September 2006

Monthly Archive

Last.FM - Um Orkut musical

Posted by escriba on 30 Sep 2006 | Tagged as: brasil

Meu camarada Passamani, antenadinho que é (huuum….), me apresentou hoje ao Last.FM (acho que já tinha me mostrado na época em que trabalhávamos juntos na Prefeitura-SP, mas enfim…). É uma ferramenta ao estilo Orkut, só que reúne a galera de acordo com seus gostos musicais. Vc baixa um programa, cria um perfil e conforme escuta suas músicas no computador, vai criando sua própria parada de sucesso, dividindo-a com outros usuários. Acabei de criar meu perfil na bagaça. Se vc curte um som, chega mais!

A morte e a água

Posted by escriba on 29 Sep 2006 | Tagged as: HQs & charges, Meio Ambiente, livros

Na próxima semana teremos o lançamento de dois livros interessantes em SP:

Morte (Editora Conrad, R$ 60), de Neil Gaiman. Às 20 horas de segunda-feira (dia 2), no bar e restaurante Puri (rua Augusta, 2052 - em frente ao Cinesesc).

Seis Razões para Cuidar Bem da Água (Escrituras Editora, R$ 18), de Nilson José Machado, Silmara Rascalha Casadei e Vera Andrade (ilustradora). A partir das 15 horas do sábado (dia 7) na Livraria Siciliano do Shopping ABC (av. Pereira Barreto, 42 - Piso P2 - Santo André).

Pra onde vamos?

Posted by escriba on 29 Sep 2006 | Tagged as: animação, civilização

Duas boas animações para refletir: Corrida da Comida e A Sabedoria e Inteligência do Câncer.

Vídeo proibidão

Posted by escriba on 27 Sep 2006 | Tagged as: comportamento, sexo

A Justiça de SP proibiu a publicação na internet do vídeo em que Daniela Cicarelli aparece namorando numa praia espanhola. Na boa? Perda de tempo. Por que ela não capitaliza a história toda em seu favor, como fez por exemplo Paris Hilton? Não, ela prefere negar que transou no mar, cheia de (falsos) pudores…

Pô, o amor é lindo!

Os EUA invadem o Brasil

Posted by escriba on 27 Sep 2006 | Tagged as: animação, humor

A animação é tosca, mas tem seus bons momentos…

O último grande kavernista!

Posted by escriba on 23 Sep 2006 | Tagged as: arte, blog, egotrip, musica

Estava navegando pelo Orkut quando me deparei com uma preciosidade: a comunidade do Edy Star. O cara é uma lenda viva da cultura pop brasileira das décadas de 1960 e 1970. Ator, cantor, dançarino, artista plástico, escritor, autor teatral etc e tal, Edy é uma peça rara e memória viva de muito do que se fez e pensou em termos de arte no Brasil nesse período. É também um profundo conhecedor da música brasileira e último remanescente da Sociedade da Grã-Ordem Kavernista, grupo criado por Raul Seixas que reunia também Miriam Batucada e Sérgio Sampaio (que assina várias músicas com Raul). Dessa farra nasceu um dos melhores discos já feitos no Brasil. Confira.

Mas enfim, como uma coisa leva a outra, na referida comunidade do Orkut encontrei um tópico que falava sobre o blog do Edy. Sensacional! Lembro de ter encontrado Edy uma vez tempos atrás no Rio, uma amiga dele trabalhava comigo na Odebrecht (era minha chefe, by the way) e me contou sobre ele e disse que estava na cidade. Pedi para conhecê-lo e fomos todos a um bar em Botafogo uma noite, o Bastilha (ficava na rua das Palmeiras, se não me engano…), e lá conversamos horas a fio, sobre música, arte, vida enfim. Ele me disse na época que pretendia um dia escrever suas memórias, e é justamente isso que está finalmente fazendo agora no blog. Imperdível. A história da montagem carioca, em 1975 no Teatro da Praia, da peça Rocky Horror Show (na qual ele encarnou o andrógino Frank Father), já vale a visita. Mas tem mais, muito mais.

Dia histórico para o basquete mundial

Posted by escriba on 22 Sep 2006 | Tagged as: esporte

É sempre uma emoção presenciar de um momento histórico. Senti isso ontem, no ginásio do Ibirapuera, quando a Rússia atropelou o favoritismo do time dos Estados Unidos e se classificou para a final do Mundial de basquete feminino contra a Austrália, que momentos antes desbancou o Brasil.

As russas chegaram a colocar incríveis 20 pontos de diferença sobre as americanas que, atônitas, pareciam perdidas em quadra. O time dos EUA - que é tricampeã olímpica e bi mundial - lutou bravamente no final, roubando diversas bolas na marra e encostaram no placar, mas o time russo estava num dia iluminado, acertando todos os arremessos. A Rússia ainda contou com o apoio da torcida brasileira, que vibrou a cada ponto ou rebote conquistado e ainda gritou olé. O anti-americanismo passou por cima até de um importante detalhe: com a derrota americana, o caminho do Brasil até a medalha de bronze da competição ficou mais difícil (a adversária, neste sábado, será esse mesmo time americano) - sem falar na classificação brasileira para as Olimpíadas. Uma vitória dos EUA no Mundial abriria mais uma vaga para as Américas no Jogos de Pequim em 2008. Agora, elas estarão no pré-olímpico, junto com o Brasil, disputando essa vaga. Mas se a Rússia conseguiu, porque o Brasil também não pode vencer os EUA? Parada dura. Alguns jornalistas chamaram a torcida de burra. Não acho. Culpem o Bush!

Escândalos sob medida

Posted by escriba on 21 Sep 2006 | Tagged as: brasil, politica

Eu ia escrever sobre a seletividade da mídia na hora de escolher os temas que devem contar com a repulsa da sociedade, como neste caso agora do dossiê que envolve Serra no esquemão dos sanguessugas. Desviaram o foco para a compra do material por alguns petistas e necas de pitibiriba de escarafunchar as raízes da falcatrua. A gestão do atual candidato ao governo de São Paulo no Ministério da Saúde durante os anos FHC será investigada pela CPI dos sanguessugas mas isso parece não ser muito importante aos barões da mídia. Eles têm um projeto em mente e nele está escrito a ferro, fogo, arrogância e prepotência que o Brasil só tem jeito se for do jeito deles. E para isso eles estão convencidos de que é preciso acabar com uma certa “raça”. Ainda não conseguiram mas, sob o manto de uma tal imparcialidade jornalística (sic), bem que tentam, dia sim, outro também.

Mas me enviaram um bom artigo do Marco Aurélio Weissheimer, da Agência Carta Maior, que diz tudo que eu queria dizer com muito mais propriedade e qualidade, e por isso vou poupá-los de minhas mal traçadas linhas. Segue abaixo um dos melhores trechos:

Ficou tudo por isso mesmo. Essa é uma expressão familiar à história política do Brasil. Ao longo do século XX, o país teve duas experiências de governos com pendores populares, com todos os seus limites e contradições. Um deles acabou com o suicídio do presidente da República. O outro foi abortado por um golpe militar. A terceira dessas experiências, que estamos vivenciando agora, curiosamente experimenta alguns fenômenos que se repetiram nas duas primeiras. O “mar de lama” parece só vir à tona no país quando um governo com algum grau de comprometimento popular chega ao poder. Isso aconteceu também em escala regional. A mais importante experiência de um governo estadual de esquerda no país, o governo Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul, foi atravessada por denúncias de corrupção e de envolvimento com “a máfia internacional da jogatina”. Este governo enfrentou uma CPI da Segurança Pública, tão pródiga em denúncias quanto em falta de provas, o que resultou no arquivamento das primeiras pelo Ministério Público.

O quadro então é este. Qualquer governo que tenha um cheiro de esquerda, por mais tênue que seja, é logo acusado de estar patrocinando um “mar de lama”. Os outros governos, com cheiro, gosto e cor de direita, seriam expressões de moralidade pública. Considerando o tempo histórico que uns e outros governaram esse país, chega-se à conclusão que os problemas do Brasil devem-se aos poucos anos que governos com algum pendor popular estiveram no poder.

O artigo pode ser lido na íntegra aqui.

Guantanamo vai à Disneylândia

Posted by escriba on 15 Sep 2006 | Tagged as: arte, humor, politica

Bansky, um dos grafiteiros mais criativos (e politizados) do mundo, atacou novamente. E nas barbas de Bush Jr.!

Outra ação espetacular desse guerrilheiro anti-establishment foi a transformação da Paris Hilton numa punk de primeira. O cara comprou alguns CDs dela, remixou, fez algumas interferências nos encartes e depois espalhou tudo por diversas lojas na Inglaterra. Parece que esse CD remixado já está rede, o negócio é garimpar. Valeu Luma!

Israel ameaça cartunista brasileiro

Posted by escriba on 15 Sep 2006 | Tagged as: HQs & charges, internacional, politica, religião

Em fevereiro, Carlos Latuff teve esta charge sua publicada no site Casa da Caricatura do Irã, que promoveu um concurso de desenhos sobre o Holocausto em resposta às caricaturas de Maomé publicadas na imprensa da Europa (ver aqui). Agora, Latuff - que é conhecido por suas críticas ao terrorismo de Estado promovido por americanos e israelenses mundo afora - está com a cabeça a prêmio. Pelo menos é o que deixa transparecer o texto publicado num site ligado ao partido Likud. Detalhes da história você encontra na revista eletrônica NovaE.

Enquanto isso, o papa alemão joga lenha na fogueira

Mundial de basquete feminino

Posted by escriba on 12 Sep 2006 | Tagged as: egotrip, esporte

Acho que já deu para perceber que as atualizações estão rareando por aqui. É que estou trabalhando com o pessoal da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) no Campeonato Mundial de Basquete Feminino que está rolando em São Paulo, mais precisamente no ginásio do Ibirapuera. Isso aqui é uma loucura, estou responsável pela sala de imprensa e pela sala de coletivas, o torneio começou hoje mas parece que já estou aqui há meses.

Na verdade, comecei a trampar no sábado, ajudando na preparação e fazendo umas materinhas de treino das seleções - as que estão em sampa, oito delas - Brasil, Coréia, Argentina, Espanha, Austrália, Canadá, Senegal e Lituânia (que só chegou hoje à noite, por problemas em relação à vacinação contra febre amarela. Elas estavam na Guiana Francesa mas não tinham vacinação, foi um custo conseguir trazê-las para o Brasil, só com a autorização de dois ministros).

Mas na medida do possível vou escrevendo. Agora, por exemplo, estou usando um dos computadores da sala de imprensa, os jogos do primeiro dia acabaram, o ginásio está às moscas e eu morrendo de fome. Mas tá divertido, encontrei muita gente das antigas (para quem não sabe, trabalhei durante muito tempo como repórter de esportes no Jornal do Brasil, no Rio e em SP), estou vendo alguns jogos (adoro basquete) e exercitando meu inglês, espanhol e até francês - com o pessoal do Senegal, que dá um trabalho danado. Eles são marotos e pidões, é um tal de jornalista que está sem credencial e quer que a gente dê um jeito, outro pede para dar ingresso para um amigo do amigo, e por aí vai. A maior parte das demandas não foi possível atender e uma assessora da delegação chegou ameaçar levar o caso para o embaixador senegalês. Disse a ela que tudo bem, que ela fizesse o que fosse melhor para ela. O máximo que pode acontecer é eu ser considerado persona non-grata em Senegal. Como não pretendo viajar para lá tão cedo…

Com o tanto que subi e desci os degraus do ginásio, acho que estarei em forma no final disso tudo para encarar uma São Silvestre. Amanhã tem mais. Quem viu o emocionante jogo do Brasil contra a Argentina hoje (ganhamos por apenas dois pontos, com a cestinha argentina perdendo a última bola debaixo da cesta, numa bandeja mal calculada…) pode se preparar a partida desta quarta-feira contra a Coréia. As asiáticas tomaram uma grande piaba da Espanha (30 pontos de diferença) mas se acertarem a mão nos 3 pontos, vamos ter problemas… Santa Janeth nos proteja!

Carandiru reloaded

Posted by escriba on 11 Sep 2006 | Tagged as: brasil

A suspeita é de homicídio, mas não descarto a hipótese do coronel Ubiratan, responsável direto pelo massacre de 111 presos no Carandiru, ter se suicidado. O fantasma era muito grande.

É aquela velha história: aqui se faz, aqui se paga.

Pandoro mauriçola

Posted by escriba on 09 Sep 2006 | Tagged as: cachaça

O bom e velho Pandoro, tradicional bar paulistano que faliu meses atrás, caiu nas garras do playboy Álvaro Garnero, que tem como sócios o piloto de F1 Felipe Massa e o ator Rodrigo Faro. Li no Estadão. Huuum, sei não… Poderia até comemorar, em respeito às lembranças do caju amigo (hic), do sanduíche de bife à milanesa e do clima descontraído do antigo bar, mas acho que vem por aí mais um neo-boteco, com preços nas alturas, gente besta nas mesas e TVs de plasma vomitando clipes pasteurizados em nossos ouvidos. Até o nome deve mudar, admitem os novos proprietários. Melhor evitar.

Sai Pornô, entra o novo Gaiman

Posted by escriba on 09 Sep 2006 | Tagged as: drogas, filmes, livros

Acabei enfim de ler Pornô, livro em que o autor Irvine Welsh retoma os bizarros personagens de Trainspotting, após um período de 10 anos. Divertidíssimo e bem mais pesado que a primeira obra. Além da violência, das drogas, desilusões juvenis, muitas trapaças e os personagens Renton, Sick Boy, Spud e Begbie, há agora muito sexo. Welsh é pop até o último fio de cabelo e bem ácido em suas críticas à civilização ocidental e seus simulacros de felicidade. Saca só:

- Ele não voltou a usar heroína, né? - pergunto, verdadeiramente perturbado com essa idéia. Ele parecia bem quando bebemos juntos. Quer dizer, parecia acabado, mas não um usuário de heroína. Coitado do Spud. Jamais vou conhecer alguém melhor, um homem mais estranhamente vulnerável e bem-intencionado; mas ele passou tanto tempo detonado que é como se a sua essência estivesse quase fora de alcance sem a ajuda das drogas. As boas intenções continuarão existindo, delineando a rota de sua jornada pessoal rumo ao Hades. Não restam dúvidas que ele é uma manifestação humana tornada obsoleta pela nova ordem das coisas, mas ainda assim é um ser humano. Cigarros, álcool, heroína, cocaína, anfetamina, pobreza e lavagem cerebral midiática: as armas de destruição do capitalismo são mais sutis e eficazes que as do nazismo, e diante delas Spud é impotente.

Agora vou encarar um Neil Gaiman, também pop, mas com uma linha mais mística, que curto pacas. O livro, Os Filhos de Anansi, comprei na livraria Cultura inicialmente para minha amiga Soraya que se acidentou e vai ficar um tempo de molho. Mas não resisti e peguei um pra mim também. É o primeiro romance dele para adultos depois do mega-sucesso Deuses Americanos. O próprio autor conta um pouco do que se trata aqui.

Blog do Altino

Posted by escriba on 08 Sep 2006 | Tagged as: Meio Ambiente, blog, brasil

Xeretando meus concorrentes no concurso BOBs 2006, cheguei ao blog do Altino. O cara tá na luta em defesa da floresta amazônica e faz um belíssimo e fundamental trabalho. Ganhou meu voto - e um espaço na lista aí do lado.

Novidades aí do lado

Posted by escriba on 06 Sep 2006 | Tagged as: blog, brasil, livros, politica

Adicionei às listas aí do lado direito os blogs Luz de Luma, Distant Daily e Blog do Mino, e as páginas Afaste de Mim Este Cale-se,e Leia Livro.

Navegar é preciso…

Agora é pra valer!

Posted by escriba on 04 Sep 2006 | Tagged as: blog

O Escriba foi aceito no concurso The Bobs 2006. Vote aqui!

Comic Tales - Alan Moore

Posted by escriba on 04 Sep 2006 | Tagged as: HQs & charges, filmes, livros

Descobri no YouTube (onde mais?) um documentário chamado Comic Tales, sobre a vida do Alan Moore, contada por ele mesmo. O filme está dividido em 11 pequenas partes (de um a 3 minutos). O autor das obras-primas V de Vingança, Watchmen, Do Inferno e A Voz do Fogo (até aqui seu único romance, saiu pela Conrad, bom praca) fala da vida, da morte, mágica, história medieval, lendas, literatura e, claro, Northampton, sua cidade natal - onde sempre morou.

Moore é basicamente um explorador do mistério que há sob a superfície de nossas vidas…

Duas boas aquisições: Jez e Salmonella Dub

Posted by escriba on 03 Sep 2006 | Tagged as: musica

Aproveitando a proximidade do evento e minha paixão pela Austrália, levei a família na tarde deste sábado ao Australia Festival 2006, que está rolando este fim de semana no WTC Hotel. É um grande feirão de cursos e pacotes turísticos para levar brazucas pra terra dos cangurus, mas tem também algumas boas atrações, como pocket-shows de músicos aussies, exposição de artes, artesanato, desfile de moda e degustação de vinho.

Com Martim a mil por hora e Sofia meio doentinha, não deu pra ver muita coisa, mas chegamos na hora que ia começar o show de um cara chamado Jez, músico de Byron Bay, simpática cidade da costa leste australiana que conheci em 2000. Me disseram, antes de começar a apresentação, que o som era na linha do badalado Jack Johnson. Em cerca de 30 minutos, no entanto, Jez mostrou estilo próprio (e mais interessante), conquistando fácil a pequena platéia, eu incluso, com seu som folk vigoroso, de melodias contagiantes. Pena que não pude ir ao show que ele deu no Vitrine Bar horas depois. Mas saí de lá com o seu primeiro disco nas mãos (autógrafo incluso), e também o CD do Salmonella Dub, grupo neo-zelandês que faz um mistureba legal de rock, dub, funk e drum’n'bass, criando uma colcha sonora viajante. As duas primeiras músicas - Longtime e Slide - são difuder.

Duas boas aquisições que vou degustar ao longo da semana.

O outro lado da Flip

Posted by escriba on 01 Sep 2006 | Tagged as: brasil, livros

O escritor Marcelo Mirisola foi enviado pelo Zero Hora para o Festival Literário Internacional de Paraty (Flip, para os íntimos) e detonou geral. O jornal não publicou a matéria - aliás, ninguém. Mas o Escriba publica! (poucas vezes li um texto tão sincero…) Segue abaixo:

Não me convidaram para essa festa pobre. Nem a mim nem ao Cazuza. Ele porque já foi pro beleléu, eu porque sou um falastrão, e devo representar alguma espécie de ameaça ao convívio de tão ilustres, sociais e educados escribas. O mundo das letras (digo a indústria, a máquina de fazer dinheiro) é colorido, e fofo. E pode - como uma propaganda do Unibanco - , ser irresponsável, e perigoso. Da mesma forma que inventa idílios em Paraty, ajambra periferias e escritores para propagandear qualquer lugar que lhe convém; desde esse insuspeito arraial literário até alcançar o Piauí, não, não é o Estado do qual Nelson Rodrigues duvidava da existência, trata-se da “Revista Piauí” - que será - dizem… - oportunamente lançada nessa simpática Paraty sem rede de esgoto. João Moreira Salles, além de editor da revista, cineasta premiado e mauricinho lírico incontestável, é dono do banco supracitado, e patrocinador da festa. Não conheço Joãozinho Salles, nem vi a revista. Só sei dizer que devo um dinheirão de juros pros bancos. Mas nem é preciso especular para saber que a qualidade gráfica da “Revista Piauí” deve ser Suiça. E os textos… milionários. Não, também não me convidaram para escrever na “Piauí”. Continue Reading »

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