April 2007
Monthly Archive
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Posted by escriba on 29 Apr 2007 | Tagged as: musica
Com a família em Holambra neste feriado - e eu em casa, trabalhando -, bateu um tédio danado. Criança dá uma canseira e tanto, mas quando Martim e Sofia estão fora, fica um vazio imenso. Decidi procurar algum showzinho de bar pra espantar os males e lembrei que o Léo Maia, filho do Tim, está com temporada no Grazie a Dio!. E lá fui eu. Sabia qual seria o som mas ainda assim me surpreendi com a qualidade da banda do cara - Bira Marques (teclado), Cássio Calazans (guitarra), Magno (baixo), Marcelo Churilo (percussão) e Daniel (bateria). O repertório é baseado em sucessos do soul/funk brasileiro, mas com forte sabor roquenrol, graças à dupla Calazans-Magno.
O grupo dá novos ares a antigos sucessos como As Dores do Mundo (Hyldon), País Tropical e W/Brasil (Jorge Ben) e A Festa do Santo Reis (Tim Maia) - esta última com um vigor rockão funkeado de levantar defunto -, o que só facilita a empatia com o público, que lotou a casa.
Léo parece ser um cara legal, simpático toda vida, canta razoavelmente bem - há quem diga o contrário, mas enfim… - e tem uma banda afiada. Não é nada, não é nada, é bem mais do que boa parte do que escutamos por aí.
Depois do segundo mojito e antes do fim do show, fui pra casa. E baixei o CD do Léo Maia, Cavalo de Jorge que, diferentemente do show, traz músicas de autoria do filho do síndico. É uma boa pedida - tanto o show (20 pratas o ingresso) como o CD.
Posted by escriba on 27 Apr 2007 | Tagged as: TV, humor
Pegadinha de um programa japonês de TV.
Posted by escriba on 27 Apr 2007 | Tagged as: tecnologia
Esse Ubuntu é o meu novo sonho de consumo. Quem sabe quando conseguir comprar minha próxima máquina?
Posted by escriba on 27 Apr 2007 | Tagged as: imprensa

Para justificar a publicação desta ou daquela matéria, invariavelmente o editor de um jornal (impresso ou televisivo) alega que é isso que o leitor quer ler. Pois uma recente pesquisa revela que tal sapiência editorial não passa de prepotência. Segundo estudo feito pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, o brasileiro quer saber mais sobre medicina, saúde, meio ambiente e ciência, e menos sobre política, moda e cultura - que são justamente as áreas que a imprensa mais aposta (além de esportes e economia), normalmente com textos declaratórios (em que políticos deitam e rolam) e/ou baba-ovos de artistas e queridinhos das passarelas.
No caso do meio ambiente então, é emblemático o fato de nenhum dos grandes jornais ter um caderno específico para o assunto, muito menos um correspondente fixo sequer em Manaus, por exemplo. Já Brasília…
Não à toa somos invariavelmente surpreendidos por boas matérias do que acontece em nosso país publicadas em veículos estrangeiros. Os caras estão andando por esse mundão besta, sô, cavando pautas, enquanto nós nos enfurnamos na capital federal. É só conferir quantas matérias vindas de Brasília tem o seu jornal diário - dá uns 70% do total, fácil.
A meu ver, nada justifica tamanha concentração. Mas enfim, o imprensalão há tempos demonstra estar numa outra dimensão, falando com seus umbigos. E ainda assim, nunca estivemos tão bem informados - afinal de contas, as fontes de informação se multiplicaram de tal maneira que quem lê só jornal é o último a saber das coisas.
Mas, a exemplo dos que vivem nos aquários, não perdem a pose. Nunca.
Posted by escriba on 25 Apr 2007 | Tagged as: musica
Los Hermanos anunciaram esta semana que vão dar um tempo. Que peninha… Agora eles bem que poderiam aproveitar e virar banda de abertura de uma última turnê de Sandy & Júnior, que também vão se separar. É tudo irmão mesmo… ![]()
Posted by escriba on 24 Apr 2007 | Tagged as: civilização, internacional
Desde a morte de John Kennedy, em 1963, morreram mais americanos por armas de fogo dentro dos EUA do que em guerras pelo mundo durante todo o século 20. Foi o que li na excelente artigo da The Economist que discute o massacre na Virginia e o culto às armas dos americanos.
Um trecho do brilhante artigo:
Quando se discute produtos perigosos como drogas, cigarros e carros velozes, esta revista defende uma posição mais liberal do que o governo americano. Mas quando se fala em revólveres, armas automáticas e outras coisas desenhadas especialmente para matar pessoas, acreditamos que o controle é necessário, porque o fracasso em lidar com tais artigos violentos geralmente significa que outras liberdades são abreviadas. Em vez de debater as armas, os Estados Unidos estão agora discutindo a segurança em campus universitários.
Os americanos estão tapando o sol com a peneira. Quando malucos como esse sul-coreano e aqueles dois moleques de Columbine adquirem legalmente armas como a pistola semi-automática Glock 9mm, é sinal de que há algo de muito errado no sistema como um todo. É inegável que Cho Seung-hui tinha problemas mentais. Um perfeito ‘loser’ para os padrões americanos - imigrante, filho de tintureiros, tímido. Crie um sujeito assim em meio à arrogante cultura de vencer a todo custo e você tem uma bomba-relógio prestes a explodir. Cho explodiu.
Para se ter uma idéia de como a mentalidade bélica eclipsa a razão ao norte do Rio Grande, grupos como a Associação Nacional de Rifles e Donos de Armas da América argumentaram pouco depois da matança que se os alunos da universidade tivesse autorização para andar armados, o massacre não ocorreria.
É, eles estão certos. Errado tá quem dá trela pra eles…
Posted by escriba on 23 Apr 2007 | Tagged as: bizarro/curiosidade, internet, tecnologia
Acho que já já vou precisar de um CyberTwin…
Posted by escriba on 23 Apr 2007 | Tagged as: Meio Ambiente, jogos
Circule por Evergreen e teste seus conhecimentos sobre aquecimento global e mudanças climáticas. O jogo Planet Green traz ainda boas dicas de como podemos contribuir para salvar o planeta - ou pelo menos tentar.
Posted by escriba on 23 Apr 2007 | Tagged as: egotrip

Circulando pelo centro da cidade hoje fui obrigado a dar o braço a torcer: o prefeito Kassab mandou muito bem com essa lei do outdoor, que retirou milhares de placas de publicidade das fachadas paulistanas. A cidade ficou muito mais agradável e até bonita. O caos visual que existia em ruas como a São Bento ou Direita, no centro, escondia belos sobrados e meio que oprimia o olhar.
Começamos este passeio dominical pelo metrô, que Martim estava louco para conhecer. “Radical, papai, radical”, dizia ele enquanto o trem zunia pelo túnel da Vila Madalena rumo ao centro. Gostou mais do que andar de ônibus e já me cobrou um retorno pelo “buraco do tatu gigante”. Descemos na Praça da Sé e lá mais um espanto, desta vez meu. Perguntei se ele sabia o que era uma catedral e ele de pronto: “Claro, é uma igreja, casa do papai do céu. Ele é invisível, que nem meu irmão.” O “irmão” do Martim não é a Sofia, mas o super Joãozinho, o amiguinho imaginário dele.
A pé, descemos a rua Direita maravilhados com as novas cores do local, graças à ausência de tantas placas e, chegando na Praça do Patriarca, viramos na Rua São Bento. Passamos pelo bizarro edifício Martinelli e novamente me prometi visitá-lo - em oito anos de São Paulo, nunca fui lá. Parece que tem um museu ou algo do tipo na cobertura, onde viveu autor desse que é com certeza o prédio mais incrível e bizarro da cidade.
Procurávamos um restaurante mas nada estava aberto. Uma pena. Passear pelo centro é bem legal, mas sem um lugar honesto para saciar a fome e com duas crianças pequenas a tira-colo, a missão se torna quase impossível. Sofia urrava e só parou quando achamos por milagre um saco de batatinhas na bolsa. Voltamos e fomos então ao Centro Cultural Banco do Brasil e comemos alguns quitutes.
Pegamos o metrô novamente até a Vila Madá, onde estava o carro. De lá, para o Sesc Pinheiros, um oásis para a criançada aos domingos. O que não falta lá é atividade pros pequenos - peça infantil (que perdemos, os ingressos já tinham acabado), exposições, um ginásio aberto para a molecada se divertir com ‘n’ brincadeiras promovidas por monitores e apresentações de grupos teatrais e folclóricos no térreo.
A diversão também é garantida aos grandinhos. Nesta terça-feira, por exemplo, vai rolar um tributo a Noel Rosa, com a São Paulo Coffee Symphony, a cantora Tuca Fernandes e outros artistas.
Fim de tarde, Martim já havia corrido como nunca e Sofia desfilado sua simpatia - ficou até amiga da ascensorista. Eu e Ana, bem, estávamos mesmo precisando de exercício. Quando Martim me chamou uma hora e disse que queria ir embora, mal pude disfarçar um sorriso de alívio.
Ele e iaiá já dormem o sono dos justos. Eu ainda aqui, escrevendo essas mal traçadas linhas… ![]()
Posted by escriba on 23 Apr 2007 | Tagged as: TV, humor, imprensa
O choque que Lasier Martins, um sub-Ratinho gaúcho, levou durante uma matéria que fazia sobre uvas continua rendendo boas risadas no You Tube. Agora, o hit é o funk do velho do choque!
Posted by escriba on 20 Apr 2007 | Tagged as: imprensa

Uma empresa fantasma compra por milhões de dólares parte de um grande grupo de comunicação brasileiro e desperta suspeitas na Receita Federal (assista à reportagem aqui). Será que vai dar capa da Veja?
Posted by escriba on 20 Apr 2007 | Tagged as: civilização, filmes
Tá certo que filmes como Os 300 de Esparta não são parâmetros para se discutir história, mas também não podemos subestimar a capacidade que eles têm de deturpar os fatos nas mentes de quem vai ao cinema. A grande maioria dos espectadores sai da sala escura certa de que aquilo é a história real. O cinema vem há tempos substituindo com grande eficácia os livros de história no inconsciente coletivo e isso é perigoso pacas. No filme baseado na HQ do Frank Miller (que eu curto, apesar dos pesares, mais pela estética do que pelo conteúdo), os persas são mostrados como um povo grotesco, sangüinário e cruel. Nada mais falso, como podemos comprovar com esse documentário aí de cima. Os caras conquistavam mas não escravizam (pelo contrário, libertavam povos subjugados, como os judeus na Babilônia, o que rendeu a Ciro, o grande, o título de messias na Bíblia), liberavam o culto religioso, pagavam os trabalhadores que erguiam palácios e criaram algumas das mais interessantes obras de engenharia de todos os tempos, como os sistemas de canais para aproveitar água do subsolo ou a ponte de barcos usada por Dario I para invadir a Grécia pelo estreito de Bósforo.
Não acredite no hype. Nunca.
(valeu pela dica, Igor!)
Posted by escriba on 18 Apr 2007 | Tagged as: Meio Ambiente, civilização
Abrir ao público toda produção científica da humanidade, permitindo um amplo debate de tudo que é pensado nas academias e instituições do planeta, pode significar um passo gigantesco na democratização da informação e mesmo no progresso da ciência. O problema são as conseqüências dessa liberdade extrema. Será que estamos preparados e responsáveis o suficiente para lidar com as benesses (China faz nevar em área seca do Tibet) e os perigos da ciência (Como destruir o meio ambiente, capítulo do livro A Menos que a Paz Venha, do geofísico americano Gordon JF MacDonald, assessor científico do presidente dos EUA, Lyndon Johnson)?
Estaríamos, por exemplo, preparados para usar a biotecnologia na produção, em um ambiente seguro (grandes laboratórios para evitar a contaminação do exterior), de biocombustível a partir de oleaginosas transgênicas?
Me soa melhor do que fazer óleo com madeira ou carcaça de animais (alguém aí viu o documentário Earthlings? Inteiro?) Sim, porque, se o preço do combustível for às alturas, por uma super-repentina-demanda dessas da vida, quem garante que florestas inteiras não serão derrubadas, plantações de alimentos não se transformarão em postos de combustível e animais serão confinados ainda mais para garantir o status quo de alguns lá nas alturas?
Não dá pra subestimar a gula do mundo corporativo.
Posted by escriba on 17 Apr 2007 | Tagged as: bizarro/curiosidade, drogas
No verão de 1988, a costa brasileira foi brindada com milhares de latas recheadas com maconha prensada na Ásia, descarregadas no mar pelo navio Solana Star. Eis uma singela homenagem ao verão da lata, como ficou conhecido um dos episódios mais surreais e psicodélicos da história brasileira.
Posted by escriba on 16 Apr 2007 | Tagged as: Meio Ambiente

Acabei de ler no blog Cerveja Só, do meu camarada Ricardo Amorim, que a demanda por biocombustíveis pode aumentar o preço da cerveja na Alemanha, porque a cevada vem sendo usada para a produção de biogás. O fenômeno já ocorreu no México, onde o preço da tortilha, um tipo de pão achatado feito com milho, aumentou barbaridade no ano passado - o milho é a principal matéria-prima do etanol americano e é para este fim que vem sendo plantado prioritariamente tanto nos EUA como no México. Com essa febre de biocombustível se espalhando por todo o mundo, os preços estão muito mais atraentes para quem alimenta a indústria de combustíveis em vez de bocas. E um agro-empresário não vai pensar duas vezes em trocar o foco de seu negócio se a diferença de preço for absurda. Pra quê plantar feijão, arroz e batata pra comer se o cara pode ganhar mais com soja, cana, palma e mamona, os principais ingredientes do biocombustível?
Estados Unidos e Brasil, que lideram essa empreitada, dizem que não há com que se preocupar - uma coisa não interfere na outra. Os americanos, que não querem reduzir seu consumismo, muito menos o tamanho de seus carros, vêem no etanol a fórmula perfeita para manter seu estilo de vida e ainda posar de preocupado com o aquecimento global; o Brasil tem na tecnologia do biocombustível a grande chance de deslanchar sua economia.
A próxima Cúpula sul-americana discutirá o assunto e países como Venezuela (grande produtor de petróleo) e Cuba (que tira uma casquinha dessa bonança do país vizinho) vão criticar a ferro e fogo essa onda toda. Independentemente de ideologias, acho que é bom ir devagar com esse andor porque a questão é séria. Não só para a alimentação em geral da população, mas também para o meio ambiente. A febre dos biocombustíveis tem se tornado o principal responsável pelo desmatamento de extensas áreas de florestas no Brasil, na Malásia, Indonésia, Tailândia e em países africanos.
O biocombustível pode ser importante para nos ajudar a depender menos dos combustíveis fósseis. Mas se livrar de um problema criando outro não é uma solução inteligente (como não são as usinas nucleares). Infelizmente, a humanidade já cometeu esse erro ‘n’ vezes em nome do progresso. Por que não investir pesado também em outras tecnologias (eólica, solar, marés) além de programas de conservação de energia e mudança de paradigmas de consumo?
Posted by escriba on 14 Apr 2007 | Tagged as: musica
Demorou, mas enfim atualizei a programação da rádio Escriba, desta vez totalmente dedicada a versões (ou covers, como queiram). Me considero um colecionador de reinterpretações de canções, quanto mais diferente ficar o resultado, melhor. Escolhi 20 músicas para a seleção desta semana e outras dez foram indicadas por leitores do blog - valeu Luiza, Fábio, Ernesto, Carlos Henrique, Marcelo, Marcos e Gabriela por suas contribuições. Acho que ficou uma coletânea bem interessante. Tem de tudo: versão dixie de AC-DC, os irmãos Zappa recriando um sucesso de Britney Spears, Led Zeppelin com molho blueseiro, Sympathy For The Devil com outra bossa, Billie Jean roqueira, enfim, confiram!
(vale o aviso de sempre. O tocador da rádio Escriba funciona como o YouTube e afins, ou seja, dependendo do tráfego, demora para carregar o som. Então, se travar, tem que dar um pause e esperar alguns segundos até que a música carregue. Na madrugada e nos fins de semana funciona que é uma beleza.)
Posted by escriba on 13 Apr 2007 | Tagged as: Meio Ambiente, musica
Um clipe com ações do Greenpeace, ao som do New Radicals. O monstro pode ser gigante, mas ainda vai levar muita bicuda na canela.
Posted by escriba on 12 Apr 2007 | Tagged as: esporte
Ser eliminado na semifinal do Carioca novamente nos pênaltis, com Romário desperdiçando outra oportunidade de marcar o milésimo gol no Maracanã (e num jogo que teve 8 gols no tempo normal, fora os da disputa de pênaltis!), só pode ser um sinal cósmico. Sinal de que o jabba the hut de São Januário vai cair, Roberto Dinamite assumir a presidência do Vasco na próxima eleição e, em seu primeiro ato, lançar o projeto Romário Gol 1.000: montar um belo time para ser campeão brasileiro em 2007 e resguardar o vetusto atacante para os jogos finais, quando enfim atingiria a tão sonhada marca. No Maracanã, claro.
Só pode ser isso. Ou então a vida é mesmo uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, significando nada…
Posted by escriba on 10 Apr 2007 | Tagged as: comportamento, internet, tecnologia
Garotos de classe média de Brasília tramam a morte de um rapaz pelo MSN. E agora? Será que imprensa e Ministério Público vão culpar o programa de mensagens instantâneas pelo crime, como costumam fazer com o Orkut e afins? Se vacilar, vão pedir que a Microsoft instale um software espião para monitorar as atividades de possíveis bandidos… Nada como pentear as franjas do problema…