October 2005
Monthly Archive
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Posted by escriba on 29 Oct 2005 | Tagged as: blog, egotrip, filmes, musica
O aviso veio semanas atrás: “Pô, Jorge, tu devia escrever mais sobre música”. Realmente, é um assunto que me atrai pacas, o Fábio sabe e por isso me deu o toque. Mas tinha que ser justamente no momento que estou numa puta dúvida sobre como tocar a porra do blog ou mesmo se devo continuar com o blog? hehhehe, foda heim amigo? Aí vem outro viado, o Passamani e bota pilha pra eu aderir a um outro sistema, o Wordpress, que realmente é bem mais maneiro que esse blogspot, e aí emenda e pede pr’eu mudar o nome, não gosta de escriba, acho que tenho que debandar de vez pro gonzo, zoar geral texto, temas, idéias, fatos, o catzo.
Ou seja, acha uma merda o que escrevo, mas até aí no problem, eu também. Faz tempo. Vivo em crise, acho que estou involuindo, já escrevi melhor (olha a pretensão…), e estou sem foco. Sou míope, devo avisar, mas a porra do foco é foda mesmo. Curto uma porrada de coisas, música, tecnologia (principamente esse admirável mundo novo da internet), esportes, cultura em geral, política (pensei em escrever sobre a nova pilantragem da Veja, matéria de capa cujos pilares têm como fonte um morto, mas enfim, deixa quieto…), ser humano (cada vez mais urco do que nunca), o jornalismo (mesmo que falido), a vida enfim. Daí escriba. Quero escrever. Bem ou mal, mas escrever.
Por isso curto o nome. Aceitei mudar pro Wordpress, mas o escriba fica, e vai virar .org, 60 paus por ano (é isso mesmo, maratimba?), vou ter enfim uma página pra empresa e pros meus trabalhos. Vou começar a garimpar os meus textos perdidos pela internet, quem tiver algum link, mandae! “Seu currículo?”, e eu pimba! www.oescriba.org. Em breve, em breve…
Mas voltando, a vida é encruzilhada, sempre. É tudo 0 ou 1, os computadores tão aí e não me deixam mentir. Ou vc vai ou não vai, é sim ou não, ou dá ou desce, ou mata ou morre. O talvez, que é primo do quase e do se, é um não depois do sim (ou vice-versa) seguido de outro não, depois um sim, e por aí vai… Os tons de cinza estão aí só pra confirmar o preto e o branco.
O Escriba quase se chamou Caleidoscópio não foi à toa. Quero falar mais de música, dos dois discos que desencavei aqui em casa que são ducaralho, o 13 do J.J. Cale e o Stephen Stills 2, ambos antigos pacas, sonzeira que ninguém mais fala sobre, porra, e os dois estão vivos!!! Será que não tocam mais? Desaprenderam? Será que só eu e meus camaradas conseguimos ficar ligados nas novidades e também nas velhas e boas antiguidades? Prefiro deixar-me desatualizar sobre muitos lançamentos do que perder de vistas figuras como J.J. Cale e Stephen Stills. Don’t believe the hype, os marqueteiros não têm a mínima chance comigo.
Mas aí a porra da antena parabólica aqui pesca três cientistas políticos discutindo o referendo (ainda ele…) na Globonews e já quero meter o bedelho. Os caras estão quebrando o pau e qual ibope do programa, 0,02 ponto? Se eu puder aumentar 0,02 já valeu. Mas aí o foco vai pro espaço.
E vai de novo agora porque a Ana está me chamando pra gente ver o primeiro capítulo daquela série da HBO sobre Roma que o pai dela gravou e me emprestou. São duas horas de viagem pelo tempo, a série televisiva mais cara de todos os tempos. Se vacilar, será o próximo tópico deste escriba que vos enche o saco… ![]()
Em tempo (nem tanto, escrito horas depois): o Martim ganhou medalha de peixinho hoje, na aula de natação, foi a tropa toda ver (Eu, Ana, Sofia, Tia Bia, Vovó Rogui). Fotos e mais fotos, alguns filmes também. Fotos até rolam depois, filmes só depois que for .org.
Posted by escriba on 28 Oct 2005 | Tagged as: HQs & charges, filmes
Rio de Jano, documentário sobre a visita do desenhista francês ao Rio de Janeiro saiu em DVD! Tem na Fnac, 2001 Vídeo, Livraria Cultura e Saraiva.
O filme é bem legal, vi na época do seu lançamento em 2003. Jano é um figuraça e foi levado pelos produtores do filme (Anna Azevedo, Renata Baldi e Eduardo Souza Lima) para ‘n’ lugares do Rio, dos mais turísticos aos mais podreiras e alternativos. O cara pirou com o que viu, ouviu e sentiu. Além do documentário, há também um caderno de viagem bem legal, que registrou como poucos as nuances do Rio de Janeura. Os personagens do Jano, sempre animais humanificados (ou seria o contrário?), ficaram bem em cenários cariocas. Só faltou o Kebra na Lapa…
Vamos contribuir para o Zé José comprar sua cobertura na Vieira Souto, pessoal!
Posted by escriba on 27 Oct 2005 | Tagged as: bizarro/curiosidade
Digitem essa palavra no Google e vejam qual o primeiro link que aparece…
Posted by escriba on 27 Oct 2005 | Tagged as: blog, humor, musica
Dois moleques chineses, com um puta tempo livre, webcam, computador e músicas do Backstreet Boys decoradas. Só podia sair isso e isso. Reparem no terceiro figura, só na moita… Valeu Maratimba!! (Esse é um dos caras mais antenados que eu conheço e seu blog vale à pena praca. Agora então, que se juntou com uns lôko que nem ele, haja informação!!
Tanto o Ranxerox como o Academia estarão agora permanentemente linkados n’O Escriba, para consultas diárias. Opa!
Posted by escriba on 25 Oct 2005 | Tagged as: tecnologia
Nasceu um monstro. E ele está sendo alimentado com muito amor e carinho por grandes companhias de tecnologia…
Posted by escriba on 25 Oct 2005 | Tagged as: brasil, politica
E começa a fazer estragos no ninho tucano. O presidente do PSDB, Eduardo Azeredo (MG), acaba de se afastar do cargo, porque também o seu partido se utilizou de empréstimos do Valério na campanha de 98 a governador de Minas. Mensalão? Não, o bom e velho caixa 2.
Estou assistindo ao vivo pela Globonews, tá engraçado ver tucanos como Arthur Virgílio e pefelês como José Agripino Maia espevitados tentando justificar o tal empréstimo de R$ 700 mil… é, nos olhos dos outros é refresco, né mesmo? E se cavucarem bem encontram o caixa 2 do PFL, do PMDB, até do PSOL que já tem seu escândalo, mesmo tão novinho que é…
É a política, meus caros! Bem vindos ao mundo maravilhoso da política. Welcome to the machine.
Mas deixa eu continuar assistindo ao chilique tucano.
Posted by escriba on 24 Oct 2005 | Tagged as: brasil, civilização, politica
A cidade já foi considerada a mais violenta do Brasil. A população e o poder público lutaram muito para mudar o cenário das coisas. Estão tendo bons resultados. Afinal, eles entenderam que, às vezes, direitos individuais podem ser limitados em prol do bem comum. Neste domingo, tentaram ajudar o Brasil a dar um passo adiante, mas foram derrotados. Será que só vamos cair na real quando chegarmos onde Diadema chegou anos atrás?
Posted by escriba on 23 Oct 2005 | Tagged as: brasil, civilização, politica
Impressionante como teve gente boa e esclarecida defendendo e votando NÃO nesse referendo sobre a comercialização das armas. Houve até quem associasse Thoreau, pacificista americano do século 19 que apadrinha este blog, com o voto contrário à proibição do comércio de armas. Haja malabarismo intelectual!
Mas será que essas figuras teriam coragem de dar a cara a tapa e sair de braços dados pelas ruas com os ilustres defensores dos direitos do cidadão como Onyx Lorenzoni, Jair Bolsonaro, Bornhausen, Enéas e afins, para comemorarem a vitória?
É, parece que a esperança de darmos um passo adiante na discussão e solução dos crimes por armas de fogo foi por água abaixo. Agora é cada um por si e deus contra todos. Quer saber? A gente merece… É triste ver pessoas inteligentes cairem no conto do direito individual, do referendo como cortina de fumaça, da possibilidade de desarmarem a populaçao para instalarem uma ditadura comunista, enfim…. Os ogros, os Urcos (aquele general-gorila do Planeta dos Macacos), os trogloditas venceram, mais uma vez… e agora com apoio de muitos que se consideram progressista. Como bem dizia Goethe: a maior habilidade do diabo é não se fazer notar…
Ainda assim, defendo a realização de novos referendos, que são a democratização da democracia. Que venham novas questões, sobre pena de morte, redução da maioridade penal, legalização das drogas, aborto, casamento de homossexuais e afins, até mesmo sobre a realização de novos referendos. Vamos mostrar de uma vez ao mundo que o Brasil realmente é: um país retrógrado, conservador e pronto. Se esse é o país que o brasileiro quer, que seja! País do futuro é uma ova! Segurem seus terços, ajeitem seus coldres e gritem a plenos pulmões: Nos livramos, enfim, dessa raça!!!
(texto escrito como comentário no Comunique-se (só para cadastrados). Achei que valia como tópico aqui n’O Escriba também)
Posted by escriba on 23 Oct 2005 | Tagged as: imprensa, musica
Nunca fui muito fã do Caetano Veloso, mas ao ler este artigo dele sobre uma carta que enviou à revista Veja (e eles evidentemente não publicaram), o cara ganhou pontos comigo. Em homenagem, vou já pôr o único disco que tenho dele, Transa (1972), pra tocar…
I walk down Portobello road to the sound of reggae
I’m aliiiive…
Posted by escriba on 22 Oct 2005 | Tagged as: brasil, humor, politica
Antes de votar no domingo, vc tem que escutar esta entrevista, feita com um traficante do morro do Dendê, no Rio, chamado Xaxim. Cortesia do Cocadaboa. Xaxim é o maior cabo eleitoral dos que defendem o comércio das armas. A credulidade da ‘reporti’ é de dar vergonha a nós, jornalistas…
Não foi só o medo que venceu a esperança não. A mentira também…
Mas acho que, mesmo que tipos como Jair Bolsonaro, Jorge Bornhausen e ACMzinho vençam no domingo, com o NÃO no referendo, quero mais referendos sobre temas polêmicos como pena de morte, aborto, redução da maioridade penal, casamento entre homossexuais, legalização das drogas e por aí vai. A população tem que participar diretamente dessas decisões. Vai ser ludibriada novamente, é verdade, mas pelo menos não terá como pôr a culpa nos políticos. Temos que assumir nossas responsabilidades também. Se o povo quer que o Brasil continue atrasado, violento, preconceituoso e coronelista, que assim seja.
Posted by escriba on 18 Oct 2005 | Tagged as: brasil, civilização, politica
Meu camarada Fábio José de Mello me passou este artigo do Marco Aurélio Weissheimer, jornalista da Agência Carta Maior, no qual é revelado o perfil desse tal “homem de bem” tão citado pelos defensores do comércio de armas no Brasil. Pelo o que li, é um sujeito bem esquisito… e perigoso!
Posted by escriba on 16 Oct 2005 | Tagged as: brasil, civilização, politica
O melhor argumento contra a comercialização das armas no Brasil (e no mundo) foi dado na matéria Arma não assusta. Palavra de bandido, de Luciana Garbin, publicada hoje (domingo) no Estadão. Nela, condenados por assalto afirmam ser ilusão associar arma em casa a maior segurança.
Diz um rapaz de 25 anos, preso por roubo:
“Quando é para roubar, rouba. Se ladrão tivesse medo, não roubaria carro-forte. Não tem tanta gente armada dentro e assaltam do mesmo jeito?”
Ou seja: o argumento de que o fim da comercialização tira o direito da população de se arma e se proteger dos criminosos é BALELA.
Pelo contrário, a bandidagem tá louca para que o ‘NÃO’ vença justamente para manter sua principal fonte de armas: os manés que compram um revólver, os deixam no armário e os entregam no primeiro assalto que sofrem…
Só pra refrescar a memória: cerca de 80% das armas apreendidas com os bandidos são NACIONAIS, foram fabricadas no Brasil. E como caíram nas mãos dos bandidos? Em sua grande maioria, foram roubadas de pessoas que as compraram legalmente (ou não), em assaltos a residências.
Mais um depoimento registrado na matéria:
“Se fosse eu, não confiava nisso de que arma defende cidadão”, diz Roberto. “Se souber que tem arma, já fico preparado. Qualquer movimento da vítima você pensa que ela vai pegar a arma e fica mais fácil assassinar a pessoa. Não que a gente queira, mas você sabe, né? É o mesmo que roubar policial. Sabendo que tá armado, você atira. Porque ele atira pra matar.”
Os defensores do ‘NÃO’ no referendo estão enganando a população. A elite brasileira, mais uma vez, está fazendo prevalecer seus direitos em detrimento do bem-estar da sociedade. Batem na tecla de que estão querendo tirar direitos, de que a população vai ficar indefesa, que a insegurança vai aumentar… Não caia nessa.
Quando fico sabendo que um sujeito como Jair Bolsonaro saiu em passeata defendendo o ‘NÃO’, é impossível não votar no SIM no dia 23 de outubro.
Posted by escriba on 15 Oct 2005 | Tagged as: comportamento, politica
Este domingo, dia 16 de outubro, é o dia mundial de boicote ao Mcdonald’s, um dos maiores símbolos mundiais do desrespeito às pessoas, aos animais e meio ambiente.
Em São Paulo, haverá uma manifestação no McDonald’s da avenida Paulista que fica próximo à Brigadeiro. O encontro está sendo agendado às 14 horas na estação do metrô Brigadeiro.
Posted by escriba on 15 Oct 2005 | Tagged as: Meio Ambiente
As fontes renováveis de energia, como ventos, sol e biomassa, são consideradas as mais ecologicamente sustentáveis para o nosso combalido planeta. Mas como tudo na vida, há senões. Vide o que vem ocorrendo em São Francisco com a indústria de energia eólica.
Posted by escriba on 15 Oct 2005 | Tagged as: imprensa, tecnologia
Quando essa onda chegar pra valer, vai pegar um bocado de jornalista por aqui desavisado…
Em meio à explosão de iPods (de MP3 e vídeo), câmeras digitais, internet sem fio, palms, celulares, palms e celulares com potentes câmeras digitais e internet sem fio, VoIP, blogs, SMS, XML, DVDs Blue Rays, Skype, família Google, laptops a preços de banana, etc etc, e ainda tem gente boa achando que jornal é eterno porque dá pra levar pro banheiro!! (sério, já ouvi e li essa argumento dito pra valer!!) Tá fudido…
Posted by escriba on 15 Oct 2005 | Tagged as: imprensa
Eu topo! Mas entro como sócio-proletário, porque $$$ que é bom, necas…
Posted by escriba on 14 Oct 2005 | Tagged as: cachaça, comportamento

A Paulistinha, Academia da Cachaça, Adega Bacalhau do Baixinho, Adega D’Ouro, Adega da Costelinha, Adega da Velha, Adega do Timão, Adega Flor de Coimbra, Adega Pérola, Adega Ramos, Adonis, Antigamente, Armazém Santo Antônio, Bar Brasil, Bar Budo, Bar da Amendoeira, Bar da Dona Maria, Bar do Costa, Bar do Mineiro, Bar do Serafim, Bar do Zé, Bar Lagoa, Bar Luiz, Belmonte, Bip Bip, Botequim do Jóia, Botequim Informal, Bracarense, Café Gaúcho, Capitania dos Copos, Casa da Cachaça, Cervantes, Codorna do Feio, Cosmopolita, Jobi, Lamas, Meu Kantinho, Nova Capela, Ocidental, Opus, Palácio, Paladino, Pavão Azul, Picote, Real Chopp, Rebouças, Salete, Sobral da Serra, Sujinho, Villarino.
Essa é a lista dos 50 botecos de um guia carioca sobre o tema. Um acinte. Sim, porque muitos dos estabelecimentos dessa lista acima NÃO são botecos. Alguns são restaurantes (caso do Nova Capela e do Lamas), outros são bares badalados da zona sul (Cervantes e Academia da Cachaça) e há também aqueles ultrapassaram a barreira botequeira, pela tradição, requinte e fama (caso dos Bares Luiz e Brasil, o Serafim e o Bar Lagoa). O guia está em sua sétima edição, alguns nomes podem ter saído, outros entrado, mas pelo critério usado, o erro provavelmente foi continuado. É um desserviço à alma botequeira carioca. Misturam alhos com bugalhos, vendem como tese de mestrado antropológica e a galera compra. Se fôssemos fazer um paralelo com São Paulo, seria mais ou menos como a lista do Boteco Bohemia, em que marketeiros - a versão paulista dos ‘estudiosos’ cariocas - misturaram ‘pé-sujos’ legítimos como Bar do Biu e Valadares com nomes da moda como Jacaré Grill, Frangó e Salve Jorge. Opa, peralá! Ok, eles só podiam escolher bares que vendem a cerveja Bohemia, mas nada justifica a inclusão do Salve Jorge, um bar legal e tal, os Jorges têm desconto, mas NÃO É BOTECO…
A lei de Goebbels não pode vingar… não com os botecos! ![]()
(Em tempo: já fui em quase todos os botecos das listas do guia carioca e do concurso da Bohemia. Gosto da maioria. Mas não me venham empurrar bar, restaurante e afins como botequim. Não adianta, não cola!)
Posted by escriba on 13 Oct 2005 | Tagged as: brasil, imprensa, politica
E o Fome Zero, heim? Nêgo detonou pacas o programa no início, dizendo que era populismo raso, que não funcionaria, que o país tinha mais gordos do que famintos (segundo pesquisa do IBGE), que estava fadado ao fracasso e tal. Quase três anos depois, organismos internacionais (entre eles o Banco Mundial) aplaudem a iniciativa e a indicam como exemplo para outros países. Na hora de bater, o programa - que estava iniciando e por isso mesmo tinha erros aqui e ali - estava sempre nas páginas dos jornais; agora que maturou e é um sucesso, nadica de nada… Será que bom jornalismo é só aquele que fala mal, que detona, que joga pra baixo? Elogiar é proibido? É jornalismo chapa-branca?
Posted by escriba on 13 Oct 2005 | Tagged as: imprensa, internet, tecnologia
Tá rolando uma discussão boa no Comunique-se (só para cadastrados, digrátis, mete bronca) sobre o possível fim do meio impresso. Foi este artigo aqui que suscitou o bate-boca. Acho bem plausível. De minha parte, cada vez menos leio jornal impresso ou revista, fica tudo antigo, vivo lendo na internet. A luz do monitor nem me cansa mais, já acostumei - pra desgraça da minha miopia, com certeza…
Muito se fala que a TV não acabou com o rádio e a internet não detonou a TV, e daí as mídias impressas também resistirão à internet. É misturar alhos com bugalhos. TV e rádio são meios eletrônicos, magnéticos, não têm papel como veículo transmissor de informação. A agilidade e quantidade de informação que se produz atualmente não é compatível com a mídia impressa e será cada vez menos, na minha opinião. Talvez não estejamos mais aqui pra comprovar isso, mas a queda nas vendas de jornais e revistas já está acontecendo.
Enfim, o mundo gira, tudo muda, a fila anda…
Posted by escriba on 13 Oct 2005 | Tagged as: egotrip
Eu quero que um dia na praça se faça para sempre, um dia apenas e dure pela eternidade, no banco sentar, pensar, respirar, ver o dia passar, as pessoas sorrirem, cumprirem o trato, acenarem felizes, crianças rolarem, caírem, chorarem, o vagabundo dormir e sonhar? o pássaro passar e ter su’atenção, os olhos soltos por aí, em árvores, galhos, folhas, o caminho a tomar… qualquer um levará, e vou pela praça a andar, a circular, a correr, suar, quero uma praça pela eternidade, para rir, chorar, sonhar, viver, comer, brincar, brincar, brincar, uma praça, só uma praça. Deixar lágrimas na areia e vê-la sugar, molhar, talvez secar, mais uma lágrima, o sorriso a enfeitar, aquele rosto infantil, talvez seja eu a tentar mais uma vez ser o que não sou, ou fui e não sei, andar, andar, parar quando não mais der pra seguir, até onde consigo me atirar no nada e voltar? Até quando? Tenho tempo, ainda, mas sobra menos e menos, dias passam, outra praça virá, outra praça, deixe-me lá quando por ela passar. Só volto agora porque tenho que ir, as lágrimas não secam jamais, o riso é eterno, mais amarelado, e fiel ao sonho de quem jamais teve qualquer vontade de fazer o que já foi feito. As crianças estão lá, vc não está, eu já fui e quero mais uma praça, pra sonhar mentiras que me aproximaram de um abismo, de um por quê sem fim. Não quero voltar, à praça talvez, mas desejo soltar, um nó, sem som, sem dó, a sós, ter enfim, um sonho na praça, e se puder, por lá ficar.