July 2007

Monthly Archive

João Dória Jr. explica porque está cansado

Posted by escriba on 31 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice, politica

O janotinha-mor explicou, em ‘entrevista’ exclusiva ao blog Tô Cansadinho, os motivos pelos quais decidiu levar as elites onde elas nunca estiveram: as ruas.

Um trecho:

Nosso blog foi até a mansão de um dos criadores do movimento. Ele nos esperava com um roupão vinho por cima de um pijama de flanela e inusitadas pantufas da Hello Kitty. Para todos os efeitos, faz de conta que ele estava de calça jeans, tênis, camisa e um casaco.

O “Cansei” é apolítico?
Sim. Não há qualquer partido político metido nisso. O que queremos é abalar a imagem do Lula e usamos os mortos do acidente da TAM para isso. Foi uma sacada boa, porque o povo está sensibilizado, meio chocado, era nossa chance de aprontar alguma.

A íntegra pode ser lida aqui.

“Cansei é termo de dondocas enfadadas”

Posted by escriba on 30 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice, politica

A frase é do ex-governador de SP, Claudio Lembo, que em entrevista ao Terra Magazine, zoou legal o movimento de protesto nascido em Campos do Jordão, sob a benção de janotinhas, publiciotários e dasluzetes.

Um trecho:

Terra Magazine - Na noite da última sexta-feira, durante o casamento de Sophia - filha do ex-governador Geraldo Alckmin, de quem o sr. foi vice -, o sr. disse ao repórter José Alberto Bombig, da Folha, que o movimento conhecido como “Cansei”, nascido em protesto contra a crise no setor aéreo, a violência e a corrupção, é um movimento de “um pequeno segmento da elite branca” e nascido em Campos do Jordão. O que o sr. quer dizer com isso e o que o leva a ter essa convicção?
Cláudio Lembo - O próprio ato de nascimento do movimento. O “Cansei” nasce conduzido por figuras conhecidas que sempre possuíram e possuem uma visão elitista do país e da sociedade.

A quem ou a quê o sr. se refere?
Por exemplo, ao sr. João Doria Jr., que só trata com os grandes empresários do Brasil, e que, até onde sei, só se relaciona com o topo da sociedade. Suas ações e relações estão sempre nesse nível, que representa uma parcela ínfima do Brasil.

Mas a sua convicção se forma apenas através das suas informações, do seu feeling?

Meu ou de qualquer um. Basta ver a forma, a expressão, o verbo utilizado para dar sentido ao movimento. “Cansei” tem um sentido muito próprio.

Que “sentido próprio” é este?
“Cansei” é um termo muito usado por dondocas enfadadas em algum momento das vidas enfadonhas que vivem.

A íntegra está aqui.

Ê classe média…

Posted by escriba on 30 Jul 2007 | Tagged as: musica, politica

(Max Gonzaga e Banda Marginal - com Zé Rodrix nos teclados)

É esse pessoal da classe média que engorda as passeatas inventadas em Campos de Jordão por janotinhas, publiciotários e dasluzetes…

Nas nuvens

Posted by escriba on 29 Jul 2007 | Tagged as: egotrip, musica

Fomos a Paranapiacaba este sábado para curtir o Festival de Inverno local. Apesar do frio intenso, da chuva fina e da comida ruim (escolhemos mal o restaurante, ok…), até que foi divertido. As crianças pelo menos adoraram, como fica claro nas fotos abaixo. Fomos de trem e ônibus. Tranqüilo. Mas na volta deu vontade de estar de carro…:)

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Foi o piloto, estúpido!

Posted by escriba on 29 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice

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Caguei pro Cansei.

Top, top, top, uh! (2)

Posted by escriba on 28 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice, imprensa

E agora? O que é que os Noblablás e editorialistas do Estadão da vida vão dizer em casa? De acordo com a ‘investigação’ feita por eles em tempo recorde, a pista de Congonhas e o governo Lula seriam os principais responsáveis pelo acidente com o avião da TAM que matou cerca de 200 pessoas na semana passada. Mas parece que as caixas-pretas da aeronave dizem o contrário: a culpa é do piloto. Ele não usou o equipamento de forma adequada, o avião não freou quando deveria e bum, bateu. Não foi a falta de grooving, não foi a qualidade do asfalto, não foi a falta de investimento da Infraero, não foi a falta de comando do presidente Lula. Não, nada disso. Será que Josias de Souza, Eliane Catanhede, Clóvis Rossi, Ricardo Nobláblá, Reinaldo Bolotinha Azevedo, Alberto Dines, Míriam Leitão, William Waack, Dora Kramer e o editorialista do Estadão, Luís Weis, terão a hombridade de se desculpar por tudo que escreveram? Terão essa decência? Muitos deles deram como prova de que o avião da TAM teria derrapado na pista de Congonhas um outro acidente ocorrido ali mesmo, dias antes. Um pequeno bimotor da Pantanal derrapou na pista, que estava molhada por causa da chuva. “Tragédia anunciada!”, gritaram uns. Pois bem: a investigação concluiu que essa pequena aeronave só derrapou porque um pneu seu furou.

Mas os cangaceiros dos (tu)barões continuarão a bater seu bumbo de guerra. Afinal, parte da classe mérdia brasileira aproveitou o momento para tentar um neo-1964. Dia 4 de agosto vai ter até passeata na av. Paulista (e em outras cidades também), organizada por luminares como Nizan Guanaes, Jesus Sangalo (irmão da Ivete) e João Doria Jr.

Acho que vou lá só pra zoar, tipo levar cartazes assim: “Caguei pro Cansei!” ou “Top, top, top, uh!”

No ar, sem atrasos

Posted by escriba on 27 Jul 2007 | Tagged as: canalhice, imprensa

Viajei na terça-feira de Congonhas para o Santos Dumont (de Gol), na quarta-feira do Galeão para Brasília (de TAM) e hoje cedo de Brasília para Confins (BH) e em seguida para Cumbica (ambos de TAM). Peguei no máximo duas horas de atraso na primeira perna da viagem. Hoje de manhã, lá no aeroporto de Brasília, nosso vôo chegou a ser adiantado em 1h30. E ainda ganhei 2 mil pontos de milhagem no cartão fidelidade da TAM, que fiz no aeroporto de Congonhas, porque de agora em diante, vou precisar. Venezuela yo me voy (em breve)!

Aqui pro imprensalão: top, top, top, uh!

(Good times, 98: em Brasília, fui a um pub que freqüentei na década de 1980, o Gate’s. Flashback total. E comprei um brinquedo que não via há tempos: o Pula-Pirata, da Estrela. Brinquedo da minha infância que, pela alegria de Martim e Sofia, vai ser sucesso entre eles também!)

No Pan do Brasil, esporte é detalhe

Posted by escriba on 26 Jul 2007 | Tagged as: brasil, esporte, imprensa

Passei o dia de ontem circulando pela Esplanada dos Ministérios de Brasília para entrevistar gente da Seap e do Ibama para o projeto do Greenpeace. Só cheguei no hotel no início da noite e assim que cheguei no quarto procurei zapear a TV para levantar o que rolou de interessante no Pan. Sou aficionado por esporte e sempre que posso acompanho as provas, do badminton ao tênis, do hipismo ao basquete e atletismo. Depois de passar por todos os canais, desisti de saber o que aconteceu. Não há espaço para esportes na TV, apenas para o ufanismo barato e louvação de mais um lote de medalhas que engorda nossa posição no quadro geral. Mas e as grandes disputas? O que de bom aconteceu em termos de esporte, não de sucesso brasileiro? Cadê?

Quem não tem tempo de assistir às competições e vê apenas o noticiário no final do dia é capaz de pensar que só o Brasil ganha medalhas no Pan. Adotamos de vez o estilo americano de informar os resultados: o que é nosso, mostramos; o resto não existe. A legião de repórteres e produtores que circulam pelos locais de provas na cidade maravilhosa são incapazes de fugir do óbvio e caem sem pestanejar na mesma regra geral da torcida, que não está nem aí para o esporte, o que importa é a vitória do seu time.

Ainda que o Pan do Rio não apresente o que de melhor há no cenário mundial, ainda assim há muito o que explorar no evento. Por exemplo, que time B americano é esse que, mesmo sendo juvenil e universitário em sua essência, lidera com folga o quadro de medalhas? E o time renovado de Cuba, que mesclou grandes campeões com uma nova geração, já pensando nos Jogos Olímpicos de Pequim? Quem são essas novas feras da ilha de Fidel? Todas as equipes vieram com seus titulares? Não? Por que? Quais as prioridades? O que fazer para o Pan poder atrair as estrelas?

Não vi também nenhum perfil dos poucos nomes de peso que estiveram por aqui, dentro e fora das arenas de competição, como Ana Guevara, Ivan Pedroso e Felix Sanchez (atletismo), Gary Hall Jr. (natação) e Teófilo Stevenson (boxe), entre outros. Pouco ou nada se falou deles. Quem continua no auge? Quem está em decadência? E sobre os novatos? Quais atletas obtiveram resultados significativos o suficiente para almejar a glória nas Olimpíadas de 2008? Quais as grandes revelações que o Pan nos deu no atletismo, natação, ciclismo, tiro, decatlo, ginástica? Ou não houve? Por que ignoramos por completo tantas boas histórias que certamente existem num evento esportivo desse tamanho?

Perguntas que o jornalismo-mutley (medalha, medalha, medalha) brasileiro não responderá jamais. E no final de tudo, farão aquelas matérias pout-pourri resumindo o que aconteceu no Pan, geralmente cheias de belas imagens com disputas acirradas, sofrimento heróico de atletas menos cotados, vitórias emocionantes, e um texto meloso, a la Armando Nogueira, cheio de parábolas e hipérboles. Boa parte dessas imagens porém ninguém viu ou comentou durante o Pan simplesmente porque foram ignoradas - principalmente se não havia brasileiro. Queremos exaltar nossas vitórias, massagear nossa auto-estima, e encontrar desculpas para as derrotas.

Agora entendo porque alguns insistem chamar a competição de Pan do Brasil… Nele, os demais países não têm vez mesmo.

O bom velhinho, o ‘homem de bem’ e uma Ferrari em Paris

Posted by escriba on 25 Jul 2007 | Tagged as: Meio Ambiente, arte, brasil, canalhice, carro, filmes, imprensa

Fui para o Rio na terça entrevistar um ícone do ambientalismo brasileiro, o almirante Ibsen Gusmão. Foi um dos primeiros defensores das baleias e da preservação marinha no Brasil. Na varanda de sua aconchegante casa num condomínio na Barra, conversamos por quase duas horas sobre problemas e soluções para os oceanos do planeta. Aos 83 anos, o bom velhinho dá um show de lucidez. Contou duas histórias dignas de nota: uma sobre a lagosta que era tida como praga pelos pescadores nas décadas de 1940 e 1950 (chegavam a matar o bicho e jogar de volta no mar) e outra sobre um restaurante que freqüentava no Japão quando passou um tempo por lá na década de 1960. Uma vez o dono o chamou e disse, animado: “Olha, hoje temos aquele peixe que o senhor gosta, e sem nenhuma radioatividade!” Muitos peixes sofriam com o problema devido aos testes nucleares realizados no Oceano Pacífico na época.

A entrevista é para um projeto do Greenpeace sobre oceanos. Estou conversando com especialistas no assunto para montar um perfil detalhado sobre a atual situação da ‘Amazônia Azul’. Hoje vim para Brasília entrevistar um diretor do Ibama e outro da Secretaria de Pesca sobre estoques pesqueiros. Amanhã (sexta) converso com uma conselheira do Itamaraty, que representa o Brasil na ONU nas discussões sobre oceanos. Ela vai me dar um panorama geral da situação no país e no mundo. Serão feitas mais ou menos umas 40 entrevistas para a produção de um relatório no final do ano. Já estou ficando craque no tema! :)

Apesar de todo o terrorismo midiático, não tive problema algum para voar até agora - apenas um atraso de duas horas em Congonhas na ida para o Rio, tranqüilo. Fui de Gol para o Rio e vim de TAM para Brasília. Volto pela TAM também para SP. Em Congonhas, no Santos Dumont e no aeroporto aqui de Brasília, os saguões de embarque estavam cheios, mas não confusos. A movimentação da imprensa era intensa, todos em busca daquele ‘homem de bem’ indignado, levemente desesperado, para o show diário de manipulação da informação nos telejornais noturnos. O ‘homem de bem’ está ficando nervosinho, e os jornalistas, fiéis seguidores da cultura do medo, dão mais e mais corda a ele. Se viessem me entrevistar, lhes daria um sonoro top, top, top, uh!

Em tempo: Estava meio sonolento nesse último vôo, do Rio para Brasília, quando de repente, naquela telinha diminuta à minha frente, começa para minha surpresa um filme lendário: Rendezvous, do Claude Lelouch, um curta filmado em 1976 nas ruas também sonolentas de Paris. Foi feito, dizem, a bordo de uma Ferrari 275 GTB. O cara acelera a bichinha pra valer nas ruas vazias numa manhã qualquer da capital francesa. O motivo? Confira abaixo:

Uma vaia pra torcida brasileira

Posted by escriba on 23 Jul 2007 | Tagged as: brasil, comportamento, esporte

E a torcida brasileira no Pan do Rio, heim? Que vergonha. Vaiam adversários durante as provas (o Sportv chegou a tirar o som do estádio durante a decisão, nesta segunda, do salto com vara feminino, porque o pessoal vaiou muito a americana que disputava o ouro com a brasileira), provocam os americanos com gritos de Osama! Osama!, incitam brigas nas arquibancadas (os cubanos quase foram linchados durante as lutas finais do judô). É triste. E ainda contam com a ajuda de nomes importantes como Oscar, ídolo do basquete, que puxou vaias nas provas de ginástica. Desde 1980 acompanho as Olimpíadas e desde 1983, os Jogos Pan-Americanos, e NUNCA VI algo parecido. E ainda tem quem defenda a realização de Jogos Olímpicos por aqui…

Como bem diz Juca Kfouri, brasileiro não gosta de esportes, gosta do seu time. Ponto.

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Passei a noite de sábado comparando os resultados da natação brasileira no Pan com os melhores do ano, segundo o ranking da Federação Internacional de Natação (Fina). Fiquei com preguiça de publicar naquela madrugada o que levantei e hoje, quando ia subir o texto, li na Folha Online uma matéria muito semelhante. Faz parte.

Eles compararam os tempos dos medalhistas brasileiros na natação do Pan (foram 27 medalhas, 12 delas de ouro) com o Mundial da modalidade realizado no início do ano em Melbourne, na Austrália, revelando que apenas César Cielo seria campeão com o tempo que obteve no Rio na prova dos 50 metros livre.

Segundo o levantamento que fiz, a maior parte dos tempos obtidos nas provas de natação no Pan do Rio não estão entre os 10 melhores do ranking da Fina. As exceções são os brasileiros César Cielo (segundo melhor tempo no ano nos 50 metros livre e décimo nos 100 metros livre), Thiago Pereira (quarto tempo do ano nos 200 e 400 metros medley, e oitavo nos 200 metros costas) e Kaio Márcio (quinto tempo do ano nos 200 metros borboleta e nono nos 100 metros borboleta), e o revezamento 4 x 100 medley masculino brasileiro, que fez o quinto tempo do ano na prova realizada no Rio de Janeiro. São nossas melhores chances de medalhas nas Olimpíadas de Pequim ano que vem. Os jornalistas-mutley (medalha, medalha, medalha) fazem análises diferentes na TV - dizem que a chuva de medalhas pan-americanas prova que a natação está na ponta dos cascos para 2008. Balela. Eles, como a nossa torcida, não gostam de esporte; querem medalhas. E só.

No pasarán!

Posted by escriba on 23 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice, imprensa, politica

Falta muito pouco para que “intelectuais”, jornalistas, empresários e publicitários lançarem a campanha para derrubar o presidente Lula, como informa a colunista Mônica Bergamo:

‘Um grupo formado por jovens empresários da Fiesp, por pessoas ligadas a artistas, como Jesus Sangalo, irmão da cantora Ivete Sangalo, por publicitários como Sérgio Gordilho, da agência África, de Nizan Guanaes, e por empresários como João Doria reuniu-se na semana passada para discutir o lançamento de um movimento cujo slogan será “Cansei!” ou “Chega e basta!”. “Não somos contra ninguém. Somos a favor do Brasil”, diz o empresário Marcos Haddad, dos jovens empresários da Fiesp.”

Uma segunda nota:

“Além de peças publicitárias com o slogan que poderiam ser divulgadas em TVs, jornais e internet, Haddad diz que o grupo planeja ações. “As pessoas, por exemplo, poderiam, num dia determinado, sair de seus locais de trabalho e tomar as ruas como forma de protesto e homenagem às vítimas do acidente da TAM.” O movimento quer também protestar contra a violência e o baixo crescimento do país.”

Revivendo 64:

Dois editoriais publicados no jornal Correio da Manhã e JB:

“Chega!”

“Basta!”.

Ganharam as ruas no dia 30 de março daquele ano.

Exceto a Última Hora, todo o imprensalão da época - inclusive os democratas radicais Folha, Estadão e O Globo - apoiaram e foram decisivos para a consolidação do golpe, que em nome da “liberdade” nos condenou a 21 anos de ditadura.

Falta marcar a marcha com Deus. O resto do roteiro está pronto. O golpe já está em andamento. Só não vê quem não quer.

(texto de Fábio José Mello)

Em tempo: Leia aqui alguns editoriais publicados pela imprensa brasileira antes, durante e depois do golpe de 1964. O mundo dá voltas…

Caos aéreo é mundial

Posted by escriba on 22 Jul 2007 | Tagged as: brasil, cachaça, imprensa

O caderno Aliás, do Estadão, traz uma entrevista emblemática sobre a questão aérea - não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Charlie LeBlanc, vice-presidente do ASI Group, consultor em riscos globais e membro da National Business Aviation Association (NBAA), afirma com todas as letras:

Hoje, não vejo país que tenha resolvido os desafios do setor aéreo.

Logo na abertura da ampla entrevista de duas páginas, um bom raio-x da situação da viação aérea mundial:

Considerado um dos maiores consultores em riscos globais do mundo, LeBlanc inscreve a tragédia paulistana num quadro bem mais abrangente. Seja no Brasil, nos EUA, na Malásia ou na China, voar ficou perigoso. Porque, de um lado, o terrorismo faz de aeroportos e aviões alvos de ataque. E, de outro, a indústria aeronáutica experimentou uma expansão sem precedentes nos últimos anos, enfiando-se numa competição de mercado alucinada. Hoje é vítima do próprio sucesso. Vejamos: voar ficou mais barato, mais acessível, mais simples. Compram-se bilhetes pela internet. Faz-se check-in em máquinas de auto-atendimento. Promoções não para de ser oferecidas. Resultado: segundo a International Air Transport Association (IATA), até 2010, haverá 500 milhões de passageiros a mais no mundo. Um boom. Só que, hoje, aeroportos já estão sobrecarregados, atrasos e cancelamentos de vôos viram rotina, o estresse das tripulações e dos viajantes rende embates diários, há o desgaste das aeronaves, descontroles em torres de controle, acidentes e, pior, vidas se perdem. (leia a íntegra da entrevista aqui)

Aposto 10 contra 1 como os abutres da imprensa, que soltaram perdigotos aos quatro ventos após o acidente da TAM, vão ignorar solenemente essa análise da aviação civil comercial, que não é nenhuma revelação extraordinária; apenas a constatação do que acontece hoje no setor. Afinal, eles já têm um culpado para a crise: Lula.

Top, top, top, uh!

Posted by escriba on 21 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice, imprensa

Falha no sistema fly-by-wire, problemas no freio das rodas, reversor quebrado, alta velocidade, imperícia do piloto, possível estouro de uma das turbinas, pista curta demais. Ou seja, até o momento, o que se desenha é que o acidente com o avião da TAM não tem neca de pitibiriba a ver com o governo, como se apressaram a acusar algumas das vacas mais sagradas do jornalismo tupiniquim. Falta de grooving? Como disse um amigo engenheiro, nem se a pista fosse feita de piche aquele avião pararia estando na velocidade que estava.

Apesar das fortes evidências de que o acidente foi provocado por problemas mecânicos ou falha humana, não lembro de ter lido pedidos de desculpas por parte das vacas pelas acusações precipitadas - e, em alguns casos, violentas e destemperadas (como no caso do psicanalista e colunista da Folha, que chamou Lula de assassino). São arrogantes demais. Vão pular de galho em galho atrás de algum dado que possa ser cravado no lombo do Lula, secos que estão por associar a tragédia ao governo do PT. Afinal de contas, as eleições estão chegando… A estratégia já começou. Pegaram as imagens do Marco Aurélio e seu assessor comemorando o toco que a imprensa levou dos fatos e estão manipulando com destreza os fios. Li hoje no estadão (inho, inho) uma carta de leitor dizendo que era como se eles estivessem debochando dos familiares. Ah, mermão, vai se fuder! Eu fiz também, mas não pensei nos que estavam no avião ou no prédio da TAM, mas sim nas fuças do Bonner, Waack, Garcia, Leitão, Catanhede, Nobláblá, bolotinha Azevedo, Souza e por aí vai. Eles vão martelar a tecla ‘a culpa é do governo’, como todo bom brasileiro faz. Enquanto isso, a caravana passa. Ninguém dá mais tanto crédito para o que os vassalos dos (tu)barões escrevem… Top, top, top, uh! pra vocês!!

E agora, abutres?

Posted by escriba on 20 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice, imprensa

E agora, Alberto Dines? E agora, Luis Weis? E agora, Eliane Catanhede? E agora, Clovis Rossi? E agora, Miriam Leitão? E agora, Ricardo Nobláblá? E agora, William Waack? E agora, Josias de Souza? E agora, Reinaldo bolota Azevedo? E agora? O problema foi do avião… e agora? o que fazer? Vão pedir desculpas? Vão admitir que foram precipitados no julgamento e condenação? Vão tem a hombridade e decência para tanto? E agora? Como ficam as vacas sagradas do jornalismo brazuca?

Ué, ficam onde sempre estiveram, descolados da realidade, em seus aquários, dando às costas aos fatos, aos brasileiros, à nação. Querem fazer o cotidiano se encaixar em suas pautas, e tomam toco atrás de toco. Não se emendam porque se tem uma coisa que jornalista não tem, é humildade.

(Ontem, em jantar na casa de amigos, tomamos um porre homérico: três garrafas de gim foram consumidas em dezenas de dry martinis. Outras tantas de vinho e otras cositas más. Só soube da morte de ACM esta manhã. Minha ressaca passou! RIP)

Funcionário da FSP chama Lula de “assassino”

Posted by escriba on 19 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice, imprensa

Os golpistas perderam totalmente o pudor - se é que eles o tiveram algum dia.

Diz Francisco Daudt, psicanalista e colunista - portanto funcionário - da Folha:

“Gostaria imensamente de ter minha dor amenizada por uma manchete que estampasse, em letras garrafais, “GOVERNO ASSASSINA MAIS DE 200 PESSOAS”. O assassino não é só aquele que enfia a faca, mas o que, sabendo que o crime vai ocorrer, nada faz para impedi-lo. O que ocorreu não pode ser chamado de acidente, vamos dar o nome certo: crime. Remeto-me ao livro de García Marquez, “Crônica de uma morte anunciada”. Todos sabiam e ninguém fez nada. E não me refiro a você, leitor, que se consome em sua impotência diante deste e de tantos descalabros que vimos assistindo semanalmente… Refiro-me ao presidente Lula, que, há quantos meses, ó Senhor, disse em uma de suas bazófias inconseqüentes que queria “data e hora para o apagão aéreo acabar”, como se não dispusesse da devida autoridade para tal”.

O Paulo Henrique Amorim pediu esclarecimentos ao presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise, Dr Luis Carlos Menezes, “para saber se um psicanalista pode fazer o que o sr. Daudt fez”.

Se não pode, então o sr. Daudt é um charlatão.

(texto de Fábio José de Mello, assíduo leitor deste blog)

Na Colômbia, um avião Embraer 190 não conseguiu parar na aterrisagem e foi parar com o bico no mar. Quer apostar que vão culpar o Lula por este acidente também?

As imagens do pouso do avião da TAM

Posted by escriba on 18 Jul 2007 | Tagged as: brasil, canalhice, imprensa

O JN divulgou hoje as imagens da tentativa de aterrisagem da aeronave, que acabou batendo num prédio e matando mais de 200 pessoas. Momentos antes, um outro Airbus da TAM pousou e levou 11 segundos. O avião que se acidentou levou apenas 3 segundos para atravessar toda a pista de Congonhas. Como podemos ver, não tinha groving no mundo que segurasse o bicho a essa velocidade (com certeza estava a mais de 500 km/h). Confira abaixo:

E agora Luis Weis, Josias de Souza, Eliane Catanhêde, Ricardo Nobláblá, Reinaldo Bolotinha Azevedo, Míriam Leitão, Alexandre Garcia? Vocês terão a hombridade de pedir desculpas por culparem o presidente Lula pelo acidente? Terão a decência de admitir que foram precipitados em acusar o governo pela tragédia? Eu duvido, mas vamos aguardar os jornais de amanhã.

O imprensalão e a tragédia

Posted by escriba on 18 Jul 2007 | Tagged as: canalhice, imprensa

Não demorou muito e o imprensalão já se mexeu para por na conta do Lula um dos maiores acidentes aéreos do Brasil. Eliane Catanhede, Ricardo Nobláblá e Reinaldo “bolotinha” Azevedo, entre outros, afirmam categoricamente que a tragédia é culpa do governo - quando especialistas do setor aéreo ainda investigam as causas, sendo as mais prováveis (segundo eles mesmos) falha do piloto ou do próprio avião.

Os artigos dos citados acima estão provocando uma enxurrada de críticas até mesmo de adversários do governo e não é para menos. É muito oportunismo, cinismo e pusilanimidade juntos. Estão politizando a tragédia. De dar nojo.

A seguir, carta enviada à Catanhede por Walter Falceta Jr., também jornalista:

Cara Eliane Cantanhêde,

Sou jornalista. Já trabalhei em Veja, Estadão, O Globo e um monte de outros jornais e revistas. Como editor, já topei com muita bobagem e muita mentira.

No entanto, poucas vezes li algo tão oportunista quanto seu texto sobre o acidente com o avião da TAM. Constitui-se, sobretudo, em DESRESPEITO às vítimas e suas famílias. Um exemplo espetacular de falta de sensibilidade.

A senhora não é expert em aviação, e mesmo que fosse não poderia, neste momento, emitir parecer sobre as causas das tragédia em São Paulo. Sem ciência e consciência, seu artigo mistura fatos desconexos para dar fôlego à permanente propaganda de desconstrução da imagem do Governo Federal.

Se não é pitonisa e se não tem o dom da onisciência, a senhora não sabe se houve erro do piloto, se houve falha mecânica nem se esses e outros fatores se combinaram para provocar o acidente.

Esse terrorismo do “quando vai ser o próximo?” é próprio de uma imprensa pusilânime e irresponsável. A conversão da dor em combustível da propaganda política dá engulhos a qualquer leitor de bem. Neste caso, mais do que o modus leviano de escriba de aluguel, é teu aquele do abutre politiqueiro.

Um abraço,

WFJr.

(Fonte: Vi o Mundo)

Papo floral

Posted by escriba on 18 Jul 2007 | Tagged as: livros, musica

Acabei ontem de ler a biografia do Roberto Carlos e estou ainda mais convicto da burrada que foi a proibição do livro do Paulo César de Araújo. A obra é um elogio sem tamanho ao cantor, que poderia conquistar legiões de novos admiradores se o livro estivesse liberado. Eu mesmo, que nunca fui fã, passei a gostar mais dele, por conhecer agora detalhes de sua vida e obra. E a biografia é deliciosa, tem passagens brilhantes, como essa:

Entre as decantadas manias de Roberto Carlos está também aquela de falar com as plantas. Verdade ou mentira? “Isto é um pouco de verdade sim e também um pouco de lenda”, afirma o cantor. “Eu faço um carinho nas plantas por serem seres vivos. Boto a mão nelas com muito carinho e cumprimento: ‘bom dia, tudo bem?’. Tenho realmente muito carinho pelas plantas. Antigamente, eu até dizia que ouvia as plantinhas, mas acho que eu estava meio…” E foi exatamente nessa fase de ouvir e falar comas plantas que ocorreu o episódio com o clássico As rosas não falam, de Cartola.

Por sugestão dos produtores Miéle e Bôscoli, o cantor aceitou incluir a música no repertório de um de seus shows no Maracanãzinho, mas, no momento do ensaio, houve o problema. Roberto Carlos não conseguiu passar daquele trecho: “As rosas não falam/ simplesmente as rosas exalam/ o perfume que roubam de ti…”. Ele ainda tentou cantar novamente e outra vez parou no mesmo trecho. Até que Roberto Carlos confessou a Bôscoli: “Bicho, eu não posso cantar isso. Não é verdade que as plantas não falam. Eu converso todo dia com elas. As plantas falam, bicho”, argumentou Roberto Carlos. Mas como o número estava muito bonito, os produtores insistiram para que ele mantivesse As rosas não falam no show. Miéle até tentou argumentar com espirituosidade: “Pô, Roberto, se as plantinhas falam, então conversa com elas. Explica que você vai cantar uma música que não é de sua autoria. Elas vão entender.” Roberto Carlos não gostou do comentário e foi chateado para o camarim. “Ele estava falando sério e eu com brincadeirinhas”, afirma Miéle. E Roberto Carlos não cantou As rosas não falam.

Se você não conseguiu comprar o livro, baixe aqui o arquivo PDF. (clique com o botão direito do mouse e salve em seu computador)

Meu sósia?

Posted by escriba on 17 Jul 2007 | Tagged as: musica

Tem gente dizendo que sou a cara do Tom Jones. Pode até ser, mas a voz… quanta diferença!

(pause a rádio Escriba pra curtir melhor essa preciosidade)

Blogar ou não blogar?

Posted by escriba on 17 Jul 2007 | Tagged as: blog, musica

Sempre que me perguntam porque gosto de escrever num blog, respondo: “Por que não?”

Fonte: Blue Bus
(não se esqueça de desligar a rádio Escriba para curtir melhor a canção blogueira)

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