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Com a família em Holambra neste feriado - e eu em casa, trabalhando -, bateu um tédio danado. Criança dá uma canseira e tanto, mas quando Martim e Sofia estão fora, fica um vazio imenso. Decidi procurar algum showzinho de bar pra espantar os males e lembrei que o Léo Maia, filho do Tim, está com temporada no Grazie a Dio!. E lá fui eu. Sabia qual seria o som mas ainda assim me surpreendi com a qualidade da banda do cara - Bira Marques (teclado), Cássio Calazans (guitarra), Magno (baixo), Marcelo Churilo (percussão) e Daniel (bateria). O repertório é baseado em sucessos do soul/funk brasileiro, mas com forte sabor roquenrol, graças à dupla Calazans-Magno.

O grupo dá novos ares a antigos sucessos como As Dores do Mundo (Hyldon), País Tropical e W/Brasil (Jorge Ben) e A Festa do Santo Reis (Tim Maia) - esta última com um vigor rockão funkeado de levantar defunto -, o que só facilita a empatia com o público, que lotou a casa.

Léo parece ser um cara legal, simpático toda vida, canta razoavelmente bem - há quem diga o contrário, mas enfim… - e tem uma banda afiada. Não é nada, não é nada, é bem mais do que boa parte do que escutamos por aí.

Depois do segundo mojito e antes do fim do show, fui pra casa. E baixei o CD do Léo Maia, Cavalo de Jorge que, diferentemente do show, traz músicas de autoria do filho do síndico. É uma boa pedida - tanto o show (20 pratas o ingresso) como o CD.