July 2007
Monthly Archive
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Posted by escriba on 31 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice, politica

O janotinha-mor explicou, em ‘entrevista’ exclusiva ao blog Tô Cansadinho, os motivos pelos quais decidiu levar as elites onde elas nunca estiveram: as ruas.
Um trecho:
Nosso blog foi até a mansão de um dos criadores do movimento. Ele nos esperava com um roupão vinho por cima de um pijama de flanela e inusitadas pantufas da Hello Kitty. Para todos os efeitos, faz de conta que ele estava de calça jeans, tênis, camisa e um casaco.
O “Cansei” é apolítico?
Sim. Não há qualquer partido político metido nisso. O que queremos é abalar a imagem do Lula e usamos os mortos do acidente da TAM para isso. Foi uma sacada boa, porque o povo está sensibilizado, meio chocado, era nossa chance de aprontar alguma.
A íntegra pode ser lida aqui.
Posted by escriba on 30 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice, politica
A frase é do ex-governador de SP, Claudio Lembo, que em entrevista ao Terra Magazine, zoou legal o movimento de protesto nascido em Campos do Jordão, sob a benção de janotinhas, publiciotários e dasluzetes.
Um trecho:
Terra Magazine - Na noite da última sexta-feira, durante o casamento de Sophia - filha do ex-governador Geraldo Alckmin, de quem o sr. foi vice -, o sr. disse ao repórter José Alberto Bombig, da Folha, que o movimento conhecido como “Cansei”, nascido em protesto contra a crise no setor aéreo, a violência e a corrupção, é um movimento de “um pequeno segmento da elite branca” e nascido em Campos do Jordão. O que o sr. quer dizer com isso e o que o leva a ter essa convicção?
Cláudio Lembo - O próprio ato de nascimento do movimento. O “Cansei” nasce conduzido por figuras conhecidas que sempre possuíram e possuem uma visão elitista do país e da sociedade.A quem ou a quê o sr. se refere?
Por exemplo, ao sr. João Doria Jr., que só trata com os grandes empresários do Brasil, e que, até onde sei, só se relaciona com o topo da sociedade. Suas ações e relações estão sempre nesse nível, que representa uma parcela ínfima do Brasil.
Mas a sua convicção se forma apenas através das suas informações, do seu feeling?
Meu ou de qualquer um. Basta ver a forma, a expressão, o verbo utilizado para dar sentido ao movimento. “Cansei” tem um sentido muito próprio.Que “sentido próprio” é este?
“Cansei” é um termo muito usado por dondocas enfadadas em algum momento das vidas enfadonhas que vivem.
A íntegra está aqui.
Posted by escriba on 30 Jul 2007 | Tagged as: musica, politica
(Max Gonzaga e Banda Marginal - com Zé Rodrix nos teclados)
É esse pessoal da classe média que engorda as passeatas inventadas em Campos de Jordão por janotinhas, publiciotários e dasluzetes…
Posted by escriba on 29 Jul 2007 | Tagged as: egotrip, musica
Fomos a Paranapiacaba este sábado para curtir o Festival de Inverno local. Apesar do frio intenso, da chuva fina e da comida ruim (escolhemos mal o restaurante, ok…), até que foi divertido. As crianças pelo menos adoraram, como fica claro nas fotos abaixo. Fomos de trem e ônibus. Tranqüilo. Mas na volta deu vontade de estar de carro…:)
Posted by escriba on 29 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice
Posted by escriba on 28 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice, imprensa
E agora? O que é que os Noblablás e editorialistas do Estadão da vida vão dizer em casa? De acordo com a ‘investigação’ feita por eles em tempo recorde, a pista de Congonhas e o governo Lula seriam os principais responsáveis pelo acidente com o avião da TAM que matou cerca de 200 pessoas na semana passada. Mas parece que as caixas-pretas da aeronave dizem o contrário: a culpa é do piloto. Ele não usou o equipamento de forma adequada, o avião não freou quando deveria e bum, bateu. Não foi a falta de grooving, não foi a qualidade do asfalto, não foi a falta de investimento da Infraero, não foi a falta de comando do presidente Lula. Não, nada disso. Será que Josias de Souza, Eliane Catanhede, Clóvis Rossi, Ricardo Nobláblá, Reinaldo Bolotinha Azevedo, Alberto Dines, Míriam Leitão, William Waack, Dora Kramer e o editorialista do Estadão, Luís Weis, terão a hombridade de se desculpar por tudo que escreveram? Terão essa decência? Muitos deles deram como prova de que o avião da TAM teria derrapado na pista de Congonhas um outro acidente ocorrido ali mesmo, dias antes. Um pequeno bimotor da Pantanal derrapou na pista, que estava molhada por causa da chuva. “Tragédia anunciada!”, gritaram uns. Pois bem: a investigação concluiu que essa pequena aeronave só derrapou porque um pneu seu furou.
Mas os cangaceiros dos (tu)barões continuarão a bater seu bumbo de guerra. Afinal, parte da classe mérdia brasileira aproveitou o momento para tentar um neo-1964. Dia 4 de agosto vai ter até passeata na av. Paulista (e em outras cidades também), organizada por luminares como Nizan Guanaes, Jesus Sangalo (irmão da Ivete) e João Doria Jr.
Acho que vou lá só pra zoar, tipo levar cartazes assim: “Caguei pro Cansei!” ou “Top, top, top, uh!”
Posted by escriba on 27 Jul 2007 | Tagged as: canalhice, imprensa

Viajei na terça-feira de Congonhas para o Santos Dumont (de Gol), na quarta-feira do Galeão para Brasília (de TAM) e hoje cedo de Brasília para Confins (BH) e em seguida para Cumbica (ambos de TAM). Peguei no máximo duas horas de atraso na primeira perna da viagem. Hoje de manhã, lá no aeroporto de Brasília, nosso vôo chegou a ser adiantado em 1h30. E ainda ganhei 2 mil pontos de milhagem no cartão fidelidade da TAM, que fiz no aeroporto de Congonhas, porque de agora em diante, vou precisar. Venezuela yo me voy (em breve)!
Aqui pro imprensalão: top, top, top, uh!
(Good times, 98: em Brasília, fui a um pub que freqüentei na década de 1980, o Gate’s. Flashback total. E comprei um brinquedo que não via há tempos: o Pula-Pirata, da Estrela. Brinquedo da minha infância que, pela alegria de Martim e Sofia, vai ser sucesso entre eles também!)
Posted by escriba on 26 Jul 2007 | Tagged as: brasil, esporte, imprensa
Passei o dia de ontem circulando pela Esplanada dos Ministérios de Brasília para entrevistar gente da Seap e do Ibama para o projeto do Greenpeace. Só cheguei no hotel no início da noite e assim que cheguei no quarto procurei zapear a TV para levantar o que rolou de interessante no Pan. Sou aficionado por esporte e sempre que posso acompanho as provas, do badminton ao tênis, do hipismo ao basquete e atletismo. Depois de passar por todos os canais, desisti de saber o que aconteceu. Não há espaço para esportes na TV, apenas para o ufanismo barato e louvação de mais um lote de medalhas que engorda nossa posição no quadro geral. Mas e as grandes disputas? O que de bom aconteceu em termos de esporte, não de sucesso brasileiro? Cadê?
Quem não tem tempo de assistir às competições e vê apenas o noticiário no final do dia é capaz de pensar que só o Brasil ganha medalhas no Pan. Adotamos de vez o estilo americano de informar os resultados: o que é nosso, mostramos; o resto não existe. A legião de repórteres e produtores que circulam pelos locais de provas na cidade maravilhosa são incapazes de fugir do óbvio e caem sem pestanejar na mesma regra geral da torcida, que não está nem aí para o esporte, o que importa é a vitória do seu time.
Ainda que o Pan do Rio não apresente o que de melhor há no cenário mundial, ainda assim há muito o que explorar no evento. Por exemplo, que time B americano é esse que, mesmo sendo juvenil e universitário em sua essência, lidera com folga o quadro de medalhas? E o time renovado de Cuba, que mesclou grandes campeões com uma nova geração, já pensando nos Jogos Olímpicos de Pequim? Quem são essas novas feras da ilha de Fidel? Todas as equipes vieram com seus titulares? Não? Por que? Quais as prioridades? O que fazer para o Pan poder atrair as estrelas?
Não vi também nenhum perfil dos poucos nomes de peso que estiveram por aqui, dentro e fora das arenas de competição, como Ana Guevara, Ivan Pedroso e Felix Sanchez (atletismo), Gary Hall Jr. (natação) e Teófilo Stevenson (boxe), entre outros. Pouco ou nada se falou deles. Quem continua no auge? Quem está em decadência? E sobre os novatos? Quais atletas obtiveram resultados significativos o suficiente para almejar a glória nas Olimpíadas de 2008? Quais as grandes revelações que o Pan nos deu no atletismo, natação, ciclismo, tiro, decatlo, ginástica? Ou não houve? Por que ignoramos por completo tantas boas histórias que certamente existem num evento esportivo desse tamanho?
Perguntas que o jornalismo-mutley (medalha, medalha, medalha) brasileiro não responderá jamais. E no final de tudo, farão aquelas matérias pout-pourri resumindo o que aconteceu no Pan, geralmente cheias de belas imagens com disputas acirradas, sofrimento heróico de atletas menos cotados, vitórias emocionantes, e um texto meloso, a la Armando Nogueira, cheio de parábolas e hipérboles. Boa parte dessas imagens porém ninguém viu ou comentou durante o Pan simplesmente porque foram ignoradas - principalmente se não havia brasileiro. Queremos exaltar nossas vitórias, massagear nossa auto-estima, e encontrar desculpas para as derrotas.
Agora entendo porque alguns insistem chamar a competição de Pan do Brasil… Nele, os demais países não têm vez mesmo.
Posted by escriba on 25 Jul 2007 | Tagged as: Meio Ambiente, arte, brasil, canalhice, carro, filmes, imprensa
Fui para o Rio na terça entrevistar um ícone do ambientalismo brasileiro, o almirante Ibsen Gusmão. Foi um dos primeiros defensores das baleias e da preservação marinha no Brasil. Na varanda de sua aconchegante casa num condomínio na Barra, conversamos por quase duas horas sobre problemas e soluções para os oceanos do planeta. Aos 83 anos, o bom velhinho dá um show de lucidez. Contou duas histórias dignas de nota: uma sobre a lagosta que era tida como praga pelos pescadores nas décadas de 1940 e 1950 (chegavam a matar o bicho e jogar de volta no mar) e outra sobre um restaurante que freqüentava no Japão quando passou um tempo por lá na década de 1960. Uma vez o dono o chamou e disse, animado: “Olha, hoje temos aquele peixe que o senhor gosta, e sem nenhuma radioatividade!” Muitos peixes sofriam com o problema devido aos testes nucleares realizados no Oceano Pacífico na época.
A entrevista é para um projeto do Greenpeace sobre oceanos. Estou conversando com especialistas no assunto para montar um perfil detalhado sobre a atual situação da ‘Amazônia Azul’. Hoje vim para Brasília entrevistar um diretor do Ibama e outro da Secretaria de Pesca sobre estoques pesqueiros. Amanhã (sexta) converso com uma conselheira do Itamaraty, que representa o Brasil na ONU nas discussões sobre oceanos. Ela vai me dar um panorama geral da situação no país e no mundo. Serão feitas mais ou menos umas 40 entrevistas para a produção de um relatório no final do ano. Já estou ficando craque no tema!
Apesar de todo o terrorismo midiático, não tive problema algum para voar até agora - apenas um atraso de duas horas em Congonhas na ida para o Rio, tranqüilo. Fui de Gol para o Rio e vim de TAM para Brasília. Volto pela TAM também para SP. Em Congonhas, no Santos Dumont e no aeroporto aqui de Brasília, os saguões de embarque estavam cheios, mas não confusos. A movimentação da imprensa era intensa, todos em busca daquele ‘homem de bem’ indignado, levemente desesperado, para o show diário de manipulação da informação nos telejornais noturnos. O ‘homem de bem’ está ficando nervosinho, e os jornalistas, fiéis seguidores da cultura do medo, dão mais e mais corda a ele. Se viessem me entrevistar, lhes daria um sonoro top, top, top, uh!
Em tempo: Estava meio sonolento nesse último vôo, do Rio para Brasília, quando de repente, naquela telinha diminuta à minha frente, começa para minha surpresa um filme lendário: Rendezvous, do Claude Lelouch, um curta filmado em 1976 nas ruas também sonolentas de Paris. Foi feito, dizem, a bordo de uma Ferrari 275 GTB. O cara acelera a bichinha pra valer nas ruas vazias numa manhã qualquer da capital francesa. O motivo? Confira abaixo:
Claude Lelouch - C’etait Un Rendezvous from kaytek on Vimeo.
Posted by escriba on 23 Jul 2007 | Tagged as: brasil, comportamento, esporte

E a torcida brasileira no Pan do Rio, heim? Que vergonha. Vaiam adversários durante as provas (o Sportv chegou a tirar o som do estádio durante a decisão, nesta segunda, do salto com vara feminino, porque o pessoal vaiou muito a americana que disputava o ouro com a brasileira), provocam os americanos com gritos de Osama! Osama!, incitam brigas nas arquibancadas (os cubanos quase foram linchados durante as lutas finais do judô). É triste. E ainda contam com a ajuda de nomes importantes como Oscar, ídolo do basquete, que puxou vaias nas provas de ginástica. Desde 1980 acompanho as Olimpíadas e desde 1983, os Jogos Pan-Americanos, e NUNCA VI algo parecido. E ainda tem quem defenda a realização de Jogos Olímpicos por aqui…
Como bem diz Juca Kfouri, brasileiro não gosta de esportes, gosta do seu time. Ponto.
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Passei a noite de sábado comparando os resultados da natação brasileira no Pan com os melhores do ano, segundo o ranking da Federação Internacional de Natação (Fina). Fiquei com preguiça de publicar naquela madrugada o que levantei e hoje, quando ia subir o texto, li na Folha Online uma matéria muito semelhante. Faz parte.
Eles compararam os tempos dos medalhistas brasileiros na natação do Pan (foram 27 medalhas, 12 delas de ouro) com o Mundial da modalidade realizado no início do ano em Melbourne, na Austrália, revelando que apenas César Cielo seria campeão com o tempo que obteve no Rio na prova dos 50 metros livre.
Segundo o levantamento que fiz, a maior parte dos tempos obtidos nas provas de natação no Pan do Rio não estão entre os 10 melhores do ranking da Fina. As exceções são os brasileiros César Cielo (segundo melhor tempo no ano nos 50 metros livre e décimo nos 100 metros livre), Thiago Pereira (quarto tempo do ano nos 200 e 400 metros medley, e oitavo nos 200 metros costas) e Kaio Márcio (quinto tempo do ano nos 200 metros borboleta e nono nos 100 metros borboleta), e o revezamento 4 x 100 medley masculino brasileiro, que fez o quinto tempo do ano na prova realizada no Rio de Janeiro. São nossas melhores chances de medalhas nas Olimpíadas de Pequim ano que vem. Os jornalistas-mutley (medalha, medalha, medalha) fazem análises diferentes na TV - dizem que a chuva de medalhas pan-americanas prova que a natação está na ponta dos cascos para 2008. Balela. Eles, como a nossa torcida, não gostam de esporte; querem medalhas. E só.