Eu acredito em coincidências como fonte inexorável de entendimento do mundo em que vivemos. A sincronicidade cotidiana nos ajuda a furar o bloqueio da matrix das grandes corporações, desde que tenhamos a sensibilidade de ler nas entrelinhas dos fatos.

O editorial do jornal O Globo de hoje, defendendo os produtos transgênicos como fonte segura de riqueza e desenvolvimento, poderia reinar absoluto no noticiário, conquistando corações e mentes. Nele, os ambientalistas que são contra são chamados de radicais, por pedirem mais testes e estudos adicionais.

Mas eis que o jornal inglês The Independent publica matéria (reproduzida na Folha) divulgando o conteúdo de estudo da Monsanto, empresa do ramo de alimentos geneticamente modificados, que mostra que ratos alimentados com milho alterado desenvolveram anormalidades em seus órgãos internos e alterações em seu sangue. O estudo, obviamente, não foi divulgado pela Monsanto, que minimiza seus resultados.

Por essas e outras que os produtos com itens geneticamente modificados vendidos nos mercados e afins TÊM que ter informações adequadas nos rótulos. Estamos consumindo diversos produtos com substâncias transgênicas há anos sem saber. Isso é desonesto, pra dizer o mínimo. Temos o direito de saber o que ingerimos, mas a Nestlé, Novartis, Bunge e tantas outras (ver lista no site do Greenpeace) nos negam esse direito fundamental.

O jogo ainda está sendo jogado, senhores…