Curioso como o fim da RCTV, a emissora mais antiga da Venezuela, gerou quase nenhuma discussão no imprensalão brazuca sobre os reais motivos que levaram o governo daquele país a tomar uma decisão tão dura. Os mesmos que há mais de 20 anos louvaram com muito entusiasmo o golpe de 1964 - leia aqui o que diziam em editoriais à época - agora se dizem preocupados com a falta de liberdade de expressão em terras venezuelas. É aquela velha história: quem tem, tem medo. A RCTV perdeu a concessão - sim, TV é uma concessão governamental, que pode ser cancelada legitimamente caso certas normas sejam descumpridas - por ter sistematicamente conspirado para derrubar o presidente eleito Hugo Chavez. O prazo da concessão terminou e o governo venezuelano decidiu não renová-la. Simples assim.

O documentário A Revolução Não Será Televisionada conta bem essa história. Eis um pequeno trecho revelador de como a mídia (em particular a RCTV interferiu decisivamente nos acontecimentos em abril de 2002:

O documentário inteiro está no YouTube, é só procurar. Pois é, agora posam de vítimas. Os (tu) barões brasileiros esperneiam com vontade mas já colocaram suas barbatanas de molho porque sabem que os muitos esqueletos que guardam nos armários fazem um barulho danado sempre que alguém toca nesse passado nefasto - e que nos revela um presente nada digno dos meios corporativos de comunicação.

Abaixo, as primeiras imagens da nova TV venezuelana, a TVes:

(fonte: blog Na Periferia do Império)

O que deve ter de (tu) barão babando de raiva por aí não tá no gibi…