Marta Suplicy anunciou hoje sua candidatura à Prefeitura de São Paulo. Trabalhei na gestão dela por dois anos (2002 a 2004) como assessor de imprensa da Secretaria de Assistência Social e do seu programa de inclusão digital que tinha como carro-chefe os telecentros. Arrisco a dizer que ela foi foi a melhor prefeita que a cidade já teve - pau-a-pau com a administração Erundina. Entre erros (túnel da Rebouças, ponte estaiada na marginal Pinheiros) e acertos (CEUs, telecentros, Bilhete Único, corredores de ônibus, revitalização do centro), o saldo foi muito bom. Por isso é minha candidata. Volta, Marta!!

E não à toa Marta já lidera as pesquisas de opinião: 30% das intenções de voto dos paulistanos, contra 28% de Alckmin. Páreo duro. Ainda mais sabendo que a imprensa paulista vai toda pender para o lado do tucano - sem dar a cara a tapa, claro, porque o negócio é posar de vestal da imparcialidade…

Por falar no imprensalão, a Folha publicou hoje entrevista com minha candidata. Ela diz que dará atenção especial à questão do transporte na cidade, que está próximo do colapso, confira:

FOLHA - Se eleita, qual será a prioridade de sua nova gestão?
MARTA - Transporte. Neste momento, não dá para pensar em outra. O paulistano não tem mais condição de viver no caos.

FOLHA - Qual é a sua proposta?
MARTA - Será um esforço de guerra. No longo prazo, vamos unir esforços para superar 20 anos de atraso no metrô. Apresentei ao presidente a proposta de unir município, Estado e União num investimento de R$ 12 bilhões em seis anos para mais do que dobrar a atual rede. No médio prazo, faremos 200 km de corredores -no nosso primeiro governo fizemos 100 km. Paralelamente, faremos obras viárias para melhorar a fluidez do trânsito. No curto prazo, revitalizaremos os corredores existentes para retomar a velocidade que possuíam quando implantados. Daremos um choque de gestão no trânsito. Precisamos investir pesado em tecnologia, informatizando todos os corredores e ampliando significativamente os semáforos inteligentes, colocando mais marronzinhos na rua para garantir fluidez e cumprimento da lei, restringindo o estacionamento nas principais vias. Diferentemente do que ocorreu no meu primeiro governo, a prefeitura hoje tem dinheiro, graças à situação econômica do país.

FOLHA - A sra. ampliaria o rodízio?
MARTA - Rodízio é medida de quem não tem plano.

Leia a íntegra da entrevista aqui.

Acho que Marta poderia marcar um golaço de placa se promovesse na cidade a instalação de bicicletários, ciclovias e ampliação de espaços públicos para pedestres e ciclistas, restringindo ao máximo a circulação de carros particulares no centro expandido. O investimento em metrô e corredores de ônibus é importante mas não suficiente para melhorar a circulação na cidade e muitos menos para melhorar a qualidade de vida de quem vive por aqui.

Quem sabe ela não se liga na experiência de Bogotá?

(A dica de sempre: desligue a rádio antes de começar a ver o vídeo aqui)