Estou atrasado nas atualizações aqui, mas só agora sobrou um tempinho extra pra eu poder contar um pouco dos bastidores da expedição Brasil Não É Nuclear, da qual estou participando. Já estou em Campina Grande, na Paraíba, capital brasileira do forró e das festas de São João (há controvérsias, Caruaru em Pernambuco também reivindica o título), onde fizemos a apresentação do balão mais cedo. Foi no Parque do Povo, local onde rola a gigantesca festa junina da cidade. O sol estava muito foda e tivemos que baixar logo o balão porque ele está se esgarçando. É, o balão tá morrendo, já está com mais de 12 anos (velhinho, velhinho…) mas guerreiro que é, vai aguentar até o final, com certeza!
Saímos de Salvador no domingo de manhã, rumo a Recife, numa viagem de cerca 900km, passando pelo norte da Bahia, Sergipe, Alagoas e, finalmente, Pernambuco. Além da picape que carrega o balão e os dois Palios Weekends, alugamos na capital baiana mais um veículo, desta vez um Dobló, para dar conta das bagagens de mais três voluntários do Greenpeace (Gilmar, Atualpa e Tatiana) que subiram a bordo em Salvador. Os voluntários e carro ficarão conosco apenas durante a parte nordestina da expedição. Vamos deixá-los em Salvador quando estivermos descendo para o sul maravilha.
Decidimos ir para Recife pelo litoral, para curtir o visual e assim pegamos a Estrada do Côco rumo a Aracaju, onde almoçamos (na verdade, foi numa espelunca na beira da estrada, a 5km da cidade, mas enfim…). Energias repostas, voltamos à estrada e fomos brindados por um pôr-do-sol belíssimo na travessia do rio São Francisco por balsa, entre as cidades de Santana do São Francisco e Penedo, em Alagoas. Chegamos a Maceió no início da noite, depois de passar um sufoco para achar um posto de gasolina que aceitasse cartão de crédito. Quase ficamos sem combustível… E ainda pegamos um grande engarrafamento na entrada da cidade – era o pessoal voltando do feriado da Semana Santa. Ficamos num hotel na praia de Pajuçara e só tivemos tempo de ir a uma pizzaria perto, para jantar.
Na manhã seguinte (segunda-feira), logo cedo, pegamos novamente a estrada. Tínhamos o dia inteiro para viajar até chegar em Recife, mas mesmo assim estávamos com pressa. Isso porque queríamos almoçar e dar um tchibum em Porto de Galinhas, e assim foi. Show de buela!
Em Recife, o evento aconteceu na UFPE, sob um calor senegalês. Não tinha muita gente, era feriado e não tinha aula na universidade, mas mesmo assim valeu. A TV Globo local entrevistou um dos ativistas da expedição ao vivo para o NE TV, matéria que foi reprisada no jornal da noite.
De Recife até Campina Grande foi tranquilo, dirigi a Dobló pelos quase 300km de estrada e ela foi bem até demais. Bom carro, espaçoso, confortável. Tudo bem que o motor de 1.3 deixa a desejar nas ultrapassagens, mas nada que não possa ser remediado, desde que o piloto seja bom… 
Agora, é descansar um pouco para enfrentar uma das partes mais difíceis da viagem. Vamos para Juazeiro do Norte, no Ceará, e depois para Juazeiro, na Bahia. Estaremos no meio do polígono da maconha (passaremos pela famosa Cabrobró) e todo cuidado é pouco. Temos que viajar em comboio e evitar a noite. Depois eu conto como foi.
Seguem abaixo algumas novas fotos!


Em Porto de Galinhas: Fluffy, Verônica, Luiz Paulo (o balonista), Paulinho (ajudante dele), eu e Tati.
Croco Press


Atravessando o rio São Francisco de balsa. Esse aí é o Dobló guerreiro!
Croco Press


Na balsa do rio São Francisco: Latha, Fluffly, Madá, Verônica, VideoX e Tati
Croco Press


Eu, mais vermelho do que nunca!!
Croco Press


A balsa do Velho Chico chegando a Penedo
Croco Press


Barcos atracados num pequeno ancoradouro na margem do rio São Francisco em Penedo (AL)
Croco Press


Balão no Parque do Povo, em Campina Grande.
Croco Press