Óbvio ululante

Posted by escriba on 16 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, politica

O texto é da Míriam Leitão. Pela primeira vez, em muuuuuito tempo, eu concordo com algo que ela escreve. Sem tirar nem por. Vou até me benzer… :)

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse em sua primeira entrevista que quer discutir a política industrial. A declaração dele deve ter causado muita perplexidade no BNDES, no Ministério da Fazenda e no Ministério do Desenvolvimento: o que ele tem a ver com isso?

Minc está coberto de razão. Não existe mais no mundo a idéia de que o governo possa dar incentivo a empresas sem exigir a adoção de determinadas práticas ambientais. A política industrial focada em setores é bastante controversa, mas quando ela é utilizada pelos governos, ela exige contrapartida. Funciona para que o governo incentive e induza práticas modernas.

Por exemplo: está sendo cobrado do setor petroquímico que diminua emissões e poluição? não. Foi exigido do setor de madeira e imóveis que exporte madeiras certificadas? não.

Está no programa industrial que o setor vai receber incentivos e empréstimos para fazer campanha no exterior para vender mais móveis brasileiros lá fora. Mas isso não vai acontecer se a maderia não for certificada. Desse jeito, sempre ocuparemos um mercado marginal. A Petrobras é a única produtora de diesel no Brasil e há anos resiste a uma resolução do Conama para reduzir a poluição do combustível. O diesel do Brasil emite dez vezes mais enxofre do que o da Europa. Mas ninguém cobra nada da Petrobras.

Política industrial não é só dar financiamento e redução de impostos. Ela tem que induzir o setor da indústria a ir numa direção. A política industrial do governo Lula não ouviu nem uma vez o meio ambiente. Passou ao largo, como se no mundo de hoje, um setor pudesse ser impulsionado para o exterior sem cumprir requisitos ambientais.

O novo ministro Minc lembrou ao governo o óbvio. Mas às vezes até o óbvio precisa ser lembrado a quem está acostumado a pensar de forma velha.

De nível

Posted by escriba on 14 May 2008 | Tagged as: esporte, filmes, musica

Um dos melhores anúncios de todos os tempos, Next Level, da Nike (eu não compro tênis deles, mas os caras mandam bem pacas na publicidade. Um dia ainda me convencem…). O filme, mais uma obra-prima do Guy Ritchie, é bem bolado, executado e divulgado. E como se não bastasse, tem como trilha uma música foda de um dos meus grupos preferidos, Eagles of Death Metal.

Primeiro, o filme:

Agora, a banda, tocando o mesmo som, só que ao vivo:

Por fim, o clipe da música. Yummy!!

Tá difícil…

Posted by escriba on 14 May 2008 | Tagged as: boca no trombone, consumo


Desde o último dia 19 de abril tento ter internet na minha casa, mas o Ajato/TVA não deixa. De lá pra cá, se tive uma semana de internet foi muito. Já liguei trocentas vezes pro serviço de atendimento ao consumidor e não consigo resolver. Mandam eu desligar o modem, religar, dar reboot, etc e necas. E aí querem marcar as visitas dos técnicos em horários dos mais esdrúxulos - chegaram a propor a hora do almoço… do Dia das Mães!!

Perdi a paciência. Além de não pagar as mensalidades (se vierem cobrar, vou à Justiça numa boa), só aceito agora que o técnico apareça lá em casa com horário marcado. A primeira tentativa foi hoje, e obviamente eles não cumpriram o combinado. E se não ligo pra saber pq o técnico não apareceu às 9 horas, ia ficar esperando que nem um palhaço, porque segundo a atendente, eles iriam passar lá em casa “até as 13 horas”.  Recusei, claro. Eles remarcaram para sexta-feira, às 9h30. Não sei porque mas tenho quase certeza de que vão furar de novo…

Ia contar essa história no blog Tá Difícil…, mas cheguei atrasado - já tem inúmeros tópicos sobre o assunto por lá! O mais parecido com a minha queixa é este aqui. Quem tiver alguma reclamação pra fazer, mete bronca por lá!

Agenda ambiental subiu no telhado

Posted by escriba on 13 May 2008 | Tagged as: Amazônia, Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, biodiversidade, boca no trombone, floresta

O grande calcanhar de Aquiles do governo Lula sempre foi a pouca atenção dada às questões ambientais. Liberou variedades transgênicas de soja e milho, colocando nossa biossegurança em risco; retomou o programa nuclear, enquanto outros países apostam em energias renováveis como a eólica e solar; incentiva desmatadores na Amazônia e ainda quer reduzir a reserva legal no país para incentivar o plantio de palmáceas e outras plantas consideradas energéticas (cana, babaçu, mamona, e por aí vai) na onda dos biocombustíveis. Agora, com a demissão da Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, definitivamente a agenda ambiental subiu no telhado do governo Lula.

Parece que estamos voltando no tempo, mais precisamente à década de 1970, quando a ordem era desenvolver a qualquer custo, colocando questões ambientais como entraves ao crescimento do país. Com a queda de Marina, o Brasil parece ter optado por um modelo predatório, a la China. Um desastre.

Segundo notícias que li, Lula teria ficado irritado com a forma como Marina saiu do Ministério. Pois eu fiquei foi puto, e com Lula, por ter permitido que a situação chegasse a esse ponto.

Desencalhando um santuário de baleias

Posted by escriba on 13 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, baleias, blog, oceanos

Para que as cenas chocantes desse pequeno vídeo não aconteçam mais nos oceanos do planeta, é preciso manter a moratória à caça comercial de baleias, instituída em 1987 na Comissão Internacional de Baleias (CIB) e criar santuários de baleias, como os já existentes no Oceano Índico (criado em 1970) e na Antártica (1994). Esses santuários protegem diversas espécies que estão ameaçadas de extinção, como as jubartes, segundo a lista da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES).

Muita gente pergunta por que temos que proteger as baleias, pra que elas servem, que mal tem caçá-las? Basicamente, as baleias são ícones da biodiversidade dos oceanos, são seres vivos mágicos, com complexa organização social e não fazem parte da cadeia alimentar humana - com exceção de povos tradicionais como os esquimós e alguns vilarejos mais afastados no Japão, Islândia e quetais. Mais interessante apostar no turismo de observação, atividade que vem crescendo e já movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano no mundo.

Em 1998, o Brasil propôs na CIB a criação do Santuário do Atlântico Sul, mas nunca se empenhou de verdade por sua criação. Por outro lado, países baleeiros como Japão e Noruega fazem lobby pesado para evitar a criação de santuários e derrubar a moratória à caça comercial. Agora em junho, haverá uma decisiva reunião da CIB em Santiago do Chile. O santuário do Atlântico Sul pode enfim sair do papel, mas para isso o Brasil tem que jogar todo seu peso político nesse sentido.

É para tal que o Greenpeace está com uma campanha online para o envio de uma carta pedindo que o presidente Lula convide outros países em desenvolvimento a apoiarem a idéia durante a reunião da CIB. O objetivo é chegar a 10 mil cartas. Até o momento, já foram enviadas 3.500 - e a data limite é 26 de maio, uma semana antes da reunião no Chile.

Peço 10 minutos do seu tempo para assinar a carta. É só clicar aqui, preencher o pequeno formulário e pronto.

Quem tiver blog e quiser ajudar, participe da blogagem coletiva que o blog Meu Veneno está articulando. A blogagem já tem até selinho de divulgação, esse aí debaixo. Bela iniciativa!

Rumo aos 300 km de engarrafamento (com apoio da Folha)

Posted by escriba on 12 May 2008 | Tagged as: canalhice, carro, imprensa, politica

Que a imprensa de São Paulo não é exemplo de jornalismo, não é novidade alguma. Mas com a internet, fica cada vez mais difícil para o (tu) baronato da mídia manter a pose de vestal. Afinal, o que antes embrulhava peixe agora circula pela internet com uma velocidade impressionante. Veja o caso da ponte estaiada da marginal Pinheiros, já apelidada de estilingão. Foi inaugurada no último fim de semana com pompa e circunstância e matérias elogiosas dedicadas a ela por Folha e Estadão. O protesto feito por grupos contrários à obra, que preferiam ver os milhões gastos em ciclovias, despoluição do rio Pinheiros, etc, foi relegado ao pé das páginas de culto ao segundo maior monumento paulistano ao automóvel - o primeiro, a meu ver, é o minhocão, aquela aberração malufista no coração de São Paulo.


(desligue a rádio pra curtir o vídeo da invasão dos ciclistas na inauguração do estilingão)

O estilingão, no entanto, já foi alvo de muita pedrada dos (tu) barões da mídia paulista, principalmente da Folha. Isso porque a obra foi iniciada na gestão Marta Suplicy, em 2005. E o projeto inicial incluía a construção de moradias populares para os moradores de favelas locais, as mesmas que a gestão Kassab/Serra quer tirar dali na marra, com o vergonhoso cheque despejo de R$ 5 mil. Eu particularmente acho que a ponte é horrível, mas o projeto da Marta era bem mais interessante e socialmente justo do que o executado por Kassab/Serra.

Mas o que dizia a Folha em 2005? Segue abaixo o editorial publicado em maio daquele ano (resgatado pelo blog do Favre):

PROJETO EXTRAVAGANTE

É acertada a decisão do prefeito José Serra (PSDB) de retomar as obras que ligam as avenidas Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) e a marginal Pinheiros, deixando de lado a construção de duas pontes sobre o rio Pinheiros, na zona sul da cidade, previstas no projeto original aprovado pela administração da ex-prefeita Marta Suplicy. A justificativa apresentada por José Serra é que a construção dessas pontes estaiadas (suspensas por cabos de aço) encareceria desnecessariamente a obra.

A cautela e a mudança do projeto original são procedentes. Com as pontes endossadas por Marta, toda a empreitada custaria nada menos que R$ 147 milhões. Sem elas, o custo total -que inclui outras alterações na malha viária, além da construção das alças- cai para R$ 85 milhões.

É duvidoso, ademais, que a venda em leilões dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), títulos que dão direito de construir além dos limites estabelecidos em certas áreas da cidade, possa gerar recursos suficientes para arcar com as despesas previstas inicialmente no projeto. No ano passado, os leilões desses papéis, realizados para angariar fundos para a construção das pontes, não conseguiram amealhar mais do que R$ 35 milhões, soma muito aquém da estimada para a conclusão das obras.

Além de cara, a construção dessas pontes suspensas está longe de ser uma prioridade para aquela área da cidade. A ligação da avenida Roberto Marinho com a marginal Pinheiros pode continuar a ser feita, sem maiores transtornos, através de duas outras pontes já existentes a apenas 800 metros do local. Essa circunstância, aliás, torna ainda mais extravagante -e suspeito- o projeto deixado pela gestão petista, para o qual, até aqui, não foram apresentadas justificativas convincentes.

A pergunta que não quer calar é: a Folha mudou de opinião porque o estilingão foi batizado com o nome de seu patrono, o (tu) barão Octavio Frias de Oliveira?

Agora também temos!

Posted by escriba on 12 May 2008 | Tagged as: blog, internet

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Que porra é essa? É o QR-Code do Escriba, tipo um código de barras do blog. Pra que serve? Bom, confira aqui.

Só tenho agora que aprender a usar a bagaça…

Planeta faminto

Posted by escriba on 12 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, alimentação, comida, consumo, fotografia, livros

Descobri (eu não, o Marcos) de onde vieram aquelas fotos maneiras das famílias e seu consumo semanal de comida, que eu publiquei no post Baixo consumo não é sinônimo de consciência ecológica. É um reportagem especial da Time, sobre o livro Hungry Planet, do fotógrafo Peter Menzel. E não são apenas nove fotos, mas 25. Foi dividida em duas partes - a primeira tem 15 fotos, a segunda tem 10. São 30 famílias em 24 países. O Brasil não está incluido - fiquei até com vontade de fazer umas fotos do que seria o consumo semanal da minha família, por exemplo.

Na Amazon dá pra dar uma xeretada no conteúdo do livro, que é de 2005.

“Orgânicos dão sabor e qualidade de vida”

Posted by escriba on 09 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, orgânicos

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Acabei de subir no site do Greenpeace (na seção de Consumidores) a entrevista que fiz com a chef de cozinha Morena Leite, do restaurante Capim Santo - de SP e Trancoso. Faz parte de uma série dedicada à importância dos produtos orgânicos na alimentação e para o meio ambiente. Antes eu já tinha conversado com o Claude Troisgros (restaurante Olympe, no Rio) e a Flávia Quaresma (Bistrô Carême). Mês que vem tem mais!

Segue um trecho:

É possível viver hoje apenas consumindo produtos orgânicos?
Sim, já é possível se viver só de produtos orgânicos, mas a logística e o custo deixa tudo muito inviável, pelo menos por agora. O governo precisa incentivar e aumentar o crédito dos agricultores e agrônomos que têm se esforçado em ampliar as plantações orgânicas, respeitar as normas (que não são poucas) e continuar as pesquisas que prezam as formas naturais de controlar e combater pragas. Mesmo que isso venha incomodar as distribuidoras de alimentos industrializados. Como o governo nada faz sozinho, nós, que somos maior que ele, podemos colaborar modificando nossas escolhas e hábitos alimentares para gerar uma pressão natural.

E de quebra ela enviou uma receita com ingredientes orgânicos:

Sopa de cenoura orgânica com raspas de gengibre e pimenta dedo-de-moça (2 porções)

1 kg de cenouras
1 litro de água
1 colher de sopa de azeite extra virgem
4 dentes de alho
1 colher de chá de gengibre ralado
1 colher de café de pimenta dedo de moça picada
Sal a gosto
2 colheres de sopa de salsinha picada.

Coloque na panela a água, as cenouras inteiras (apenas raspe a casca), o azeite, o alho, o gengibre e a pimenta e o sal.

Leve a panela ao fogo e cozinhe até que a cenoura fique bem macia.

Retire a cenoura da água e passe por um espremedor ou amasse-a com um garfo e devolva na panela mexendo até engrossar um pouco.

Sirva em cumbucas de porcelana e salpique a salsinha para decorar.

Baixo consumo não é sinônimo de consciência ecológica

Posted by escriba on 08 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, comida, comportamento, consumo, imprensa

Em jornalismo, não é incomum a gente ver títulos de matérias que pouco ou nada têm a ver com seu conteúdo. Muitas vezes, o texto não traz informação que renda um bom título, ou o editor tem uma grande sacada e resolve dar o que chamamos de esquentada no título, pra atrair a atenção do leitor. Foi o que fizeram com a pesquisa da revista National Geographic, o Greendex 2008: Escolha do Consumidor e Meio Ambiente.

O tal Greendex consultou, pela internet, consumidores de 14 países sobre seus hábitos de consumo, transporte, habitação e alimentação, e apontou brasileiros e indianos como os mais verdes do mundo, seguidos dos chineses, mexicanos, húngaros, russos, ingleses, alemães, australianos, espanhóis, japoneses, franceses, canadenses e, por fim, americanos.

A impresa, com aquela profundidade de um pires que lhe é característica, cravou: brasileiros e indianos são os que mais respeitam o meio ambiente. Nada mais falso. Ora, está claro que países em desenvolvimento aparecem na frente não porque seus habitantes têm maior consciência ecológica, mas pelo simples fato de que eles não têm o mesmo padrão de consumo dos países desenvolvidos. Um indiano não gasta menos energia elétrica que um japonês, um chinês não come menos produtos industrializados que um inglês, um brasileiro não compra menos bugigancas que um americano por ser mais ambientalmente responsável. Essa afirmação é falsa. Eles, isso sim, causam é menos impacto ambiental com seus hábitos de consumo, porque seu atual nível sócio-econômico não lhes permite ter o mesmo padrão de vida que os europeus, americanos e japoneses. Se lhes for dada a chance - e a tal globalização vive pregando isso - consumirão tanto ou mais. E o planeta que se vire para sustentar tudo isso! A questão não é apenas a quantidade do que se consome, mas a qualidade desse consumo.

O site Story of Stuff, da ativista Annie Leonard, traz um dado interessante: 99% do que o americano compra vai pro lixo após apenas seis meses de uso! Não é de se estranhar. A base da economia americana é diretamente ligada ao consumo - tanto que, para resolver o problema da atual recessão, o presidente Bush está enviando cheques de até US$ 600 para cada americano que ganha até um X por mês para que ele gaste em compras. O padrão lá é: compre o quanto puder para que a economia americana não afunde. Não tá funcionando a contento e, pior, vai acabar afundando o planeta inteiro!

A propósito: recebi por email uma série de fotos que revelam de maneira bem interessante como é o consumo alimentar em uma semana de famílias típicas de nove países diferentes - Alemanha, Estados Unidos, Itália, México, Polônia, Egito, Equador, Butão e Chade. Não sei de onde veio essa série, mas as (belas) fotos falam por si:

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(Alemanha: Família Melander de Bargteheide. Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares)

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(Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte. Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares)

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(Italia: Família Manzo da Secília. Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares)

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(México: Família Casales de Cuernavaca. Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares)

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(Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna. Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares)

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( Egito: Família Ahmed do Cairo. Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares )

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(Equador: Família Ayme de Tingo. Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares )

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( Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey. Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares )

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( Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing. Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares)

Falha nossa

Posted by escriba on 08 May 2008 | Tagged as: blog, humor

Acabei de navegar por um site divertidíssimo, o The Fail Blog. Difícil explicar do que se trata, melhor olhar as imagens que ele traz - como essa aí de cima. É quase um tratado filosófico!

Fonte: Curto e Grosso (tá virando rotina…)

Santa Ceia no Twitter

Posted by escriba on 07 May 2008 | Tagged as: blog, humor, religião

Mais uma sacada genial do blog Ao Mirante, Nelson!

A Ilha Tipográfica

Posted by escriba on 07 May 2008 | Tagged as: infantil, livros

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Meu camarada Otávio está todo orgulhoso. E não é pra menos. A sua editora, a Olhares, está lançando o seu primeiro livro infantil - A Ilha Tipográfica -, indicado ao público infantil entre 6 e 9 anos. Vem acompanhado de um CD de jogos interativos. O lançamento será Centro Cultural da Juventude, na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte de SP). É longe, mas vale à pena. Ainda mais que o Frangó fica ali pertinho…

Ah, o mais legal: o livro pode ser baixado no site, num arquivo pdf. Então… já para a Biblioteca do Escriba!

Parabéns, Otávio, pelo lançamento do livro e pela iniciativa de pôr ele pra baixar na internet!!

O Escriba já tem candidato em 2010

Posted by escriba on 07 May 2008 | Tagged as: brasil, politica

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O senador José Agripino Maia (DEM-RN) tentou encurralar a ministra Dilma Roussef durante o depoimento dela hoje na Comissão de Infra-Estrutura do Senado e tomou uma invertida de dar dó. Ele lembrou que Dilma afirmara numa entrevista que ‘mentiu muito’ nos depoimentos que prestou quando esteve presa na década de 1970, durante a ditadura militar, tentando intimidá-la, insinuando que ela poderia mentir novamente. A resposta de Dilma foi dura e perfeita.

Confira o vídeo:

Dilma foi aplaudida enquanto o senador Agripino Maia, filhote da ditadura, ficou com cara de tacho. A ministra está com a bola toda. Não me surpreenderia se numa próxima pesquisa de opinião já aparecer com mais de 10% das intenções de voto em 2010.

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Aliás, por falar em eleições, se ela se candidatar à Presidência da República, tem meu voto. Se for com Ciro na chapa (independentemente de quem for o vice), mais ainda.

Foi suicídio, estúpido!

Posted by escriba on 06 May 2008 | Tagged as: Amazônia, Dorothy Stang, violência

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, foi absolvido nesta terça-feira em julgamento realizado em Belém, no Pará. Já o pistoleiro contratado para matar a religiosa, Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, foi condenado a 28 anos de prisão. O júri aceitou o argumento do pistoleiro, de que teria agido por conta própria. Foi o segundo julgamento de ambos. No primeiro, Vitalmiro havia sido condenado a 30 anos de prisão. Agora está livre como Dorothy estava quando foi emboscada em fevereiro de 2005, no meio da floresta amazônica, e morta com sete tiros a queima-roupa. Ela tinha 73 anos.

Não estranharia nem um pouco se, num hipotético terceiro julgamento, Fogoió também fosse absolvido e o júri decretasse que Dorothy Stang, na verdade, cometera suicídio!

É brincadeira… temos um monte de corruptos, mas nenhum corruptor; pistoleiros de aluguel à vontade, mas nenhum mandante.

Bela decisão, Dove!

Posted by escriba on 05 May 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, animais, biodiversidade, boca no trombone, consumo, greenpeace

A campanha do Greenpeace contra a Unilever deu certo! A empresa anunciou que pretende eliminar de seus produtos o óleo de palma (ou dendê) plantado de forma insustentável na Indonésia. Em discurso feito em Londres, o presidente da Unilever, Patrick Cescau, disse que toda matéria-prima usada nos produtos Dove será totalmente sustentável até 2015. Promessa é dívida e vamos cobrá-lo, sr. Cescau!

Agora a mira do Greenpeace e de outras ONGs ambientalistas se volta para empresas como Procter & Gamble, Nestlé e Kraft, que também usam o tal óleo de dendê.

As florestas tropicais da Indonésia são a casa de milhares de orangotangos, espécie ameaçada de extinção que vem sofrendo com os incêndios provocados na região - principalmente na ilha de Borneo - para a plantação de palmáceas usadas por grandes empresas de produtos de beleza e também como biocombustível. Essas queimadas também ameaçam o clima global, sendo responsáveis hoje por 4% das emissões de CO2 na atmosfera.

Confira abaixo o vídeo do Greenpeace que fez a Unilever mudar de atitude:


(Só pra lembrar: desligue a rádio antes de começar a ver o filme aqui, senão vai embaralhar tudo)

Ah, o filme do Greenpeace é uma paródia de um outro, da própria Dove, que discute a ditadura da beleza (?) na mídia. Muito bom por sinal, como também é a campanha da Dove - pena que para celebrar a beleza natural das pessoas, a empresa deixe um rastro de destruição na Indonésia. O filme original é esse aqui:

Pai do LSD faz última viagem, aos 102 anos

Posted by escriba on 30 Apr 2008 | Tagged as: Hofmann, Huxley, drogas, filosofia, livros

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Em entrevista concedida ao New York Times em janeiro de 2006, o químico suíço Albert Hofmann afirmou que o LSD - substância alucinógena que descobriu há 63 anos num laboratório da Sandoz - não aprofundou seu conhecimento da

morte. “Eu simplesmente vou voltar para o lugar de onde vim, para onde eu estava antes de nascer, só isso.”

Hofmann morreu nesta terça-feira em Burg, na Basiléia (Suíça). Grande figura. Deixou de trabalhar como químico e se tornou filósofo místico, graças às inúmeras experiências que teve com o LSD ao longo dos anos. Chamava sua criação carinhosamente de ‘medicina para a alma’ e defendia a continuação de estudos e pesquisas sobre os efeitos da droga no cérebro humano e o seu uso na psicanálise bem como no tratamento de distúrbios mentais graves. Considerava sem sentido a proibição do LSD e substâncias alucinógenas similares como a mescalina.

Navegando pela internet, encontrei a tradução do prefácio que ele escreveu para o livro Moksha, de Aldous Huxley. Esse livro é uma compilação de textos, artigos, entrevistas e palestras do escritor inglês sobre drogas psicodélicas e experiências visionárias. Huxley era um estudioso do assunto e, quando morreu (em 1963), pediu à mulher que lhe desse uma última dose de LSD no leito de morte.

Segue um trecho do prefácio:

Aldous Huxley dispôs-se a demonstrar como o poder interior dessas drogas sacramentais poderia ser usado para o bem-estar de pessoas que vivem numa sociedade tecnológica hostil a revelações místicas. Os ensaios e conferências reunidos neste volume vão permitir uma melhor compreensão dessas idéias. Na opinião de Huxley, o uso de psicodélicos devia ser parte de uma técnica de “misticismo aplicado” que ele descreveu para mim numa carta de 29 de fevereiro de 1962 como “Uma técnica para ajudar as pessoas a aproveitar o máximo de sua experiência transcendental e a usar suas percepções do ‘outro mundo’ ao lidar com ‘este mundo’. Meister Eckhart escreveu que ‘o que é recebido em contemplação tem que ser distribuído em amor’. Essencialmente é isto que deve ser desenvolvido – a arte de distribuir em amor e inteligência o que é recebido em visões e na experiência de autotranscendência e solidariedade com o universo.”

Em seu último e mais comovente livro, o romance utópico A ilha, Aldous Huxley descreve o tipo de estrutura cultural na qual os psicodélicos – chamados, em sua narrativa, medicina-moksha – poderiam ser aplicados de maneira benéfica. Moksha é, portanto, um título bem apropriado para este livro, pelo qual devemos agradecer aos seus organizadores.

Moksha é uma palavra sânscrita que refere-se à libertação do ciclo do renascimento e da morte. É, para os hindus, a transcendência do fenômeno de existir.

Boa viagem, Hofmann!

Mídia social avança

Posted by escriba on 29 Apr 2008 | Tagged as: blog, internet, tecnologia

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Hoje eu dei uma palestra aqui no Greenpeace sobre blogs e mídias sociais para um grupo de voluntários. Não sou especialista, mas como tenho blog e sou um dos maiores incentivadores para que o pessoal aqui também tenha (já convenci quatro!), me chamaram para falar. Pena que eu não tinha ainda lido a nova pesquisa da agência Universal McCann sobre o crescente uso de mídias sociais mundo afora.

Foram entrevistadas 17 mil pessoas em 29 países (a íntegra da pesquisa pode ser vista neste arquivo pdf) e descobriu-se que 78% dos usuários de internet hoje gostam de ler blogs e que 57% deles fazem parte de alguma rede social como Orkut, Facebook ou MySpace. E quem está numa dessas redes gosta de compartilhar fotos (55%) e tende a abrir um blog (31%). Na China, mesmo com toda a repressão, 70% dos usuários de internet escrevem num blog - são 42 milhões de blogueiros por lá. Para se ter uma idéia do tamanho disso, nos Estados Unidos, são ‘apenas’ 26 milhões.

Para efeito de comparação, no Brasil, segundo o Ibope, são cerca de 40 milhões de internautas e, desse total, 64% participa de redes sociais e 13% tem blogs.

Noves fora, quais são então as conclusões do relatório da McCann? Basicamente, o seguinte:

* O futuro do marketing é agir exatamente como você gostaria de ser percebido pelas outras pessoas, não apenas falar;

* Os internautas estão mais interessados em conteúdo e plataformas abertas e interconectados, e menos em portais;

* O consumo de mídia está se internacionalizando, limitado apenas pela barreira da língua, não de fronteiras;

* A comunicação (pessoal ou corporativa) deve envolver mídias sociais (blogs, redes sociais), que é onde os internautas passam a maior parte do tempo;

* É importante conferir a opinião que circula na blogosfera;

* É importante ter perfis nas mídias sociais para melhor comunicar seu conteúdo/produto/idéia.

Não à toa empresas têm pensado seriamente em investir numa nova profissão: a do mediador de mídias sociais. Esse é o futuro da comunicação. É bom estar ligado.

Maquiagem verde

Posted by escriba on 29 Apr 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, boca no trombone, consumo

Fonte da imagem: Curto e Grosso

O tempo passa, mas a cara-de-pau desse pessoal não muda nadica de nada… É posto de gasolina plantando árvores cada vez que você enche o tanque do seu carro; indústria nuclear pintando de verde suas usinas com o apoio de ex-ambientalistas (hoje lobistas, como Patrick Moore); governador do Mato Grosso defendendo o desmatamento para enfrentar a escassez de alimentos; e por aí vai.

A lista é infinita. Confira mais alguns exemplos nesta página, a Stopgreenwash.org.

Esta outra página, Climate Counts, traz um ranking com dezenas de empresas americanas dos mais variados setores da economia, de acordo com seu compromisso em enfrentar o aquecimento global, reduzindo emissões de CO2 e economizando energia, por exemplo. A Coca-Cola atingiu 57 pontos dos 100 possíveis. A tão badalada Apple, apenas 2.

O Greenpeace tem duas listas importantes que incentivam o consumo responsável: o Guia do Consumidor, com a lista de empresas brasileiras que usam ou não matéria-prima transgênica em seus produtos, e o Guia dos Eletrônicos Verdes.

É aquela velha história: não adianta apenas limpar a imagem e posar de moderninha, tem que limpar as ações também! E o consumidor tem que exercer seu poder de pressão, evitando produtos que desrespeitam o meio ambiente - e por tabela a eles próprios. Afinal de contas, não adianta nada ter um discurso verde e ter a casa repleta de itens ’sujos’.

Orgânicos em SP

Posted by escriba on 29 Apr 2008 | Tagged as: Meio Ambiente, alimentação, blog, orgânicos

Pelo visto, o feriadão vai ser chuvoso em sampa. E como meus filhos estarão viajando com a mãe, já estou preparando minha agenda. Tem aniversário do camarada Flávio Freire na quinta, jazz no sábado e até um evento sobre agricultura orgânica que vai rolar no prédio da Bienal no Parque do Ibirapuera. Como tenho investido numa alimentação orgânica, acho que vou dar uma passadinha lá pra conferir as novidades.

Dica do blog Outra Agricultura, eleito pelo pessoal da revista Época um dos 10 melhores sobre meio ambiente do Brasil.

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