Dedé se foi. Dois dias antes do Natal, amanheceu no fundo da gaiola. Acho que já estava doente quando chegou aqui, semana passada. Martim me garante que a maritaca olhou pra ele enquanto a levávamos para o veterinário. Disse a ele que Dedé estava se despedindo.

“Ela morreu, pai?”, perguntou ele, com os olhinhos cheios de lágrimas e voz trêmula.

“Sim, filho, morreu…”

“Mas amanhã ela vai ficar bem, né?”

“…”

Mais uma figurinha pro álbum da experiência de Martim. E ainda faltam tantas…