September 2005

Monthly Archive

Carros

Posted by escriba on 29 Sep 2005 | Tagged as: blog

Tava pensando em deixar o meu Gol bolinha pro Martim, mas acho que ele vai querer é um desses aqui. Ou talvez estes?

Ronda Paulistana

Posted by escriba on 29 Sep 2005 | Tagged as: blog

Pessoal, criamos um blog aqui no Globo Online SP, o Ronda Paulistana. Estão todos convidados a participar, claro!

Inovação urbanística

Posted by escriba on 28 Sep 2005 | Tagged as: blog

Os tucanos de São Paulo não páram de inovar em termos de políticas sociais. A última é a rampa antimendigo, instalada no túnel que liga a Av. Dr. Arnaldo à Paulista. O Marcelo Coelho escreveu sobre isso em sua coluna na Folha e eu reproduzo aqui.

O artigo é grande, mas vale à pena ler. Não encontrei um link (o do UOL é só para assinantes) por isso coloquei o texto inteiro aqui. Se alguem achar um link perdido por aí, me avisa!!

Como embelezar São Paulo (e sair ganhando com isso)

Direitos todo mundo tem: à saúde, à educação, à moradia, à segurança… Verdade é que essas coisas muitas vezes ficam no papel. Mas há um direito humano, lembrado por Anatole France, que até hoje ninguém ousou desrespeitar: o de dormir debaixo da ponte. Eis, frisava o escritor, uma prerrogativa que o Estado assegura “tanto aos mendigos quanto aos milionários”.
Recente iniciativa do prefeito José Serra parece colocar em xeque essa evidência. Na passagem subterrânea entre a avenida Paulista e a Doutor Arnaldo, surge uma verdadeira inovação em termos de arquitetura pública: a “rampa antimendigo”. Trata-se de um piso inclinado, com superfície áspera, que impede os miseráveis de se abrigarem no lugar.
Já era um espaço bastante exíguo e disputado. O motorista que sai da Doutor Arnaldo e avança por aquela espécie de túnel começa reparando nas pinturas murais que enfeitam o caminho. Vê simpáticos grafites, figurinhas dançantes, uns ETs sorridentes e, à medida que o túnel se aprofunda, toma contato com ótimas reproduções de quadros modernistas: uma praia de Pancetti, uma paisagem de Tarsila, algumas mulheres de Di Cavalcanti ilustram aquele buraco urbano.
Quando subimos de novo em direção à Paulista, o vão de parede disponível para as pinturas diminui; só então, num ângulo espremido entre dois planos de calçada, é que vemos amontoados alguns seres humanos entre sacos de lixo, caixotes desmontados, fardos de roupa velha e ruínas de um colchão.
Construída como a arquibancada de um imaginário estádio para ratazanas, a obra da prefeitura ocupa esse pedaço do túnel, cuidando de desalojar os mendigos que dormiam por ali. A não ser que eles insistam em se deitar no novo plano inclinado, correndo o risco de rolar até o asfalto, onde terminariam providencialmente atropelados. De todo modo, a rampa ganhou um revestimento de chapisco, desconfortável o bastante para dissuadi-los da imprudência.
Chapisco? A palavra é demasiado vulgar. O melhor seria chamar de textura rústica a camada que recobre as rampas. Fico pensando de que modo se optou por esse pormenor decorativo. Afinal, não dá para saber quais os níveis de desconforto necessários para impedir um mendigo de se deitar onde quer que seja.
Por que não usar cacos de garrafa? Tudo ganharia um colorido nostálgico e suburbano, figurando uma São Paulo de outros tempos. Ou então pregos, espetos… Ah, mas aí seria extremismo. Nosso “dispositivo inclinado de afastamento de população indesejável” (diapi) não precisa agredir ninguém. Cumpre apenas, silenciosamente, o que a polícia ou a guarda municipal não poderiam fazer sem empregar um bocado de violência física.
E ninguém é violento por aqui. Só eles, é claro, os que se escondem no subterrâneo.
“Não se trata de rampa antimendigo”, protesta com veemência o subprefeito da Sé em carta à Folha na última segunda. “A área, como é público e notório, servia para acoitar delinqüentes que se misturavam a pessoas que eventualmente moravam ali, também elas vítimas da ação criminosa.”
Imagino então que as vítimas, uma vez expulsas do local, estejam agradecendo à prefeitura. Lamento, em todo caso, que se tenha perdido uma oportunidade rara de prender delinqüentes: não são muitos os que se deixam localizar em endereço fixo, público e notório.
Quem sabe, em vez de um plano inclinado, a prefeitura não deveria ter construído grades debaixo do viaduto: uma parceria com o governo Alckmin criaria ali uma interessante alternativa prisional.
Seja como for, poderemos apreciar melhor as comoventes réplicas de Portinari que, naquele trecho exato da passagem subterrânea, sofriam a concorrência dos mendigos reais. Admirem-se, portanto, aqueles esquálidos retirantes em sutis matizes de azul e cinza, corvos voejando em volta e lágrimas saindo aos jorros dos olhos de crianças famintas. Sabia das coisas o velho Portinari. Um pouco ultrapassado talvez.
Afinal, a arte engajada está fora de moda e não condiz com o ritmo pragmático da cidade. A nova rampa, lembrando uma escultura abstrata, rigorosa e pura, vem aludir a períodos ulteriores, menos conteudísticos, de nossa evolução estética. A não ser que represente uma homenagem ao auditório de Niemeyer no parque Ibirapuera e ao tobogã do Pacaembu. Se não nos atrapalhassem os mendigos, poderíamos apreciar muitas harmonias ocultas na paisagem paulistana.
Uma dúvida, entretanto. Será que, apesar de sua austeridade construtiva, essa rampa não é um instrumento de autopromoção do prefeito? Fala-se nele como candidato à Presidência da República. Terá alguém inconscientemente desenhado uma minirrampa do Planalto nos subterrâneos da Paulista? Sem esquecer que o seu próprio sobrenome sugere, a exemplo da nova obra, algo de escarpado, íngreme, difícil de subir.
Mas a determinação ascensional da prefeitura não pára por aí. Lança-se em direção aos postes da Eletropaulo. Sim, noticia-se a criação de uma taxa sobre tal equipamento urbano. O raciocínio é que os postes, sendo coisas privadas (em especial para os cachorros, aliás), ocupam um lugar público, as calçadas. Cabe, portanto, uma cobrança. Por que não?
Juntando uma coisa à outra, ocorre-me a solução definitiva para o caso da Paulista: cobrar imposto dos mendigos. Afinal, eles se apropriam de um bem público e o utilizam para fins pessoais. Exigindo-lhes uma taxa módica, conseguiríamos expulsá-los dali sem precisar gastar um tostão em rampas e chapiscos. Nada como os mecanismos de mercado. É o que eu sempre digo.

O estranho mundo dos LPs

Posted by escriba on 28 Sep 2005 | Tagged as: blog


Com certeza, um dos blogs mais bizarros que já vi e li. These Records are BenT é a página de um colecionador de LPs, mas não é qualquer um. O cara - o tal BenT - só compra coisa esquisita, tipo, disco que ensina a escolher carne, ou um promocional do Listerine com sucessos de soul e funk da década de 1980, ou ainda um disco com o Don Adams, o lendário agente 86, cantando em um cassino em Las Vegas.

Esse colecionador, americano é claro, vem garimpando lojas e sites há décadas e realmente conseguiu juntar muitas preciosidades. Confira no blog.

O LP da foto aí em cima, por exemplo, é um disco gravado por Muhammad Ali com Frank Sinatra e Ritchie Havens, entre outros, para ensinar a molecada a combater as cáries! Detalhe: Ali canta e conta historinhas. Genial!

Essa foi dica do meu camarada Carlos Henrique Vasconcelos, companheiro d’O Globo e agora também blogueiro - confira em Mandrake: O Som e a Palavra (já adicionado em minha lista aí do lado)

Dinossauros

Posted by escriba on 27 Sep 2005 | Tagged as: blog


Sabe qual é o novo apelido do PSOL? Parque dos dinossauros… :)

Fique esperto!

Posted by escriba on 26 Sep 2005 | Tagged as: blog


Era esse o título original, em inglês, do seriado Agente 86 - Get smart! Pô, o espião mais atrapalhado da TV morreu e quase ninguém deu destaque. Que sacanagem!! Mas aqui n’O Escriba é manchete, claro!

Esqueça Mr. Beans, Chaves e afins, Maxwell Smart era “o cara”. Engraçado sem exageros, tinha um timing perfeito para os esquetes cômicos que fizeram a alegria de milhões de crianças mundo afora. E o programa era bom em tudo: texto afiadíssimo, enredos bem estruturados, personagens fantásticos, enfim. Brinquei muito de sapatofone, de câmara do silêncio e de Agente 13, aquele que se escondia nos lugares mais improváveis!! Um sorriso invade minha face só de lembrar…

Mas a-há! Será que não estamos presenciando o velho truque de se fingir de morto para enganar os agentes malígnos da Kaos? Não, o bom e velho agente 86 se foi. Que os portões dos céus não aprontem a mesma pegadinha reservada a ele na abertura do programa, lembram?

R.I.P.

Adendum: E agora foi a vez do Ronald Golias. É, como bem disse o Fábio nos comentários aqui, Deus deve estar mau humorado…

Peixe-boi?

Posted by escriba on 26 Sep 2005 | Tagged as: blog

Aproveitando o dia nublado e frio, levei o Martim no domingo a tarde ao Museu de Zoologia da USP, que fica lá no Ipiranga. Chegar lá já foi uma certa aventura já que eu nunca tinha ido praqueles lados de carro. Mas como quem tem boca vai à Roma (e com certeza ao Ipiranga também), meia hora depois de uns zigue-zagues pelo bairro chegamos ao museu. Logo na entrada um imenso esqueleto do Carnossauro e uma réplica de um Titanossauro deixaram Martim maravilhado. Depois vieram onças, jacarés, aves de todos os tipos, peixes, tamanduás, emas, carangueijo gigante, enfim, um sem fim de animais empalhados que meu filho fez questão de perguntar o nome um por um. A cara dele quando apresentei o peixe-boi foi sensacional. “Peixe-boi pai??” disse ele, encafifado. E passou o resto do dia repetindo: “peixe-boi?”

No final, a tradicional passada na lojinha pra comprar uma lembrancinha. Ofereci vários dinossauros invocados, mas Martim mostrou novamente sua vocação pra fazendeiro ao bater pé e exigir: “eu quelo mumu!!”

Bom passeio. O próximo será o Museu do Ipiranga, que eu mesmo ainda não conheço por dentro.

Animações

Posted by escriba on 25 Sep 2005 | Tagged as: blog

Pelo uma vez por dia tenho que passar pro Martim todas as animações das músicas do grupo 7 Secons of Love, sobre o qual já falei aqui (deixei até link da música Ninjas). É uma boa banda de ska londrina. O moleque tá fã dos caras, já já me pede uma camiseta e os discos… :)
Vc não viu ainda? Pô, vale à pena repetir então, são bem legais. Saca só:

Looking for my Leopard

Ninja

Winner

First Drink of the Day

Soluble

Wrong Bananas

Que situação…

Posted by escriba on 25 Sep 2005 | Tagged as: blog

Ah, a internet…

E ela falou…

Posted by escriba on 24 Sep 2005 | Tagged as: blog

Como sempre, Marilena Chauí mandou bem pacas!! Já tinha recebido o texto por email, mas agora tem link. Ver aqui!

Next Page »