Ok, sou um dos maiores críticos dessas bandas ectoplasmáticas, que vivem do passado e pouco têm a contribuir. É o caso dos Rollings Stones, que há séculos não fazem nada de interessante - seus discos novos são uma bosta, pra mim o último bom lançamento da banda foi o Tatoo You, que é de 1981. Ao vivo são mais do mesmo, aquela grandiosidade toda para esconder o fato de que estão definhando, o tempo é cruel. Se pelo menos tocassem em lugares menores, poderiam render mais, deixa quieto, ia acabar em tragédia, milhares de pessoas tentando entrar num Circo Voador a qq custo, invasão de palco, os velhinhos poderiam ter uma síncope e estrebuchar ali mesmo por entre microfones e amplificadores. Nada menos roquenrol.

Com o Pink Floyd é a mesma coisa, já deram o que tinham que dar, pelo menos o Gilmour já avisou que não embarca nessa picaretagem de revival. Tá certo ele. E mandou um recado pros Stones: “Get a life!” Iggy é um caso a parte, ainda tem energia de sobra, o sangue ainda corre por aquelas amarrotadas veias, conseguiu relembrar os bons e velhos tempos sem soar datado e ainda fez um disco ducaralho, o Skull Rings. O cara é guerreiro e antenado, prepara o primeiro disco do Stooges após mais de 30 anos e, levando-se em conta o que vi no show deles aqui em SP, provavelmente vai mostrar pra muita bandinha medíocre por aí como é que se faz pra incendiar um público…

E o The Who? Pois é, os caras estão na estrada de novo, só o Daltrey e o Townsend, com um disco novo Endless Wire, grata surpresa, os dois estão cantando/tocando o fino, composições afiadas também. Não pararam no tempo, apesar de manterem o nome da velha banda - claro, pra arrecadar uns cascalhos, que ninguém é de ferro. Infelizmente, desandou a maionese e não veremos mais os shows agendados para o início do ano que vem. O jeito é torcer agora para que o show previsto pra rolar na Argentina se confirme. Mi Buenos Aires querido!