October 2006

Monthly Archive

Lula de novo, com a força do povo!

Posted by escriba on 30 Oct 2006 | Tagged as: TV, brasil, egotrip, imprensa, politica

Estou no Rio para trabalhar no Mundial de futebol de praia (ou Beach Soccer, enfim…) e fico por aqui até o dia 12 de novembro. As atualizações aqui no blog vão rarear porque na casa do meu pai, onde estou hospedado, a conexão à internet está muito ruim, e aqui na casa do meu irmão, de onde escrevo hoje, nem sempre poderei abusar, porque ele e a Juli estão com um bebezuco de três meses, a Clarinha.

Mas estava seco pra comemorar virtualmente também a extraordinária vitória de Lula domingo e cá estou perturbando meus cunhadinhos queridos!! Lulaaaaaaaaaaaaaaaaaa!! Vitória histórica! O slogan de campanha do presidente reeleito nunca foi tão acertado! O cara é hoje o presidente que recebeu o maior número de votos no mundo, em todos os tempos, e com o decisivo apoio do povão - quer os (de)formadores de opinião e (tu)barões da imprensa gostem ou não. Aliás, a grande imprensa saiu desta eleição como uma das grandes derrotadas e vai ter que se reciclar caso não queira ficar ainda mais queimada. Como duvido que isso aconteça, prevejo dias lúgubres na mídia impressa e televisada… Em tempo: a TV Bandeirantes deu um banho na Globo e na RepetecoNews (aka Globonews) na cobertura dessas eleições, heim? Pelo menos no domingo, foi até covardia. Agora bom mesmo foi ver o Geraaaaaldo Alckmin ter uma votação menor do que teve no primeiro turno, isso não tem preço. Será que vai encher o saco agora perguntando pra onde foram seus votos? Hahaahaha, que lavada!!

Aqui no Rio vários amigos meus votaram nulo, decepcionados que estavam com o PT, mas no problem, pelo menos não votaram no candidato de plástico. Cheguei aqui no sábado e fui tomar umas tequilas no Puebla da Cobal, do meu camarada Angelo. Lá encontrei um outro camarada que não via há mais de uma década, o Zé Carlos (grande pururuca), um dos fundadores do Centro de Comunicação Vegetal (CCV) na época da ECO e tal. Estava com sua esposa e a Ana Clara, a filha que conheci bebezinha e agora já é uma mocinha linda! Parabéns Zé!!

A noite estava só começando e tudo conspirava para dar certo. Revi Paulinho, figura, e a dupla de Márcias - D´Angelo e Baptista - com quem acabei indo para o Tim Festival, um bom lugar para encontrar mais gente. Afinal, estou quase dois anos sem vir para cá. Lá chegando, encontrei o Andre Arruda, alckmista frequentador deste espaço, com quem troquei um bom papo antes dele sumir - já estava deveras mamado… Vi também o Vagner e a Inês, bela como sempre. Lá pelas tantas, uma credencial me cai nas mãos e fecho a naite com chave de ouro - curtindo duas músicas do show do Thievery Corporation, que eu queria muito ver. E ainda calhou de serem justamente de um dos meus discos preferidos, o Mirror Conspiracy.

Domingão, ressacão. Votei, encontrei Beto, Juli e Clarinha na praia e fui a uma reunião na Arena onde vai rolar o campeonato. Depois, mais uma figura querida: Yan, que jantou conosco uma deliciosa pizza carioca (sem catchup…).

Hoje, segunda-feira, foi dia de visitar alguns familiares com meu pai - fomos à casa das tias Sueli, Nenem e Wanda, dei um beijo na minha prima recém operada Leninha, um outro na bonitona da Andrea e fiquei sabendo de detalhes do acidente do meu tio Zezé, que também lá estava firme e forte aos quase 80 anos. O cara ficou preso um elevador com metade do corpo para dentro e as pernas do lado de fora! Só vendo as fotos para acreditar! Não à toa meu pai diz que o cara é jagunço, difícil derrubar… E já marquei um chope com ele e mais alguns primos, quarta depois do trampo, no quiosque do Bar Luiz na praia, próximo à arena - quiosques aliás, belíssimos! Agora sim!

Bom, agora chega de perturbar os cunhados, vou pra casa porque amanhã começa a labuta cedinho lá em Copa. Inté!

Lulaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!

O suicídio dos (tu)barões

Posted by escriba on 27 Oct 2006 | Tagged as: blog, brasil, imprensa, internet, politica

Em corajosa entrevista ao site Vermelho.org, o jornalista Luis Nassif ratifica o que muitos já perceberam: a mídia brasileira está em campanha uníssona, algo inédito no Brasil - quiçá no mundo. Digo corajosa porque é fato raro jornalista falar de jornalista e do modus operandi da mídia. Pior que a máfia. Jornalista critica, difama, acusa, condena livremente. Mas ai de quem ouse apontar suas baterias para um deles, apontar erros, revelar distorções ou criticar métodos. Como os peixes menores do oceano, eles se fecham num grande cardume e partem pra cima, numa tática invariavelmente bem sucedida.

Vou destacar alguns pontos da entrevista que considero serem emblemáticos do momento que vivemos no mundo jornalístico brasileiro.

Sobre a onda anti-Lula na mídia:

No começo do ano passado, alguns colunistas - não oriundos da impresa propriamente dita -, intelectuais e pessoas do showbiz, basicamente o (Arnaldo) Jabor e o Jô (Soares), começaram um crítica mais pesada ao Lula e ao PT. Essa crítica, num determinado momento, resvalou para uma posição de intolerência e teve eco na classe média.

Quanto teve eco, aconteceu algo que, para mim, é o mais inacreditável que eu já vi em mais de 30 anos de jornalismo: a Veja entra na parada e começa a usar aquele estilo escabroso. É inédito em termos de grande imprensa - e é um suicídio editorial. Agora, aquele estilo acabou batendo aqui, em São Paulo, em alguns círculos do Rio de Janeiro, induzindo a mídia a apostar na queda do Lula. Quando não conseguiu derrubar Lula, a mídia enlouqueceu. E então todos os jornais caminhavam na mesma direção. Isso não existe. Todo mundo enlouqueceu.

Sobre a importância da internet para mostrar a todos o que os (tu)barões da imprensa escondem:

Aquela diversidade que os jornais ainda tinham e perderam, o pessoal foi buscar na internet. E uma coisa a gente aprende com os blogs: se houver 20 blogs falando “A”, basta um blog falando “B” de forma consistente, que ele inverte e desmascara. Há a interação entre os blogs e seus leitores. Os blogs emergiram como uma alternativa. E isso culminou com a matéria do Raimundo Pereira na CartaCapital. Em outros momentos, a Carta teria feito a matéria e ninguém falaria nada. Agora a matéria teve um alarido infernal, de tudo quanto é blog discutindo. E o tema não morreu.

Interesse jornalístico da tal foto do dinheiro do dossiê:

Qual o interesse jornalístico de uma foto? Uma foto de dinheiro é igual a uma foto de dinheiro. Não há informação nisso. Essa foto ainda foi maquiada para dar maior fotogenia. O única interesse era como ela ia repercutir nas eleições, como no caso da Roseana Sarney. A gente sabia que esse dinheiro existia há semanas. O fato de aparecer a foto não tem significado nenhum.

Mas os jornais e TVs queriam dar a imagem para saber o efeito eleitoral da foto. Se o único interesse sobre a foto era esse, é evidente que a parte mais relevante do ponto de vista da notícia era saber como vazou a foto. E não deram isso. Manipularam e protegeram o delegado (Edmilson Bruno Pereira). Isso é um episódio marcante. Um golpe como esse, não temos paralelo em nossa história.

E por fim, a falta de honestidade da mídia para reconhecer o que milhões de brasileiros já sabem - e confirmarão no domingo:

Aquele papel da mídia, de ser mediadora, deixa de existir. E o Lula fez uma coisa de gênio político. Quando começaram os escândalos, ele mandou apurar tudo. Na medida em que o pessoal acusado foi tirado do barco, passou a sensação de que era possível reconstruir o governo Lula sem os barras-pesadas que passaram por seu governo.

Então você tem o Bolsa Família mudando a realidade brasileira, com a incorporação das massas excluídas. O Lula não é salvo pela política do Palocci ou do Banco Central, mas pelo Bolsa Família. E não apenas pelos que são beneficiados - mas também por aqueles que estão de fora e percebem que esse programa vai mudar a história do Brasil. Os jornais não se deram conta disso.

Quando ficou claro que o Lula não ia cair, começaram a falar: “Ah, mas o eleitor do Lula é nordestino, é analfabeto”. E quem fica com eles (os jornais)? Uma classe média muito paulistana, preconceituosa e anacrônica - porque quem é minimamente sofisticado, não entra nesse jogo.

A íntegra da entrevista pode ser lida aqui.

Agora deixa eu voltar para o debate, em que Lula degusta um chuchu de plástico (eca, que gosto!)

“Não sou mais bebê”

Posted by escriba on 27 Oct 2006 | Tagged as: egotrip

Ontem, Martim pediu pra não dormir mais de fralda. Disse ele, convicto: “Não sou mais bebê, não preciso de fralda.” E deitou sem ela, levantando na madrugada, conforme o combinado, para ir ao banheiro e fazer xixi.

O tempo passa, o tempo voa…

Vacas magras

Posted by escriba on 27 Oct 2006 | Tagged as: livros, musica

Com o orçamento curto, não tem jeito. A gente perde uma pá de coisas legais. Ontem, teve show dos Toy Dolls aqui em sampa, no Blen-Blen. 70 pratas. Quase cometi a loucura (sim, gastar 70 pratas num show atualmente pra mim é loucura. Ver Thievery Corporation ou Herbie Hancock no Tim Festival, por sei lá, 200?, nem se fala…), mas me contive e abri mão. Sou fã dos caras desde o tempo de Nelli, The Elephant. E hoje passeando no shopping com Martim e Sofia, passei um tempo na Livraria Cultura, onde me detive nas prateleiras de literatura fantástica e achei uns títulos interessantes: Visões da Noite - Histórias de Terror Sarcástico, de Ambrose Bierce, e Contos Fantásticos no Labirinto de Borges. A brincadeira também sairia em torno de 70 pratas (esse número tá me perseguindo, vou jogar no bicho…) e tive que descartar… Quando entrar um frila bom eu volto lá e fagocito esses livros pra minha biblioteca.
Saco, esses tempos de vacas magras me irritam…

Folha se recusa a publicar artigo que transforma Jango em Lula

Posted by escriba on 26 Oct 2006 | Tagged as: brasil, imprensa, politica

Me deparei com a notícia no blog do Mino Carta. Pediram um artigo a Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, a ser publicado no caderno Mais! E ela o fez, transformando Jango em Lula. Mas na hora H, não publicaram. Ainda bem que a internet está aí pra isso mesmo, mostrar o que os (tu)barões escondem…

Viva Cuba!!

Posted by escriba on 26 Oct 2006 | Tagged as: Meio Ambiente, civilização

A World Wildlife Fund (WWF) lançou recentemente o relatório Planeta Vivo 2006 sobre o atual estado da natureza e as conclusões são trágicas. A humanidade está consumindo mais recursos do que o planeta é capaz de prover e, se continuarmos assim, em 2050 estaremos consumindo duas vezes mais recursos que o planeta é capaz de gerar por ano. Terrível. E tem gente que ainda cita China e Índia como exemplos a serem seguidos de desenvolvimento para o Brasil. Não e não. Chineses e indianos estão detonando o meio ambiente para crescer a taxas absurdas, que beneficiam mais o pessoal do topo da pirâmide, aprofundando o abismo entre eles e os mais pobres. Pagam salários miseráveis. Atraem empresas pra lá na base da renúncia fiscal, ou seja, nada de impostos a serem aplicados no país. Não crescem; inflam.

E pense no seguinte: se do jeito que está já estamos tendo problemas, imagine se os países em desenvolvimento da América Latina, Ásia e África começarem a consumir como os americanos, japoneses ou ingleses… Não vai dar. A grande questão é encontrar um equilíbrio e estou cada dia mais convencido que, para que os países que estão na merda possam promover bem estar aos seus cidadãos, os países em desenvolvimento terão que pisar firme no freio, consumir menos. Não dá para manter o atual nível de consumo exorbitante. O problema é saber quantos estão dispostos a abrir mão de certas regalias, de certos confortos da vida moderna para que TODOS possam usufruir de uma vida melhor.

Desenvolvimento sustentável é a palavra de ordem. E para atingir isso é preciso ter consumo responsável. As pessoas compram, por exemplo, celulares a rodo sem saber pra onde vai a antiga bateria, a antiga carcaça. O mesmo acontece com carros, relógios e tantas outras quinquilharias tecnológicas, muitas vezes compramos sem mesmo precisarmos delas. Só pelo fetiche de tê-las. A gente está consumindo mais do que o necessário. Agimos como predadores tresloucados, exigindo sempre mais e mais. Há quem louve isso, que o consumo é a saída para um país crescer e gerar benefícios para a sociedade. Tolice. É o canto da sereia.

Enfim, voltando ao relatório da WWF. Lá pelas tantas, ele revela que apenas um país do mundo hoje tem desenvolvimento sustentável comme il faut, com uma população altamente alfabetizada, bom índice de desenvolvimento humano e uso racional dos recursos e energia: Cuba. Sim, isso mesmo, Cuba! Pode-se até argumentar que a ilha de Fidel vive na penúria, ok, mas depende do ponto de vista. Um povo só adquire consciência ecológica e de responsabilidade para o desenvolvimento sustentável se tiver um bom nível educacional. E isso, definitivamente, os cubanos têm. De sobra!

Firefox 2.0

Posted by escriba on 26 Oct 2006 | Tagged as: internet, tecnologia

A propósito, alguém aí já instalou o novo navegador do Mozilla? Sen-sa-cio-nal!! Ok, muitas das extensões antigas não funcionam, mas as novas compensam com sobras. O que vc está esperando pra aposentar de vez aquela tranqueira do Internet Explorer?

As árveres somos nozes

Posted by escriba on 24 Oct 2006 | Tagged as: animação, humor, religião

A frase é simples: o jardineiro é Jesus, as árvores somos nós. Mas o sujeito se enrola todo e provoca um dos momentos mais engraçados do ano! É bom aumentar o volume pra escutar o desespero dos que estão nos bastidores, tentando gravar a frase… De rolar de rir… E a animação é show, traduz bem a confusão toda.

Debate na Record - resumo da ópera

Posted by escriba on 24 Oct 2006 | Tagged as: brasil, politica

Lula estava mais solto do que nos debates anteriores e deu boas estocadas no Alckmin. Como por exemplo na hora que citou o rombo nas contas públicas que o ex-governador deixou em SP. O candidato de plástico respondeu que a eleição ali debatida era para presidente, não para governador. Ué? Ele não tá ali justamente com as credenciais de governador de estado, onde diz ter feito um choque de gestão? Foi pego no contra-pé e fugiu pela tangente. Lula afrouxou na réplica, tinha que ter insistido, mas teve outros bons momentos para mostrar a farsa que é Alckmin - quando derrubou as frases feitas do tucano sobre política externa (superávit comercial com a China), investimentos no nordeste (crescimento de 10% na região), penúria das empresas (maior lucro em não-sei-quanto-tempo, mais até do que os bancos) e crescimento do país (crescer desvairadamente, como na década de 1970, só aprofunda o abismo entre ricos e pobres, o importante é crescer devagar e sempre, com oportunidades iguais para todos).

No mais, essa fórmula de debate entre dois candidatos está falida. Não há tempo para se discutir os assuntos com profundidade, os assuntos se repetem em cada emissora (sob a alegação de que cada uma delas tem seu público) e o eleitor-telespectador não ganha nada com isso. Um debate de segundo turno organizado por um pool de TVs seria mais interessante, colocaria os candidatos frente-a-frente a jornalistas de várias escolas, daria mais tempo a eles (imaginando que o programa tenha mais tempo) e nos pouparia da repetição.

Debate na Record

Posted by escriba on 23 Oct 2006 | Tagged as: brasil, politica

Findo o primeiro bloco do terceiro debate entre Lula e Alckmin, na TV Record, fica a sugestão: que tal fazer um pool de TVs para os debates das proximas eleições? Todas as redes têm modelos iguais de montar o programa. É o mesmo tempo ínfimo para perguntas e respostas, mesma disposição dos candidatos no estúdio, até o mesmo cenário!

Com o pool das redes de TV, poderíamos evitar essa repetição enfadonha de programas em canais diferentes, com os candidatos fazendo praticamente as mesmas perguntas e dando as mesmas respostas. Mas a pergunta que não quer calar é: será que a Globo aceitaria? Difícil… mas não custa tentar.

Voltando para o debate na Record, Lula se saiu bem nesse primeiro bloco, mais espontâneo, seguro de si. Usando informações fresquinhas para cutucar Alckmin, que repete as mesmas frases sempre! O candidato de plástico não tem assessoria não?

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