January 2008
Monthly Archive
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Posted by escriba on 30 Jan 2008 | Tagged as: Uncategorized

Esse texto, que escrevi ontem à noite para o site do Greenpeace, vai para aqueles que acham que me ofendo quando sou chamado de radical:
Há 60 anos, morria um radical da não-violência: Mahatma Gandhi
“Existem dois dias no ano em que não podemos fazer nada: o ontem e o amanhã”
Muitos consideram o Greenpeace como uma organização radical. Eles estão certos. Somos radicais pela proteção do planeta e pela não-violência. E não somos os pioneiros. Há 60 anos, em 30 de janeiro de 1948, foi assassinado um dos nossos maiores inspiradores, Mahatma Gandhi, líder indiano pioneiro da filosofia de ações e protestos não-violentos.
Isso está em nosso DNA, desde que, em 1971, um grupo de ambientalistas e jornalistas zarpou do porto de Vancouver (Canadá) no navio Phyllis Cormack para impedir testes nucleares americanos nas ilhas Aleutas, no Alasca. De lá para cá, praticamos rigorosamente esse princípio. Como Gandhi, acreditamos ser possível mudar o mundo com base nesse valor.
Ao longo de décadas, Gandhi defendeu o uso da não-violência como forma de luta em diversos países. Na Índia, promoveu protestos como a Marcha do Sal, ato pacífico de desobediência civil realizado em 1930 que levou milhares de pessoas a desafiarem leis britânicas que proibiam indianos de fabricar seu próprio sal. Sob sua liderança, o país conquistou a independência do Império Britânico e ganhou os alicerces para o moderno estado indiano.
No Brasil, há quem considere o dia da morte de Gandhi como Dia da Não-Violência, mas a ONU instituiu no ano passado, oficialmente, o dia 2 de outubro - data de seu nascimento. Para nós do Greenpeace, todo dia é dia de não-violência. E somos radicais quanto a isso.
De quebra, ainda coloquei um link para a íntegra do manifesto A Desobediência Civil, do filósofo, pacifista e escritor americano Henry David Thoreau, uma das fontes de inspiração de Gandhi e também do Greenpeace.
Posted by escriba on 29 Jan 2008 | Tagged as: internet
(Enviado pelo meu camarada Ricardo Amorim)
Posted by escriba on 26 Jan 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, alimentação

(fonte da imagem: News Target)
Se vc é o tipo de pessoa que faz compras de olho apenas no preço saiba que assim vc não ajuda em nada para tornar nosso mundinho velho sem porteira mais sustentável.
Ok, a maioria das pessoas não pode se dar ao luxo de pagar mais por produtos ambientalmente corretos - com menos embalagem, produzidos localmente (para evitar longas viagens que consomem combustível fóssil), em embalagens ‘verdes’, não-transgênicos, menos industriais e processadas. Mas o barato sai caro, já dizia minha avó e gastar um pouco mais em produtos que agridem menos a natureza pode sair mais barato lá na frente. E boa parte da galera que pode gastar um pouco mais não o faz - seja por preguiça, desinformação ou puro desleixo.
Acabei de chegar de um super e tentei por isso em prática com uma amiga (as compras eram dela). Ela vive dizendo que quer ser sustentável em 2008, então fizemos o teste. Difícil, muito difícil. Quase tudo vem embalado em muito plástico. Garrafas PET dominam o cenário das bebidas. Produtos transgênicos são vendidos sem rotulagem. Legumes e verduras orgânicas são mais caros.
Ainda assim, conseguimos evitar muita coisa ruim. É um bom exercício. Como diz o desenho acima, “o que você compra é o que você encoraja”.
Posted by escriba on 25 Jan 2008 | Tagged as: Uncategorized

O Greenpeace iniciou uma campanha online para pedir à fabricante de material fotográfico que pressione o governo japonês a acabar com a caça de baleias. A Lelê, minha camarada que tá lá no Esperanza no meio do Oceano Antártico, explica melhor a história toda no seu blog.
A pressão internacional de governos e ONGs como Greenpeace e Sea Shepherd impediu a matança de baleias por duas semanas (completadas hoje). Vamos manter a pegada!

Posted by escriba on 24 Jan 2008 | Tagged as: imprensa, internet
Deu no Blue Bus que a agência de notícias francesa proibiu o uso da Wikipedia como fonte, alegando ser o site pouco confiável. Nada mais equivocado. E também emblemático da arrogância do jornalismo, que ainda não entendeu os novos tempos. A internet mudou os paradigmas da informação (produção e distribuição) e boa parte da mídia corporativa ainda não pegou o espírito da coisa.
Mandei um email para a redação do Blue Bus, respondendo a eles e a um outro leitor que concordou com a medida. Para surpresa minha, publicaram o texto, com algumas alterações. Segue abaixo o texto original:
Sou leitor do bluebus e li hoje (quarta-feira, dia 23 de janeiro) a nota sobre a proibição da France Press em ter a Wikipedia como fonte e a mensagem do Thompson Loiola apoiando a decisão.
Diz Thompson: “toda vez que acesso fico sempre pensando se alguém de má-fé nao acabou de postar alguma informaçao errada, ou até manipulada, e eu nao sou justamente aquele que está vendo antes que as ‘devidas providências’ sejam tomadas…”
Entendo a preocupação dele e da AFP, mas acho que é um pouco exagerada, equivocada mesmo. Toda fonte tem problemas de credibilidade no final das contas. Quem me garante que o reporter que redigiu um texto para a France Press, por exemplo, não mentiu, deturpou ou distorceu a informação? Já aconteceu antes e vai acontecer no futuro. Quem me garante que os livros que compro na livraria, as revistas que adquiro na banca ou o jornal que vejo na TV trazem realmente a informação correta?
A Wikipedia conta com a colaboração de milhares de pessoas mundo afora, que por diletantismo gostam de escrever sobre determinados assuntos. Muitos sao, inclusive, especialistas no assunto, mas não tem espaço - ou nao querem, por ter outra profissão - para divulgar seus conhecimentos. É aí que a Wikipedia entra e funciona muito bem. É a inteligência coletiva funcionando muito bem, obrigado.
Anos atrás, fizeram um teste para conferir a precisão da Wikipedia. Foi em 2005. Estudiosos foram convidados pela revista Nature para avaliar um mesmo número de artigos da enciclopédia livre e também da tradicional Britannica. Resultado? Encontraram a mesma quantidade de erros em ambas! Ou seja: a Wikipedia é tão precisa quanto à Britannica - com a vantagem de podermos corrigir os erros no exato momento que são identificados. Já os erros da Britannica terão que aguardar uma nova edição… E agora o pessoal wiki tira sarro, catalogando online erros e omissões verbetes da Britannica …
Eu mesmo sou autor de alguns verbetes na Wikipedia e sempre que posso vou lá dar uma conferida para ver se alguem mexeu em algo, acrescentou, etc. Se encontro algum erro crasso, corrijo. Converso com outros autores, discuto idéias, debato conceitos e informações publicadas. É divertido, acreditem! Recomendo a todos que têm informações preciosas sobre o tema que for e nunca publicaram nada…
Essa cultura wiki não pára de crescer - estão soltando as amarras do pensar. A Wikipedia gerou filhotes. Muitos. Como a sisuda RationalWiki e as hilárias Uncyclopedia e Desiclopédia . Tem também a Wikibooks (dedicado a livros de conteúdo aberto) e a Wikiversity (que cria e promove o uso de materiais didáticos livres). Estão pensando até em criar um portal wiki para a produção científica . É o sonho de Diderot realizado - enciclopédias vivas!
ATUALIZAÇÃO: Meu camarada Marcos, assíduo leitor deste humilde blog, me mandou outros três bons exemplos de páginas wiki: Pornpedia, Monstropedia e WowWiki (sobre o jogo Warcraft). E por tabela achei outro: Grand Theft Wiki. Mais algum?
Posted by escriba on 23 Jan 2008 | Tagged as: alimentação, bizarro/curiosidade, fotografia

Um inocente pacote de mortadela, não? Delicioso, dirão alguns (eu, incluso). Mas, huum… será mesmo? O pessoal da NewsTarget.com resolveu ver em detalhes como são esses produtos processados e o resultado é, digamos, impressionante. Essa inocente mortadela se revela uma vilã e tanta sob as lentes macro de uma boa câmera fotográfica.
Antes de começar, suspenda seu lanche/almoço/jantar por algum tempo…blz?
Posted by escriba on 23 Jan 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, energia
A Google.org, braço filantrópico da empresa, fez o anúncio esta semana. A idéia é dar um gás nelas nos próximos dez anos, colaborando com parceiros experientes em cada área e investindo grana pesada - mais de US$ 25 milhões e 1% do lucro anual da empresa.
As cinco iniciativas são:
Prever e prevenir - apoiar esforços para dar mais poder às comunidade para prever e prevenir epidemias de doenças antes que se tornem crises locais, regionais ou globais, identificando ‘hot spots’ e permitindo respostas rápidas. O foco inicial será no sudeste asiático e na África tropical, em áreas com grande ameaças à saúde, crises humanitárias, ameaças biológicas e variação climática.
Melhorar serviços públicos - melhorar o fluxo de informação vital para melhorar serviços básicos para os pobres na Índia e leste da África nas áreas de educação, saúde, abastecimento de água e saneamento básico.
Fomentar o crescimento de pequenos e médios negócios - aumentar o fluxo de capital para empresas pequenas e médias especificamente em Gana e Tanzânia, atacando algumas das causas que impedem que o negócio seja rentável.
Desenvolvimento de fontes renováveis de energia - a meta aqui é produzir 1 GW (gigawatt) de energia renovável que seja mais barata do que o carvão - grande vilão do aquecimento global. Isso em alguns anos, não décadas. Prioridade para projetos de energia solar, eólica e geotérmica.
Acelerar a comercialização de veículos recarregáveis - A idéia é reduzir as emissões de CO2 na atmosfera e o consumo de petróleo. A empresa pretende investir entre US$ 500 mil e US$ 2 milhões em empresas cujas tecnologias permitam a comercialização ampla de carros elétricos e híbridos.
Posted by escriba on 22 Jan 2008 | Tagged as: Uncategorized

Uma boa alma colocou os 34 episódios do desenho Corrida Maluca para serem baixados na internet! Clique aqui e tenha horas de diversão! Mas corra antes que algum dick vigarista da Sony (detentora dos direitos da Hanna-Barbera) mova meio mundo para tirá-los do ar.
Posted by escriba on 22 Jan 2008 | Tagged as: blog
Dois camaradas começaram recentemente a dar seu recado na web: Edu (Sierra Maestra) e Élcio (Reverb). Já devidamente catalogados na minha lista à direita. Que tenham longa vida!! E um outro mais antigo retomou os trabalhos, o Primavera em Pequim, do Valmir, que tá com um post legal sobre uma invenção chinesa, a ‘concregrama’.
Posted by escriba on 22 Jan 2008 | Tagged as: bizarro/curiosidade

Maurice Tillet sofria de uma doença rara chamada acromegalia e morreu em 1955, aos 51 anos. Chegou a ser campeão mundial de luta-livre nos EUA em 1944. Clique aqui para ver outras fotos do sujeito. E não se trata de lenda urbana ou algo parecido, ele realmente existiu - leia matéria publicada na revista Time em 1940.
Por que estou publicando isto aqui, e agora? Ué, porque recebi por email e achei interessante, ora bolas. Você sabia disso? Não? Nem eu…
Posted by escriba on 22 Jan 2008 | Tagged as: esporte
Sou carioca mas nunca surfei. Peguei jacaré, o que é beeeem diferente. Na prancha, sempre fui um baita zé ruela - nem em pé conseguia ficar. Eis que meu filho Martim passa férias em Camburi, litoral norte de São Paulo, e no primeiro dia de aula de surfe deu um show:
Martim arrepiando nas ondas e Sofia conquistando corações na areia:
Posted by escriba on 21 Jan 2008 | Tagged as: musica
O cara comprovou isso não no show tardio do Led Zeppelin, em dezembro passado em Londres, mas no belíssimo disco que gravou com a Alison Krauss, Raising Sand, lançado dois meses antes. Uma pena que tenha sido completamente ofuscado pela tsunami zeppeliniana…
Posted by escriba on 21 Jan 2008 | Tagged as: boca no trombone
O pessoal do Greenpeace fez uma atividade em frente ao Nishin Maru, na Antártica, semana passada, pra ilustrar a farsa da tal ‘caça científica’ japonesa. Estão na cola dos baleeiros japoneses e assim vão ficar até que a caça seja interrompida - de preferência, definitivamente.
E a pressão já começa a apresentar resultados. Depois de vários países protestarem formalmente contra a caça, agora é dentro do Japão que começam a surgir sinais de que a atividade baleeira não é bem-vinda. E o governo japonês admitiu que a presença do Esperanza impediu que os baleeiros começassem a caça - já são 10 dias sem uma única baleia morta.
Posted by escriba on 18 Jan 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, jogos
O usuário Isanatori colocou hoje no YouTube diversas imagens gravadas de dentro do baleeiro que foi invadido por ativistas do Sea Shepherd esta semana na Antártica, mostrando como eles foram rendidos e amarrados no deck.
Outros vídeos mostram também a aproximação do Steve Irwin, navio do Sea Shepherd, e de botes infláveis, de onde ativistas tentaram jogar o que fiquei sabendo ser bombas de cheiro (sim, aquelas horrorosas de lojas de mágica e afins) em um dos navios japoneses.
O vídeo mais interessante é aquele em que os ativistas Giles Lane, britânico de 35 anos, e Benjamin Potts, australiano de 28, estão numa cabine do baleeiro recebendo água e comida. Eles estão sorridentes e chegam a confraternizar com um marinheiro japonês, que provoca: “Essa garrafa (de água) é nova, pode tomar, não tem veneno…” E todos riem. Veja aqui. Não me parece que tenha havido qualquer tipo de agressão por parte dos japoneses, como alegou o pessoal do Sea Shepherd.
Os dois ativistas já foram ‘libertados’, sendo entregues à tripulação do Ocean Viking, navio do governo australiano que também chegou à Antártica para acompanhar a caça de baleias promovida pelo Japão, se juntando ao Esperanza do Greenpeace e ao Steve Irwin, do Sea Shepherd.
Essa confusão toda que tá rolando na Antártica foi bem retratada pelo divertido jogo Harpooned, em que vc comanda um baleeiro por entre icebergs e baleias de várias espécies - com direito a botes infláveis e helicópteros de ativistas ambientais para atrapalhar - com a missão de “conduzir pesquisa altamente científica com baleias na Antártica”. Veja o trailer do jogo e descubra como funciona essa ‘pesquisa científica’ e quais os seus principais resultados:
Posted by escriba on 18 Jan 2008 | Tagged as: bizarro/curiosidade

Esse figura aí, de cabelo rasta e jaqueta de couro, é Omar Osama bin Laden - um dos 19 filhos do ômi. Tem 26 anos, é casado com uma britânica de 52 e chegou a treinar em acampamentos da Al-Qaeda no Afeganistão, de 1996 a 2000, quando voltou a viver na sua terra natal, a Arábia Saudita. Agora ele quer promover o entendimento entre muçulmanos e o ocidente, e se transformar em um embaixador da paz. Como? Promovendo uma corrida de cavalos pelo norte da África! Vai entender…
Posted by escriba on 17 Jan 2008 | Tagged as: imprensa
Enquanto uns são irresponsáveis, outros tentam trazer o pessoal de volta ao bom senso nessa história toda de febre amarela. O médico Dráuzio Varella pegou a doença em 2004 por descuido e ainda assim não recomenda a vacinação em massa, medida considerada por ele “pouco inteligente”.
Leia abaixo a entrevista concedida por Dráuzio a um repórter do mesmo jornal da criatura histérica que defende a corrida desembestada aos postos de vacinação (será que a Fiocruz dá conta de produzir 180 milhões de vacinas? Ou ela defende a vacinação apenas de alguns poucos eleitos? Ou vale quem chegar primeiro e o resto que se dane? Respostas para o email dela.):
“É uma situação normal”, diz Drauzio Varella
VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DA REPORTAGEM LOCALDe cinco casos de febre amarela notificados pela vigilância sanitária no ano de 2004, três pacientes morreram. Um dos dois sobreviventes é o cancerologista Drauzio Varella, 64.
Infectado numa viagem à Amazônia dias antes, com vacina vencida havia ao menos duas décadas, o médico diz que a exposição da doença nos meios de comunicação nos últimos dias deve levar a um aumento no número de casos “por que os médicos vão fazer mais diagnósticos.”
No livro “O Médico Doente”, Drauzio narra a experiência com a doença. Leia abaixo os principais trechos da entrevista, concedida ontem no intervalo de atendimento a pacientes no Hospital Sírio-Libanês.
FOLHA - Dá para falar em surto?
DRAUZIO VARELLA - Acho que não. O que acontece é um fenômeno de imprensa. E isso é clássico na história das epidemias. Toda vez que surge uma, os governos negam. E a imprensa vai atrás, no rastro da doença. Estamos vivendo uma situação normal. As pessoas achavam que a febre amarela havia saído do repertório. E agora volta. Acho importante voltar para que se tenha idéia de que existe.FOLHA - O senhor não vê esses casos como um alerta?
DRAUZIO - Não vejo mesmo. O problema dessas fases de pânico é que muita gente que não precisa vai tomar a vacina. O sujeito está em São Paulo e vai ao Guarujá e quer se vacinar. Aí cria-se um problema social, engrossam-se as filas. E o sujeito que precisa não vai tomar. Eu acho até que essa preocupação com a febre amarela silvestre vai aumentar o número de casos porque os médicos vão fazer mais o diagnóstico.FOLHA - Então há subnotificação…
DRAUZIO - Fui cuidado por médicos da melhor competência, todos professores da USP, gente com muita experiência. Nenhum deles tinha visto sequer um caso de febre amarela.FOLHA - E qual o diagnóstico?
DRAUZIO - Chega alguém com febre alta, é dengue ou passa como outros diagnósticos.FOLHA - Qual a possibilidade real da urbanização da doença?
DRAUZIO - Sempre existe, porque persistem as condições. A doença não desapareceu.FOLHA - Não dá para erradicar a febre amarela?
DRAUZIO - É impossível. Só se se puser fogo em todas as florestas, matar todos os macacos.FOLHA - Qual a gravidade real da doença?
DRAUZIO - É muito grave. A doença se instala abruptamente. Vem do nada. De repente sente-se um frio horrível. E quando se mede a temperatura é febre de 40C.FOLHA - Qual a dificuldade de achar a cura para febre amarela?
DRAUZIO - É uma doença de pobre, que atinge um número muito pequeno de pessoas.FOLHA - Achou que fosse morrer?
DRAUZIO - Achei. Não tanto pelo fato de me sentir muito mal. O que me deu a idéia de que iria morrer foram os exames. O fato de ser médico e ver o que estava acontecendo.FOLHA - Não foi descaso do senhor de não tomar a vacina sabendo que viajava a regiões endêmicas?
DRAUZIO - É a história de não ter mais a preocupação. Ninguém fala em febre amarela.FOLHA - O senhor é maratonista, tem preparo físico, não fuma. Isso ajudou na recuperação da doença?
DRAUZIO - Sim. Se eu fosse despreparado, obeso, cardíaco, se tivesse um problema de base não teria sobrevivido.FOLHA - O senhor foi atendido num dos melhores hospitais do Brasil. E ainda assim diz ter sofrido. E um doente numa região pobre?
DRAUZIO - Morre. Morre.FOLHA - Em seu livro “O médico doente” o senhor relata uma resistência à doença e a ser internado. Como é essa relação ambígua do médico com a doença?
DRAUZIO - Essa relação é horrível. E não sou só eu, não. Isso é geral entre os médicos, que resistem à condição de paciente, a passar para o outro lado.FOLHA - Mas por que isso?
DRAUZIO - Eu não sei. É o papel que exerci a vida inteira e agora os outros estão nele, e não eu. Mas isso acontece muito com os médicos. Alguns morrem por causa disso. Os problemas mais simples os médicos costumam resolver eles mesmos.FOLHA - A vacina é um pouco controversa. Desde 1999 quatro pessoas morreram depois da imunização. O risco compensa?
DRAUZIO - Não existe vacina segura. É tudo uma questão de analisar o risco e o benefício. Por isso não tem sentido sair vacinando as pessoas na cidade.FOLHA - O senhor é contra a vacinação coletiva?
DRAUZIO - Está errado. Não é a medida mais inteligente.FOLHA - O país deveria criar uma zona de vacinação compulsória?
DRAUZIO - Não sei, do ponto de vista técnico, como se faria isso. Aí entra uma questão de estratégia de saúde pública. Acho complicado fazer isso.
Tem também a entrevista que o Luiz Carlos Azenha fez com Celso Francisco Granato, chefe do laboratório de virologia da UNIFESP. Ele confirma: é um absurdo pedir para que todos os brasileiros se vacinem contra a febre amarela. Confira aqui o áudio dessa entrevista.
Posted by escriba on 16 Jan 2008 | Tagged as: alimentação, animais
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, descobriu a pólvora! Admitiu que há derrubada da floresta amazônica para abertura de pasto. Não é genial?
Aproveitando o caso, cada vez mais me preocupa o aumento de consumo de carne no mundo. É insustentável. No Brasil hoje temos mais bois do que gente, e esse gado todo consome quase o dobro de água do que um ser humano, além de 80% dos grãos produzidos no país (milho, soja, etc). Tenho reduzido o meu consumo, mas o que vejo por aí são as pessoas comendo mais e mais, se empanturrando, engordando, tendo problemas de saúde (quem consome carne em excesso tem 30% de chance a mais de ter câncer), e dando uma banana quando apontamos os problemas.
Acho mesmo que o futuro da humanidade é vegetariano. Não por imposição ou mesmo gosto, mas por necessidade. E há quem diga ser isto a coisa mais natural do mundo.
Posted by escriba on 16 Jan 2008 | Tagged as: Uncategorized
Veja a matéria feita pelo jornalista da BBC que está a bordo do navio Esperanza, do Greenpeace:
Posted by escriba on 16 Jan 2008 | Tagged as: canalhice, imprensa

A dama do ‘caos aéreo’ volta a carga nas asas da febre amarela. No último dia 9 de janeiro, Eliane Cantanhêde (colunista da Folha de S. Paulo e casada com um marqueteiro tucano, Gilnei Rampazzo) escreveu um texto altamente irresponsável, Alerta Amarelo, incitando os brasileiros a se vacinarem contra a febre amarela.
Diz ela:
Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem… Vacine-se logo!
A febre amarela é uma doença infecciosa causada por vírus e pode ser fatal. Hoje mesmo (terça, 08/01), morreu um homem de 38 anos em Brasília, plena capital da República, com febre alta, dores musculares, náuseas e vômitos. Possivelmente, foi vítima da doença. O alerta nem é mais amarelo, já é vermelho. E a vacina é altamente eficaz. Tomou, está livre da doença.
A colunista só esqueceu de avisar que as mortes e os casos confirmados até aqui são de pessoas que estavam ou na mata ou em regiões com incidência da doença (centro-oeste ou norte do país), algo perfeitamente compreensível. Não há uma epidemia, porque a doença não está fora de controle nem aparece em locais onde não se esperaria que ela ocorresse - nas cidades, por exemplo.
Anthony Erick Guimarães, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), única instituição na América Sul a fabricar a vacina contra a febre amarela, em debate na TV Pública, considerou um absurdo o auê promovido pela imprensa e diz que a situação está sob controle - ver no blog do Luis Nassif.
O desespero infundado está sendo alimentado por parte da mídia que não perde oportunidade de fazer política com tragédias - foi assim com os acidentes com os aviões da Gol e TAM, o tal ‘caos aéreo’, acidentes fatais em rodovias, etc. A Fiocruz está desesperada e pedindo para o pessoal se acalmar e não se vacinar a torto e direito. Se vc tomou a vacina menos de 10 anos atrás, não vive em região de mata e nem vai viajar para uma, então não precisa dela. Mas vi gente na TV dizendo que ia tomar de novo só pra ‘reforçar’!E os jornais dando manchetes e mais manchetes sobre os casos normais de febre amarela. Mais do que normais. Saca só:
2000: 85 casos (42 mortes)
2001: 41 casos (22 mortes)
2002: 15 casos (6 mortes)
2003: 64 casos (22 mortes)
2004: 5 casos (3 mortes)
2005: 3 casos (3 mortes)
2006: 2 casos (2 mortes)
2007: 6 casos (5 mortes)
2008 (até agora): 6 casos confirmados (3 mortes)
Todos os casos e mortes deste ano foram nas áreas em que a doença é endêmica. Onde está, pois, a epidemia? Onde está o motivo para tamanho alarde? Só na cabeça de jornalistas adeptos da cultura do medo.
Acho que nem a Cantanhêde conseguiria explicar… Por isso já há quem defenda que ela seja enquadrada na Lei de Contravenções Penais, que diz em seu artigo 41:
Provocar alarme, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto:
Pena - prisão simples, de 15 dias a 6 meses, ou multa.
Outros dizem que Eliane foi terrorista em sua coluna e portanto deve ser entregue ao Bush. Boa idéia!
ATUALIZAÇÃO: A terrorista voltou a carga esta semana, renovando o apelo histérico. Irresponsabilidade pouca é bobagem…
Posted by escriba on 15 Jan 2008 | Tagged as: Uncategorized

O Sea Shepherd enfim chegou aos baleeiros japoneses na Antártica e já tocou o terror. Tentaram abordar um dos navios, o Yushin Maru, e dois ativistas foram detidos (foto acima). Segundo comunicado oficial do Sea Shepherd, os ativistas foram entregar uma mensagem ao capitão do baleeiro lembrando que os japoneses estão violando a lei de conservação internacional e a moratória de caça comercial por caçarem espécies ameaçadas, como a baleia fin, no Santuário de Baleias da Antártica. O comunicado informava também que a Justiça australiana decidiu que os baleeiros japoneses estão proibidos de entrarem na zona de exclusão econômica da Austrália na Antártica.
Os Marus (Nisshin, Yushin, etc) estão em disparada pelo mar, perseguidos pelo Esperanza, do Greenpeace, e agora também pelo Steve Irwin, do Sea Shepherd. Já já chega também o Ocean Viking, do governo australiano. Os baleeiros foram levados para fora da zona de caça no Antártica, mas parece que já viraram pro sul de novo. Mas nessa velocidade toda, não conseguem caçar.