É sempre uma emoção presenciar de um momento histórico. Senti isso ontem, no ginásio do Ibirapuera, quando a Rússia atropelou o favoritismo do time dos Estados Unidos e se classificou para a final do Mundial de basquete feminino contra a Austrália, que momentos antes desbancou o Brasil.

As russas chegaram a colocar incríveis 20 pontos de diferença sobre as americanas que, atônitas, pareciam perdidas em quadra. O time dos EUA - que é tricampeã olímpica e bi mundial - lutou bravamente no final, roubando diversas bolas na marra e encostaram no placar, mas o time russo estava num dia iluminado, acertando todos os arremessos. A Rússia ainda contou com o apoio da torcida brasileira, que vibrou a cada ponto ou rebote conquistado e ainda gritou olé. O anti-americanismo passou por cima até de um importante detalhe: com a derrota americana, o caminho do Brasil até a medalha de bronze da competição ficou mais difícil (a adversária, neste sábado, será esse mesmo time americano) - sem falar na classificação brasileira para as Olimpíadas. Uma vitória dos EUA no Mundial abriria mais uma vaga para as Américas no Jogos de Pequim em 2008. Agora, elas estarão no pré-olímpico, junto com o Brasil, disputando essa vaga. Mas se a Rússia conseguiu, porque o Brasil também não pode vencer os EUA? Parada dura. Alguns jornalistas chamaram a torcida de burra. Não acho. Culpem o Bush!