Richard Branson, proprietário da gravadora Virgin, está oferecendo US$ 25 milhões para quem limpar a atmosfera da Terra dos gases que estão deixando o clima no planeta maluquete da silva. É o Virgin Earth Challenge.

Onde há catástrofe, há oportunidade de negócios - e de lucros. É o que o corretor de commodities Carlton Brown diz com angustiante sinceridade em depoimento dado no filme The Corporation, num dos trechos mais emblemáticos da filosofia predominante nos dias de hoje. Ele exemplifica afirmando que assim que souberam que as torres do World Trade Center, em Nova York, foram atingidas por aviões em um atentado terrorista, os principais negociantes de ouro se perguntaram: “Quanto subiu o preço do ouro?”

Branson é milionário e sempre tem boas sacadas. Essa é apenas mais uma delas. De boas intenções o inferno está cheio. Em vez de oferecer prêmio, por que não investe essa mesma quantia - ou até mais - em políticas sustentáveis de negócios? Tenho certeza de que a Virgin e empresas associadas têm uma penca de processos industriais que precisam mudar para garantir um futuro para o planeta.

Ou ainda ele poderia investir em conscientização para que as pessoas (seus consumidores, por exemplo) mudem seu estilo de vida - o real motivo da merda toda. Mas aí seria pedir demais. Branson é produto desse mesmo estilo de vida, vive de consumo desvairado. Por isso prefere apostar suas fichas na descoberta de uma pedra filosofal que nos livre de todos os males, um milagre enfim, e com isso possa manter o status quo das coisas.

Esse pessoal não toma jeito…