E agora? O que é que os Noblablás e editorialistas do Estadão da vida vão dizer em casa? De acordo com a ‘investigação’ feita por eles em tempo recorde, a pista de Congonhas e o governo Lula seriam os principais responsáveis pelo acidente com o avião da TAM que matou cerca de 200 pessoas na semana passada. Mas parece que as caixas-pretas da aeronave dizem o contrário: a culpa é do piloto. Ele não usou o equipamento de forma adequada, o avião não freou quando deveria e bum, bateu. Não foi a falta de grooving, não foi a qualidade do asfalto, não foi a falta de investimento da Infraero, não foi a falta de comando do presidente Lula. Não, nada disso. Será que Josias de Souza, Eliane Catanhede, Clóvis Rossi, Ricardo Nobláblá, Reinaldo Bolotinha Azevedo, Alberto Dines, Míriam Leitão, William Waack, Dora Kramer e o editorialista do Estadão, Luís Weis, terão a hombridade de se desculpar por tudo que escreveram? Terão essa decência? Muitos deles deram como prova de que o avião da TAM teria derrapado na pista de Congonhas um outro acidente ocorrido ali mesmo, dias antes. Um pequeno bimotor da Pantanal derrapou na pista, que estava molhada por causa da chuva. “Tragédia anunciada!”, gritaram uns. Pois bem: a investigação concluiu que essa pequena aeronave só derrapou porque um pneu seu furou.

Mas os cangaceiros dos (tu)barões continuarão a bater seu bumbo de guerra. Afinal, parte da classe mérdia brasileira aproveitou o momento para tentar um neo-1964. Dia 4 de agosto vai ter até passeata na av. Paulista (e em outras cidades também), organizada por luminares como Nizan Guanaes, Jesus Sangalo (irmão da Ivete) e João Doria Jr.

Acho que vou lá só pra zoar, tipo levar cartazes assim: “Caguei pro Cansei!” ou “Top, top, top, uh!”