alimentação
Archived Posts from this Category
Archived Posts from this Category
Posted by escriba on 13 Aug 2008 | Tagged as: alimentação, animação, filmes
Não, não estou falando daquelas clássicas disputas infantis, mas do vídeo Food Fight, que conta parte da história mundial dos conflitos armados de uma maneira divertida. Em vez de soldados, tanques e aviões de guerra, temos hamburgueres, sushis e macarronadas. Tente descobrir quem é quem e qual a guerra que está rolando. Depois confira aqui o gabarito pra ver se matou a charada.
Posted by escriba on 24 Jul 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, consumo, livros

O pessoal do Greenpeace lá da China lançou o Guia de Orgânicos de Pequim às vésperas dos Jogos Olímpicos com mais de 60 dicas de fazendas, supermercados, restaurantes e sites que oferecem esse tipo de alimentação na cidade. No site, há ainda um mapa com a dicas dos principais fornecedores de orgânicos em Pequim.
Nunca é demais lembrar que os orgânicos são livres de pesticidas, fertilizantes sintéticos, hormônios de crescimento, transgênicos ou qualquer outro aditivo artificial.
Como parte do lançamento do Guia, o Greenpeace China encomendou uma pesquisa com consumidores locais e descobriu o seguinte:
Esse é um mercado que vem crescendo em todo o mundo. No Brasil, não é diferente. Tenho reparado que as prateleiras dos supermercados estão cada vez mais repletas de opções. Eu tenho dado preferência a eles, principalmente quando vou comprar sucos, frutas e legumes. Sei que são mais caros, mas é o custo que temos que pagar para consumir responsavelmente e proteger o meio ambiente. A expressão o barato sai caro cai como uma luva aqui.
O Greenpeace ainda não tem um guia desse para o Brasil (só um que identifica produtos transgênicos), mas há outras boas fontes de informação na praça, como o Portal Orgânico e o Planeta Orgânico. Use e abuse. A melhor arma contra o canto da sereia transgênica (que promete vir com força total ainda este ano, aguardem…) é a informação!
Em tempo: um dos principais argumentos dos defensores dos transgênicos caiu por terra. Estudos de universidades americanos revelam: eles são menos produtivos que os cultivos convencionais e/ou orgânicos. As próprias empresas de biotecnologia já admitem que suas sementes geneticamente modificadas foram criadas apenas para garantir a venda de seus próprios herbicidas. Plantou transgênico? Perdeu!
Posted by escriba on 22 Jul 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, civilização, energia, internacional, livros
A privatização do petróleo iraquiano, a garantia de um domínio global para plantações modificadas geneticamente, a redução das últimas barreiras comerciais e a abertura das últimas reservas naturais… não faz muito tempo que estes objetivos eram conseguidos um atrás do outro por meio de cordiais acordos comerciais apresentados com o pseudônimo de “globalização”. Agora, essa agenda completamente desacreditada está obrigada a cavalgar sobre as costas de crises cíclicas, vendendo a si mesma como a medicina que curará, de uma vez por todas, a dor do mundo.
Essa é a conclusão de um artigo de Naomi Klein, autora dos livros No Logo e The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism (A Doutrina do Choque: A Ascenção do Capitalismo de Desastre), que está no site da Agência Carta Maior - leia a íntegra aqui.
A doutrina do choque está mais ativa do que nunca, se aproveitando da crise energética, alimentar e climática, colocando assim uma faca no pescoço do meio ambiente. A indústria nuclear tem se vendido como solução energética e climática, a de biotecnologia diz que vai resolver a fome do mundo com suas plantações geneticamente modificadas (quando se sabe que o problema é de preço e distribuição, mais do que produção), as petrolíferas pressionam pela exploração em históricas reservas naturais, como o Ártico e a Antártica, para resolver o problema energético, e assim a questão ambiental vai ficando no meio do caminho.
Pra entender melhor como funciona a Doutrina do Choque, confira o curta documentário baseado no livro, dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón (de Y Tu Mamá También e uma das seqüências de Harry Potter):
Posted by escriba on 14 Jul 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, consumo

Não sou fã dos chocolates da Hershey’s mas a empresa marcou um golaço esta semana ao se comprometer com o Greenpeace a não usar matéria-prima transgênica na fabricação de seus produtos. A empresa vinha sendo pressionada desde a Semana do Consumidor, em março, a informar sobre a procedência dos ingredientes que usava. Como comprava óleo de soja e gordura vegetal da Cargill, era grande a chance de seus chocolates serem produzidos com transgênicos. E com isso os chocolates da empresa deveriam ter em suas embalagens o símbolo do T num triângulo amarelo, conforme manda a lei de rotulagem - que por sinal está ameaçada por pressão da bancada ruralista e dos defensores dos transgênicos, como a senadora Kátia Flávia (oops, Abreu), do DEM/TO.
Mas enfim… o caso é que a Hershey’s correu atrás do prejuízo, substituindo a Cargill pela Brejeiro e a Imcopa, que não trabalham com soja transgênica. Assim, passa a respeitar seus consumidores, o meio ambiente e, de quebra, ainda entra para a lista verde do Guia do Consumidor do Greenpeace. Tenha o seu sempre a mão para exercer o consumo consciente e ambientalmente responsável.
E vc, Garoto? Vai ficar de bobeira?
Posted by escriba on 09 Jul 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, civilização, energia
Os banbanbãs do mundo se reuniram no Japão para discutir mudanças climáticas, crise alimentar e comércio mundial, e mais uma vez decepcionaram.
Disseram que topam reduzir 50% de suas emissões de CO2, mas só em 2050 e sem abrir mão de termelétricas a carvão! Ainda tentaram desfibrilar a cadavérica agenda nuclear, num claro deboche aos anseios do planeta por um desenvolvimento sustentável e baseado em fontes renováveis de energia.
No quesito agricultura, insistem no sistema industrial, que serviu a um propósito no século passado, mas a um custo muito alto - poluição do solo e dos rios, uso excessivo de produtos tóxicos, concentração da produção e distribuição de alimentos. O que mais espanta é que o discurso do G8 no Japão ignora solenemente a avaliação feita por especialistas reunidos pela ONU na África do Sul no início deste ano, de que a agricultura industrial faliu, está num beco sem saída, e não é a solução para a crise de alimentos. Veja o agronegócio brasileiro. É praticamente todo voltado à exportação de grãos, para alimentar animais lá fora, que são consumidos por uma ínfima parte da humanidade. O que sustenta a barriga do brasileiro é a agricultura familiar, responsável por 70% da produção de alimentos do país. E o relatório produzido pela reunião da ONU (uma espécie de IPCC da agricultura) aponta justamente essa agricultura familiar - e a agroecológica e orgânica - como solução para produzir mais e melhores alimentos.
Mas o que esperar de gente como Bush ou Berlusconi? O primeiro, aliás, é um dos principais responsáveis por toda essa crise alimentar, com suas guerras, incentivos à indústria do petróleo e à insana produção de etanol com milho e quetais - até o Banco Mundial atestou, em relatório sigiloso, que esse tipo de biocombustível é responsável direto pelo aumento nos preços dos alimentos. Se não fosse pelo jornal The Guardian, o documento não sairia da gaveta… A ONU já tinha avisado em maio sobre a possibilidade do caos acontecer e titio Fidel também (aliás foi o primeirão).
Em suma: no que depender desses caras do G8, o status quo do desenvolvimento mundial continuará o mesmo. Pelo menos nas próximas décadas. Mas a gente é chato pacas e vamos continuar na cola. Eles podem enganar muitos durante muito tempo, mas não todos por todo o tempo.
Posted by escriba on 27 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, civilização, comportamento, consumo

Está no ar mais um artigo de Rex Weyler, escritor, jornalista e ecologista, sobre a história do ambientalismo e, por tabela, do Greenpeace. No texto deste mês, Weyler discute o consumo consciente e a importância de termos a noção de que o planeta é finito, seus recursos idem, mas a voracidade humana não. Ou mudamos isso ou vamos todos pro buraco - ricos, pobres, ecologistas, desenvolvimentistas, políticos, cidadãos e quem mais por aqui estiver.
Ele lembra os estudos feitos pelo economista britânico Thomas Malthus sobre a sinuca de bico que enfrentamos por conta do crescimento populacional desmedido. Temos cada vez mais gente no planeta, que consome e desperdiça de montão e só pensa em ter mais e mais. A atual crise dos alimentos é apenas a ponta do iceberg desse imenso problema. Mais pela tacanhice de governos e empresas que apostam num modelo falido de agricultura industrial do que pela falta de soluções. E isso vale para toda a cadeia de produção existente. Ela não é sustentável, reciclável, justa, equitativa, bem distribuída e geradora de riqueza, pelo contrário.
Na segunda-feira, em Bruxelas, o Greenpeace fez um protesto pra lá de divertido contra o lobby da indústria automobilística que prefere colocar o clima em xeque a perder alguns caraminguás de lucro. Desfilando pelas ruas da cidade belga com um carro similar ao da família Flintstones, os ativistas criticaram as empresas de carros que sabotam há anos a adoção de leis na Europa que reduzam as emissões de carbono de seus veículos. Para essas empresas, a tecnologia (etanol, carros híbridos, etc) vai nos salvar - como os transgênicos acabariam com a fome e os computadores reduziriam o consumo de papel e salvariam as florestas. Nada disso aconteceu, mas a mesma mentira continua sendo vendida como panacéia a todos os males ambientais. Até quando?
Do jeito que levamos a vida atualmente, a questão não é se vamos desaparecer, mas quando. Temos tempo para mudar isso? Talvez. Se não dermos o primeiro passo, sempre o mais difícil, não rola mesmo. Já deu o seu?
Pra facilitar, traduzi 12 idéias apresentadas por Weyler em seu artigo, compiladas por ele em textos de pensadores ecológicos como Arne Naess, filósofo e montanhista norueguês; Paul Shepard, ambientalista americano; Rachel Carson, ambientalista, escritora e cientista americana; e Bob Hunter, jornalista canadense, um dos fundadores do Greenpeace; entre outros. São os fundamentos da ecologia profunda, em que nós, seres humanos, não somos nem melhores nem piores do que tudo o mais que existe no planeta. Só a convivência harmoniosa entre seres vivos e meio ambiente garantirá nossa sobrevivência. Vamos às idéias:
1 - A importância do valor intrínseco do selvagem, natureza, diversidade, simbiose e complexidade, independentemente dos desejos humanos ou sua existência.
2 - Tudo na natureza existe em sistemas interligados. Nenhuma espécie opera independentemente. A unidade de sobrevivência da evolução é “espécies-em-um-ambiente”, co-existindo com todos os outros sistemas de vida.
3 - O senso humano de ’ser’ expandiu-se para incluir esses sistemas vivos. A popular noção de economia em que as pessoas agem como perseguidores privados de felicidade permanece como um conceito trágico, destinado ao fracasso.
4 - Biocracia: expandindo a idéia de ‘direitos’ para todas as coisas, mas mais importante para o sistema ecológico em si, e portanto limitando a interferência humana na natureza.
5 - A natureza não é um ‘recurso’: Os elementos da natureza que chamamos de ‘recursos’ também fornecem recursos para tudo o mais que vive no planeta e têm valor em si mesmos. Um rio é uma parte viva de um sistema, não apenas um ‘recurso’ para servir a propósitos humanos.
6 - Desenho ecológico: nossas ferramentas devem imitar e trabalhar com os hábitos, leis e desenhos da natureza. Têm que ser 100% recicláveis, usar o mínimo de energia possível, integrar sistemas vivos, ter baixo impacto e assim por diante.
7 - A destruição da ecologia de suporte traumatizou a humanidade e levou os pobres a mais pobreza e desolação e os ricos à ansiedade, vício e violência. É preciso tempo para curtir a montanha, o litoral, a floresta, como parte de um período de auto-medicação. Toda perda de lugares selvagens reduz o bem-estar humano.
8 - Justiça social, igualdade de gênero e paz internacional: guerra, sexismo, racismo e injustiça não apenas causam sofrimento direto mas também contribuem para catástrofes ecológicas.
9 - Diminuir a população humana: a civilização humana que entende a natureza limitará sua interferência no planeta reduzindo seu tamanho. Um passo positivo para tal é reduzir, nos próximos dois séculos, talvez, a população humana para cerca de 1 bilhão de pessoas - mais ou menos o equivalente à população mundial no século 19. Os direitos das mulheres à contracepção poderia contribuir para atingirmos esse objetivo. A discussão sobre a população mundial envoca direitos humanos, direitos culturais, racismo e imigração. Quem tem o direito de dizer a outros humanos para que não se reproduzam? A resposta é que o planeta Terra tem o direito e o exercerá se nós não o fizermos. Uma população humana excessiva reduz a qualidade de vida e de tudo o mais.
10 - Simplicidade: aprender a melhorar a qualidade de vida das maneiras mais simples e com menor interferência na natureza. Isso requer uma mudança de expectativas, a redescoberta do prazer da simplicidade e um ambiente de apoio - os prazeres da natureza, paz, comunidade, família e criatividade. Menos coisas, mais paz de espírito.
11 - Ação: não resolveremos nosso dilema com filosofia e slogans apenas. A nova sociedade humana ambiental requer ação em todos os níveis. Primeiramente, precisamos proteger a vida selvagem e relocalizar a sobrevivência humana.
12 - Desde o advento dos impérios, agricultura e vida urbana, a humanidade tem procurado pelo paraíso em vários lugares errados - em riqueza, poder, dinheiro e reinos invisíveis além do tempo e do espaço. Nós humanos parecemos ter um senso inato de mistério, mas fracassamos em idolatrar o que nos sustenta, que é o planeta.
(Para ler o texto de Rex Weyler na íntegra, clique aqui)
A natureza tem valor, leis e limites. Não adianta apenas colar uma etiqueta ‘verde’ em nossas ações e mantê-las iguais ao que eram antes. Há quem diga que isso tudo é pregar o fim de confortos duramente conquistados pela humanidade. Balela. Ir à padaria de carro não é questão de conforto, mas de preguiça. Ter zilhões de eletrodomésticos em casa para fazer a mesma coisa não é prático, é ostentação oca. Se empanturrar de carne e depois tomar um monte de remédio pra curar doenças esquisitas é tão estúpido quanto viver reclamando do trânsito de São Paulo e nunca pegar um ônibus ou trem, alegando que não são transportes de qualidade.
Vai, somos mais inteligentes do que isso… Ou continuaremos a ser apenas macacos?
Posted by escriba on 19 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, documentario, filmes, internet

Documentário O Mundo Segundo a Monsanto, da jornalista francesa Marie-Monique Robin, voltou à internet - encontrei no Dandelion Salad e no Wide Eye Cinema. Se vc ainda não viu, aproveita. É um documentário excelente sobre as práticas da empresa desde os tempos em que era uma gigante fabricante de produtos químicos até os dias de hoje, que se vende como companhia de produtos agrícolas.
Só não entendo porque a National Film Board of Canada, detentora dos direitos do filme, tem se desdobrado pra impedir que ele seja veiculado na internet - já tirou do Youtube, do Dailymotion e Google Video, entre outros. Será que os caras não percebem que sem a internet, esse documentário está fadado ao esquecimento, já que poucas redes de cinema, TV ou TV a cabo têm a disposição de bater de frente com uma empresa tão poderosa quanto à Monsanto?
Mas enfim… eles tiram, a gente põe!
E outra boa notícia é que o Parlamento francês recusou na semana passada um projeto de lei sobre transgênicos que não garantia a segurança dos plantios do país contra a contaminação genética provocada pelos cultivos geneticamente modificados. Vale lembrar que a última reunião da conferência sobre o Protocolo de Cartagena, em Bonn, terminou sem que fossem determinadas regras claras de punição para os responsáveis por essa contaminação - a Monsanto, por exemplo. Leia mais sobre o assunto no blog Outra Agricultura.
Posted by escriba on 12 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, alimentação, consumo, fotografia, livros

Descobri (eu não, o Marcos) de onde vieram aquelas fotos maneiras das famílias e seu consumo semanal de comida, que eu publiquei no post Baixo consumo não é sinônimo de consciência ecológica. É um reportagem especial da Time, sobre o livro Hungry Planet, do fotógrafo Peter Menzel. E não são apenas nove fotos, mas 25. Foi dividida em duas partes - a primeira tem 15 fotos, a segunda tem 10. São 30 famílias em 24 países. O Brasil não está incluido - fiquei até com vontade de fazer umas fotos do que seria o consumo semanal da minha família, por exemplo.
Na Amazon dá pra dar uma xeretada no conteúdo do livro, que é de 2005.
Posted by escriba on 09 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação
Acabei de subir no site do Greenpeace (na seção de Consumidores) a entrevista que fiz com a chef de cozinha Morena Leite, do restaurante Capim Santo - de SP e Trancoso. Faz parte de uma série dedicada à importância dos produtos orgânicos na alimentação e para o meio ambiente. Antes eu já tinha conversado com o Claude Troisgros (restaurante Olympe, no Rio) e a Flávia Quaresma (Bistrô Carême). Mês que vem tem mais!
Segue um trecho:
É possível viver hoje apenas consumindo produtos orgânicos?
Sim, já é possível se viver só de produtos orgânicos, mas a logística e o custo deixa tudo muito inviável, pelo menos por agora. O governo precisa incentivar e aumentar o crédito dos agricultores e agrônomos que têm se esforçado em ampliar as plantações orgânicas, respeitar as normas (que não são poucas) e continuar as pesquisas que prezam as formas naturais de controlar e combater pragas. Mesmo que isso venha incomodar as distribuidoras de alimentos industrializados. Como o governo nada faz sozinho, nós, que somos maior que ele, podemos colaborar modificando nossas escolhas e hábitos alimentares para gerar uma pressão natural.
E de quebra ela enviou uma receita com ingredientes orgânicos:
Sopa de cenoura orgânica com raspas de gengibre e pimenta dedo-de-moça (2 porções)
1 kg de cenouras
1 litro de água
1 colher de sopa de azeite extra virgem
4 dentes de alho
1 colher de chá de gengibre ralado
1 colher de café de pimenta dedo de moça picada
Sal a gosto
2 colheres de sopa de salsinha picada.Coloque na panela a água, as cenouras inteiras (apenas raspe a casca), o azeite, o alho, o gengibre e a pimenta e o sal.
Leve a panela ao fogo e cozinhe até que a cenoura fique bem macia.
Retire a cenoura da água e passe por um espremedor ou amasse-a com um garfo e devolva na panela mexendo até engrossar um pouco.
Sirva em cumbucas de porcelana e salpique a salsinha para decorar.
Posted by escriba on 08 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, comportamento, consumo, imprensa
Em jornalismo, não é incomum a gente ver títulos de matérias que pouco ou nada têm a ver com seu conteúdo. Muitas vezes, o texto não traz informação que renda um bom título, ou o editor tem uma grande sacada e resolve dar o que chamamos de esquentada no título, pra atrair a atenção do leitor. Foi o que fizeram com a pesquisa da revista National Geographic, o Greendex 2008: Escolha do Consumidor e Meio Ambiente.
O tal Greendex consultou, pela internet, consumidores de 14 países sobre seus hábitos de consumo, transporte, habitação e alimentação, e apontou brasileiros e indianos como os mais verdes do mundo, seguidos dos chineses, mexicanos, húngaros, russos, ingleses, alemães, australianos, espanhóis, japoneses, franceses, canadenses e, por fim, americanos.
A impresa, com aquela profundidade de um pires que lhe é característica, cravou: brasileiros e indianos são os que mais respeitam o meio ambiente. Nada mais falso. Ora, está claro que países em desenvolvimento aparecem na frente não porque seus habitantes têm maior consciência ecológica, mas pelo simples fato de que eles não têm o mesmo padrão de consumo dos países desenvolvidos. Um indiano não gasta menos energia elétrica que um japonês, um chinês não come menos produtos industrializados que um inglês, um brasileiro não compra menos bugigancas que um americano por ser mais ambientalmente responsável. Essa afirmação é falsa. Eles, isso sim, causam é menos impacto ambiental com seus hábitos de consumo, porque seu atual nível sócio-econômico não lhes permite ter o mesmo padrão de vida que os europeus, americanos e japoneses. Se lhes for dada a chance - e a tal globalização vive pregando isso - consumirão tanto ou mais. E o planeta que se vire para sustentar tudo isso! A questão não é apenas a quantidade do que se consome, mas a qualidade desse consumo.
O site Story of Stuff, da ativista Annie Leonard, traz um dado interessante: 99% do que o americano compra vai pro lixo após apenas seis meses de uso! Não é de se estranhar. A base da economia americana é diretamente ligada ao consumo - tanto que, para resolver o problema da atual recessão, o presidente Bush está enviando cheques de até US$ 600 para cada americano que ganha até um X por mês para que ele gaste em compras. O padrão lá é: compre o quanto puder para que a economia americana não afunde. Não tá funcionando a contento e, pior, vai acabar afundando o planeta inteiro!
A propósito: recebi por email uma série de fotos que revelam de maneira bem interessante como é o consumo alimentar em uma semana de famílias típicas de nove países diferentes - Alemanha, Estados Unidos, Itália, México, Polônia, Egito, Equador, Butão e Chade. Não sei de onde veio essa série, mas as (belas) fotos falam por si:

(Alemanha: Família Melander de Bargteheide. Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares)

(Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte. Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares)

(Italia: Família Manzo da Secília. Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares)

(México: Família Casales de Cuernavaca. Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares)

(Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna. Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares)

( Egito: Família Ahmed do Cairo. Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares )

(Equador: Família Ayme de Tingo. Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares )

( Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey. Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares )

( Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing. Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares)