Escriba em casa nova

Posted by escriba on 24 May 2009 | Tagged as: Uncategorized

É, mais uma vez estou mudando de endereço. Fiquei sei lá uns três anos usando esta ferramenta do wordpress mas questões técnicas me fizeram procurar um novo porto seguro pro Escriba. Agradeço ao Passamani, meu camarada que tanto perturbei, pela guarida e pelos galhos quebrado! Agora estou lá com o pessoal do Interney.

Por razões óbvias, vou parar de atualizar o blog por aqui, tudo será feito no novo endereço, anota aí: http://www.interney.net/blogs/oescriba/. Vou tentar fazer com que o www.escriba.org seja redirecionado para lá. Valeu!

O Escriba versão 4.0, ativar!

Pequena notável pode virar peça de decoração

Posted by escriba on 17 May 2009 | Tagged as: fotografia

Ficar em casa durante um fim de semana friorento tem suas vantagens. Sem frilas pendentes ou filhos pra cuidar, passei sabado e domingo arrumando a casa e eis que redescubro uma preciosidade comprada pela minha mãe na década de 1980, descansando numa caixa vermelha num canto obscuro do armário: uma legítima câmera fotográfica Pentax Auto 110, considerada por aí como a mais versátil pequena câmera automática já feita. Corpinho enxuto, três lentes (18mm, 24mm e 50mm), filtros variados, motor, flash. Fiquei que nem criança quando ganha brinquedo novo, mas logo veio a ducha de água fria: o filme! A Auto 110 só funciona com os hoje raríssimos filmes 110 outrora produzidos pela Kodak e Fuji. Na Amazon, encontrei um cartucho de 24 poses por incríveis US$ 75! Espero que minha pesquisa tenha sido falha, que exista algum santo lugar pra comprar esses filmes a preços razoáveis. Algum fotógrafo na área pra dar uma força?

O manual, pelo menos, achei num site na internet. Clique aqui (com o botão direito do mouse) para baixar o arquivo pdf. (Vou aproveitar e publicar na Biblioteca do Escriba também).

Tá, ok, talvez seja mais fácil adquirir esta outra belezinha, a Canon G10. A ver…

Quem avisa amigo é

Posted by escriba on 17 May 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, imprensa

Pois é, e não é que os tais ecoxiitas que alertavam lá atrás que a aprovação do milho transgênico pelo Brasil traria problemas aos agricultores estavam certos? Os produtores do Paraná, responsáveis pela maior parte do milho plantado no país, estão sofrendo com a contaminação de suas lavouras pela versão transgênicas, assunto tão grave que ganhou manchete na Folha dias atrás. Se ambientalistas fossem mesmo chatos ficariam que nem aquele personagem de Carangos e Motocas que, ao final de cada episódio, repetia: “Eu te disse! Eu te disse!”

Há mais de uma década que a contaminação no campo provocada pelas culturas transgênicas é conhecida e denunciada, bem como a ameaça que representam à biodiversidade e o aumento no uso de agrotóxicos no campo. A imprensa brasileira, no entanto, passou esse tempo todo apenas reproduzindo o canto da sereia entoado pela indústria de biotecnologia, de que os transgênicos aumentariam a produção, os ganhos dos plantadores, combateriam a fome, seriam a resposta para a agricultura em tempos de mudanças climáticas. Mais de 20 anos depois da tecnologia estar na praça, o que temos? Plantas geneticamente modificadas para resistir a agrotóxicos - tudo feito pelas mesmas empresas (Bayer, Monsanto, Basf, Dow Química). Não é uma beleza? Não é raro ler editorais acusando ambientalistas e cientistas de serem ‘anti-ciência’, ‘obscurantistas’ ou mesmo ‘terroristas’, por pedirem tão somente um maior cuidado com um assunto envolto em tanta polêmica.

Foi preciso que diversos países europeus levantassem barreiras aos transgênicos no campo - entre eles França e Alemanha, dois dos maiores produtores agrícolas da Europa - e que a primeira colheita de milho transgênico no Brasil fosse tamanho desastre para que a nossa imprensa olhasse para fora da semente e percebesse que o quadro geral é bem mais feio que pintavam os promotores da nova tecnologia.

A questão toda não é a tecnologia em si. Como bem observou Jeffrey Smith em sua entrevista ao Roda Viva (gravada na última quinta-feira e que deve ir ao ar em breve na TV Cultura), ela pode um dia vir mesmo a ser interessante para a agricultura. “Mas ainda estamos longe desse dia”, alertou o americano, diretor executivo do Instituto pela Tecnologia Responsável e autor dos livros Sementes da Decepção e Roleta Genética, cuja edição nacional foi lançado semana passada no Brasil.

Tendo como entrevistadores Flavio Finardi Filho, professor da USP e membro do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) - ONG bancada pela indústria de biotecnologia -, os jornalistas Alexandre Mansur (revista Época), Fernando Lopes (Valor Econômico) e Washington Novaes, Jeffrey Smith fez uma bela exposição dos riscos que corremos ao liberar no campo uma tecnologia tão cheia de buracos. Mansur e Finardi Filho, com a ajuda do apresentador Heródoto Barbeiro, bem que tentaram encurralar o entrevistado (”Então a FDA não é confiável?”, “A imprensa está vendida?”, “Se os transgênicos são tão ruins, porque tantos agricultores querem plantá-lo?”), mas ele se saiu bem lembrando da força da Monsanto no órgão federal americano que regula os alimentos no país; do caso dos jornalistas da Fox perseguidos por denúncias ao Posilac; e das muitas ilusões que a indústria vende aos produtores. Não foi contestado, apenas recebeu de volta risinhos debochados. A discussão, como se vê, ainda engatinha por aqui. Quando a imprensa brazuca parar de ver a questão toda por meio apenas das informações vindas da indústria, talvez aí as coisas fiquem mais claras. Por ora, serve apenas de biombo para uma ciência cega, que corre para chegar mais rápido ao buraco.

A imprensa aliás, como bem observou Luciano Costa Martins, é mais do que cúmplice disso tudo; é coautora do crime que se está cometendo com a agricultura e meio ambiente brasileiros. Não adianta culpar apenas o governo pela falta de fiscalização (a velha mania nacional), como fez a Folha na matéria sobre o milho transgênico no Paraná, é preciso rever parâmetros na hora de discutir temas tão controversos, para dar um panorama mais claro que vem acontecendo. Ou vão esperar o caldo entornar geral para enfim notarem que há mais verdades por aí do que as alegadas pelo CIB e companhia?

Ninguém aqui é contra a tecnologia, mas sim contra a sua aplicação inadequada. Devagar com o andor, galera, que o planeta é de barro.

Em tempo: Dias atrás, um membro da CTNBio, comissão encarregada da aprovação dos transgênicos no Brasil, visitou este blog e questionou minha argumentação sobre o assunto. Pedi uma entrevista ao Paulo Paes de Andrade, geneticista da UFPE, ele aceitou.

As respostas às 10 perguntas enviadas estão aqui. Agradeço ao Paulo pela boa vontade e elegância com que vem travando o debate - pelo menos neste blog.

CoalFinger

Posted by escriba on 15 May 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, energia

Animação produzida pelo Greenpeace sobre o carvão, uma das maiores ameaças ao clima do planeta. Saiba mais aqui. Assista e divulgue!

A crise e os logos

Posted by escriba on 15 May 2009 | Tagged as: economia

A crise econômica revelou outro lado de muita empresa:

Pela liberdade na internet!

Posted by escriba on 08 May 2009 | Tagged as: boca no trombone, internet

Para saber mais sobre o evento e dos motivos do ato público, visite a página Mega Não!

Acompanhe também pelo twitter, nos canais #meganao e #ai5digital.

Vamos pegar leve com a carne?

Posted by escriba on 07 May 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, alimentação, consumo, humor

Reduzir o consumo de carne é bom para a sua saúde e para o planeta. Sou carnívoro de longa data mas faz tempo que venho readequando minha dieta. Ainda estou longe de ser vegetariano, mas tenho conseguido manter uma boa média de dois bifões por semana. E não me sinto menos alimentado por conta disso. Aliás, isso é uma grande lenda, de que só comendo carne podemos ser fortes, sadios e dispostos para a vida moderna. Confira aqui a palavra de 5 grandes esportivas de primeiro time.

O pessoal do Do The Green Thing tem feito campanha para conscientizar as pessoas de que reduzir o consumo de carne é bom para todos - até para a indústria, que poderia melhorar suas atuais práticas de criação de animais.

Um vídeo divertido foi produzido sobre o tema, com reportagem de Jeremy Bovine, confira:

Moosnight from Green Thing on Vimeo.

Edy foi a estrela da Virada Cultural 2009 em SP

Posted by escriba on 06 May 2009 | Tagged as: cultura, musica

Pela primeira vez me aventurei na Virada Cultural de São Paulo pra valer, circulando pelas ruas do centro da cidade na noite do último sábado e madrugada de domingo. Assisti a shows bem legais do Geraldo Azevedo, Joelho de Porco e Trio Mocotó, vi o Jon Lord todo prosa na sacada de um hotel na avenida Ipiranga, acenando para o público (fui perguntar prum cara na rua se era mesmo o ex-tecladista do Deep Purple e o cara, bebum, me disse: “Não sei, mas aquele ali do lado dele é o Steven Segall…), tomei um estabaco inacreditável na Praça da República quando acelerei o passo pra não perder a apresentação do Joelho de Porco (foi bom pracarái) e me esbaldei no palco samba-rock ali na avenida Rio Branco, principalmente vendo os casais rodopiarem na rua, no meio da galera, em espaços mínimos, lindo lindo.

Mas perdi dois showzaços: o coletivo Instituto, BNegão e outros camaradas tocando as músicas do Tim Maia Racional, na avenida São João, e a apresentação do Edy Star no Parque da Luz, no palco dedicado aos 20 anos que estamos sem Raul Seixas. Edy cantou as músicas do antológico disco Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez, que gravou em 1971 com Raul, Miriam Batucada e Sérgio Sampaio.

Sou fã do Edy, já o entrevistei para uma matéria na revista Outra Coisa (arquivo em PDF), escrevi um verbete na Wikipedia sobre ele, e volta e meia nos falamos, por email ou pelo orkut. Hoje recebemos, eu e vários outros fãs/amigos/admiradores, mensagem dele diretamente de Madri, onde mora. Nela, Edy agradece o carinho com que foi recebido durante o evento e faz as honras de dividir os aplausos com quem de direito. Vou tomar a liberdade de publicar aqui a mensagem, tenho certeza de que ele aprovará.

Valeu, Edy! Vc definitivamente é uma estrela!

Amiguinhos,

estou acabando de chegar em casa, em Madrid, com a alma em festa y o êxtase de uma missão bem cumprida!

Y logo ao abrir o correio, encontro as mensagens de muitos amigos, ansiosos de divulgar y também fazer chegar até mim, os ecos do êxito do nosso show!

Para mim, que só estava preocupado em fazer um bom espetáculo y nâo decepcionar aos Raulseixistas, é uma grata surpresa y alegria, saber que fui considerado pela maioria da assistencia o `melhor show´do Palco Raul..

Ver o reconhecimento do esforço do trabalho a que me propuz..

Mas, que saibam todos, que NÂO É um show unicamente meu! É uma coisa de grupo, de equipe… Que seria de mim, se não tivesse subido ao palco com o grupo que desejava y escolhi?

Y assim, quero fazer saber que nada teria o sucesso obtido, se lá não estivesse o excelente guitarrista Caverna, o arrepiante baixo do Lu Stopa, y todo o resto da banda: o Dada no teclado, o Américo na bateria, as incríveis y simpáticas meninas Ivani y Renata (Táta) no back-vocal.

Havia tambem o garoto da percursâo, y o trio de metais (que não lembro nomes agora!), y mais a presença-surpresa do Thildo Gama com seu sax, que foi de Salvador especialmente pra estar conosco!

Outras figuras que não podem ser esquecidas: o Sylvio Passos, a quem convidei pra contracenar comigo nas vinhetas, fazendo as `falas´ do Raul (quem poderia fazer melhor?), y o Rodrigo Titarelli (o Rodrigâo de Belô!) que também veio de Belo Horizonte só pra encarnar o Dr. Paxeco, pra delírio do publico…

Então, a toda essa gente, sou muito agradecido.

Eles é que me deram a segurança nescessaria pra fazer um show diferente bem ao meu gosto: honesto, divertido, colorido, cativante, y acima de tudo respeitando y encarnando o verdadeiro espírito anárquico-crítico da `Sociedade Kavernista – Apresenta Sessão das 10´.

Independente do pessoal da técnica, de luz y som, a quem também agradeço,

*OBRIGADO A TODA ESSA GENTE, ESSES MUSICOS MARAVILHOSOS QUE ME APOIARAM;

*AOS AMIGOS QUE LÁ ESTIVERAM , QUE APLAUDIRAM Y SE DIVERTIRAM;

*AO PESSOAL DA PRODUTORA, QUE ME CONVIDOU Y CONFIOU;

*AOS JORNALISTAS TODOS,

MAS PRINCIPALMENTE AO EDMUNDO LEITE (O Estado de São Paulo), QUE ESCREVEU `ESSA COISA´ SOBRE O `NOSSO SHOW´ - leia aqui.

Petropolis

Posted by escriba on 04 May 2009 | Tagged as: Meio Ambiente, Rede Ecoblogs, brasil, comportamento, documentario, energia, filmes

Embaixo da floresta boreal canadense, em Alberta (ao norte do país), está a segunda maior reserva de petróleo do mundo. Numa areia escura e lamacenta, que se estende por uma região quase do tamanho da Inglaterra, está o betume, que vem atraindo cada vez mais o interesse das grandes companhias petrolíferas do mundo. Só que esse ‘ouro negro’ é puro veneno. Para se obter um barril de betume ‘limpo’, são necessárias duas toneladas dessa areia, um processo que gasta muita energia, emite CO2 na atmosfera como poucos e desmata quilômetros e mais quilômetros de florestas primárias. Perto das areias betuminosas de Alberta, o pré-sal brasileiro é fichinha - tanto em tamanho como em danos possíveis ao meio ambiente. O Greenpeace Canadá fez um impressionante documentário sobre essa nova fronteira petrolífera e seu impacto no meio ambiente - local e mundial. O filme se chama Petropolis e ganhou este ano o prêmio do júri num festival suíço de documentários, em Nyon. Confira o trailer aqui.

EM TEMPO: Acabei de ficar sabendo que o presidente Lula, em uma reunião na última quinta-feira em Brasília, admitiu pela primeira vez a hipótese de participar da Conferência da ONU sobre clima marcada para dezembro em Copenhague. A idéia é dar mais peso à apresentação do plano brasileiro de combate às mudanças climáticas, o que inicialmente estaria a cargo dos ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) e Carlos Minc (Meio Ambiente). Lula que aproveitar seu prestígio internacional para dar uma ‘bombada’ na proposta brasileira. Se até lá ele melhorar o documento, incluindo propostas como o desmatamento zero na Amazônia, maior incentivo às energias renováveis no país e a proteção dos oceanos com a criação de áreas marinhas, pode ser um bom negócio mesmo.

Simonal, o filme

Posted by escriba on 03 May 2009 | Tagged as: documentario, filmes, musica

Terça-feira (5/5) tem um filme imperdível no Cine Bombril, que fica ali no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista: Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei, documentário sobre o cantor que foi o ‘rei da cocada preta’ nos anos 60 e 70 no Brasil. A sessão começa às 20 horas e a entrada é gratuita - estão recomendando chegar uma hora antes para pegar senha/ingresso.

Wilson Simonal era o nosso Nat King Cole, uma simpatia só, cantava sorrindo, com uma abençoada voz aveludada e balanço a toda prova. Armaram pra cima dele, por inveja, despeito, filhadaputice, sei lá, e assim o Brasil deixou de curtir por mais tempo esse genial artista - ele ficou na sarjeta de 1974 a 1992. Ainda voltou à ativa, mas durou pouco, morrendo em 2000 devido à mardita cachaça.

(fonte: Agenda Cult)

Next »