March 2008
Monthly Archive
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Posted by escriba on 31 Mar 2008 | Tagged as: fotografia
Fiz essa foto hoje de manhã com meu celular, na ponte da Cidade Universitária, chegando ao trabalho. Nem parece que estava um trânsito infernal e que o rio é o fétido Pinheiros…
Posted by escriba on 30 Mar 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, alimentação
Chegando ao Parque Villa-Lobos na manhã deste domingo, eu, Martim e Sofia fomos abordados por promotores da Nestlé que divulgavam uma marca de bebida à base de soja, o Sollys. Nos convidaram para experimentar o produto, com direito a barrinhas de cereais e aluguel gratuito (por meia hora) de bicicletas. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas… acompanhando as guloseimas vinham os famigerados copos e sacos plásticos. Observei que no lixinho ao lado de uma das promotoras havia dezenas de copos já descartados. Os sacos teriam, com certeza, o mesmo destino - provavelmente já no parque. Custava evitar? Afinal, o plástico demora cerca de 400 anos para desaparecer completamente do meio ambiente. Quantos milhares de copos e sacos plásticos foram fabricados para tocar essa promoção? Qual o impacto dessa singela promoção no meio ambiente?
A empresa que nos diz, no lema do produto, que mudar faz bem. O mesmo digo eu para a Nestlé. Não adianta ser verde apenas nas palavras, tem que pôr em prática.
Em tempo: recusei as bebidas e, felizmente, nem Martim nem Sofia aceitaram os brindes (barrinhas e folhetos) no saco plástico. Mas deram uma voltinha nas bikes…
Posted by escriba on 28 Mar 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, energia
Os ventos que sopram na península ibérica deram um gás na produção de energia na Espanha. As usinas eólicas geraram, no último fim de semana, mais de 40% de toda eletricidade do país - quase 10MW. A Espanha é líder mundial na produção de energia eólica e quer triplicar até 2020 a quantidade de energia que obtém de fontes renováveis.
A Espanha prova que investir em energia sustentável dá bom retorno - e mais cedo do que muitos apostam. Enquanto a União Européia prevê 20% de energia renovável apenas em 2020, os espanhóis conseguiram o dobro 12 anos antes! Não é pouca coisa não, mesmo considerando que o resultado foi obtido no meio do feriado de Páscoa, quando a demanda é menor.
E o Brasil querendo investir bilhões numa usina nuclear de 1.350MW… pff…
Posted by escriba on 27 Mar 2008 | Tagged as: musica
Amanhã, sábado, no Jazz nos Fundos, teremos a segunda noite dedicada à história do jazz. O estilo agora é o bebop de Charlie Parker, Dizzie Gillespie e Thelonious Monk, entre outros. O som ficará a cargo do grupo Wilson Teixeira e Quinteto. A casa fica na João Moura, 1076, fundos do estacionamento, e estará aberta das 19h à 1h. Eles não aceitam cartões de crédito nem de débito. E é bom chegar cedo porque costuma encher e o local tem lotação limitada.
EM TEMPO: Esse sonho eu tenho que contar. Estava no Jazz nos Fundos e, quando cheguei, vi uma figura saindo do carro, apoiado por um rapaz e um par de muletas. Era o Dizzie Gillespie em pessoa! E me disseram que ele iria tocar um pouco, trompete e… violão!! Mas a bizarrice não pára por aí. Uma vez lá dentro, estava sentado numa boa esperando o show começar quando o chão do lugar começa a encher de água. A enchente não parava e de repente estava todo mundo em pé nas mesas. Mais não lembro… Definitivamente eu tenho que ir lá amanhã… ![]()
Posted by escriba on 27 Mar 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, boca no trombone, imprensa

A Romênia decidiu hoje que vai banir do país o plantio e a comercialização do milho transgênico MON 810, da Monsanto, por conta de inúmeras evidências científicas que apontam o produto como danoso à saúde humana e ao meio ambiente. É o oitavo país europeu a tomar essa decisão, seguindo os passos da França, Suíça, Áustria, Grécia, Itália, Hungria e Polônia.
Detalhe: esse milho MON 810 é o mesmo que foi aprovado recentemente no Brasil pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e autorizado pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), que conta com a participação de 11 ministérios. No CNBS, a aprovação do MON 810 foi rejeitada pelos ministérios da Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário - ou seja, o tal milho será plantado e comercializado no Brasil, apesar do voto contrário dos órgãos governamentais que cuidam de nossa saúde, do meio ambiente e do desenvolvimento agrário. Os votos favoráveis vieram dos ministérios da Agricultura, Ciência e Tecnologia, Indústria e Comércio, Relações Exteriores - todos intimamente ligados à defesa do saldo de nossa balança comercial, que tem como motor o agronegócio. Para esse pessoal, o lucro vem sempre à frente de detalhes como saúde e meio ambiente.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no entanto, já mandou avisar: só dará o registro necessário para que produtos feitos com esse milho sejam comercializados no Brasil se a empresa responsável (Monsanto, no caso) conseguir comprovar sua segurança. Como a empresa nunca apresentou estudo algum desse tipo, o MON 810 não terá vida fácil por aqui. Ainda bem!
O que me deixa com a pulga atrás da orelha é o fato da imprensa brasileira praticamente ignorar essas informações. Foi assim quando a França, maior país agrícola europeu, decidiu também congelar suas plantações de milho transgênico até que se comprove sua segurança. Foi assim também em relação ao livro e ao documentário francês recém lançado que revelam os podres da Monsanto. Silêncio constrangedor. Não deverá ser diferente em relação à decisão romena. Destaque eles só dão quando quem fala é a indústria. Triste, mas verdade. Desafio um jornalista que cobre o assunto vir aqui e mostrar que não é assim. A blindagem é forte. Mas ainda temos a internet. Lutemos, pois!
Posted by escriba on 27 Mar 2008 | Tagged as: Uncategorized
Acabei de ler um bom artigo na versão online do Le Monde Diplomatique sobre o genocídio cultural que tá rolando no Tibete. Os chineses têm promovido o assassinato da cultura tibetana desde 1950, quando invadiram pra valer o país do Dalai Lama, e infelizmente não há sinais que de vão parar. Segue um trecho:
O Tibete deveria ter sido tombado por inteiro há décadas, pela Unesco, como Patrimônio da Humanidade. Seus mosteiros guardavam um imenso tesouro de fé, sabedoria e práticas religiosas que foi saqueado, dispersado e sistematicamente destruído pelos ocupantes maoístas durante décadas. O pouco que sobra hoje é minado pela modernização forçosa e sub-reptícia. Genocídio cultural quer dizer hoje as barulhentas comitivas de turistas chineses, vulgares e arrogantes, visitando como um lugar exótico o Palácio Potala, antigo mosteiro-mor e residência oficial do Dalai Lama e outros lugares sagrados do budismo tibetano. Quer dizer também hipermercados (chineses), bancos (chineses), eletrônica (chinesa), restaurantes e hotéis (para chineses) invadindo as cidades tibetanas. Quer dizer a ferrovia recém-inaugurada entre Pequim e Lhasa, na qual, além dos trens de carga, deverá viajar “o trem mais luxuoso do mundo”, segundo a propaganda, com “suítes cinco estrelas” para os turistas globais. Um detalhe: os vagões serão blindados, com vidros a prova de bala. Nunca se sabe…
Talvez só a Vaticano contenha um patrimônio cultural-religioso comparável aos tesouros guardados antigamente nas gigantescas lamaserias da Himalaia, onde milhares e milhares de monges produziam e conservavam obras-primas. A diferença é que o Tibete era − e só em parte ainda é − um país inteiro que vivia exclusivamente em função de seu sistema religioso, para sustentá-lo e eternizá-lo, sistema que proporcionava ao Tibete uma unidade fortíssima e identidade cultural milenária. Por isso mesmo, os chineses aplicaram-se, desde 1950, a destruir 70% dos mosteiros e matar metade dos monges tibetanos, obrigando finalmente o Dalai Lama ao exílio graças a uma fuga aventurosa, depois de muitas ameaças. Por isso, o Dalai Lama é a maior autoridade religiosa tibetana, e ao mesmo tempo seu único grande líder político.
O budismo, a cultura oriental e a cultura do mundo todo perderam no saque do Tibete. Mas a comunidade internacional não mexeu um dedo — assim como não nada fez na Armênia, em Biafra, Ruanda, e continua não fazendo no Darfur, etc. Vender Mercedes e Windows para os chineses é bem mais prioritário.
A íntegra do texto está aqui.
Posted by escriba on 25 Mar 2008 | Tagged as: Uncategorized
E vc pode ajudar assinando petição online que está rolando por aí - chegou pra mim hoje. Eles querem chegar a 1 milhão de assinaturas. A petição é endereçada ao presidente da China, Hu Jintao, e pede “cautela e respeito pelos direitos humanos” na resposta do país aos protestos no Tibete, além de defender negociações com o Dalai Lama para resolver a questão.
E os Jogos Olímpicos de Pequim estão chegando. Faltam seis meses. Eu particularmente defendo um boicote ao evento, mas a idéia parece que não vai vingar. Nem a Anistia Internacional é a favor! Vai entender… Dos países que participam dos Jogos, poucos são aqueles que querem ficar de mal com a China, grande parceiro comercial do momento. O dinheiro sempre fala mais alto. Por enquanto só a França admite pensar em boicote. A Inglaterra diz que não vai reprimir protestos quando a tocha olímpica passar por lá. Membros do grupo Repórteres Sem Fronteira (RSF) causaram rebuliço na Grécia (link com direito a vídeo da ação), durante a tradicional cerimônia em que a tocha olímpica é acesa. É deles a imagem que ilustra este post, show!
Enquanto isso os tibetanos tomam pancada. O pessoal de Mianmar também. Se nada acontecer para acabar com a opressão chinesa por lá, muita confusão vai rolar nos Jogos Olímpicos. É esperar pra ver.
Posted by escriba on 25 Mar 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, filosofia, livros
Comecei a ler esta semana um livro de contos que há anos ronda minha mesinha de cabeceira - Contos Cruéis, do escritor francês Villiers de l’Isle-Adam, conhecido por suas histórias de mistério/horror com nuances românticas e fantásticas. O primeiro conto do livro é Vera: um aristocrata sofre a perda da mulher com quem havia casado poucos meses antes e, de tanto pensar nela, consegue sua ressurreição fantasmagórica. É um tema deveras batido, mas que ganha beleza sem igual com Villiers, por sua delicadeza em tratar o tema. Achei a versão original do conto em francês e uma em inglês; nada em português.
O conto tem um quê hegeliano, de que a idéia move o mundo e que o mundo é uma grande e mutante idéia. Faz sentido. E por acreditar nisso é que me engajo em iniciativas como a Rede Ecoblogs, lançada oficialmente hoje (a versão beta, digamos assim, já vem rolando há alguns dias). Cinco blogs - entre eles o Escriba - pensam, discutem e espalham a idéia de que é possível viver de harmonia com o planeta, tirar dele o que for necessário, cuidar dele para garantir o futuro, pensar nele antes de consumir/produzir/descartar, apontar nele os crimes cometidos por quem só pensa no hoje (e no bolso).
A rede tem apoio da Fundação Mapfre, da agência Espalhe e, espero, seu também. Se quiser dar uma força, divulgue colocando um selo na sua página. E aparece lá na rede pra gente trocar uma idéia. Quem sabe ela não muda o mundo?
Posted by escriba on 24 Mar 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, alimentação, boca no trombone, documentario, livros
A revista CartaCapital publicou neste fim de semana uma ampla reportagem sobre o lançamento de um livro e de um documentário da jornalista francesa Marie-Monique Robin sobre a Monsanto - O Mundo Segundo a Monsanto. A empresa é a principal incentivadora da produção de transgênicos no mundo e o material de Robin (produzido pela rede de TV franco-alemã Arte TV) revela como ela conseguiu disseminar essa tecnologia com apoio de governos, cientistas e imprensa. A página oficial do documentário tem um bom trailer resumindo a história. A Monsanto não fica muito bem na foto não. Confira trechos da matéria da CartaCapital:
O trabalho cataloga ações da Monsanto para divulgar estudos científicos duvidosos de apoio às suas pesquisas e produtos, a exemplo do que fez por muitos anos a indústria do tabaco, relaciona a expansão dos grãos da empresa com suicídios de agricultores na Índia, rememora casos de contaminação pelo produto químico PCB e detalha as relações políticas da companhia que permitiram a liberação do plantio de transgênicos nos Estados Unidos. Em 2007, havia mais de 100 milhões de hectares plantados com sementes geneticamente modificadas, metade nos EUA e o restante em países emergentes como a Argentina, a China e o Brasil.
Marie-Monique Robin, renomada jornalista investigativa com 25 anos de experiência, traz depoimentos inéditos de cientistas, políticos e advogados. A obra esmiúça as relações políticas da multinacional com o governo democrata de Bill Clinton (1993-2001), e com o gabinete do ex-premier britânico Tony Blair. Entre as fontes estão ex-integrantes da Food and Drug Administration (FDA), a agência responsável pela liberação de alimentos e medicamentos nos EUA.
…
Não é de hoje, mostra o livro, que herbicidas da Monsanto causam problemas ambientais e sociais. Robin narra a história de um processo movido por moradores da pequena Anniston, no Sul dos EUA, contra a multinacional, dona de uma fábrica de PCB fechada em 1971. Conhecida no Brasil como Ascarel, a substância tóxica era usada na fabricação de transformadores e entrava na composição da tinta usada na pintura dos cascos das embarcações. Aqui foi proibida em 1981.
A Monsanto, relata a repórter, sabia dos efeitos perversos do produto desde 1937. Mas manteve a fábrica em funcionamento por mais 34 anos. Em 2002, após sete anos de briga, os moradores de Anniston ganharam uma indenização de 700 milhões de dólares. Na cidade, com menos de 20 mil habitantes, foram registrados 450 casos de crianças com uma doença motora cerebral, além de dezenas de mortes provocadas pela contaminação com o PCB. Há 42 anos, a própria Monsanto realizou um estudo com a água de Anniston: os peixes morreram em três minutos cuspindo sangue.
…
Segundo Robin, a liberação das sementes transgênicas nos Estados Unidos foi resultado do forte lobby da empresa na Casa Branca, principalmente durante o governo Clinton. Uma das “coincidências”: quem elaborou, na FDA, a regulamentação dos grãos geneticamente modificados foi Michael Taylor, que nos anos 90 fora um dos vice-presidentes da Monsanto.
…
A jornalista descreve ainda o que diz ser o poder da Monsanto sobre a mídia internacional. Cita, entre outros, os casos dos jornalistas norte-americanos Jane Akre e Steve Wilson, duramente sancionados por terem realizado, em 1996, um documentário sobre o hormônio do crescimento. No país da democracia, a dupla se transformou em símbolo da censura.
Os cientistas, conta o livro, são frequentemente “cooptados” pela gigante norte-americana. Entre os “vendidos” está o renomado cancerologista Richard Doll, reconhecido por trabalhos que auxiliaram no combate à indústria do tabaco. Doll faleceu em 2005. No ano seguinte, o jornal britânico The Guardian revelou que durante 20 anos o pesquisador trabalhou para a Monsanto. Sua tarefa, com remuneração diária de 1,5 mil dólares, era a de redigir artigos provando que o meio ambiente tem uma função limitada na progressão das doenças. Foi um intenso arquiteto do “mundo mágico” da Monsanto.
O documentário já está online, na íntegra, mas apenas na versão original, em francês. Mas já já alguém põe legendas na bagaça.
Posted by escriba on 24 Mar 2008 | Tagged as: blog, documentario, filmes

Se vc é fã de filmes documentários sabe o quanto é difícil encontrá-los em locadoras. Nos últimos tempos isso até que melhorou, graças ao sucesso de títulos como Tiros em Columbine, Fahrenheit 9/11, Super Size Me, Edifício Master, entre outros, mas não muito. Pois uma boa alma se compadeceu da gente e montou um blog totalmente dedicado ao gênero, o Central Doc. Vc pode baixar por torrent ou encomendar um DVD com seus filmes preferidos - de preferência, os listados na página.
Esse cara vai pro céu, ô se vai…
Posted by escriba on 23 Mar 2008 | Tagged as: HQs & charges, animação, musica
O que aconteceu quando Bob Dylan encontrou os Beatles em Nova York em 1964? Foi mais ou menos assim…
(Fonte: Ovelha Elétrica)
Posted by escriba on 23 Mar 2008 | Tagged as: livros

Olha só o que eu encontrei no Ovelha Elétrica, o melhor catálago do que rola de interessante na internet: a primeira antologia dos melhores contos brasileiros de ficção científica, publicada pela Devir (paraíso dos aficionados por HQs). Tem até Machado de Assis na parada!
E, de quebra, o pessoal do Ovelha também oferece a seção Fictorama, com contos de mestres como Arthur C. Clarke, Edgar Allan Poe, Ray Bradbury e William Gibson - que desde já vai para a Biblioteca do Escriba. Boa leitura!
Posted by escriba on 23 Mar 2008 | Tagged as: animais, animação
(pause a rádio pra não atrapalhar a sonzeira dessa animação)
Posted by escriba on 22 Mar 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs
Nasci e fui criado no Rio, mas não aprendi a surfar. No máximo pegava jacaré (ou bodysurfing, surfe de corpo) nas pequeninas ondas de Copa e Ipanema. Mas me amarro na cultura surfista, o respeito que têm pelo mar, a devoção, o companheirismo. Frequentei Saquarema na década de 1980 com uma turma de surfistas e curtia ficar horas a fio na praia, hipnotizado pelas ondas, pelas gatas, pelo perfume ambiente, pelo som. Tinha alma de surfista - mas não a habilidade…
Se nós tivéssemos metade do respeito pelo mar que os surfistas têm, talvez não estaríamos numa situação de quase colapso dos oceanos e rios do planeta. Agora mesmo, neste sábado de Aleluia, milhares de pessoas estão no litoral do país desfrutando as maravilhas que o mar proporciona, sem se preocupar com o que produzem de lixo, com o tipo de material que consomem nas praias (copos descartáveis, embalagens plásticas e de isopor), com o desperdício de água potável, com o esgoto que suas casas de veraneio joga no mar ou nos rios locais. Elas querem o máximo do mar, e devolvem o mínimo de respeito.
Anteontem eu assisti pela terceira vez o documentário Riding Giants, que conta a história do surfe e, em especial, dos que se aventuram em descer ondas gigantes. Tem passado direto no Sportv 2, mas se quiser ver online, tá aqui. A trilha sonora é bem legal também, eu fiquei ligado em especial na música que fecha o filme, This is the Sea, do Waterboys (de um disco homônimo do grupo, um dos melhores deles).
Só lembrei que hoje era o Dia da Água quando visitei, há pouco, o blog da dona joaninha. E a música dos Waterboys me veio de sopetão. E depois, imagens do filme. Enfim, sincronicidade é isso aí…
Agora eu escuto um trem
Está vindo lá embaixo
É seu, se você se apressar
Você ainda tem tempo suficiente
E você não precisa de bilhete
E você não paga multa
Porque aquilo era o rio
E isto é o mar!
Observe o mar!
Posted by escriba on 20 Mar 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, carro, comportamento, documentario
O Greenpeace Internacional lançou uma campanha para pressionar fabricantes de carros a produzirem veículos mais verdes e quer saber a sua opinião. E aí, o que é um carro verde para vc? No link vc também poderá escolher o pior carro do último Salão de Genebra, que rolou no início deste mês.
Estou há quase três meses sem carro e vou bem, obrigado. Tenho andado de casa para o trabalho (e vice-versa) todos os dias - já consigo fazer a distância em 25 minutos! Nessa brincadeira, já emagreci uns quatro quilos e estou com um fôlego e tanto. Carro, agora, só emprestado da ex para passear com os filhotes ou táxi. Não sinto falta mesmo.
Em breve vou reativar minha magrela para poder ampliar meu raio de ação pela cidade, até visitar amigos em bairros mais distantes. Mas andar a pé tem suas vantagens. A principal delas é poder observar melhor o entorno, os detalhes da cidade, que se perdem mesmo na (nem sempre) baixa velocidade de uma bicicleta. Já achei lugares interessantíssimos andando por aí, de lojas de antiguidades a restaurantes.
Quando morava no Rio de Janeiro, nunca tive um carro. Circulava de ônibus, táxi, a pé ou nos carros das namoradas. Em São Paulo, é um pouco mais complicado, mas dá pra se adaptar numa boa. Quando volto pra casa e passo por gigantescos engarrafamentos nas redondezas, vejo que estou fazendo a opção certa em não me aventurar numa prestação de 600 pilas pra entupir ainda mais as ruas. E torço por boas idéias como pedágio urbano, ampliação do rodízio e dos espaços para pedestres. O pessoal anda exagerando, tem quem pegue o carro pra ir na padaria da esquina.
Há quem deseje que o último motorista seja afogado com a última gota de petróleo. Não vou tão longe. Se dificultarmos ao máximo a circulação de carros particulares (aumentando taxas, pedágios, custo de estacionamento, etc), obrigando que eles sejam usados apenas em caso de necessidade, já tá de bom tamanho.
Já indiquei aqui outras vezes, mas não custa repetir: assista ao documentário Sociedade do Automóvel (neste link vc pode encomendar o DVD ou baixar o filme. Se quiser assisitir online, veja abaixo). Tenho certeza de que vc nunca mais vai olhar para um carro da mesma forma…
Posted by escriba on 20 Mar 2008 | Tagged as: civilização
O último texto de Arthur C. Clarke foi escrito em novembro de 2007 para o site da Forbes e se chama The View From 2.500 A.D. É um mini-conto sobre um possível atentado terrorista em Nova York com uma bomba de pulso eletromagnético e seus surpreendentes desdobramentos na civilização.
Vale conferir também um outro texto de Clarke para a Forbes, Join the Planetary Conversation, sobre o futuro das comunicações.
Esses textos fazem parte do relatório especial da Forbes sobre o futuro, onde vc encontra artigos interessantes como The History of the Future, bem como entrevistas com especialistas do naipe de David Brin (cientistas e escritor) e Nicholas Negroponte (um dos fundadores do Laboratório de Mídia do MIT).
Posted by escriba on 20 Mar 2008 | Tagged as: egotrip
No último dia 19 eu completaria 8 anos de casado. Pra variar, esqueci a data, mas fui devidamente lembrado por minha ex. Só por curiosidade fui ao Google e descobri que iria completar bodas de papoula!! hehehehe, é mole ou quer mais?
Posted by escriba on 19 Mar 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação

Atenção para esta notícia:
O Conselho de Estado da França reafirmou nesta quarta-feira (19) a moratória aos transgênicos no País. O mais alto corpo administrativo do país rejeitou queixa da Monsanto contra a decisão de banir do território francês sua variedade de milho transgênico MON 810. Até o ano passado, cerca de 22 mil hectares eram cultivados com a semente modificada no país. Como esta era a única variedade transgênica autorizada, com essa decisão a França se torna livre de transgênicos.
Mais, aqui.
A notícia é fresquinha, de hoje mesmo. Quer apostar que não será publicada amanhã em jornal brasileiro algum? Relevância o assunto tem de sobra para nós brasileiros, afinal de contas esse mesmo milho transgênico da Monsanto, o MON 810, foi liberado recentemente pela CTNBio para ser plantado aqui. Mas a blindagem da indústria de biotecnologia é forte nos meios de comunicação tupiniquins. E não faz muito tempo que a Monsanto promoveu um arrastão da imprensa brazuca para divulgar como ela conseguiu vencer os céticos ambientalistas com sua inovadora e benéfica tecnologia (sic), oferecendo vários altos executivos da empresa para dar entrevistas exclusivas.
A França está com a pulga atrás da orelha em relação ao milho da Monsanto por conta de muitas novas evidências científicas que colocam em xeque o produto. Suspeita-se que esse milho cause inúmeros problemas ao meio ambiente (contaminação genética, poluição do solo, desenvolvimento de pragas secundárias) e à saúde pública (alergias). O governo da Áustria já havia banido esse milho - e outros, também transgênicos - de seu país e produziu um detalhado relatório explicando os motivos (devidamente ignorado pela mídia brasileira, as usual…). Clique aqui para ler o relatório em PDF.
Enquanto lá fora o assunto é tratado com seriedade, tanto pelo governo como pela mídia, no Brasil o que temos é um vergonhoso silêncio. E pior: quando alguma matéria trata dos transgênicos, não raro aparece que não há evidências científicas de que faça mal ao meio ambiente ou à saúde, como aconteceu num post publicado ontem no Blog do Planeta sobre uma ação do Greenpeace.
No post, o editor Alexandre Mansur afirma:
Desde 2004 o Brasil tem uma lei que exige a rotulagem de todo produto alimentício fabricado com 1% ou mais de matéria-prima transgênica. A questão é o que fazer com essa informação. Esses alimentos são consumidos no mundo há mais de dez anos, inclusive em países desenvolvidos como os Estados Unidos e Canadá. Até hoje, não há evidências científicas de que eles façam mal à saúde.
Opa! Peralá! Como assim, cara-pálida?? O que mais se tem hoje são evidências científicas de que a tecnologia está longe de ser segura o suficiente para ser liberada no meio ambiente como vem sendo feito irresponsavelmente no Brasil, nos EUA, Canadá e Argentina - que são os quatro maiores celeiros de transgênicos do planeta, responsáveis por mais de 80% da produção mundial.
Deixei lá na área de comentários uma penca de links com estudos, relatórios e pesquisas apontando inúmeras evidências científicas de que os transgênicos não são seguros e, por isso, não deveriam sair dos laboratórios até que possam garantir essa segurança. Seguem abaixo alguns deles:
* Milho da Monsanto pode causar diabetes e mal de Alzheimer.
* Algodão transgênico plantado na Índia é suspeito de causar alergia de pele e problemas pulmonares
E por aí vai. Vc provavelmente nunca ouviu falar desses estudos, o que só prova o quão eficiente é a blindagem transgênica no Brasil. Mas não é perfeita. Quer uma dica? Use a internet, o Google e páginas como o GM Watch, Greenpeace, GeneWatch UK e a página do governo do estado do Paraná para se informar sobre transgênicos. Caso contrário, vc continuará às cegas. E o assunto é importante demais, é o futuro da sua comida que está em jogo, além de sua saúde e do meio ambiente. Tanto que será um dos temas principais da próxima Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da ONU, que acontece em maio na Alemanha. A blindagem da indústria é boa, mas não resiste à era da informação.
Posted by escriba on 19 Mar 2008 | Tagged as: Uncategorized
Acabei de ler no Blue Bus que Arthur C. Clarke morreu, aos 90 anos. O escritor se foi sem ter conseguido realizar 3 desejos: testemunhar a existência de vida extra-terrestre, ver a humanidade livre da dependência no petróleo e aderindo às fontes limpas de energia e ver o Sri Lanka, país onde viveu por mais de 50 anos, em paz.
Quando completou seu nonagésimo aniversário, em dezembro, o autor de 2001, Uma Odisséia no Espaço gravou um depoimento em vídeo e colocou no YouTube, com reflexões sobre literatura, civilização, guerra e paz. Eu publiquei aqui na época, mas não custa repetir:
(a transcrição do depoimento de Arthur C. Clarke pode ser lida aqui.)
Posted by escriba on 19 Mar 2008 | Tagged as: livros

Ao visitar esta semana uma comunidade do Orkut dedicada ao primeiro romance de Alan Moore, dei de cara com um maná de bons livros online. Além do A Voz do Fogo, tem também o Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley), Laranja Mecânica (Anthony Burgess), A Autoridade e o Indivíduo (Bertrand Russel), Clube da Luta (Chuck Palahniuck), a série do Elio Gaspari sobre a ditadura militar no Brasil, Lutando na Espanha (George Orwell), Uma Nação de Idiotas (Michael Moore), A Nova Guerra contra o Terror (Noam Chomsky) e muitos outros.
Todos ao alcance de um clique, na Biblioteca do Escriba. Sirva-se!