November 2005

Monthly Archive

5 minutos com Mino Carta

Posted by escriba on 30 Nov 2005 | Tagged as: brasil, imprensa

Acho que vocês já sabem que sou fã da revista Carta Capital, pra mim a melhor do país, sem discussão. Mas sou ainda mais fã do mentor dela, o Mino Carta. Ele deu uma entrevista foda ao Eduardo Ribeiro, que toca a página na internet Jornalistas & Cia. Eis um trecho (leva cinco minutinhos pra ler, vale à pena…):

Como reflexo da crise do ensino, temos hoje muitos profissionais despreparados no mercado. O que fazer para lidar com isso, para melhorar essa situação?

MC – Não consigo imaginar a mídia fora da moldura do País. A mídia é um espelho do País, como é de praxe. Pensem, por exemplo, no que foi o Brasil nos anos 40 e 50, nas pessoas que pensavam o País, que imaginavam o futuro, que tentavam desenhar os destinos da terra: Gilberto Freyre, Raimundo Faoro, Sérgio Buarque de Hollanda, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, enfim… As marchinhas de carnaval eram primores, muito inteligentes, muito refinadas. Os textos da música brasileira eram muito bons, a chamada música popular era de excelente qualidade. Nelson Rodrigues era um encanto, Stanislaw Ponte Preta era um encanto; até as “certinhas” dele eram uma coisa muito boa. Pensem nesse país e confrontem-no com o de hoje. Uma falta de graça absoluta. Pensem na nossa elite, nessa turma que vive aí, com seus carros blindados, de vidros escuros para que não se enxergue o interior, levantando as muralhas romanas que cercam as suas vivendas, amestrando cães para que fiquem à porta das suas casas… Mais de 50 mil brasileiros morrem assassinados todo ano. Então, por que a mídia haveria de ser melhor do que essa situação? Acho que as pessoas não se dão conta da gravidade da situação, de como a cada ano nós pioramos. A promessa é que este ano cresceremos 3%. A Folha fez uma matéria patética, dizendo que o Lula vai ter um trunfo, que será a política econômica. Por quê? Porque, assim diz a matéria, de Figueiredo a Fernando Henrique o Brasil cresceu, em média, por ano, abaixo de 3%, e, com o Lula, cresce acima – 3,11%!!! (risos) É a conversa do roto com o esfarrapado! O Brasil tem que crescer 5% para ficar na mesma! O Kirchner enfrentou o Fundo Monetário e a Argentina cresceu mais de 8% este ano. A Índia cresce 8% ao ano há muito tempo, é uma das grandes potências mundiais, tem bomba atômica, faculdades extraordinárias, uma elite preparadíssima. Nós estamos vivendo uma tragédia e não nos damos conta. Eu vou ao Gero e a outros restaurantes aí, vejo as pessoas que me cercam e parece que elas estão em Nova York, a expressão delas é a de quem está em Nova York. Estão muito felizes, a economia vai bem. Pra quem? Pro doutor Setúbal? Pra ele vai muito bem…
Acho perfeitamente admissível que a mídia brasileira pudesse ser excelente. Precisaria mudar os patrões. Aliás, vocês entrevistaram o Otavinho. Para mim, o Otavinho não é um jornalista. E não seria em qualquer país civilizado. Ele é um patrão, que se arrogou, se atribuiu, estabeleceu ser jornalista. É uma prepotência inaudita. É um patrão, que paga o salário dos outros e os outros têm um medo pavoroso de perder o emprego – que, aliás, escasseia, como sabemos. Realmente existe muita gente que teria todas as condições de produzir uma mídia de excelente qualidade, não tenho dúvidas quanto a isso, mas precisaria mudar os patrões, mudar os conceitos. Precisaria acabar com essa elite grotesca que jogou fora o patrimônio Brasil e começar tudo de novo. Se não acontecer isso, não tenham dúvida: o País continuará indo para trás. Isso é absolutamente inevitável, é inexorável, está escrito.

A íntegra da entrevista está aqui.

Legalize

Posted by escriba on 30 Nov 2005 | Tagged as: drogas

Pesquisa do Instituto Gallup revela que os americanos estão cada vez mais favoráveis à legalização da maconha. Com isso, mais e mais estados americanos flexibilizam suas leis. Não apenas para o uso medicinal, mas também recreativo e pessoal, como no Colorado.

Bush Jr. e sua gangue devem estar insônes…

Certas verdades

Posted by escriba on 30 Nov 2005 | Tagged as: musica


Há verdades que precisam ser ditas. Se vão ser aceitas ou não, são outros 500…

Se São Paulo é o túmulo do samba,
o Rio de Janeiro é o túmulo do rock!

(do meu camarada Fábio José de Mello)

É, faz sentido…

Chapa quente

Posted by escriba on 29 Nov 2005 | Tagged as: Meio Ambiente, brasil, civilização

A chapa está esquentando… É impressionante como a nossa elite (e ainda há quem negue a existência dela, ó santa ignorância, Batman!!), que é o que de mais atrasado existe no mundo, não larga o osso por nada. Com seus caninos bem afiados, agora se agarra ao conceito ’setor produtivo’ para promover toda sorte de chantagem. Atropelam o meio ambiente com suas plantações transgênicas e imensos campos de soja, invadem terras griladas, queimadas e devastadas na Amazônia com o gado, e atacam a torto e direito movimentos sociais como o MST, que agora pode ser considerado terrorista.

Sabe o que falta no Brasil? Uma guerra civil. Ou um cataclisma. Só pra ver se, limpando a área, a gente muda o cenário… talvez fique tudo na mesma. Enfim…

Claro que é mico (no Rio, claro…)

Posted by escriba on 29 Nov 2005 | Tagged as: musica

Parece que o festival do Iggy Pop e convidados foi uma bosta no Rio de Janeura. Não me surpreende. Parece haver uma certa vocação da cidade pra organizar as coisas nas coxas. Pra começo de conversa, insistem em fazer mega-shows naquele fim de mundo que é a tal Cidade do Rock, na Barra. Lembro que foi maior perrengue no Rock in Rio 3, longe pacas, um monte de ônibus amontoado na saída, um calor infernal, maior bundalelê, sem informação, sem segurança, sem nada. Na época, pensei: “depois dessa, nunca mais vão inventar festival de rock por aqui.” Ledo engano. Levaram 15 mil manés pra lá de novo. E tome-lhe desorganização, caminhão quebrado, atraso monstro, bandas desistindo, falta de infra-estrutura, informação, respeito, enfim… Tive pena de quem se aventurou (se bem que nêgo parece que já se acostumou…), imagina sair às 4 da matina daquele buraco, sem iluminação decente, sem transporte, sem porra nenhuma. Se o carro quebra ou falta gasolina ou qualquer outro imprevisto, ba-bau!

Só no Rio mesmo. E vem aí o Pan 2007…

Pára tudo!!

Posted by escriba on 28 Nov 2005 | Tagged as: imprensa

Acabou de dar na RepetecoNews: o Banco Central fez um swap cambial reverso!! Caraca, e agora? O que vamos fazer?!?!?

Grita ae!

Posted by escriba on 28 Nov 2005 | Tagged as: musica

Lá pelas tantas, fui aos banheiros químicos na área VIP do festival da Claro e dei de cara com o Derek Green, vocal do Sepultura, rodeado por uns seis moleques. Ele, grandão, parecia Gulliver no meio daqueles seres liliputeanos, que riam e insistiam: “Dá um berro ae pra gente, pô!”. E Derek, na maior paciência, tentava se desvencilhar e só falava “No way, man, go to the show, go to the show…”

Que situação…

O Iggy é pop, é rock, é toque

Posted by escriba on 27 Nov 2005 | Tagged as: musica


Só um mito como Iggy Pop pra me desentocar numa fria noite de sábado e me guiar para um canto desconhecido desta imensa cidade, a tal Chácara do Jockey, onde rolou esse festival da Claro (em tempo: tenho celula TIM e funcionou perfeitamente). Como sei que os deuses do roquenrol protegem os mitos bem como seus acólitos, conferi o kit sobrevivência - celular, algum dinheiro pra estacionamento e dogão de fim de festa, garrafinha metálica com 4 ou 5 doses de uísque, garrafa d’água, cigarro e caixa de fósforo, CD do Fun House pra curtir no carro (boa parte das músicas do show foram desse disco, de 1970, o segundo dos Stooges), e outras milongas mais -, e segui viagem.

Ainda bem. O velhusco pré-sexagenário não decepcionou. O cara tem 58 anos caramba, não é qualquer um que segura a onda assim. Sua energia é contagiante, não pára um segundo, de dar inveja a Mick Jaggers da vida. Salta, rodopia, cai, levanta, se joga na pláteia (o velho e bom mosh), chama galera pra subir ao palco - pra desespero dos seguranças -, e mantém a pegada nos vocais durante o show inteiro (com pouco uso de eco e quetais artifícios eletrônicos), seja na porralouca ‘Fun House’ ou na viajandona ‘Dirt’ com sua linha de baixo hipnotizante (tipo ‘Born Under a Bad Sign’, um velho blues, Albert Lee, Albert King, essas paradas…).

Sua dança lasciva, com a calça jeans feminina de cós baixo - que ele mandou comprar por aqui mesmo, será da Gang? - deixando meia bunda à mostra, me fez lembrar Serguei, que é 15 anos mais velho do que o velho iguana e certamente aprovaria sua performance. Alías, alguém sabe por onde anda o figura? Saquarema, provavelmente.

Mas disposição tem limites e Iggy não parte mais pra porrada como antes - no auge da carreira dos patetas, o primeiro mané que subia no palco levava um direto na fuça e voltava de onde veio invariavelmente com uns dentes a menos. Aí, já viu, a turma invadia e o pau comia. Velhos tempos. Hoje Iggy tem seguranças a rodo para cumprir essa tarefa. Mas foi tão divertido quanto. Dei boas gargalhadas com um maluco cabeludo tentando dançar com um dos gorilas, foi jogado à platéia pelo menos umas três vezes e da última vez que o vi, conversava alegremente com o guitarrista Ron Asheton, que ria, sem perder o pique do som que rolava, ‘No Fun’.

Cantei a plenos pulmões “No Fun, my babe, no fun, No fun to hang aroooound!” e “She got a TV eye on me, she got a TV eye…”, viajei nos solos atonais de Ron em ‘Little Doll’, no baixão de Mike Watt em ‘Down On The Street’, e lamentei a ausência de pelo menos uma música, ‘Search and Destroy’, de ‘Raw Power’. Aliás, o cara não cantouo nenhuma desse disco de 1972, que foi o terceiro e último da banda, (mal) produzido por David Bowie. Eles tocaram Fun House inteiro (com exceção da inexplicável L.A. Blues), seis das oito do álbum de estréia (The Stooges, de 1969) - com direito a bis para ‘I Wanna Be Your Dog’ - e duas do Skull Rings (Dead Rock Star e Skull Rings). Mas necas de Raw Power… vai entender…

Entre baforadas e goles, dei meus pulos ajudado por amigas roqueiras com quem esbarrei por lá, mas não o suficiente para pogar na roda que se abriu do meu lado em ‘I Wanna Be Your Dog’. Já fiz muito isso, não tenho a mesma disposição, é fato. E boa parte da que eu tinha gastei na infernal Francisco Morato e depois negociando com seu Levy o preço da vaga que ele me arrumou do lado do dogão ‘Laricão’ do Osíris, um negão rasta gente boa toda vida. “Quanto é?”, “20!”, “Tá caro!”, “Paga 15!”, “Dou 10, mas cinco na volta”, “Fechado!”. Nem vi onde ficava o tal estacionamento oficial, mas era ainda mais longe de onde parei, vsf.

A Chácara do Jockey, no entanto, se revelou um lugar muito bom para shows e festivais como esse da Claro, que acertou também em colocar um palco em frente ao outro, intercalando as atrações. Que venham mais!!

Apesar do mega-trânsito, meus cálculos deram certo e cheguei uns 20 minutos antes do show do Flaming Lips, cheguei a escutar o distorcido Fantomas do carro quando rumava ao estacionamento. Fica pra próxima. A apresentação do Flaming Lips começou com o vocalista andando pela platéia enfiado numa bolha, numa reedição do menino da bolha ou, para os mais novos, de
Chad. Legal, mas e o som? Bom, não conhecia e um amigo do Rio fez a maior propaganda, deixou scrap no orkut e catzo dizendo pra eu prestar atenção e tal. Falando sério? Os pontos altos do show dos lábios flamejantes foram Bohemiam Rhapsody no iní­cio, e War Pigs no final - com direito a imagens de Bush, Rumsfeld, Cheney e companhia num clip no telão. Tocaram versões fiéis às originais, mas ouvir Sabbath com um bando de gente fantasiada de bichinhos de pelúcia no palco foi algo bizarro… Sabbath de pelúcia!

Durante a apresentação de Sonic Youth, estava mais preocupado em entrar na sala Vip com o velho truque do preciso-ir-ao-banheiro-e-o-daqui-é-mais-perto-quebra-essa. O segurança quebrou e tomei umas três cervas (Bavaria…) na faixa pra comemorar.

Quando pensei em ir embora, entrou o Nine Inch Nails rasgando os tímpanos da galera com seu rock eletrônico-industrial, seja lá o que isso queira dizer. Bom som. Mas já estava sem fumo, álcool, amigos (não fazem mais jornalistas como antigamente… ) e de repente bateu paranóia sobre o carro. Não tenho seguro, “será que seu Levy é mesmo de confiança?”. Era. Chegando lá, tudo ok, o carro tava no mesmo lugar. Só que uma mulher se recusou a deixar a chave com meu camarada Levy e eu mifu. Dois dogões prensados (completos, com direito a purê de batata, batata palha, ervilha, maionese, cheddar, tudo por R$ 3) e uma coca-cola depois, convenci Osíris a dar uma rézinha pra eu fazer uma manobra monstro e poder voltar ao aconchego do lar. Ao som de Fun House, evidentemente.

Agora cá estou finalizando este relato, embora não saiba como vá mandá-lo para o blog, já que pra minha surpresa (não deveria mais me surpreender com isso, mas enfim….) meu computador está sem conexão. Deixa eu ver, tentando de novo… nada. Nada de novo… nada… ah, meu saco. Bom, vou dormir, fica pra mañana.

zzzzzzzzzzzzzzzzzzz

(este texto foi originalmente escrito às 4h38 da madrugada deste domingo, mas como o Speedy me deixou na mão, só consegui mandá-lo agora, às 16h08, quando a internet voltou. Dei umas mexidas aqui e ali no texto, nada sério).

Carona em SP

Posted by escriba on 25 Nov 2005 | Tagged as: comportamento, egotrip

Lá estava eu, hoje de manhã, preso no engarrafamento da avenida Santo Amaro, atrasado para o trabalho pensando no nada, esperando o sinal abrir. Eis que uma morena sorridente e seu colega um tanto quanto constrangido me cutucam no braço e perguntam:

“Moço, dá uma carona pra gente?”

Não entendi de primeira e fiz o gesto que sempre faço quando quero me desvencilhar dos que pedem dinheiro na rua, logo dizendo: “Tô sem nada aqui…”

“Não, moço, a gente quer carona. Você tá indo em direção do Itaim?”

Foi quando olhei melhor pros dois. Jovens, sorridentes e nitidamente sem jeito de pedir uma carona assim, no meio de uma Santo Amaro lotada numa chuvosa sexta-feira.

“É que a gente tá sem passe, sem dinheiro, e tá chovendo…” disse a menina, tomando a iniciativa, já que o rapaz parecia querer desistir e andar a distância, que não é pouca - algo em torno de seis quilômetros.

“Vai moço, por favor…”

“Carona? Putz…”

Eles me pegaram desprevenidos. Fiquei uns segundos sem saber o que dizer, mas aí veio aquela voz que sempre aparece quando estamos frente a alguma novidade: “Por que não?”

“Entrem aí”, decidi instantes depois do sinal abrir e as primeiras buzinas soarem me avisando que já estava contribuindo para aumentar o índice de lentidão da cidade. Fui abrir a porta quando vi que tinha outras duas meninas do outro lado, que ficaram radiantes.

“Valeu mesmo, moço. A gente estuda aqui no Brooklin, na escola Oswaldo Aranha, temos que ir ao cartório eleitoral lá no Itaim hoje de qualquer maneira e descobrimos que não tínhamos dinheiro”, disse a menina que sentou ao meu lado na frente. Todos estudantes do 3o. ano, sonhando com suas novas futuras profissões. Me senti leve com a história toda, meu mal-humor foi embora (a gripe não, infelizmente), conversamos sobre muitas coisas naquele curto espaço de tempo.

Não entendi porque me escolheram, talvez pelo adesivo do Greenpeace no carro, “esse tiozinho aí deve ser boa gente, hippie velho”, ou por ser eu um dos poucos que circulam pela cidade com o vidro aberto, mesmo com chuva. Ou foi puro aleatorismo, que nunca falha.

De qualquer maneira, foi divertido. Sempre falam dos perigos da carona, mas e os benefícios? É um bom exercício de solidariedade e de confiança no próximo. Oxigena a alma. Não nego os riscos, mas enfim, sou um eterno crente no ser humano.

Por que não?

Notícias do front

Posted by escriba on 24 Nov 2005 | Tagged as: internacional

É, parece que a vida começa a voltar ao normal no Afeganistão…

Malvado

Posted by escriba on 24 Nov 2005 | Tagged as: HQs & charges, livros

Recebi essa tirinha aí de cima hoje do Adauri, camarada aqui do jornal. Clique nela para aumentar. Não conhecia o André Damher, muito bom! O cara tem uma interessante página na internet, que será devidamente adicionado à lista aí do lado. Vale a visita. E o livro dos Malvados está com lançamento marcado para o próximo dia 27 no Rio de Janeura, às 19 horas, na Livraria da Travessa (Rua Visconde de Pirajá, 572 - Ipanema). Quem não puder comparecer, pode encomendar um exemplar pela internet, lá mesmo na página dos Malvados. São 25 mangos, com frete já incluído. Boas compras!

Cheers!

Posted by escriba on 23 Nov 2005 | Tagged as: bizarro/curiosidade, internacional


Lá vem a bebedeira do fim do mundo! Minhas amigas Lucia e Gabriela, que estão em Londres neste momento, já devem estar contando os minutos para enfiarem o pé na jaca! :)

Fatos e Fodas

Posted by escriba on 23 Nov 2005 | Tagged as: bizarro/curiosidade, internacional, politica, sexo

Durante a campanha para a eleição municipal de Copenhagen, na Dinamarca, Louise Frevert foi linha-dura contra imigrantes. Chegou a defender a expulsão sumária deles do país. Nada de anormal, já que era candidata de uma agremiação de ultra-direita, o Partido do Povo.

O tempo passa, o tempo voa e qual não foi a surpresa de Frevert quando viu, segunda-feira da semana passada (dia 14) - às vésperas do dia da votação -, a capital dinamarquesa tomada por milhares de cartazes com fotos suas antigas, da década de 1970, em cenas de sexo explícito com um legítimo representante africano.

Ela confirmou a veracidade das fotos, fez mesmo o ensaio (e muitos outros) para uma revista pornô e justificou:

“Foram loucuras de juventude.”

Poderia bem ter dito: “Me foderam, agora quero fodê-los também!”

A matéria saiu no jornal The Copenhangen Post e as fotos foram reproduzidas em um monte de lugar bizarro na internet. Se tiver mais de 18 anos, clique aqui para vê-las. (só pra ajudar: Louise é a de cabelos encaracolados…)

Hi and Mighty: The Story of Al Green (1969-1978)

Posted by escriba on 23 Nov 2005 | Tagged as: musica


Já tinha me esquecido deste CD duplo (37 músicas) lançado em 1998 que eu comprei na Austrália quando por lá estive em 2000 por conta das Olimpíadas de Sydney. Na época, disputou a preferência do meu toca-CD com o Love Supreme do John Coltrane, me presenteado pela Yan (te amo por isso, ruiva!!) e o Tim Maia Racional gravado especialmente pra levar a palavra do universo em desencanto aos infiéis aborígenes!

Pois girei a torre de CDs, fechei os olhos e tirei aleatoriamente a majestosa preciosidade de Al Green pra me acompanhar ao longo da semana nos muitos engarrafamentos desta estranha cidade chamada São Paulo. Ah, sábio aleatorismo! Alguns minutos na companhia deste cara, alguns segundos de seu falsete, algumas horas cantarolando antigos sucessos, que retornam à mente nos primeiros acordes de Tired of Being Alone ou Let’s Stay Together, a eternidade suingada de Love and Hapiness ou Take Me To The River, e pronto! Você está preparado para o céu e o inferno!! Reverendo Al Green arrebanhou mais um!

Bobs 2005

Posted by escriba on 22 Nov 2005 | Tagged as: blog

Divulgada a lista de vencedores da segunda edição do Best Of Blogs 2005, promovido pelo Deutsche Welle, canal de TV alemão. O destaque fica por conta da vitória do No Mínimo Weblog, do Pedro Dória, na categoria melhor blog jornalístico em português (prêmio do júri). Parabéns, meu caro!!

Na escolha do público, o melhor blog jornalístico em português é o Kibeloco. O Vizinho do Jefferson ficou logo atrás.

Já o blog do Noblat, tão badalado, concorreu e não ganhou xongas. Antes de mais nada, não é blog, mas uma coluna eletrônica do Noblat - como aliás 90% dos ‘blogs’ lançados pelo Globo Online, Folha Online e afins. Não são blogs, são colunas eletrônicas com a marca ‘blog’. Só pra entrarem na onda, já já mudam de nome novamente. A do Noblat teria grandes chances, se houvesse uma categoria de clipping eletrônico…

E não vou dar o link dele porque ele não dá link pra lugar algum.

Mas o grande vencedor do Bobs 2005 foi o blog humorístico Mais Respeito, Eu Sou Sua Mãe!, do argentino Hernan Casciari. Foi eleito o melhor blog deste ano.

Na escolha do público, o Tupiniquim, blog sobre povos indígenas, foi o vencedor. Apesar do nome, é de Portugal. Muito bom também, já devidamente adicionado aí do lado.

Fotos

Posted by escriba on 20 Nov 2005 | Tagged as: fotografia, imprensa

A Editor & Publisher está divulgando em sua página na internet as melhores fotos do ano. Vale a visita.

Tá na mão

Posted by escriba on 20 Nov 2005 | Tagged as: musica

Como estragar um artista de rua e ainda posar de benemérito das artes

Posted by escriba on 19 Nov 2005 | Tagged as: TV, arte, musica

Descubra um talento pelas ruas de uma grande metrópole. De preferência um músico-cantor-compositor. Deixe-o mostrar uma ínfima parte de seu talento em um quadro pseudo-humorístico de TV daqueles programas pé-no-saco das tardes de sábado, tipo Caldeirão do Huck. Cuidado aqui, a aparição do artista de rua no quadro deve ser mínima, o suficiente apenas para dar um toque bizarro na coisa toda. Leve-o então para o auditório do programa como uma espécie de troféu, a mais nova atração do circo de horrores. Tire toda a sua espontaneidade, ’sugerindo’ (leia-se, determinando) que cante sucessos do pagode ou da soul music nacional, dos mais bocós possível. Nada daquelas canções divertidas que o cara compôs, esquece, não é bom dar asa à cobra…

Dê um tapa no visual do sujeito e faça-o cantar com algum ídolo da música brasileira, tipo, Martinho da Vila. Prometa o céu, mas dê apenas um pedacinho no inferno - no caso, em vez de apostar em sua carreira artística, que poderia ser promissora, ofereça apenas uma participação micro no mais novo lançamento da gravadora da casa, uma cantora inócua de um programa que pretende revelar astros da músicas, mas só consegue repetir velhas fórmulas e inchar o mercado com as merdas de sempre.

Ok, vc está quase lá. Agora, a cereja nesse bolo fecal todo: faça-o assinar um contrato com a tal gravadora, o que ele fará cegamente - afinal, estava há poucos dias cantando e tocando na rua por poucos caraminguás e agora terá um contrato com uma grande gravadora por poucos caraminguás + mais alguma coisa. Assim vc mantém o cara nas rédeas, sem chance de reclamar de porra nenhuma, e não dá oportunidade para algum outro ‘espertinho’ descobri-lo e lançá-lo no mercado com mais esmero e coragem. Nã nã não, sucesso inesperado não interessa a ninguém, tudo tem que estar sob controle, seu comunista!

Foi o que aconteceu recentemente com Benedito, um negão simpático que circulava pelas ruas do centro de São Paulo com seu cavaquinho cantando divertidos sambas de sua autoria. Foi parar no programa do Luciano “olha como sou bobo” Huck neste sábado. Vai virar suco e desaparecer, claro. Que volte logo às ruas. E os lucianos hucks da vida o deixem em paz…

Iggy por Jama

Posted by escriba on 19 Nov 2005 | Tagged as: filmes, musica

Já ia me esquecendo: o meu mestre Jamari França fez uma puta entrevista com Iggy Pop, está sensacional. O velho iguana parece estar em forma, não apenas no palco.

Uma palinha:


Informado de que uma amiga do repórter viu o show em Barcelona e o achou muito preso ao próprio personagem, Iggy metralha. - Diz pra ela que mandei ela se f*. Eu faço o que acho que é melhor e se ela acha que pode fazer melhor, ela que faça - xinga ele.

Em tempo: o cadastro no Globo Online é gratuito. Depois de feito, não precisa de senha nem nada, vai entrar direto.

E por falar no Iggy, tava lembrando ontem de uma cena do filme Sobre Café e Cigarros, do Jim Jarmusch, em que ele e Tom Waits se encontram num café e descobrem um maço de cigarros na mesa. Apesar de se declararem ex-fumantes, degustam um cigarro atrás do outro, sem culpa. Só pra justificar os cigarros que fumei ontem no Rose Bombom, blz? :)

Quem é quem?

Posted by escriba on 18 Nov 2005 | Tagged as: HQs & charges, musica


Brincadeira boa essa enviada pelo Amorim! Tente identificar na imagem acima 60 bandas da gravadora Virgin. Será que alguém consegue achar tudo? Encontrei 23. Não vou dar os nomes pra deixar vocês mais à vontade…

Clique na imagem pra ela ficar com um tamanho decente. Depois, deixa na área de comentários a sua lista.

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