Estréia no Brasil o filme Watchmen, baseado na HQ de mesmo nome do Alan Moore. Apesar de querer muito ver o filme, não sou louco de ir ao cinema no primeiro fim de semana. Tem muita fila, gente mal-educada nas salas (ainda mais em filme blockbuster como esse), sufoco para conseguir um lugar legal. É muito mico. Vou deixar pra ir ao longo da semana.

Só espero que não tenha detonado muito o trabalho do mestre Moore, como fizeram em Liga Extraordinária e Do Inferno (e também em V de Vingança, mas menos). Mudaram o final, disseram por aí, dando uma suavizada na porrada no estômago que o original nos dá. Vamos ver o que isso significa. Já comecei a reler a HQ original pra fazer a comparação.

Hoje a Wired publicou em seu site um texto bem legal em que esmiuça as origens e influências de Watchmen. As origens são heróis obscuros dos quadrinhos americanos da década de 1960, como The Question e Capitão Átomo. Entre as influências estão o beatnik William S. Burroughs e… Moby Dick, clássico de Herman Melville! Sim, Alan Moore queria que Watchmen fosse considerado o Moby Dick dos quadrinhos! A HQ tem até trilha sonora sugerida: Iggy Pop, Richard Wagner e Bob Dylan, entre outros. Será que esse som está no filme? A conferir.

Ah, um detalhe curioso: enquanto no Brasil a Wikipedia ainda inspira desconfiança de muita gente, a conceituada Wired recheia seu texto sobre Watchmen com links para a enciclopédia livre, em sua versão em inglês.