April 2006

Monthly Archive

O concreto rachou

Posted by escriba on 28 Apr 2006 | Tagged as: blog, comportamento, imprensa, internet, tecnologia

A revista inglesa The Economist publicou uma edição especial dedicada ao fenômeno da comunicação colaborativa, jornalismo participativo, blogs, wikis e afins. E dá boas dicas para que jornalões e revistinhas participem de forma efetiva do processo na internet. Por exemplo:

O primeiro passo, diz Jarvis, é derrubar qualquer muro em volta do site. Hoje em dia, nada é conteúdo até que seja linkado, diz ele. E os blogueiros não vão linkar artigos que requisitam logins e assinaturas para serem lidos. Isso tem efeito óbvio. Os sites mais linkados pelos blogueiros são as edições online do New York Times, CNN, Washington Post, Yahoo! News, USA Today e BBC. Esses são gratuitos e ou quase totalmente gratuitos…

E mais:

Em vez de assumir que leitores começarão pela primeira página, editores devem esperar que ele entrem em qq ponto do site, provavelmente tendo começado por uma pesquisa no Google ou num blog ou por um email de um amigo que tinha um link. Isso faz uma grande diferença. Significa que cada página precisa ter mecanismos de navegação que ajude aos leitores em sua jornada. Os editores precisam desconstruir seus sites tratando cada matéria (e não o site inteiro) como seu produto mais importante.

Pois é, mas muitos ainda insistem, pelo menos no Brasil, em fechar conteúdo, exigir assinaturas e ainda simplesmente transpor o jornal ou revista para a internet com o mesmo tratamento visual, a mesma hierarquia, a mesma mentalidade. E ainda se acham na crista da onda pelo simples fato de terem rebatizado colunas eletrônicas com o nome ‘blog’…

Cruzes

Posted by escriba on 28 Apr 2006 | Tagged as: civilização, comportamento, religião

Li agora há pouco que prenderam duas mulheres na Galeria do Rock por estarem com material dito nazista (nota do Diário de S. Paulo). Entre as peças apreendidas, anéis com a cruz de malta, camisas com a suástica, textos e filmes com supostas mensagens anti-semitas. Peralá, desde quando a cruz de malta é um símbolo nazista?!? Se for assim, o Vasco está em maus lençóis… Mesmo a suástica, apesar de seu uso deturpado por Hitler e companhia, é um símbolo religioso milenar e deveria ser respeitada (essa aí é hindu). Os budistas a usam, os judeus (quem diria!) também! Não acredita? Leia mais aqui e aqui. Tem também esta outra interessante defesa da suástica.

A ignorância é uma arma letal nas mãos dos intolerantes…

Trip entrevista Alan Moore

Posted by escriba on 27 Apr 2006 | Tagged as: HQs & charges, comportamento, livros

A primeira parte já está na internet (aqui). Em maio prometem publicar na íntegra, no site e na revista. Show de buela!

Em tempo

Posted by escriba on 27 Apr 2006 | Tagged as: blog, comportamento, imprensa, internet

Antes de mais nada, queria agradecer ao carinho de todos que vieram aqui me dar aquela força. Valeu mesmo, graças a isso mantemos a força pra continuar. Mas de qq maneira, queria reforçar que minha saída do Globo Online foi uma questão de pura incompetência mesmo. Afinal, não dei conta de ser editor, repórter, pauteiro e escuta ao mesmo tempo. Os caras lá têm a intenção de ser o maior portal do país de notícias de São Paulo com uma equipe de quatro pessoas e por isso precisam de pessoas multi-tarefas. Acho complicado mas torço por eles. Foi para isso que fui contratado e acho que errei ao aceitar. Talvez não tenha dado conta que estava equivocado, sou meio lento para produzir, peno aqui em casa pra tocar frilas, sou meio desligado, disperso, tagarela. Gosto de prospectar assuntos, de elocubrar teorias, de duvidar do óbvio e arriscar apostas em novidades recém-chegadas. Sou fragmentado, não estou consolidado ainda. Mas num diário online de um grande órgão de imprensa não há tempo nem espaço para a reflexão nem discussão aprofundada sobre dúvidas e temas delicados.

Além disso, estava desanimado com o público leitor do Globo Online que invariavelmente demonstrava um desrespeito e preconceito a coisas que mais prezo na vida - humanismo, tolerância e respeito à diversidade. Escrever para um leitor que está sedento por sangue e com preguiça de por a massa cinzenta para trabalhar em busca de soluções, novas idéias, novos horizontes, é angustiante. Esse leitor quer o porto seguro da conformidade, não mergulhar no imenso oceano de incertezas que é a nossa vida.

Mas enfim… vida q segue!

(tópico escrito ao som de The Weight, um clássico do grupo The Band.

Rumos

Posted by escriba on 24 Apr 2006 | Tagged as: blog, comportamento, imprensa, internet

Abro meu perfil no Orkut é tá lá: A well-directed imagination is the source of great deeds (Uma bem direcionada imaginação é a fonte de grandes feitos, em tradução livre). Que seja! Poucas horas antes, me arrastava até o centro onde tive a confirmação de uma suspeita: era carta fora do baralho no Globo Online. Numa boa, sou dos que pensam que pra morrer basta estar vivo, pra ser demitido, basta estar empregado. Mas não é das sensações mais agradáveis ser mandado embora por incompetência. Mesmo sabendo de antemão que ia acontecer, tava no ar, um ano de ralação e sempre com a sensação de estar em divida, nunca parecia estar satisfazendo, e quando recebi a ligação na manhã desta segunda, tava no tom dela, doce como sempre, mas indisfarçável. Prefiro assim, às claras, honesto, justo. A volta pra casa foi aliviada, sim, nada de remorços, raiva ou tristeza. Alguma decepção, um leve torpor, aquele que enebria os derrotados, me conduziu pelos corredores de ônibus da zona sul. Um bom almoço em família, uma soneca e o sorriso dos pimpolhos me deu forças pra ativar minha parca rede de contatos em busca de frilas. Morrer de fome a gente não morre, ah isso não. Estou convicto da veracidade de um antigo provérbio sufi: somos o nosso próprio obstáculo e temos que nos elevar sobre si próprios…

Pra refrescar a cabeça, tirei o dia de folga (ê beleza!), afinal jornalista não fica desempregado, mas desenvolvendo projetos pessoais. Tenho uns trabalhos engatilhados pra entregar, mas hoje não, nada disso, procurei ficar de molho mesmo. E nessa descobri esta entrevista antológica de Hunter S. Thompson na revista Playboy de 1974. E como o destino conspira por nossa felicidade, a li durante um especial Led Zeppelin na rádio Virgin aqui deste blog. Melhor impossível? Que nada, pra terminar o dia, ainda recebi dos Correios dois DVDs que encomendei numa pechincha, tempos atrás, na Amazon, Does Humor Belong to Music, registro de um show de Frank Zappa em Nova York em 1984, e Head, o psicodélico filme dos Monkeys, escrito e produzido por Jack Nicholson e Bob Rafelson, que mais tarde lançariam Easy Rider. Esse filme que mostra o lado porralouca da bandinha bocó do programa de TV foi considerado o A Hard Day’s Night banhado em LSD. Viagem.

Pichando o Air Force 1

Posted by escriba on 23 Apr 2006 | Tagged as: comportamento, politica

Pichadores, grafiteiros, desenhistas urbanos, uni-vos! O maluco aqui não é fraco não! Vejam onde ele conseguiu deixar sua marca!

Coisa de japonês

Posted by escriba on 22 Apr 2006 | Tagged as: bizarro/curiosidade, tecnologia

Como são divertidas essas engenhocas!

Racional a pedidos

Posted by escriba on 21 Apr 2006 | Tagged as: musica


Meu camarada Guido pediu os discos do Tim Maia Racional e aqui estão eles, Volume 1 e Volume 2. Bom som a todos que baixarem! (Quem nunca baixou pelo Rapidshare, eis um bom tutorial)

Os Patos de Moore

Posted by escriba on 21 Apr 2006 | Tagged as: animação, musica

Tempos atrás baixei um som de uma banda obscura da década de 1980 chamada The Sinister Ducks, que tinha a participação do Alan Moore. Som bizarro. Agora, descobri uma animação da música, ainda mais, digamos, estranha… hehehehe, muito bom!!

Esse é o espírito

Posted by escriba on 20 Apr 2006 | Tagged as: imprensa, internet

Podem falar o que for do JB - e eu certamente tenho muito o que reclamar, afinal, me devem quase cinco anos de FGTS pelo tempo que trabalhei lá -, mas eles criaram o primeiro site de notícias genuinamente com o espirito da internet. É sensacional. Uma aposta inovadora, que não transpõe simplesmente o jornal para a internet. Eles criaram um novo ambiente. Todos os demais sites que conheço são cópias da mídia impressa, com manchete, retrancas, editorias, a mesma disposição na tela que há no papel. Com o JB Online, é diferente. Há mais ousadia. Eles tomaram o caminho mais arriscado e por isso mesmo a página se destaca da mesmice. É mais inteligente. A(s) manchete(s) aparecem em imagens em movimento (flash). O restante da informação está disposta quase sem hierarquia, vc faz a sua escolha, como acontece aliás na própria internet.

Faltam alguns ajustes, claro - como incrementar o conteúdo, que ainda deixa a desejar - mas os caras estão no caminho certo.

Questão de honestidade

Posted by escriba on 20 Apr 2006 | Tagged as: imprensa, internet, politica

Estão levantando uma bola boa ultimamente, a de que a imprensa precisa tomar partido, dizer de que lado está, abandonando essa falsa pose de imparcialidade tão ao gosto dos barões da mídia. Fica mais fácil identificar as armadilhas (tipo, estadinho, inho inho publicando editorial com citações de Bakunin!!) e as nuances das reportagens. Afinal, da pauta à edição do texto final, há interferências inegáveis de opiniões políticas bem definidas. E o leitor precisa saber exatamente o contexto de tudo que está lendo. Que a Eliana Catanhede, articulista política da Folha por exemplo, é casada com um dos coordenadores das campanhas políticas do PSDB. Isso não a impede de exercer a profissão, claro, mas talvez não devesse escrever sobre política, a não ser que deixasse evidente seu envolvimento com A ou B, não sei, é uma discussão importante essa.

O Mainardi levantou a lebre de forma torpe - e tomou uma cassetada pela proa sensacional do Franklin Martins, leia aqui - mas nem por isso devemos evitar o assunto. Jornalistas são avessos a discutir sua própria atividade, suas vidas, sua ética e ainda mais resistentes são a mudanças, mas estamos chegando ao limite. São conservadores natos, invariavelmente desconfiados e céticos (o que em doses adequadas é até bom, diga-se de passagem…), chegando às raias da arrogância e soberba. Mas mal ou bem, a internet e seus blogs e toda essa nova onda de democratização da produção e circulação da informação (de fato, não apenas retórica), a Web 2.0 e sua revolução que subverte todo o sistema de propriedade intelectual, aos poucos empurra a profissão para fora do pedestal e isso é importante. Não à toa praticamente todos os grandes veículos de comunicação hoje têm blogs. Isso dá um espaço ao leitor, mesmo que reduzido à área de comentários, para ele contradizer o jornalista, já não é apenas um monólogo do autor do texto, ele pode e deve ser questionado, corrigido, zoado, lembrado, ridicularizado, elogiado. Sempre em público.

Há quem reclame dessa exigência para que o jornalista se posicione politicamente, que saia do muro, abandone a miragem da imparcialidade e objetividade. Jornalista, acredito, tem mesmo que ter lado, deixar claro que escreve X porque acredita em Y. Fica mais fácil pra todo mundo.

Que essa discussão perdure. Só vai nos fazer bem.

Curumim chama cunhatã

Posted by escriba on 19 Apr 2006 | Tagged as: brasil, civilização, comportamento


Varig, Palocci, José Mentor, enchentes no Pará, Romênia, Bulgária e Sérvia, Bush, Rumsfeld e cia batendo tambor pra guerrar aiatolás iranianos, alta do petróleo, Gil Rugai, Suzane Richthofen, Copa do Mundo, blá blá blá… O espaço anda apertado pra falar de índio… Afinal, hoje em dia até o Rodoanel é mais importante do que meia dúzia de três ou quatro silvícolas… perderam, playboys, perderam!

Curumim chama cunhatã que eu vou contar
Antes que os homens aqui pisassem
Nas ricas e férteis terraes brazilis
Que eram povoadas e amadas
Amadas por milhões de índios
Reais donos felizes
Da terra do pau Brasil
Pois todo dia e toda hora era dia de índio
Mas agora eles só têm um dia
Um dia dezenove de abril
Amantes da pureza e da natureza
Eles são de verdade incapazes
De maltratarem as femeas
Ou de poluir o rio, o céu e o mar
Protegendo o equilíbrio ecológico
Da terra, fauna e flora pois na sua história
O índio é o exemplo mais puro
Mais perfeito mais belo
Junto da harmonia da fraternidade
E da alegria, da alegria de viver
Da alegria de amar
Mas no entanto agora
O seu canto de guerra
É um choro de uma raça inocente
Que já foi muito contente
Pois antigamente
Todo dia era dia de índio

Gênio

Posted by escriba on 18 Apr 2006 | Tagged as: internacional, politica

Lembro que durante a Guerra do Golfo (1991), especialistas avaliavam três cenários atrelados ao preço do barril do petróleo, que estava como hoje arisco toda vida: situação problemática se chegasse aos US$ 60, caótica se ultrapassasse os US$ 80 e fudeu geral se rompesse a barreira dos US$ 100. Estamos já nos US$ 72 graças à confusão cada vez mais intrincada no Oriente Médio e aí vem o Bush Jr. e deixa no ar que pode atacar o Irã, até com bombas nucleares.

É ou não é um gênio esse cara?

Ping pong radical

Posted by escriba on 18 Apr 2006 | Tagged as: bizarro/curiosidade, esporte

Essa é velha, mas divertidíssima, vale o replay.

Pé direito

Posted by escriba on 17 Apr 2006 | Tagged as: musica

Nada como começar a semana ao som de Rock & Roll, do Velvet Underground… Cortesia da rádio d’O Escriba! :)

De novo Iggy

Posted by escriba on 16 Apr 2006 | Tagged as: filmes, musica

Estava tudo certinho pra eu checar até que ponto a bronca que o Alan Moore tem do filme V de Vingança faz sentido ou não, mas a preguiça do dia de folga em casa e o DVD Jesus?… This is Iggy, que comprei tempos atrás, na época do show do iguana em SP, na Family Box Office (uma loja online australiana que tem de tudo, e com preços convidativos), me fizeram mudar de idéia.

Mas enfim, foi uma boa escolha - e tudo a ver com um sábado de Aleluia, não acham?) O filme dirigido por Gilles Nadeau, de 1998, tem como principal atrativo, além de um papo franco com o figura, imagens do arco da velha, do início da carreira com os Stooges, de shows, programas de TV do Canadá, EUA, França (lá zoou muito um apresentador bocó, foi de dá dó, por que será que a imprensa sempre aparece mal nesses documentários, sempre fazendo o papel de porta-voz da caretice, do preconceito e da arrogância da sociedade?). Iggy se mostra articuladíssimo, falando com desenvoltura sobre sua vida, sobre a descoberta do mundo artístico underground de Nova York, Andy Wahrol, Velvet Underground, seu envolvimento com Nico, as porraloquices no palco, o mergulho no inferno, o ombro amigo de David Bowie, os herdeiros do punk, a ressurreição com o sucesso de China Girl na década de 1980, a maturidade conquistada. Sua lucidez, energia e resistência são admiráveis.

Confio no mago de Northampton, as peripércias do Guy Fawkes moderno ficam para uma outra oportunidade.

Conto de uma Páscoa vazia

Posted by escriba on 14 Apr 2006 | Tagged as: civilização, comportamento

“Pombas, como o cara foi esquecer o filho no carro, caramba?!?” Não paro de pensar na história enquanto sacolejo no ônibus rumo ao lar doce lar. Às vésperas da festa da ressurreição, uma vida se vai assim, tão bestamente… Fatalidades são cruéis e corriqueiras. Angustiado, sou seduzido pela idéia de deixar a mente voar na mesa de um boteco sujo, como convém. Na esquina da 9 de Julho com Estados Unidos, desço e inicio uma caminhada. Todos os caminhos em SP levam à Vila Madalena.

À luz brilhante da lua cheia, que soberana paira sobre os prédios, desbravo ruas semi-desertas. Minhas eficientes botinas abrem caminho por veias urbanas repletas de sangue metálico, zunindo por entre as notas de Unida, que berra Black Woman pelos alto-falantes.

Na Rebouças, a sensação de estar numa estranha cidade calviniana me abarca. A luz amarelo-ocre dos postes de luz não deixam vingar o luar. Estou perdido numa noite clara. Por entre farrapos humanos que se revelam aqui e ali, dondocas que compram halls em lojas de conveniência e alegres grupos confinados em veículos brilhantes, passo a passo avanço rumo à Vila Madá. Os potentes acordes de Human Tornado aceleram meus passos até a Mourato Coelho. Respiro fundo. Aqui começam as ladeiras. Tal qual a vida, é preciso arrumar fôlego para continuar a caminhada.

Porcos e guaranis se engalfinham em um bar lotado de maurícios e patrícias, o sentido há muito se perdeu. “Onde está a civilização? Ninguém sabe, ninguém viu… ” O filósofo aponta o caminho e ele é circular. Abrimos estradas de progresso com destruição e falsidade, disfarçados em amarelados sorrisos. Eu quero me afundar na lingerie, baby, e deixar as dores do mundo pra lá. Por que elas sempre aparecem. No carro, na rua, no balcão do bar.

Feliz Páscoa?

Discurso picareta

Posted by escriba on 13 Apr 2006 | Tagged as: bizarro/curiosidade

Se vc quer impressionar seus amigos com uma bela verborragia oca de ostentação expurgatória, não deixe de usar o gerador de lero-lero!

Frustração

Posted by escriba on 13 Apr 2006 | Tagged as: brasil, imprensa, politica

Seqüestraram a opinião pública e nem assim conseguem convencê-la

Chunga’s Revenge

Posted by escriba on 12 Apr 2006 | Tagged as: blog, musica

Nunca passo incólume por um disco do Zappa. Parece encerrar todo o universo musical em poucas faixas. Agora foi a vez de Chunga’s Revenge, de 1970. Com uma trupe de primeira - George Duke (teclados), Aynsley Dunbar (bateria), Ian Underwood (piano) e um tal Eddie nos vocais (canta pra caralho) - Zappa está impecável. Destaque para Transylvania Boogie e sua harmonia tresloucada, a delicadeza e técnica apurada de Twenty Small Guitars e o paredão sonoro como poucos sabiam fazer da faixa-título, Chunga’s Revenge, que conta com o adicional trabalho de Sugar Cane Harris no órgão.

Tá difícil de trocar o disco no tocador de CD…

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