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Desde a morte de John Kennedy, em 1963, morreram mais americanos por armas de fogo dentro dos EUA do que em guerras pelo mundo durante todo o século 20. Foi o que li na excelente artigo da The Economist que discute o massacre na Virginia e o culto às armas dos americanos.

Um trecho do brilhante artigo:

Quando se discute produtos perigosos como drogas, cigarros e carros velozes, esta revista defende uma posição mais liberal do que o governo americano. Mas quando se fala em revólveres, armas automáticas e outras coisas desenhadas especialmente para matar pessoas, acreditamos que o controle é necessário, porque o fracasso em lidar com tais artigos violentos geralmente significa que outras liberdades são abreviadas. Em vez de debater as armas, os Estados Unidos estão agora discutindo a segurança em campus universitários.

Os americanos estão tapando o sol com a peneira. Quando malucos como esse sul-coreano e aqueles dois moleques de Columbine adquirem legalmente armas como a pistola semi-automática Glock 9mm, é sinal de que há algo de muito errado no sistema como um todo. É inegável que Cho Seung-hui tinha problemas mentais. Um perfeito ‘loser’ para os padrões americanos - imigrante, filho de tintureiros, tímido. Crie um sujeito assim em meio à arrogante cultura de vencer a todo custo e você tem uma bomba-relógio prestes a explodir. Cho explodiu.

Para se ter uma idéia de como a mentalidade bélica eclipsa a razão ao norte do Rio Grande, grupos como a Associação Nacional de Rifles e Donos de Armas da América argumentaram pouco depois da matança que se os alunos da universidade tivesse autorização para andar armados, o massacre não ocorreria.

É, eles estão certos. Errado tá quem dá trela pra eles…