January 2006
Monthly Archive
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Posted by escriba on 30 Jan 2006 | Tagged as: blog, musica
Quem curte música e quer ler um texto descontraído feito por quem realmente entende do negócio - e não por figuras que estão mais interessadas no hype da parada - o blog de Jamari França, Jam Sessions, é a pedida.
Ok, ok, realmente não considero ‘blogs’ essas colunas eletrônicas de jornais e demais corporações de mídia na internet, afinal estão apenas aproveitando a onda blogueira e mudando o nome das seções e acrescentando áreas para comentários… Mas, pelo pouco que conheço da personalidade do velho e bom Jama, sei que ele vai tocar sua coluna eletrônica como se fosse um blog - e dos melhores.
Salve Jama!!
Um bom exemplo de blog é este aqui, do Chewbacca, companheiro inseparável de Han Solo em Guerra nas Estrelas. Blog comme il faut… (valeu pela dica, Rasta!!! ![]()
Posted by escriba on 29 Jan 2006 | Tagged as: egotrip, fotografia, musica

Domingo passado, depois de assistir ao show Palavra Cantada de Luiz Tatit e Sandra Peres no belíssimo Auditório do Ibirapuera, eu e Ana perdemos nossos celulares. Saco… Nem tanto pelos aparelhos, mas pela agenda que tínhamos neles. Bom, pelo menos não perdemos nossos números originais, foi só comprar um novo chip, em branco, e - claro - o novo aparelho, e pronto, estamos conectados novamente ao mundo. Eu consegui uma pechincha muito boa numa loja aqui perto e comprei baratinho um com câmera fotográfica, que grava som e baixa músicas da internet para usar como toque - graças a essa tal tecnologia MMS. Uma beleza. Com ele, O Escriba vai ganhar muita agilidade. Vou poder registrar cenas na rua e mandar na hora pro meu email e, daí, pro blog. Um incremento e tanto.

Já pus o bichinho pra trabalhar. Essas fotos aí são dele. A primeira, da Ana com o Martim e a Sofia, coloquei como papel de parede do aparelho e o da Sofia está associada ao número de casa - sempre que me ligam de lá, aparece a fotinho da minha princesa… Mas o mais maneiro é que, por ter o recurso de gravação, coloquei o Martim dizendo “atende o telefone, papai, atende o telefone” como toque do telefone. Coruja, eu?!?

Ah, esse crânio aí é do Purussaurus, o maior crocodilo que já habitou a face da terra (leia mais sobre o bicho aqui). Está na exposição Dinos na Oca, lá no Parque do Ibirapuera, onde fomos neste domingo. Muito legal. As peças expostas são incríveis mesmo, tem até fósseis de chuva!! Só senti falta de mais representações dos animais, de como eles deveriam ser na época em que viveram, com toda carne e gordura, para dar bem a idéia de peso, tamanho e, em alguns casos, ferocidade das espécies expostas. Alguns, como o Jobaria (de 22 metros de altura!), estão bem representados, com desenhos e réplicas, mas a maioria é só osso mesmo. O tigre dente-de-sabre, o tiranossauro rex (Esquece Jurassic Park. De mal, ele só tem o nome. Era preguiçoso, lento e comedor de carniça! Mas como foi descoberto na Califórnia, ganhou esse nome pomposo. Marketing puro…) e o próprio purussauro, por exemplo, perdem muito do impacto apresentados em apenas alguns fósseis… Fica a sugestão.
Posted by escriba on 27 Jan 2006 | Tagged as: civilização, imprensa, internacional, politica
Tempos atrás eu disse aqui (leia o tópico) que os EUA estão prontinhos para atacar o Irã alegando que o país muçulmano quer desenvolver armas nucleares - balela, os americanos estão de olho mesmo é nas imensas reservas de gás e petróleo da antiga Pérsia.
Quer apostar como, tempos depois desse novo conflito - que será infinitamente mais duro e sangrento do que os do Afeganistão e Iraque -, os jornais admitirão, sem qualquer sinal de arrependimento, que o Irã NÃO tinha qualquer projeto nuclear que não fosse o de gerar energia…?
E quem é o maior avalista dessa nova aventura bélica? A imprensa, claro!! Agindo como claque, estão novamente embutidos na missão. Com argumentos tão ’sólidos’ quanto os da invasão do Iraque - que tinha poderosos arsenais de armas de destruição em massa, lembra?
Veja, por exemplo, o que escreveu Gerard Baker, editorialista do The Times inglês:
…a preparação para a guerra, uma disposição pessoal de todas as nossas partes para suportar o terrível fardo que ela certamente vai impor, pode ser a nossa última chance real de garantir que podemos evitar uma guerra.
(a matéria saiu na BBC Brasil e foi reproduzida na Agência Estado, ver aqui)
Não é brilhante?
Posted by escriba on 27 Jan 2006 | Tagged as: musica

Parece que enfim o melhor disco da carreira de Tim Maia será oficialmente lançado em CD. A gravadora Trama anunciou que vai colocar nas lojas o clássico Tim Maia Racional, gravado em 1975 na época em que o síndico estava absorto na piração da seita Universo em Desencanto. Será que virão os dois volumes ou só o primeiro, mais famoso?
Aliás, a seita continua ativíssima e tem até um bloco que desfila no carnaval de São Paulo, onde parece que tem hoje mais adeptos do que no Rio (mais precisamente a Baixada Fluminense), onde nasceu, se criou e ficou famosa.
Manoeeeel, o maior homem do mundo, homem sábio e profundo, semeou conhecimento, missionário da pureza, fez brilhar ó que beleza, essa nova geração… (canta Tim, na vinheta O Grão Mestre Varonil. Graças a ela é possível afirmar categoricamente: 90% dos cantores brasileiros de hoje não cantam porra nenhuma…)
Quando Tim desencanou da viagem racional, proibiu novas edições do disco, que passou a ser item valioso disputado a muitos cifrões nas feiras e lojinhas descoladas Brasil afora. Com a popularização dos gravadores de CD e redes P2P, o Tim Maia Racional ganhou uma puta notoriedade, as músicas eram tocadas nas festas (fiz o DJ do meu casamento tocar O Caminho do Bem, em 2000. Mais tarde esse som entrou para a trilha sonora de Cidade de Deus, do Fernando Meirelles) e as cópias dos discos passaram a circular freneticamente pelo eixo Rio-SP.
Eu cheguei a ver e escutar um LP original no final da década de 1980, era tratado como relíquia arqueológica, tínhamos um cuidado danado pra por no toca-discos…
Na feira da Benedito Calixto, um desses custa fácil uns R$ 200 - se não for mais. Uma das primeiras coisas que fiz quando cheguei a São Paulo em 1999 foi ir à Galeria do Rock no centro e comprar o CDR que vinha com duas músicas bônus - Ela Partiu e Meus Inimigos.
O disco é precioso não só por causa do mito gerado em torno dele devido à proibição imposta pelo Tim, mas também porque traz o cara no auge da forma, sua voz límpida e cristalina. Ele tinha se afastado do álcool, das drogas (menos o cigarro, que obrigava o pessoal da seita comprar escondido pra ele) e das baladas. O que consegue fazer na canção Contato com o Mundo Racional, a minha preferida, é coisa de outro mundo…
Além de cantar maravilhosamente bem, toca bateria e baixo em algumas faixas. Reza a lenda que as músicas foram gravadas com outros nomes, arranjos e letras um tempo antes, num estúdio lá de Copacabana. Mas como ele logo depois entrou para a seita, as letras foram mudadas e transformadas em propaganda do livro Universo em Desencanto. Será que alguém ainda tem essas letras ou mesmo as gravações originais?
Bom, de qq maneira, a iniciativa da Trama é bem-vinda. Parece que envolveu anos de exaustivas negociações. O João Marcello gosta de música, é um cara do bem, está de parabéns. Só quero ver, no entanto, quanto vão cobrar pelo CD. Se enfiarem a faca, vão tomar um toco e tanto da dupla CDR/P2P…
Posted by escriba on 25 Jan 2006 | Tagged as: imprensa, politica
Já estamos no dia 25 de janeiro e nada, nem um questionamentozinho… Por que será, heim? Acompanhe comigo: a prefeitura de São Paulo, sob a nova administração de José Serra, anunciou recentemente ter conseguido um superávit de mais de R$ 400 milhões em 2005. Foi o primeiro ano de gestão dos tucanos na capital paulista. Ué, mas não havia um mega-rombo de mais de R$ 700 milhões nos cofres da prefeitura? A Marta não quebrou o caixa municipal? O que eram aquelas cenas pra imprensa ver de filas de credores na prefeitura? Bom, o desespero talvez tenha tido mais a ver com o fato do Serra ter dito que só pagaria quem fosse lá reclamar…
Mas enfim, o cara diz que conseguiu, assim, do nada, um lucro líquido de mais de R$ 1 bilhão em um ano e ninguém questiona os números?!?!? Nadica de nada?
Finge que funciona (q todo mundo acredita…)! Esse é o lema dessa tchurma - Serra, Gerardo Opus Dei Alckmin e afins…
Posted by escriba on 22 Jan 2006 | Tagged as: HQs & charges, blog, filmes

Mais uma HQ do Frank Miller está na boca de virar filme. O último, se não me engano, foi o Sin City, que só vi outro dia no DVD. Bem legal, Mickey Rourke está sensacional no papel daquele matador deformado, o visual é de tirar o chapéu - bem fiel ao desenho de Miller -, mas acho que Os 300 de Esparta, que já começou a ser filmado, tem tudo para ser a melhor adaptação de uma história em quadrinhos para o cinema já feita na história. Também é de autoria de Frank Miller e conta o embate entre Leônidas e seu pequeno exército espartano contra os milhares de soldados do império de Xerxes - que, dizem, será encarnado por Rodrigo Santoro. Um blog sobre a produção foi iniciado mês passado na página oficial - ver aqui - mas o pessoal anda meio preguiçoso por lá. Quem quiser mais informações sobre a produção pode procurar aqui também. Ou usar o bom e velho Google, claro!
Posted by escriba on 21 Jan 2006 | Tagged as: brasil, politica, religião
Alckmin já era o candidato da Febraban, Fiesp, TFP. Agora, “Opus Dei”. Só faltam os Templários. Vota nele quem quer. Mas sabendo que já tem dono.
(clique aqui para ler na íntegra o artigo Os Cilícios de Alckmin, de Sebastião Nery)
Posted by escriba on 21 Jan 2006 | Tagged as: egotrip, musica

Quando botei os olhos na coleção de soul de um primo meu, lá em Copa, fiquei de cara. Entre centenas de discos, maioria esmagadora de MPB, lá estava cerca de uma dúzia de LPs originais de uma galera incrível. Otis Redding, Carla Thomas, Solomon Burke, Isaac Hayes e, claro, Wilson Pickett. A capa do disco dele era a mais colorida, In The Midnight Hour, álbum de estréia. Como tinha a tarde inteira livre, acabara de voltar da praia e não havia ninguém em casa pra perturbar ou pedir pra baixar o som, coloquei a bolachona preta no toca-discos. Com o volume quase no máximo - como manda o figurino -, entre chiados e estalos, começa o som. Um bateria seca, um naipe de metais, baixão, guitarrinha marcando o compasso e vem ele:
I’m gonna wait to the midnight hour, that’s when my love comes tumblin’ down, I’m gonna wait till the midnight hour, when there’s no one else around…
Voz d’alma, não da garganta, ensinou Pickett certa vez. Fiquei vidrado no disco, principalmente na segunda faixa, Teardrops Will Fall, na qual ele divide os vocais com Cissy Houston (uma bela cantora, nos dois sentidos), e na quinta, I Found a Love (com direito àquele corinho de negão de fundo e tudo), em que revela toda força de sua voz. Estou escutando ela enquanto escrevo agora.
Lendo sobre o disco na internet, fico sabendo que trata-se na verdade de uma coletânea de sons gravados desde 1961 (o LP foi lançado em 1965), a maioria com o grupo The Falcons, do qual Pickett era líder. Fundamental em qualquer discoteca.
Foi uma tarde incrível aquela. E como bom expedicionário musical que era - essa eu roubei do Bob Dylan -, pedi pra levar os discos pra casa, pra curti-los um pouco mais. Tinha acabado de entrar na faculdade, onde iniciamos uma rádio pirata - a Rádio Livre 91.50 - e nela eu tinha um programa chamado A Hora do Dinossauro. Fiz um programa especial só com os tesouros que descobri.
Mais tarde consegui uma coletânea dele, um LP duplo de 1985, importado, minha mãe estava na Europa e teve que gastar sola de sapato pra trazer uma lista de LPs escolhidos por mim, de Van der Graaf Generator a Led Zeppelin, passando pelo All Things Must Past do George Harrison.

É esse disco aí. Nele, praticamente tudo do bom e de melhor de Pickett. Mustang Sally, Engine Number 9, Don’t Let The Green Grass Fool You, Mamma Told Me Not To Come, Hey Jude (considerada a melhor versão da música dos Beatles), Sugar Sugar (outra versão, mais uma vez imbatível) e por aí vai.
No Brasil, só encontrei coletâneas mequetrefes. Parece que nenhum disco de Wilson Pìckett está em catálogo por aqui. E o cenário não deve mudar agora que o cara morreu. Eu mesmo fiquei afim de curtir o som de novo, só pra homenagear, e descobri que não podia porque não tenho mais vitrola e nem CDs ou MP3s dele. Mas tenho internet, conexão banda larga e soulseek. Já corrigi o erro… ![]()
Posted by escriba on 20 Jan 2006 | Tagged as: brasil, imprensa, politica
Já que estamos falando de manipulação, que tal essa? A primeira pesquisa do Ibope deste ano, divulgada ontem pela revista IstoÉ, mostra que as intenções de voto em Lula aumentaram em todos os cenários. Na última pesquisa, ele estava 6 pontos percentuais atrás de Serra, agora ultrapassou o Mr. Burns e está 4 pontos a frente. Esse é o cenário menos favorável a Lula. Nos outros cenários, está disparado na frente. Num deles, com Gerardo “Opus Dei” Alckmin como adversário, dispara: 38 a 17.
Dada à quantidade de pancada que Lula e o PT vêm recebendo nos últimos meses, é significativo, não? Pois os jornais hoje de manhã praticamente ignoraram o fato. Dos que eu vi, o Estadão foi o único que deu a notícia na primeira página. N’O Globo está no pé da página 3 (manchete do jornal é o aumento da arrecadação tributária) e a Folha simplesmente ignorou.
Não sei porque lembrei de uma capa do caderno Cotidiano da Folha que me chocou por sua sordidez. Foi quando inauguraram aqui na capital paulista o corredor de ônibus. Fizeram uma foto da Avenida Rebouças completamente engarrafada mas com o corredor livre. A matéria criticava o corredor, afirmando que tinha piorado o trânsito para quem andava de carro e praticamente escondia o fato de que a viagem de ônibus havia ficado bem mais rápida, melhorando a vida de milhares de pessoas. Além da mentira - o trânsito na Rebouças sempre foi muito ruim -, a matéria estava na contramão do que se defende para as cidades como forma de combater o caos no trânsito. Até editorial eles fizeram, dizendo que o prefeito tinha que cuidar de todos, inclusive os usuários de carros! Vai ser sonso assim lá na rua Barão de Limeira!!
Era época de campanha e a então prefeita Marta Suplicy disputava a reeleição contra Serra, o escolhido da imprensa paulista. Aí já viu, né?
A maior esperteza do diabo é não se fazer notar (Goethe)
Posted by escriba on 19 Jan 2006 | Tagged as: brasil, imprensa, politica, religião
Não preciso ler O Código Da Vinci para temer a Opus Dei. Trata-se de uma das mais retrógradas e influentes entidades religiosas do planeta que, com a ascensão de Joseph Ratzinger no Vaticano (pqp, os caras colocaram um alemão como papa!! É o fim dos tempos…), começa agora mais do que nunca a colocar suas asinhas negras pra fora. Eles querem o poder. E estão trabalhando bem para isso.
No Brasil, chegaram na década de 1950 e há pouco mais de 10 anos deram um gás na estratégia de conquistar corações e mentes por aqui. As entranhas da seita foram destrinchadas na última edição da revista Época (pena que só disponibilizaram uma parte do material no site deles, ver aqui, o resto só para assinantes). Vários ex-membros contam as agruras que sofreram por pertencer ao grupo, que mais parece viver na Idade Média. Mas há quem goste. Há quem incentive. Há até quem vislumbre um Brasil sob o poder desses carolas. Nada às claras, evidentemente. Não é o estilo deles.
O desprezo e a perseguição são benditas provas de predileção divina, mas não há prova e sinal de predileção mais belo do que este: passar oculto. (Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975) - espanhol fundador da Opus Dei)
Pois é, na manha, foram ganhando espaço. Um dos principais articuladores da Opus Dei na terra brasilis é Carlos Alberto Di Franco, professor de ética no jornalismo da Cásper Líbero (não sei se ainda é) e representante da Universidade de Navarra, na Espanha, um braço educacional da instituição religiosa. Di Franco é numerário da ordem, celibatário e está arrebanhando gente top para o projeto de poder da Opus Dei. Só gente graúda, claro, porque eles não se metem com gentinha…
Curiosamente, Di Franco tem o mesmo sobrenome do general Franco, ditador espanhol que deu cobertura à fundação da Opus Dei, que por sua vez se encarregou de formar as elites espanholas da época (final da década de 1930). Não é nada, não é nada…
Di Franco toca um projeto chamado Master em Jornalismo, que já teria formado duzentos diretores e editores dos principais veículos brasileiros - Alberto Dines pode explicar como funciona a coisa melhor do que eu. Mas não deixa de ser curioso um professor ligado à Opus Dei, especializada em proibir livros, dar cursos sobre ‘gestão de conteúdo’, ‘ética’ e ‘excelência e desenvolvimento humano’…
Pois então, um dos principais ‘alunos’ de Di Franco atualmente é ninguém menos que o governador paulista Gerarrrrrrrrrrdo Alckmin, como bem revelou a revista Época. Sim, ele mesmo, o pré-candidato à presidência da República pelo PSDB. Esse casamento da República Daslu com a Opus Dei me parece mais assustador do que porco transgênico fosforescente.
Cruz credo!