Chegamos enfim a Juazeiro do Norte, no Ceará, terra de Padim Ciço! Foram pouco mais de 500km de Campina Grande (PB) até aqui, e eu novamente dirigi o caminho todo com a Dobló. Estou exausto e vim ao cyber só para pegar o mailing da imprensa daqui de Juazeiro pra chamar a reportaiada pro nosso evento de amanhã com o balão - e aproveitei claro pra deixar mais um post sobre a viagem. O pessoal aqui parece que já sabe que vai rolar o balão do Greenpeace (deve ter dado em alguma rádio local) porque muitos viam a picape com o embrulho verde e comentavam no Centro da cidade: “o balão chegou! olha o balão!” Gostei de Juazeiro do Norte, cidade simpática, bonitinha e arrumada.

A viagem foi relativamente tranqüila, pegamos trechos ótimos de estrada e outros em que parecia que estávamos na lua, pela quantidade de crateras na pista. Logo na saída de Campina Grande, fomos parados numa blitz da Polícia Rodoviaria Federal, na altura de São José da Mata, e o policial baixinho, gordinho e de bigode (a cara do sargento Garcia do Zorro) foi logo direto ao assunto: “Vocês estão vindo de Belo Horizonte, é? (as placas dos nossos carros são de BH, coisas da Localiza) Viajando muito? Então deixe um cafézinho pra nós”. Recusei, disse que estava sem um tostão no bolso e liberou muito a contra-gosto. Ê Brasil…

Passamos por paisagens bem diferentes do que estamos acostumados a ver pela TV aí no sul maravilha; muito verde, vales bonitos e cidadezinhas pacatas e humildes, mas não miseráveis. Um dos pontos altos foi quando passamos pela Chapada do Araripe, terra dos índios kariris, já próximo a Juazeiro do Norte.

As pessoas nos olhavam como se fossemos parte de alguma caravana de circo ou comboio de artistas, davam tchauzinho e tudo. Na estrada, todo cuidado era pouco com os animais que apareciam no acostamento e, às vezes, cruzavam a pista. Jegues, carcarás, lagartos, cachorros, bodes, cabras, bois, vacas, tinha de tudo.

Almoçamos em Piancó, no restaurante Sertanejo. Prato comercial a R$ 10, para duas pessoas, feijão, arroz, costela, frango e cuscuz honestíssimos! Na saída da cidade, demos de cara com uma multidão de pessoas vindo em direção contrária na estrada, estavam a caminho do cemitério para enterrar alguém. Os quatro carros parados, as pessoas passando e olhando pra gente, foi meio esquisito…

Bom, hora de jantar, vou detonar um baião de dois e um arrumadinho! inté!!