Por falar em clima, parece que o tão aguardado relatório do IPCC não traz notícias agradáveis sobre o desenvolvimento do aquecimento global. Kd o ambientalista cético, Bjørn Lomborg, que afirmava em 2001 ser o aquecimento global uma farsa? Sumiu o cara, não? Vamos ver o que diz agora.

Já Patrick Moore, um dos fundadores do Greenpeace, continua pintando o cenário de rosa, como gostam seus atuais patrões - madeireiras, mineradoras e indústria de biotecnologia ((ele saiu da ONG na década de 1980). Num encontro realizado no Havaí, soltou a seguinte pérola:

… o aquecimento global e o derretimento das geleiras é posivito porque cria mais áreas agricultáveis e o uso de produtos florestais aumenta a demanda por madeira e, conseqüentemente, o plantio de mais árvores.

Picareta ou mau intencionado?

Contrastando com esse mundo poliana de Moore, temos a entrevista que James Lovelock deu ao jornal The Independent. Para Lovelock, pai da teoria de Gaia, estamos num ponto sem retorno: o planeta já entrou numa espiral destrutiva e o aquecimento global é irreversível.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Para o Greenpeace, por exemplo, ainda há tempo de mudar o estado das coisas, empreendendo uma [r]evolução energética - revolução na produção de energia, evolução em seu consumo. O Terra Magazine fez um bom material sobre o assunto.

Para viabilizar essa [r]evolução, precisaríamos de um PACS - Plano de Aceleração do Crescimento Sustentável. O que adianta crescer em desabalada carreira se lá na frente dermos de cara com um muro? Diz aí Jorge Ben: “…só ponho meu boné onde eu posso apanhar; devagar se vai ao longe, devagar eu chego láááá!”