383 Morumbi
dias 23,24 e 25 de nov das 13h00 às 22h00

Bazar atelier Caroline Harari
R. Isabel de Castela, 136 Vl Madalena
dias 23, 24 e 25 de nov das 12h00 às 20h00

Chapel School Christmas Bazaar
R. Vigário João de Pontes, 537 Chácara Flora
dias 29 e 30 de nov das 10h00 às 17h00

Natal na Vidal
R Sampaio Vidal, 352 Jd Paulistano
dias 7, 8, 9 e 10 de dez das 11h00 às 20h00

Apareça! E visite o site! Tenho certeza de que vai gostar.

O último grande kavernista!

Posted by escriba on 23 Sep 2006 | Tagged as: arte, blog, egotrip, musica

Estava navegando pelo Orkut quando me deparei com uma preciosidade: a comunidade do Edy Star. O cara é uma lenda viva da cultura pop brasileira das décadas de 1960 e 1970. Ator, cantor, dançarino, artista plástico, escritor, autor teatral etc e tal, Edy é uma peça rara e memória viva de muito do que se fez e pensou em termos de arte no Brasil nesse período. É também um profundo conhecedor da música brasileira e último remanescente da Sociedade da Grã-Ordem Kavernista, grupo criado por Raul Seixas que reunia também Miriam Batucada e Sérgio Sampaio (que assina várias músicas com Raul). Dessa farra nasceu um dos melhores discos já feitos no Brasil. Confira.

Mas enfim, como uma coisa leva a outra, na referida comunidade do Orkut encontrei um tópico que falava sobre o blog do Edy. Sensacional! Lembro de ter encontrado Edy uma vez tempos atrás no Rio, uma amiga dele trabalhava comigo na Odebrecht (era minha chefe, by the way) e me contou sobre ele e disse que estava na cidade. Pedi para conhecê-lo e fomos todos a um bar em Botafogo uma noite, o Bastilha (ficava na rua das Palmeiras, se não me engano…), e lá conversamos horas a fio, sobre música, arte, vida enfim. Ele me disse na época que pretendia um dia escrever suas memórias, e é justamente isso que está finalmente fazendo agora no blog. Imperdível. A história da montagem carioca, em 1975 no Teatro da Praia, da peça Rocky Horror Show (na qual ele encarnou o andrógino Frank Father), já vale a visita. Mas tem mais, muito mais.

Guantanamo vai à Disneylândia

Posted by escriba on 15 Sep 2006 | Tagged as: arte, humor, politica

Bansky, um dos grafiteiros mais criativos (e politizados) do mundo, atacou novamente. E nas barbas de Bush Jr.!

Outra ação espetacular desse guerrilheiro anti-establishment foi a transformação da Paris Hilton numa punk de primeira. O cara comprou alguns CDs dela, remixou, fez algumas interferências nos encartes e depois espalhou tudo por diversas lojas na Inglaterra. Parece que esse CD remixado já está rede, o negócio é garimpar. Valeu Luma!

Cordeiro Design

Posted by escriba on 31 Aug 2006 | Tagged as: arte

O maninho é fera. Confira!

Arranha-céus com estilo

Posted by escriba on 24 Aug 2006 | Tagged as: arte, bizarro/curiosidade

Estava lendo a história do austríaco que saltou de pára-quedas de um helicóptero em cima de um prédio todo torto na Suécia e fiquei impressionado. Não com o feito do cara, mas com o estilo do próprio prédio, o Turning Torso (esse aí do lado), projeto do renomado arquiteto Santiago Calatrava. Aí, já viu. Comecei a navegar pela internet, pesquisando, e encontrei três interessantes páginas sobre o assunto.

No site do Museu de Arte Moderna (MoMA) - aliás belíssima - tem uma seção inteira dedicada aos chamados arranha-céus, de preferências os mais arrojados, com muitos dados e fotos.

Também encontrei uma matéria da Business Week sobre a recente vocação de Dubai, capital dos Emirados Árabes, de construir edifícios ultra-modernos - graças aos petrodólares, claro. A página da revista americana traz muitas fotos das mais recentes maravilhas construídas por lá.

E por fim cheguei à divertida página Unusual Buildings, com casas e prédios bem diferentes, com construções em forma de cachorro, copo de café, aviões e até um barril!

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