May 2008
Monthly Archive
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Posted by escriba on 30 May 2008 | Tagged as: internet

Como promoção do novo Firefox 3, o pessoal do Mozilla quer bater o recorde de downloads de um mesmo programa no período de 24 horas. A data de lançamento ainda não foi anunciada, mas você pode se inscrever na página para receber o aviso. Mais de 300 mil internautas já se inscreveram. No Brasil, por enquanto, cerca de 20 mil. Mais um agora, claro!
Posted by escriba on 29 May 2008 | Tagged as: imprensa

Os (tu) barões da mídia vivem afirmando por aí que a imprensa livre e plural é um dos principais pilares da democracia. É muito cinismo, não? Senão, vejamos: livre ela não é, basta ver o silêncio que adota quando o assunto são os riscos dos transgênicos para o meio ambiente e nossa saúde, sucesso do Bolsa-Família ou importância de uma reforma agrária; plural muito menos. Pegue os cinco principais jornais brasileiros - Folha, Estado, Globo, Zero Hora e Correio Braziliense - e confira a impressionante coincidência no tratamento que dão às questões citadas. E a tendência é piorar, pelo que li hoje no blog Coleguinhas: o Estadão está mal das pernas e o grupo Globo já tá de olho grande.
Que mal há nisso? Faça uma visitinha à página do pessoal do Stop Big Media e confira.
Posted by escriba on 28 May 2008 | Tagged as: Uncategorized

A Anistia Internacional produziu um mapa muito louco com a síntese dos muitos conflitos que já fizeram muito estrago por aí. Peguei lá no Sierra Maestra (onde vc pode ver o mapa ampliado), que por sua vez achou no Strange Maps.
Posted by escriba on 28 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs

Quando se fala em custos da energia nuclear, os cabeça-de-milico e afins dizem que são menores que os de projetos de geração renovável como solar e eólica. Só que eles não contabilizam o valor do desligamento, desmontagem e armazenamento (processo conhecido como descomissionamento) de todo o lixo nuclear após o fim do funcionamento dessas usinas. Uma usina nuclear tem prazo de validade de uns 40 anos, talvez 60 se for recauchutada. Angra 3, por exemplo, está orçada em cerca de R$ 8 bilhões pelo governo brasileiro, mas sem levar em conta o alto valor do descomissionamento.
Não existe país no mundo que tenha apresentado solução definitiva para o problema. Nem a França, que tem cerca de 75% de sua geração de energia elétrica dependente de usinas nucleares, nem os Estados Unidos e seus 110 reatores. Quando essas usinas forem desligadas, fazer o que? Bombardear o sol, enviar tudo pro espaço, jogar no fundo do mar, enterrar em minas antigas ou no meio de montanhas? Por mais absurdo que pareçam, essas hipóteses foram cogitadas.
Além da bomba-relógio que deixamos para as gerações futuras, ainda há o problema do alto custo. Esta semana, um representante da Autoridade de Descomissionamento Nuclear da Inglaterra revelou que o custo de se ‘limpar’ quatro usinas britânicas poderá chegar a incríveis 75 bilhões de libras! Dezenove reatores deverão ser desligados e desmontados nas próximas décadas por lá e a conta vai ser paga pelos ingleses, via governo. Não à toa empresa privada alguma investe nesse setor se o governo não colocar bilhões em subsídios. Além disso, muitos dos lugares ficarão estragados para sempre, segundo autoridades do governo.
O fato dos programas nucleares em todo o mundo serem caros e ineficientes é argumento suficiente para evitarmos essa opção. Não faz o menor sentido. Combater o aquecimento global? Esquece. Seriam necessárias dezenas de usinas construídas em tempo recorde para fazer alguma diferença - e ainda assim teríamos dezenas de usinas para desmontar e armazenar ninguém sabe aonde.
Como bem diz o cientista americano Amory Lovins, especialista em energia renovável, o suposto renascimento da energia nuclear como opção energética é como desfibrilar um cadáver: ele vai pular, mas não reviver. E diz que o iminente derretimento do mercado de energia nuclear é bom para o desenvolvimento mundial. Saca só:
O derretimento do mercado de energia nuclear é bom para o desenvolvimento mundial: economizar eletricidade precisa de mil vezes menos capital e recompensa cerca de 10 vezes mais rápido do que fornecer mais eletricidade. Mudar as fontes de financiamento para a economia de eletricidade pode potencialmente transformar o setor de energia em uma rede de outras necessidades de desenvolvimento. Além disso, um sistema eficiente, diverso, disperso e renovável de energia pode tornar impossível o fracasso de fornecimento de energia.
Leia aqui o artigo na íntegra.
Posted by escriba on 28 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, comportamento
A fur scum está com um blog pretensamente ecológico e diz que quer discutir meio ambiente com os visitantes. É claro que todos nós podemos mudar hábitos e levar a vida ambientalmente sustentável, mas… sinceramente? O caso aqui está mais para maquiagem verde. É só conferir o estilo de vida dela e comprovar. O caso é que a modelo sofreu um bocado no passado com grupos de defesa de animais, como o Peta, e tenta desde então refazer a imagem. Tomara que a jogada de marketing fique pra valer com o tempo…
Posted by escriba on 27 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, civilização, comportamento, consumo

Está no ar mais um artigo de Rex Weyler, escritor, jornalista e ecologista, sobre a história do ambientalismo e, por tabela, do Greenpeace. No texto deste mês, Weyler discute o consumo consciente e a importância de termos a noção de que o planeta é finito, seus recursos idem, mas a voracidade humana não. Ou mudamos isso ou vamos todos pro buraco - ricos, pobres, ecologistas, desenvolvimentistas, políticos, cidadãos e quem mais por aqui estiver.
Ele lembra os estudos feitos pelo economista britânico Thomas Malthus sobre a sinuca de bico que enfrentamos por conta do crescimento populacional desmedido. Temos cada vez mais gente no planeta, que consome e desperdiça de montão e só pensa em ter mais e mais. A atual crise dos alimentos é apenas a ponta do iceberg desse imenso problema. Mais pela tacanhice de governos e empresas que apostam num modelo falido de agricultura industrial do que pela falta de soluções. E isso vale para toda a cadeia de produção existente. Ela não é sustentável, reciclável, justa, equitativa, bem distribuída e geradora de riqueza, pelo contrário.
Na segunda-feira, em Bruxelas, o Greenpeace fez um protesto pra lá de divertido contra o lobby da indústria automobilística que prefere colocar o clima em xeque a perder alguns caraminguás de lucro. Desfilando pelas ruas da cidade belga com um carro similar ao da família Flintstones, os ativistas criticaram as empresas de carros que sabotam há anos a adoção de leis na Europa que reduzam as emissões de carbono de seus veículos. Para essas empresas, a tecnologia (etanol, carros híbridos, etc) vai nos salvar - como os transgênicos acabariam com a fome e os computadores reduziriam o consumo de papel e salvariam as florestas. Nada disso aconteceu, mas a mesma mentira continua sendo vendida como panacéia a todos os males ambientais. Até quando?
Do jeito que levamos a vida atualmente, a questão não é se vamos desaparecer, mas quando. Temos tempo para mudar isso? Talvez. Se não dermos o primeiro passo, sempre o mais difícil, não rola mesmo. Já deu o seu?
Pra facilitar, traduzi 12 idéias apresentadas por Weyler em seu artigo, compiladas por ele em textos de pensadores ecológicos como Arne Naess, filósofo e montanhista norueguês; Paul Shepard, ambientalista americano; Rachel Carson, ambientalista, escritora e cientista americana; e Bob Hunter, jornalista canadense, um dos fundadores do Greenpeace; entre outros. São os fundamentos da ecologia profunda, em que nós, seres humanos, não somos nem melhores nem piores do que tudo o mais que existe no planeta. Só a convivência harmoniosa entre seres vivos e meio ambiente garantirá nossa sobrevivência. Vamos às idéias:
1 - A importância do valor intrínseco do selvagem, natureza, diversidade, simbiose e complexidade, independentemente dos desejos humanos ou sua existência.
2 - Tudo na natureza existe em sistemas interligados. Nenhuma espécie opera independentemente. A unidade de sobrevivência da evolução é “espécies-em-um-ambiente”, co-existindo com todos os outros sistemas de vida.
3 - O senso humano de ’ser’ expandiu-se para incluir esses sistemas vivos. A popular noção de economia em que as pessoas agem como perseguidores privados de felicidade permanece como um conceito trágico, destinado ao fracasso.
4 - Biocracia: expandindo a idéia de ‘direitos’ para todas as coisas, mas mais importante para o sistema ecológico em si, e portanto limitando a interferência humana na natureza.
5 - A natureza não é um ‘recurso’: Os elementos da natureza que chamamos de ‘recursos’ também fornecem recursos para tudo o mais que vive no planeta e têm valor em si mesmos. Um rio é uma parte viva de um sistema, não apenas um ‘recurso’ para servir a propósitos humanos.
6 - Desenho ecológico: nossas ferramentas devem imitar e trabalhar com os hábitos, leis e desenhos da natureza. Têm que ser 100% recicláveis, usar o mínimo de energia possível, integrar sistemas vivos, ter baixo impacto e assim por diante.
7 - A destruição da ecologia de suporte traumatizou a humanidade e levou os pobres a mais pobreza e desolação e os ricos à ansiedade, vício e violência. É preciso tempo para curtir a montanha, o litoral, a floresta, como parte de um período de auto-medicação. Toda perda de lugares selvagens reduz o bem-estar humano.
8 - Justiça social, igualdade de gênero e paz internacional: guerra, sexismo, racismo e injustiça não apenas causam sofrimento direto mas também contribuem para catástrofes ecológicas.
9 - Diminuir a população humana: a civilização humana que entende a natureza limitará sua interferência no planeta reduzindo seu tamanho. Um passo positivo para tal é reduzir, nos próximos dois séculos, talvez, a população humana para cerca de 1 bilhão de pessoas - mais ou menos o equivalente à população mundial no século 19. Os direitos das mulheres à contracepção poderia contribuir para atingirmos esse objetivo. A discussão sobre a população mundial envoca direitos humanos, direitos culturais, racismo e imigração. Quem tem o direito de dizer a outros humanos para que não se reproduzam? A resposta é que o planeta Terra tem o direito e o exercerá se nós não o fizermos. Uma população humana excessiva reduz a qualidade de vida e de tudo o mais.
10 - Simplicidade: aprender a melhorar a qualidade de vida das maneiras mais simples e com menor interferência na natureza. Isso requer uma mudança de expectativas, a redescoberta do prazer da simplicidade e um ambiente de apoio - os prazeres da natureza, paz, comunidade, família e criatividade. Menos coisas, mais paz de espírito.
11 - Ação: não resolveremos nosso dilema com filosofia e slogans apenas. A nova sociedade humana ambiental requer ação em todos os níveis. Primeiramente, precisamos proteger a vida selvagem e relocalizar a sobrevivência humana.
12 - Desde o advento dos impérios, agricultura e vida urbana, a humanidade tem procurado pelo paraíso em vários lugares errados - em riqueza, poder, dinheiro e reinos invisíveis além do tempo e do espaço. Nós humanos parecemos ter um senso inato de mistério, mas fracassamos em idolatrar o que nos sustenta, que é o planeta.
(Para ler o texto de Rex Weyler na íntegra, clique aqui)
A natureza tem valor, leis e limites. Não adianta apenas colar uma etiqueta ‘verde’ em nossas ações e mantê-las iguais ao que eram antes. Há quem diga que isso tudo é pregar o fim de confortos duramente conquistados pela humanidade. Balela. Ir à padaria de carro não é questão de conforto, mas de preguiça. Ter zilhões de eletrodomésticos em casa para fazer a mesma coisa não é prático, é ostentação oca. Se empanturrar de carne e depois tomar um monte de remédio pra curar doenças esquisitas é tão estúpido quanto viver reclamando do trânsito de São Paulo e nunca pegar um ônibus ou trem, alegando que não são transportes de qualidade.
Vai, somos mais inteligentes do que isso… Ou continuaremos a ser apenas macacos?
Posted by escriba on 21 May 2008 | Tagged as: Uncategorized

A lua tava linda ontem, cheia toda vida. E foi aí que me toquei: lua cheia em maio é aniversário de Buda. Aliás foi quando ele também recebeu a iluminação e atingiu o Nirvana. Parabéns, ô figura!!
Sempre uma boa oportunidade para repensar algumas coisas… No site do Templo Zu Lai, há 100 recomendações para a vida feitas pelo mestre Hsing Yün. As 10 primeiras:
Descubra seu maior defeito e disponha-se a corrigi-lo.
Escolha até três exemplos de vida e determine-se a segui-los.
Tenha força e sabedoria para resistir às tentações do mundo.
Cultive a força da tolerância de forma a compreender, aceitar, assumir responsabilidades, ter determinação e melhorar as circunstâncias externas. Então, passe a cultivar a tolerância pela vida, a tolerância por todos os darmas e a tolerância pelos darmas não-surgidos de maneira a transformar o cultivo da tolerância em força e sabedoria.
Aprenda a se adaptar à pressão externa e não se deixe afetar por ela.
Seja ativo e destemido. Pense antes de agir.
Envergonhe-se do que ignora, do que é incapaz, do que o torna impuro e rude.
Faça com freqüência algo que toque o coração das pessoas.
Sinta-se bem sob qualquer circunstância, siga as condições corretas, esteja sempre livre de aflições e faça tudo com alegria no coração.
Ser corajoso e virtuoso é ter a capacidade de admitir os próprios erros.
Posted by escriba on 21 May 2008 | Tagged as: livros

O livro Máquina de Pinball foi liberado para download pela editora Conrad e, claro, agora tá disponível na Biblioteca do Escriba também. O texto da gaúcha Clarah Averbuck me lembra um pouco o de Irvine Welsh, autor de Trainspotting e sua continuação, Pornô. Desbocada, descolada, desorientada, desobediente. Clarah é ducaralho! Boa leitura!
Ah, e ela tem um blog também, o Adiós Lounge. Maneiro.
Posted by escriba on 20 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, boca no trombone
Ontem à noite o Minc se reuniu com Lula e levou um decálogo de propostas que considera fundamentais para fazer uma boa gestão no Ministério do Meio Ambiente. Estavam entre elas a criação de uma Guarda Nacional Ambiental, com civis e militares; aumento substancial na verba do ministério e a manutenção da resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que veta a concessão de crédito público a fazendeiros envolvidos em crimes ambientais. Parece que obteve apoio do presidente para todas elas, e também da ministra Dilma Roussef - tida como madastra da política ambiental por muitos.
Meu vereador mandou bem (sempre votei no Minc quando morava no Rio). Mas o gol de placa foi levar à reunião em Brasília a proposta do Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia, ou simplesmente Desmatamento Zero, que foi lançado em outubro passado por nove ONGs - Greenpeace, Instituto Socioambiental, Instituto Centro de Vida, The Nature Conservancy, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, Conservação Internacional, Amigos da Terra e WWF.
A Marina era fã desse pacto e Minc parece que também é. Basicamente o projeto prevê o fim do desmatamento até 2015 com a injeção de R$ 1 bilhão por ano para compensar quem reduzir efetivamente a derrubada da floresta na região, além de pagar serviços ambientais. O dinheiro viria do governo brasileiro e também de outros países, instituições e fundos interessados em manter a Amazônia em pé.
O timing de aceitação do projeto não poderia ser melhor, justamente no momento em que começam a pipocar na imprensa internacional matérias discutindo uma possível internacionalização da Amazônia - a última delas veio do New York Times. Recentemente a BBC também produziu um extenso material sobre o tema, bem como os jornais The Guardian e The Independent.
Lula já deu a senha - e Minc e boa parte do movimento ambientalista atuante no Brasil também: a Amazônia é patrimônio da humanidade, mas sob gerência brasileira. Quer ajudar? Financie projetos do Desmatamento Zero no Brasil. A floresta agradece!
O Greenpeace fez uma proposta ainda mais ampla hoje na reunião da Convenção da ONU sobre Biodiversidade, que tá rolando na Alemanha, englobando todas as florestas tropicais do planeta. É um fundo internacional para o qual as nações mais ricas do mundo - e que mais poluíram até hoje - serão chamadas a contribuir para aumentar a governança em países e regiões em desenvolvimento com grandes áreas de florestas, como Brasil, Indonésia e países africanos. Os recursos podem chegar a 14 bilhões de euros por ano. Leia detalhes aqui.
Parece muito dinheiro, mas não é se levarmos em conta que o desmatamento das florestas tropicais é responsável por aproximadamente 20% das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera – mais do que as emissões de todos os aviões, trens e carros do mundo inteiro. O Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases estufa, graças às queimadas promovidas na Amazônia.
E por falar em floresta, o Greenpeace está lançando a campanha Meia Amazônia Não!, para tentar barrar o projeto de lei 6424/2005, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). O projeto não foi apelidado de Floresta Zero à toa. Se for aprovado, vai diminuir a reserva legal em propriedades privadas na Amazônia de 80% para 50% e promover o plantio dos chamados cultivos energéticos (dendê, eucalipto, babaçu, cana-de-açúcar e afins) na região, além de permitir que áreas desmatadas num bioma sejam compensadas em biomas diferentes - ou seja, na prática poderá deixar regiões inteiras no país sem mata.
Se você leu este post e tem alguma forma de ajudar a divulgar essa campanha - seja por email, msn, orkut, lista de discussão, blog, facebook, o que for -, mete bronca. A meta é atingir 100 mil assinaturas para mostrar ao Congresso e ao governo que estamos de olho e não queremos mais destruição na Amazônia.
Visite a página da campanha, é bem legal. Ao entrar, vc ganha uma folha e nela outras se agregam cada vez que vc convida alguém. Cada folha agregada começa marrom e vai mudando de cor conforme a participação do convidado - se ele assinar o manifesto, a folhinha dele agregada à sua fica amarela. Se além disso convidar outra pessoa para participar, vai ficar verde também, que nem a sua. Há um ranking de quem conseguiu mais adesões e assinaturas.
O projeto Floresta Zero está na bica de ser votado - e mesmo aprovado, já que a pressão da bancada ruralista e de governadores como Blairo Maggi (MT) e Ivo Cassol (RO) tem sido gigante. Os mesmos que vibraram com a demissão de Marina Silva não param de esfregar as mãos com essa possibilidade.
Ou ajudamos a zerar o desmatamento ou eles zeram com a floresta - e sem uma ponta de arrependimento.
Posted by escriba on 20 May 2008 | Tagged as: humor
E foi abatido a tapa! Não entendeu? Então veja o vídeo abaixo:
Posted by escriba on 19 May 2008 | Tagged as: livros

Já recomendei este livro antes e o faço de novo: Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído, uma coletânea de textos que discute a nossa dependência do carro e os ‘efeitos colaterais’ desse vício. Traz textos de Ivan Illilch e André Gorz, e dos grupos Aufheben, Car Busters e Reclaim The Streets. O livro pode ser baixado gratuitamente no site da editora Conrad até amanhã - depois disso, só aqui, na Biblioteca do Escriba.
Posted by escriba on 19 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, documentario, filmes, internet

Documentário O Mundo Segundo a Monsanto, da jornalista francesa Marie-Monique Robin, voltou à internet - encontrei no Dandelion Salad e no Wide Eye Cinema. Se vc ainda não viu, aproveita. É um documentário excelente sobre as práticas da empresa desde os tempos em que era uma gigante fabricante de produtos químicos até os dias de hoje, que se vende como companhia de produtos agrícolas.
Só não entendo porque a National Film Board of Canada, detentora dos direitos do filme, tem se desdobrado pra impedir que ele seja veiculado na internet - já tirou do Youtube, do Dailymotion e Google Video, entre outros. Será que os caras não percebem que sem a internet, esse documentário está fadado ao esquecimento, já que poucas redes de cinema, TV ou TV a cabo têm a disposição de bater de frente com uma empresa tão poderosa quanto à Monsanto?
Mas enfim… eles tiram, a gente põe!
E outra boa notícia é que o Parlamento francês recusou na semana passada um projeto de lei sobre transgênicos que não garantia a segurança dos plantios do país contra a contaminação genética provocada pelos cultivos geneticamente modificados. Vale lembrar que a última reunião da conferência sobre o Protocolo de Cartagena, em Bonn, terminou sem que fossem determinadas regras claras de punição para os responsáveis por essa contaminação - a Monsanto, por exemplo. Leia mais sobre o assunto no blog Outra Agricultura.
Posted by escriba on 19 May 2008 | Tagged as: livros

A biblioteca bolivariana do governo da Venezuela é uma boa fonte de livros de autores latino-americanos e todo seu acervo pode ser baixado em arquivos pdf. Entre os títulos, Literatura y Estetica, do jornalista peruano José Carlos Mariátegui (o da imagem acima), e A Nova Universidade, Um Projeto, de Darcy Ribeiro. Os livros estão em espanhol, mas nada que impeça a boa leitura. Mais uma boa aquisição para a Biblioteca do Escriba.
Posted by escriba on 16 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, politica
O texto é da Míriam Leitão. Pela primeira vez, em muuuuuito tempo, eu concordo com algo que ela escreve. Sem tirar nem por. Vou até me benzer…
O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse em sua primeira entrevista que quer discutir a política industrial. A declaração dele deve ter causado muita perplexidade no BNDES, no Ministério da Fazenda e no Ministério do Desenvolvimento: o que ele tem a ver com isso?
Minc está coberto de razão. Não existe mais no mundo a idéia de que o governo possa dar incentivo a empresas sem exigir a adoção de determinadas práticas ambientais. A política industrial focada em setores é bastante controversa, mas quando ela é utilizada pelos governos, ela exige contrapartida. Funciona para que o governo incentive e induza práticas modernas.
Por exemplo: está sendo cobrado do setor petroquímico que diminua emissões e poluição? não. Foi exigido do setor de madeira e imóveis que exporte madeiras certificadas? não.
Está no programa industrial que o setor vai receber incentivos e empréstimos para fazer campanha no exterior para vender mais móveis brasileiros lá fora. Mas isso não vai acontecer se a maderia não for certificada. Desse jeito, sempre ocuparemos um mercado marginal. A Petrobras é a única produtora de diesel no Brasil e há anos resiste a uma resolução do Conama para reduzir a poluição do combustível. O diesel do Brasil emite dez vezes mais enxofre do que o da Europa. Mas ninguém cobra nada da Petrobras.
Política industrial não é só dar financiamento e redução de impostos. Ela tem que induzir o setor da indústria a ir numa direção. A política industrial do governo Lula não ouviu nem uma vez o meio ambiente. Passou ao largo, como se no mundo de hoje, um setor pudesse ser impulsionado para o exterior sem cumprir requisitos ambientais.
O novo ministro Minc lembrou ao governo o óbvio. Mas às vezes até o óbvio precisa ser lembrado a quem está acostumado a pensar de forma velha.
Posted by escriba on 14 May 2008 | Tagged as: esporte, filmes, musica
Um dos melhores anúncios de todos os tempos, Next Level, da Nike (eu não compro tênis deles, mas os caras mandam bem pacas na publicidade. Um dia ainda me convencem…). O filme, mais uma obra-prima do Guy Ritchie, é bem bolado, executado e divulgado. E como se não bastasse, tem como trilha uma música foda de um dos meus grupos preferidos, Eagles of Death Metal.
Primeiro, o filme:
Agora, a banda, tocando o mesmo som, só que ao vivo:
Por fim, o clipe da música. Yummy!!
Posted by escriba on 14 May 2008 | Tagged as: boca no trombone, consumo
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Desde o último dia 19 de abril tento ter internet na minha casa, mas o Ajato/TVA não deixa. De lá pra cá, se tive uma semana de internet foi muito. Já liguei trocentas vezes pro serviço de atendimento ao consumidor e não consigo resolver. Mandam eu desligar o modem, religar, dar reboot, etc e necas. E aí querem marcar as visitas dos técnicos em horários dos mais esdrúxulos - chegaram a propor a hora do almoço… do Dia das Mães!!
Perdi a paciência. Além de não pagar as mensalidades (se vierem cobrar, vou à Justiça numa boa), só aceito agora que o técnico apareça lá em casa com horário marcado. A primeira tentativa foi hoje, e obviamente eles não cumpriram o combinado. E se não ligo pra saber pq o técnico não apareceu às 9 horas, ia ficar esperando que nem um palhaço, porque segundo a atendente, eles iriam passar lá em casa “até as 13 horas”. Recusei, claro. Eles remarcaram para sexta-feira, às 9h30. Não sei porque mas tenho quase certeza de que vão furar de novo…
Ia contar essa história no blog Tá Difícil…, mas cheguei atrasado - já tem inúmeros tópicos sobre o assunto por lá! O mais parecido com a minha queixa é este aqui. Quem tiver alguma reclamação pra fazer, mete bronca por lá!
Posted by escriba on 13 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, boca no trombone
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O grande calcanhar de Aquiles do governo Lula sempre foi a pouca atenção dada às questões ambientais. Liberou variedades transgênicas de soja e milho, colocando nossa biossegurança em risco; retomou o programa nuclear, enquanto outros países apostam em energias renováveis como a eólica e solar; incentiva desmatadores na Amazônia e ainda quer reduzir a reserva legal no país para incentivar o plantio de palmáceas e outras plantas consideradas energéticas (cana, babaçu, mamona, e por aí vai) na onda dos biocombustíveis. Agora, com a demissão da Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, definitivamente a agenda ambiental subiu no telhado do governo Lula.
Parece que estamos voltando no tempo, mais precisamente à década de 1970, quando a ordem era desenvolver a qualquer custo, colocando questões ambientais como entraves ao crescimento do país. Com a queda de Marina, o Brasil parece ter optado por um modelo predatório, a la China. Um desastre.
Segundo notícias que li, Lula teria ficado irritado com a forma como Marina saiu do Ministério. Pois eu fiquei foi puto, e com Lula, por ter permitido que a situação chegasse a esse ponto.
Posted by escriba on 13 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, blog
Para que as cenas chocantes desse pequeno vídeo não aconteçam mais nos oceanos do planeta, é preciso manter a moratória à caça comercial de baleias, instituída em 1987 na Comissão Internacional de Baleias (CIB) e criar santuários de baleias, como os já existentes no Oceano Índico (criado em 1970) e na Antártica (1994). Esses santuários protegem diversas espécies que estão ameaçadas de extinção, como as jubartes, segundo a lista da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES).
Muita gente pergunta por que temos que proteger as baleias, pra que elas servem, que mal tem caçá-las? Basicamente, as baleias são ícones da biodiversidade dos oceanos, são seres vivos mágicos, com complexa organização social e não fazem parte da cadeia alimentar humana - com exceção de povos tradicionais como os esquimós e alguns vilarejos mais afastados no Japão, Islândia e quetais. Mais interessante apostar no turismo de observação, atividade que vem crescendo e já movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano no mundo.
Em 1998, o Brasil propôs na CIB a criação do Santuário do Atlântico Sul, mas nunca se empenhou de verdade por sua criação. Por outro lado, países baleeiros como Japão e Noruega fazem lobby pesado para evitar a criação de santuários e derrubar a moratória à caça comercial. Agora em junho, haverá uma decisiva reunião da CIB em Santiago do Chile. O santuário do Atlântico Sul pode enfim sair do papel, mas para isso o Brasil tem que jogar todo seu peso político nesse sentido.
É para tal que o Greenpeace está com uma campanha online para o envio de uma carta pedindo que o presidente Lula convide outros países em desenvolvimento a apoiarem a idéia durante a reunião da CIB. O objetivo é chegar a 10 mil cartas. Até o momento, já foram enviadas 3.500 - e a data limite é 26 de maio, uma semana antes da reunião no Chile.
Peço 10 minutos do seu tempo para assinar a carta. É só clicar aqui, preencher o pequeno formulário e pronto.
Quem tiver blog e quiser ajudar, participe da blogagem coletiva que o blog Meu Veneno está articulando. A blogagem já tem até selinho de divulgação, esse aí debaixo. Bela iniciativa!
Posted by escriba on 12 May 2008 | Tagged as: canalhice, carro, imprensa, politica

Que a imprensa de São Paulo não é exemplo de jornalismo, não é novidade alguma. Mas com a internet, fica cada vez mais difícil para o (tu) baronato da mídia manter a pose de vestal. Afinal, o que antes embrulhava peixe agora circula pela internet com uma velocidade impressionante. Veja o caso da ponte estaiada da marginal Pinheiros, já apelidada de estilingão. Foi inaugurada no último fim de semana com pompa e circunstância e matérias elogiosas dedicadas a ela por Folha e Estadão. O protesto feito por grupos contrários à obra, que preferiam ver os milhões gastos em ciclovias, despoluição do rio Pinheiros, etc, foi relegado ao pé das páginas de culto ao segundo maior monumento paulistano ao automóvel - o primeiro, a meu ver, é o minhocão, aquela aberração malufista no coração de São Paulo.
(desligue a rádio pra curtir o vídeo da invasão dos ciclistas na inauguração do estilingão)
O estilingão, no entanto, já foi alvo de muita pedrada dos (tu) barões da mídia paulista, principalmente da Folha. Isso porque a obra foi iniciada na gestão Marta Suplicy, em 2005. E o projeto inicial incluía a construção de moradias populares para os moradores de favelas locais, as mesmas que a gestão Kassab/Serra quer tirar dali na marra, com o vergonhoso cheque despejo de R$ 5 mil. Eu particularmente acho que a ponte é horrível, mas o projeto da Marta era bem mais interessante e socialmente justo do que o executado por Kassab/Serra.
Mas o que dizia a Folha em 2005? Segue abaixo o editorial publicado em maio daquele ano (resgatado pelo blog do Favre):
PROJETO EXTRAVAGANTE
É acertada a decisão do prefeito José Serra (PSDB) de retomar as obras que ligam as avenidas Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) e a marginal Pinheiros, deixando de lado a construção de duas pontes sobre o rio Pinheiros, na zona sul da cidade, previstas no projeto original aprovado pela administração da ex-prefeita Marta Suplicy. A justificativa apresentada por José Serra é que a construção dessas pontes estaiadas (suspensas por cabos de aço) encareceria desnecessariamente a obra.
A cautela e a mudança do projeto original são procedentes. Com as pontes endossadas por Marta, toda a empreitada custaria nada menos que R$ 147 milhões. Sem elas, o custo total -que inclui outras alterações na malha viária, além da construção das alças- cai para R$ 85 milhões.
É duvidoso, ademais, que a venda em leilões dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), títulos que dão direito de construir além dos limites estabelecidos em certas áreas da cidade, possa gerar recursos suficientes para arcar com as despesas previstas inicialmente no projeto. No ano passado, os leilões desses papéis, realizados para angariar fundos para a construção das pontes, não conseguiram amealhar mais do que R$ 35 milhões, soma muito aquém da estimada para a conclusão das obras.
Além de cara, a construção dessas pontes suspensas está longe de ser uma prioridade para aquela área da cidade. A ligação da avenida Roberto Marinho com a marginal Pinheiros pode continuar a ser feita, sem maiores transtornos, através de duas outras pontes já existentes a apenas 800 metros do local. Essa circunstância, aliás, torna ainda mais extravagante -e suspeito- o projeto deixado pela gestão petista, para o qual, até aqui, não foram apresentadas justificativas convincentes.
A pergunta que não quer calar é: a Folha mudou de opinião porque o estilingão foi batizado com o nome de seu patrono, o (tu) barão Octavio Frias de Oliveira?